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W2018-09-04T12:58:17+00:00

WAALER ROSE

CBHPM 4.03.07.86-7

AMB 28.06.101-2

Sinonímia: Teste de Waaler e Rose. WR.

Fisiologia: Os "Fatores Reumatóides" (FR ou RF) são autoanticorpos pertencentes predominantemente à classe das IgM, dirigidas contra o fragmento Fc das IgG humanas. Os FR podem pertencer a diferentes classes de imunoglobulinas: IgM, IgG, IgA, IgD ou IgE. Os FR são produzidos por células da linhagem linfoplasmocitária do baço, dos gânglios linfáticos e também no infiltrado profundo das membranas sinoviais. Esta auto-imunização anti-IgG ocorre em resposta a um estímulo do sistema imune de causa ainda desconhecida. Essa reação imune então se pereniza na membrana sinovial e tem um papel preponderante na patogenia da Artrite Reumatóide.

Material Biológico: Soro ou líquido sinovial.

Coleta: 2,0 ml de soro ou de líquido sinovial.

Armazenamento: Congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins: FR, FAN, Mucoproteínas, PCR, VHS e ASLO.

Valor Normal:

Não reagente

"Borderline"

Reagente

até 1/8 ou 8 UI/ml

1/16 ou 16 UI/ml

1/32 ou 32 UI/ml em diante

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum

Método: Aglutinação de hemácias de carneiro revestidas com imunoglobulinas (IgG) de coelho anti-eritrócitos de carneiro.

Interpretação: Reação Positiva de Waaler Rose ocorre na grande maioria dos pacientes portadores de artrite reumatóide. Doenças auto-imunes, hepatites, endocardites e sífilis também podem levar à detecção do fator reumatóide.
Essa reação não possui reprodutibilidade nem especificidade adequadas. Sugere-se como alternativa a dosagem imunonefelométrica do Fator Reumatóide.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://bioch.ap-hopparis.fr/analyses/Bioforma/Facteur%20rhumatoide.htm

WEIL FELIX

RICKETTSIOSE

CBHPM 4.03.08.20-0

AMB 28.06.088-1

Sinonímia: Pesquisa de Rickettsiose. Pesquisa de Riquetsiose. Tifo. Febre maculosa. Rickettsia prowazekii, R. rickettsii, R. conorii, R. australis, R. sibirica, R. akari, R. mooseri, R. tsutsugamushi, Coxiella burnetii, Rochalimaea quintana, R. typhi, R. felis e Orientia tsutsugamushi.

Taxonomia: Reino Prokaryotae, Filo Bacteria (Eubacteria), Classe Proteobacteria, Subclasse Alphaproteobacteria, Ordem Rickettsiales, Família Rickettsiaceae, Subfamília Rickettsiae, Gênero Rickettsia, Espécies diversas.
Os vetores dessas bactérias são pulgas, piolhos, ácaros e carrapatos.

Material Biológico e Coleta: 2,0 ml de soro.

Armazenamento: Congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Valor Normal: Negativo ou Não reagente

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método: Aglutinação com antígenos bacterianos (Proteus).

Interpretação: Pesquisa de rickettsioses em pacientes que apresentam quadro sugestivo. Falsos positivos podem ocorrer em pacientes com doenças hepáticas, quadro de leptospirose ou infestações por protozoários.
A febre maculosa brasileira, também chamada de Febre maculosa de São Paulo, é causada pela Rickettsia rickettsii e é transmitida pelo carrapato Amblyomma cajennense.
É conhecido como "carrapato estrela", "carrapato de cavalo" ou "rodoleiro" (ver figura), as suas larvas por "carrapatinhos" ou "micuins, e as ninfas por "vermelhinhos". São hematófagos obrigatórios, necessitando de repastos em três hospedeiros para completar seu ciclo de vida. O homem é intensamente atacado nas fases de larvas e ninfas, principalmente durante a primavera e o verão.

Taxonomia: Reino Animalia, Filo Arthrtopoda, Subfilo Chelicerata, Classe Arachnida, Subclasse Acari, Subordem Metastigmata, Família Ixodidae, Gênero Amblyomma, Espécie cajennense.

Carrapato transmissor de febre maculosa Amblyomma cajennense A: vista superior. B: vista inferior.
Fonte: Mem. Inst. Oswaldo Cruz. 59(2): 115-130 - Jul., 1961

DOENÇA

Febre maculosa das Montanhas Rochosas

Febre botonosa

Febre maculosa brasileira/São Paulo

Febre variceliforme

Tifo murino

Tifo endêmico

D. de Brill-Zinsser

Tifo rural (tsutsugamushi)

Febre Q

Febre das trincheiras

OX-19

Pos

Pos

Pos

Neg

Pos

Pos

Neg

Neg

Neg

Neg

OX-2

Pos

Pos

Pos

Neg

Pos

Pos

Neg

Neg

Neg

Neg

OX-K

Neg

Neg

Neg

Neg

Neg

Neg

Neg

Pos

Neg

Neg

RICKETTSIOSES:

DOENÇA

Febre botonosa do mediterrâneo

Febre maculosa das Montanhas Rochosas

Febre maculosa brasileira ou de São Paulo

Siberian tick typhus North Asian tick typhus

Febre botonosa de Israel

Febre variceliforme Rickettsial pox

Febre Q - Query fever (do carrapato de Queensland)

Febre botonosa

Febre de Astrakhan

Febre do carrapato africano

Pseudotifo da Califórnia

Febre botonosa oriental

Tifo epidêmico

Tifo murino

Tifo rural Tsutsugamushi

Febre botonosa

Febre com escara

D. de Brill-Zinsser

Febre das trincheiras

AGENTE ETIOLÓGICO

Rickettsia conorii

Rickettsia rickettsii

Rickettsia rickettsii

Rickettsia sibirica

Israelii tick typhus rickettsia

Rickettsia akari

Rickettsia australis Coxiella burnetii

Rickettsia honei

Astrakhan fever rickettsia

Rickettsia africae

Rickettsia felis

Rickettsia japonica

Rickettsia prowazekii

Ricketssia typhi (Rickettsia mooseri)

Orientia tsutsugamushi

Rickettsia mongolotimonae

Rickettsia slovaca

Rickettsia prowazekii

Rochalimaea quintana

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.kcom.edu/faculty/chamberlain/Website/diseases.htm
http://www.sucen.sp.gov.br/doencas/f_maculosa/texto_febre_maculosa.htm
http://icb.usp.br/~marcelcp/

WESTERN BLOT – HIV 1+2

IMUNO BLOT

CBHPM 4.03.07.87-5

AMB 28.06.152-7/99

Sinonímia: Western Blotting. Reação confirmatória para HIV-1 e/ou HIV-2. Anti-HIV I/II confirmatório.

Fisiologia: Taxonomia: Família Retroviridae, Gênero Lentivirus, Espécie HIV-1 e HIV-2.
O HIV-1 apresenta 3 grupos M, N e O.
O grupo M compreende 11 subtipos de A a K.
O HIV-2 compreende 6 subtipos de A a F.
Genoma clássico constituído de genes env, gag e pol e por outros menores tat, rev, nef, vif, vpr e vpu.
O HIV-1 é uma zoonose transmitida por primatas originários da bacia do Rio Congo na África central. Atualmente é mundial.
O HIV-2 foi inicialmente encontrado na África ocidental e hoje aparece na Índia e na Tailândia.

Material Biológico e Coleta: Soro.

Coleta: 1,0 ml de soro.

Armazenamento: Congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins: CD4/CD8. HIV-quantitativo. HIV-resistência a medicamentos. HIV-qualitativo. Anticorpos anti-HIV 1+2.

Valor Normal: Não reagente ou Negativo: ausência de qualquer banda ou apenas Reagente ou Positivo para a banda p17.

HIV-1

Negativo

Positivo fraco

Positivo forte

HIV-2

ausência de bandas p24/25 e gp41

presença de bandas p24/25 e/ou gp41, gp110/120 e/ou gp160

presença de bandas p18, p24/25, p31/34, p39/40, gp41, p51/52, p55, p66/68, gp110/120 e gp160

a presença de gp36 com ausência de gp41 é indicativa de HIV-2

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. No caso de gestante, informar a idade gestacional.

Interpretação: Teste confirmatório para a pesquisa de anticorpos específicos contra antígenos do vírus HIV-1 e 2. Resultados indeterminados devem ser acompanhados por certo período de tempo, sempre correlacionados ao quadro clínico do paciente.

GENE

env

env

pol

gag

pol

env

gag

pol

gag

gag

BANDA

gp160

gp110/120

p66/68

p53/55

p51/52

gp41

p41/45

p39/40

gp36

p31/32/34

p24/25

p17/18

p15

HIV-1

Reagente

Reagente

Reagente

Reagente

Reagente

Reagente

Não reagente

Não reagente

Reagente

Reagente

Reagente

HIV-2

Reagente

Reagente

Reagente

Reagente

Reagente

Não reagente

Reagente

Reagente

Reagente

Legenda:
gp = glicoproteína
p = proteína

Os genes do genoma do HIV são:

  • gag(codifica as proteínas da cápside viral);
  • pol(codifica principalmente a transcriptase reversa) (Obs. gage poljuntos podem ser expressos numa fita mais longa chamada "gag-pol");
  • env(codifica as proteínas associadas ao envelope viral).

E os genes regulatórios:

  • tat;
  • rev;
  • nef;
  • vif;
  • vpr;
  • vpu(ausente no HIV-2);
  • vpx(ausente no HIV-1).

O genoma do HIV tem também o "Long Terminal Repeat" (LTR) em cada extremidade de seu genoma. Não é exatamente um gene mas uma seqüência de RNA/DNA que é a mesma em cada extremidade, tendo finalidades estruturais e regulatórias.

Sitiografia E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://hiv-web.lanl.gov/content/immunology/pdf/2000/intronomeMaps.pdf
http://www.mcld.co.uk/hiv/?q=HIV%20genome

WESTERN BLOT – HTLV 1+2

HTLV-I/II

CBHPM 4.03.07.88-3

Sinonímia:
HTLV-I/II. Vírus da paraparesia espástica tropical.
Vírus linfotrópico de células T humanas.
Não confundir com HIV-1 / HIV-2 que pertencem ao HTLV-3! HTLV = Human T-cell Lymphoma (ou Lymphotropic) Virus.

Fisiologia:
Taxonomia:
Família Retroviridae, Gênero Deltaretrovirus, Espécie Human T-cell lymphoma virus.
RNAvirus com envelope.
Esses vírus são transmitidos, com menor intensidade, pelos mesmos mecanismos do HIV (via sangüínea, sexual e vertical), sendo o principal, o uso de drogas EV, seguido pelo vetor homem→mulher (60 %) enquanto que mulher→homem (só 1 %).

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
CD4/CD8.

Valor Normal:
Não reagente ou Negativo: ausência de qualquer banda.

Não reagente

Reagente para HTLV

Reagente para HTLV-1

Reagente para HTLV-2

Reagente para HTLV-1 e HTLV-2

Indeterminado

ausência de bandas

presença de bandas p19 ou p24 e GD21

presença de bandas p19, GD21 e rgp46-I

presença de bandas p24, GD21 e rgp46-II

presença de bandas p19, p24, GD21, rpg46-I e rgp46-II

presença de alguma banda, mas fora dos padrões acima

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interpretação:
HTLV-1: associado a processos leucêmicos de células T do adulto, à paraplegia (paraparesia) espástica tropical (TSP) e a alveolites linfocitárias.
HTLV-2: leucemia por tricoleucócitos (hairy cells). A presença de anticorposanti HTLV-1/2 no soro é indicativa de contato prévio com esses vírus porém não está obrigatoriamente ligada à doença.
Obs.: na sorologia, resultados falso-positivos foram relatados em pacientes após vacina antigripal (anti-influenza).

GENE

env

env

gag

env

gag

gag

gag

gag

env

gag

env

BANDA

rgp46-I

rgp46-II

p53

gp46

p36

p32

p28

p26

p24

gp21

p19

GD21

HTLV-1

Reagente

Não reagente

Reagente

Reagente

HTLV-2

Não reagente

Reagente

Reagente

Reagente

Legenda: 
gp	= glicoproteína 
p	= proteína 

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

WIDAL

SALMONELOSE

CBHPM 4.03.07.89-1

AMB 28.06.103-9

Sinonímia:
Sorologia da febre tifóide e paratifóide.
Salmonella typhi. Bacilo de Eberth. Salmonella typhosa(ant.). Salmonella paratyphi A e B.
Aglutininas anti-salmonela. Aglutininas tifóides.

Fisiologia:
Taxonomia:
Reino Prokaryotae, Filo Bacteria (Eubacteria), Classe Proteobacteria, Subdivisão delta e epsilon, Subclasse gammaproteobacteria, Ordem Enterobacteriales, Família Enterobacteriaceae, Gênero Salmonella, Espécie typhi e paratyphi.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
Soro volume mínimo: 2 ml
Coletar o sangue entre 7 a 14 dias após o início da infecção.

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Hemocultura, Hemograma, Coprocultura.

Valor Normal:

Título

≤ 1/20

1/40 e 1/80

1/160 e 1/320

> 1/320

Interpretação

Negativo ou Não reagente #

“Borderline”

Possivelmente Positivo ou Reagente

Certamente Positivo ou Reagente

# Esta reação é demasiadamente insensível e inespecífica para ser útil. Títulos espúrios devidos a outros microrganismos, títulos falsamente baixos devido a antibioticoterapia e outros títulos baixos ininterpretáveis empobrecem o valor deste teste, mesmo quando bem indicado.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Reações falso-positivas devidas a reações cruzadas de antígenos bacterianos e respostas anamnésticas heteroespecíficas.

Método:
Aglutinação com antígenos somáticos e flagelares.

Método:
Aglutinação com antígenos somáticos e flagelares.

Interpretação:
"O" = Ohne hauch = em alemão, "sem flagelo" = antígeno da membrana bacteriana (somático).
"H" = Hauch = em alemão, "flagelo" = antígeno do flagelo.
Títulos de uma única determinação isolada são praticamente destituídos de valor. A interpretação correta só se faz possível em amostras de sangue seqüenciais coletadas com não menos de 7 dias de intervalo.

Positivo = títulos de convalescença até 4 vezes maiores que os da fase aguda.

NORMAL

F. tifóide

Paratifo A

Paratifo B

Vac. TAB

"O"

Neg

≥1:80

≥1:40

≥1:80

≤1:20

"H"

≤1:20

≤1:640

Neg

Neg

≤1:160

"A"

Neg

Neg

≥1:160

Neg

Neg

"B"

≤1:40

Neg

Neg

≥1:320

≤1:80

Obs.: pode ocorrer reação cruzada com Yersinia pseudotuberculosis.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://xoomer.virgilio.it/medicine/pathobacteria.htm