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R2018-09-05T14:53:16+00:00

Rast® - CEREAIS

RAST FX3

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
FX3. RAST Farináceos. IgE múltipla para alimentos mix FX3.
Teste de radioalergoabsorção.
RAST = RadioAllergSorbent Test

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total, Série Branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 17,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
FX3 é um mix dos alérgenos:
f4 = trigo = Triticum sativum
f7 = aveia = Avena sativa
f8 = milho = Zea mays
f10 = gergelim = Sesamum indicus
f11 = trigo sarraceno = Fagopyrum esculentum
Apenas um resultado acima de 0,35 UI/ml justifica a pesquisa em separado dos 5 componentes deste mix para individualizar o alérgeno responsável.

RAST® EPITÉLIOS

RAST EX1

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
EX1. RAST epitélios e pêlos de animais. RAST QUERATINA animal. IgE múltipla para epitélios mix EX1. Teste de radioalergoabsorção.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total, Citologia nasal, Série Branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 17,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
EX1 é um mix dos alérgenos:
e1 = gato = Felis catus
e3 = cavalo = Equus caballus
e4 = vaca, boi = Bos taurus
e5 = cão = Canis familiaris
Apenas um resultado acima de 0,35 UI/ml justifica a pesquisa em separado dos 4 componentes deste mix para individualizar o alérgeno responsável.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RAST® FLORES

RAST WX7

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
WX7. RAST pólens de flores. IgE múltipla para pólens mix WX7. Teste de radioalergoabsorção.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total, Citologia nasal, Série Branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 17,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
WX7 é um mix dos alérgenos:
w7 = margarida = Chrysanthemum leucanthemum
w8 = dente-de-leão = Taraxacum vulgare
w9 = planta inglesa = Plantago lanceolata
w10 = quenopódio = Chenopodium album
w12 = vara dourada = Solidago virgaurea
Apenas um resultado acima de 0,35 UI/ml justifica a pesquisa em separado dos 5 componentes deste mix para individualizar o alérgeno responsável.



Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RAST® FRUTAS

RAST FX15

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
FX15. RAST Frutas. IgE múltipla para frutas FX15.
Teste de radioalergoabsorção.
RAST = RadioAllergSorbent Test

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total, Citologia nasal, Série Branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 17,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
FX15 é um mix dos alérgenos:
f33 = laranja = Citrus sinensis
f49 = maçã = Malus sylvestris
f92 = banana = Musa spp.
f95 = pêssego = Prunus pérsica
Apenas um resultado acima de 0,35 UI/ml justifica a pesquisa em separado dos 4 componentes deste mix para individualizar o alérgeno responsável.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RAST® FUNGOS

RAST MX1

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
MX1. RAST Mofos. RAST Bolor. IgE múltipla para fungos MX1. Teste de radioalergoabsorção.
RAST = RadioAllergSorbent Test

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total, Citologia nasal, Série Branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 17,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
MX1 é um mix dos alérgenos:
m1 = Penicillium notatum
m2 = Cladosporium herbarum
m3 = Aspergillus fumigatus
m6 = Alternaria alternata
Apenas um resultado acima de 0,35 UI/ml justifica a pesquisa em separado dos 4 componentes deste mix para individualizar o alérgeno responsável.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RAST® GRAMAS

RAST GX2

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
GX2. RAST Capim. RAST Pólens de grama.
IgE múltipla para gramas mix GX2.
Teste de radioalergoabsorção.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total. Citologia nasal. Série branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 1 7,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
GX2 é um mix dos alérgenos:
g2 = capim-bermudas = Cynodon dactylon
g5 = azevém = Lolium perenne
g6 = capim-Thimoteo = Phleum pratense
g8 = capim-de-junho = Poa pratensis
g10 = capim-Johnson = Sorghum halepense
g17 = capim-bahia = Paspalum notatum
Apenas um resultado acima de 0,35 UI/ml justifica a pesquisa em separado dos 6 componentes deste mix para individualizar o alérgeno responsável.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RAST® MEDICAMENTOS

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Fisiologia:
A ALERGIA é um processo desencadeado por antígenos protéicos (pólen, queratina, venenos, alimentos do reino animal etc.) que induzem a produção de IgE específicas, geralmente com aumento da taxa de IgE total.
Os medicamentos (dipirona, ácido acetil salicílico, acetaminofen, penicilina, diclofenaco, butilescopolamina etc.) podem funcionar como haptenos.
Os haptenos são moléculas que, por serem geralmente pequenas ou por sua natureza química, funcionam como determinantes antigênicos, capazes de serem reconhecidos pelo sistema imune, mas que não possuem a propriedade de imunogenicidade, ou seja, são incapazes de induzir uma resposta imune específica. Isso se deve ao fato dos haptenos serem reconhecidos pelos linfócitos B mas de não estimularem efetivamente os linfócitos T.
Quando um hapteno é conjugado a uma molécula maior, de constituição protéica (carreador), o hapteno-carreador funciona como um bom imunógeno, induzindo assim uma resposta específica ao hapteno e gerando uma memória imunológica desencadeando reações de idiossincrasia por hipersensibilidade à droga ou Síndrome pseudo- alérgica inflamatória com ausência de IgE específica e taxa de IgE total normal. Considerar também a hipótese de intoxicação hepática medicamentosa iatrogênica.

REAÇÕES ANAFILÁCTICAS E ANAFILACTÓIDES:
A anafilaxia é uma reação aguda, generalizada, potencialmente grave e que pode ser letal em um indivíduo previamente sensibilizado pela exposição a um alérgeno e que entra novamente em contato com o mesmo alérgeno.
A anafilaxia pode ser causada por qualquer alérgeno.
Os mais comuns são medicamentos, venenos de insetos, determinados alimentos e injeções de imunoterapia alergênica. A anafilaxia não ocorre na primeira exposição ao alérgeno. Por exemplo, a primeira exposição de um indivíduo à penicilina ou a primeira picada de uma abelha não desencadeia a anafilaxia, mas uma exposição posterior pode desencadeá-la. Contudo, muitos indivíduos não se recordam da primeira exposição.
Uma reação anafiláctica começa quando o alérgeno penetra na corrente sangüínea e reage com um anticorpo da classe da imunoglobulina E (IgE). Esta reação estimula as células a liberarem histamina e outras substâncias envolvidas nas reações inflamatórias imunes. Em resposta, as vias aéreas pulmonares podem contrair e causar sibilos; os vasos sangüíneos podem dilatar e causar hipotensão arterial; e as paredes dos vasos sangüíneos podem permitir o extravasamento de líquido e causar edema e urticária. A função cardíaca pode ser comprometida, com batimentos irregulares e bombeamento de sangue inadequado. O indivíduo pode entrar em choque.
As reações anafilactóides assemelham-se às reações anafilácticas, mas podem ocorrer após a primeira injeção de determinados medicamentos e substâncias (por exemplo, polimixina, pentamidina, opióides ou meios de contraste utilizados nos estudos radiográficos). O mecanismo de ação não envolve anticorpos da classe IgE e, por essa razão, não se trata de uma reação alérgica. A aspirina e outros antiinflamatórios não esteróides podem causar reações anafilactóides em alguns indivíduos, particularmente naqueles que apresentam rinite alérgica perene e pólipos nasais.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec16_169.htm

RAST® NOZES

RAST FX1

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
FX1. RAST Sementes. IgE múltipla para alimentos mix FX1. Teste de radioalergoabsorção.
RAST = RadioAllergSorbent Test

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total, Série Branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 17,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
FX1 é um mix dos alérgenos:
f13 = amendoim = Arachis hypogaea
f17 = avelã = Corylus avellana
f18 = castanha-do-Pará= Bertholletia excelsa
f20 = amêndoa = Amygdallus communis
f36 = coco = Cocos nucifera
Apenas um resultado acima de 0,35 UI/ml justifica a pesquisa em separado dos 5 componentes deste mix para individualizar o alérgeno responsável.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RAST® PEIXES

RAST FX2

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
FX2. RAST Frutos do mar. IgE múltipla para alimentos mix FX2. Teste de radioalergoabsorção.
RAST = RadioAllergSorbent Test

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total, Série Branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 17,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
FX2 é um mix dos alérgenos:
f3 = bacalhau = Gadus morhua
f24 = camarão = Pandalus borealis
f37 = mexilhão azul = Mytilus edulis
f40 = atum = Thunnus albacares
f41 = salmão = Salmo salar
Apenas um resultado acima de 0,35 UI/ml justifica a pesquisa em separado dos 5 componentes deste mix para individualizar o alérgeno responsável.

RAST® PHADIATOP

RAST SX1

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
SX1. AX1. PHADIATOP. RAST Inalantes. Diagnóstico diferencial para atopia/não-atopia.
Teste de radioalergoabsorção.
RAST = RadioAllergSorbent Test

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total, Citologia nasal, Série Branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 17,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
SX1 PHADIATOP é um mix dos alérgenos:
g6 = pólen de capim-Thimoteo = Phleum pratense
g12 = pólen de centeio = Secale cereale
t3 = pólen de bétula = Betula verrucosa
w6 = pólen de artemísia = Artemisia vulgaris
m2 = mofo = Cladosporium herbarum
d1 = ácaro = Dermatophagoides pteronyssinus
e1 = caspa de gato = Felis catus
e5 = caspa de cachorro = Canis familiaris

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RAST® POEIRA DOMÉSTICA

RAST HX2

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
HX2. RAST pó caseiro. IgE múltipla para poeira doméstica mix HX2. Teste de radioalergoabsorção.
RAST = RadioAllergSorbent Test

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total, Citologia nasal, Série Branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 17,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
HX2 é um mix dos alérgenos:
h2 = poeira Hollister-Stier Laboratories
d1 = ácaro = Dermatophagoides pteronyssinus
d2 = ácaro = Dermatophagoides farinae
i6 = barata= Blatella germanica
Apenas um resultado acima de 0,35 UI/ml justifica a pesquisa em separado dos 4 componentes deste mix para individualizar o alérgeno responsável.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RAST® PROTEÍNAS ALIMENTARES

RAST FX5E

CBHPM 4.03.07.25-5

AMB 28.06.240-0/96

Sinonímia:
FX5E. RAST Alimentos. IgE múltipla para alimentos mix FX5E. Teste de radioalergoabsorção.
RAST = RadioAllergSorbent Test

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
IgE específicas, IgE total, Série Branca (leucograma).

Valor Normal:

Superior a 100,00 UI/ml

50,01 a 100,00 UI/ml

17,51 a 50,00 UI/ml

3,51 a 17,50 UI/ml

0,71 a 3,50 UI/ml

0,35 a 0,70 UI/ml

Inferior a 0,35 UI/ml

Adultos

Valor de IgE inferior a 20,00 UI/ml

Valor de IgE superior a 100,00 UI/ml

Positivo de extrema reatividade

Positivo de muito alta reatividade

Positivo de alta reatividade

Positivo de moderada reatividade

Positivo de baixa reatividade

Duvidoso

Negativo

Atopia não provável

Atopia altamente provável

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluorometria imuno-enzimática (FEIA) automatizada.

Interpretação:
FX5E é um mix dos alérgenos:
f1 = clara de ovo
f2 = leite de vaca
f3 = bacalhau = Gadus morhua
f4 = trigo = Triticum sativum
f13 = amendoim = Arachis hypogaea
f14 = soja = Glycine max
Apenas um resultado acima de 0,35 UI/ml justifica a pesquisa em separado dos 6 componentes deste mix para individualizar o alérgeno responsável.

Alergia a Soja:
A alergia à soja é causada pela proteína P34. Os alérgicos à P34 devem tomar especial cuidado com a composição dos alimentos industrializados: a soja, sendo o aditivo mais barato a acrescentar aos alimentos, seja para fazer volume ou peso, vem muitas vezes disfarçada com a expressão “proteínas vegetais” (geralmente farelo de soja que sobra da extração do óleo) ou como “farinha vegetal” que costuma ser farinha de soja. A terminologia “enriquecido com soja” é altamente discutível.
Também componentes descritos apenas como “fosfolípides” ou “lecitina” e “vitamina E” ou “tocoferol” têm grande probabilidade de provirem da soja.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

REABSORÇÃO TUBULAR DO FOSFATO

TRP

CBHPM 4.03.01.94-0

Sinonímia:
TRP. RTF.

Material Biológico:
Soro e urina.

Coleta:
1,0 ml de soro. 20 ml de urina.

Armazenamento:
Se não realizar no mesmo dia, congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Creatinina e Fosfato, sérico e urinário.

Valor Normal:

TRP maior que 90,0 %

TRP de 85,1 a 90,0 %

TRP igual ou menor que 85,0 %

normal

"borderline"

hiperparatireoidismo

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Jaffé automatizado e Urease GLDH - UV - automatizado.

Interpretação:
Aplica-se a fórmula:

onde: 
TRP	= Reabsorção Tubular de Fosfato em % 
FU		= fosfato urinário em mg/dl 
FS		= fosfato sérico em mg/dl 
CU		= creatinina urinária em mg/dl 
CS		= creatinina sérica em mg/dl

Útil no diagnóstico do hiperparatireoidismo.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RECEPTOR SOLÚVEL DE TRANSFERRINA

sTfR

Sinonímia:
sTfR.

Fisiologia:
A concentração do sTfR no soro está intimamente correlacionada à concentração de Ferro sérico funcional. No sangue, toda diminuição da concentração do Ferro implica no aumento proporcional da concentração do sTfR.
O sTfR celular é o responsável pela assimilação do ferro pelos tecidos mediante a fixação da transferrina.
Há, portanto, dois compartimentos a considerar:
1 – Compartimento de ferro funcional = sTfR
2 – Compartimento de ferro armazenado = Ferritina

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
O soro conserva-se até 8 dias refrigerado entre +2 a +8ºC. A -25ºC conserva-se até 4 semanas.

Exames Afins:
Ferro. Transferrina. Ferritina.

Valor Normal:
0,83 a 1,76 mg/l

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 horas. Água ad libitum.

Método:
ELISA ou Turbidimetria com Látex.

Interpretação:
AUMENTO:
déficit de ferro.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RELAÇÃO AMILASE/CREATININA

Material Biológico:
Soro e urina.

Coleta:
2,0 ml de soro para amilase e creatinina, 20,0 ml de urina para amilasúria e creatininúria.

Armazenamento:
Refrigerar o soro e a urina entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Lipase.

Valor Normal:

Rel A/C de 0,9 a 5,3 não é pancreatite

Rel A/C > 5,3 é pancreatite

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 horas, dispensável em caso de urgência. Água ad libitum.

Método:
AMY e Jaffé automatizados.

Interpretação:
AUMENTO:
pancreatite.
Obtém-se o resultado aplicando a equação:

onde: 
Rel A/C	= Relação Amilase/Creatinina 
Amur	= Amilase urinária em U/l 
Amso	= Amilase sérica em U/l 
Creso	= Creatinina sérica em mg/dl 
Creur	= Creatinina urinária em mg/dl

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RELAÇÃO IgA/TRANSFERRINA

Sinonímia:
Relação IgA/Transferrina. RIT.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Valor Normal:

RIT

até 1,79

1,80 a 3,00

3,01 a 5,99

6,00 a 8,00

8,01 a 12,00

acima de 12,00

Normal

provável hepatite fibro-esteatósica

provável cirrose

descompensação cirrótica de bom prognóstico

descompensação cirrótica de prognóstico reservado

descompensação cirrótica de mau prognóstico

Método:
Para obter a relação aplica-se:

onde: 
RIT				= Relação IgA/Transferrina 
IgA				= Imunoglobulina IgA em mg/dl 
Transferrina	= Transferrina em mg/dl

Interpretação:
Na cirrose alcoólica (Laënnec) ocorrem dois fenômenos:
1 - o desenvolvimento de tecido mesenquimatoso associado à proliferação das células de Küpfer, que faz aparecer um infiltrado de linfócitos e plasmócitos secretores de imunoglobulinas, entre elas a IgA.
2 - aparecimento de lesões hepatocíticas que se manifestam por uma diminuição da transferrina.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RENINA

ANGIOTENSINOGENASE

CBHPM 4.07.12.43-5

AMB 28.05.050-9

Sinonímia:
Renina. Enzima formadora de angiotensina.
Angiotensinogenase.
EC 3.4.23.15

Fisiologia:
A Angiotensina I é formada a partir da clivagem da ligação Leu+ do angiotensinogênio hepático sob catálise enzimática da Renina que é uma enzima proteolítica de ± 36,5 kDa produzida pelas células da zona justaglomerular dos rins a partir da pró-renina.
Por sua vez, a enzima Angiotensina-convertase (ECA), originária do epitélio capilar pulmonar, que é uma dipeptidil-carboxipeptidase de natureza glicoprotéica, ativa a Angiotensina I de massa molecular = 1.297 g/mol transformando-a em Angiotensina II de massa molecular = 1.045 g/mol ao mesmo tempo que inibe a Bradicinina.
CRONOBIOLOGIA:
A secreção da renina sofre um ritmo nictemeral (circadiano) com pico máximo algumas horas antes do despertar e mínimo 10 horas após. Varia de -50 a +100 % ao redor de uma média no mesmo indivíduo, podendo reduzir-se quase à metade ou aumentar quase ao dobro NO MESMO DIA. Além disso, a renina aumenta fisiologicamente na posição de pé, após exercício ou estresse, na desidratação ou hemoconcentração e, também, na gravidez.

Material Biológico:
Soro ou plasma com EDTA.

Coleta:
1,0 ml de soro ou plasma-EDTA coletado com o paciente em repouso e/ou após 2 horas de pé. Não usar tubo gelado. Centrifugar assim que possível em centrífuga comum e separar o soro ou plasma para um tubo de polietileno e congelar em seguida.
O material só pode ser descongelado na hora da dosagem.

Armazenamento:
Conserva-se à temperatura ambiente por até 5 dias.
Congelado a -20ºC, conserva-se por até 3 meses.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Transportar congelado a -20ºC ou menos.

Exames Afins:
Aldosterona, Sódio e Potássio. Geração de Angiotensina I. APR.

Valor Normal:

Em repouso

Em pé

Dieta hipossódica

2,4 a 21,9 pg/ml

3,5 a 65,6 pg/ml

20,0 a 80,0 pg/ml

* pg/ml = ng/l ** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os pg/ml por 0,0000274 *** Para obter valores em pmol/l, multiplicar os pg/ml por 0,0274
Transformação de Renina em Atividade Plasmática de Renina: Aplicar:
APR = (2,1 × Re) - 2,5

onde: 
APR	= Atividade Plasmática de Renina em ng/ml/h 
Re		= Renina em pg/ml 

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Plasma com heparina, citrato, oxalato ou fluoreto.
Amostra refrigerada, descongelada e/ou recongelada.
DROGAS: Aumentam a renina: hipovolemiantes, estrógenos, anticoncepcionais orais, inibidores da ECA, bloqueadores dos canais de cálcio e nifedipina.
Diminuem a renina: clonidina, digoxina, prazosina, bloqueadores beta adrenérgicos, alfa-metil dopa, antiinflamatórios não-esteróideos.

Método:
Ensaio imunorradiométrico (IRMA) com 125I.

Interpretação:
Ajuda no diagnóstico diferencial da hipertensão arterial. Em casos de hipertensão reno-vascular encontra-se elevado.
AUMENTO: hipertensão renal, D. de Addison, hipoaldosteronismo secundário. DIMINUIÇÃO: hipoaldosteronismo hiporreninêmico secundário, aldosteronismo primário.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.chem.qmul.ac.uk/iubmb/enzyme/EC3/4/23/15.html
http://xpdb.nist.gov:8080/cgi-bin/query/bmcd/schema/molecule?MO_ID=M058

RENINA ESTIMULADA POR FUROSEMIDA

APR ESTIMULADA POR FUROSEMIDA

CBHPM 4.07.12.43-5

AMB 28.05.050-9

Sinonímia:
Teste de sobrecarga com furosemida para avaliação de Atividade Plasmática da Renina (APR). Furosemida = Lasix®.

Fisiologia:
A furosemida é um diurético que depleta o volume plasmático. Essa depleção induz a produção de Renina que, por sua vez, transforma Angiotensinogênio em Angiotensina I.
Ver mais informações no título "Renina".

Material Biológico:
Plasma com EDTA.

Coleta:
1,0 ml de plasma com EDTA - basal - E
1,0 ml de plasma com EDTA - 4 horas após furosemida -.
Coletar em tubos gelados.

Armazenamento:
Congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Aldosterona, Sódio, Potássio, Renina.

Valor Normal:

1ª AMOSTRA

ATIVIDADE PLASMÁTICA DA RENINA BASAL

2ª AMOSTRA

APR 4 HORAS APÓS 40mg DE FUROSEMIDA

0,3 a 0,7 ng/ml/h

deve aumentar ao menos + 1,5 ng/ml/h acima da APR basal

* ng/ml/h = µg/l/h ** Para obter valores em pmol/l/s, multiplicar os ng/ml/h por 0,21417

Preparo do Paciente:
Jejum de 3 horas. Água ad libitum.
Coletar a 1ª amostra (basal). Administrar ao paciente 1 comprimido de 40 mg de furosemida (Lasix) e começar a cronometrar. O paciente deverá ficar de pé, seja parado ou andando, até coletar a 2ª amostra 4 horas após a tomada da furosemida.
Obs.: devido aos possíveis efeitos colaterais, durante ou após o teste, (hipotensão, sonolência, cefaléia, lipotímia, náuseas, vômitos, tosse) o paciente deverá ir acompanhado ao laboratório.

Interpretação:
APR baixa com Aldosterona baixa:
hipoaldosteronismo hiporreninêmico secundário.
APR normal com Aldosterona baixa:
hipoaldosteronismo primário.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RESTRIÇÃO HÍDRICA PARA DIABETES INSIPIDUS

PRIVAÇÃO DE ÁGUA, TESTE DE

CBHPM 4.03.05.58-9

AMB 28.05.044-4

Sinonímia:
Teste de restrição hídrica para vasopressina. Teste de privação de água para HAD. Prova de concentração.
Obs.: DDAVP = Acetato de desmopressina (Laboratórios Neovita ou Ferring)
Obs.: não confundir com a Prova de Concentração Urinária de Fishberg e Volhard que é muito mais simples e não envolve a administração de DDAVP.

Fisiologia:
A produção de HAD é estimulada pela desidratação.
O HAD pode ser dosado diretamente no soro ou indiretamente pela medida da osmolalidade urinária.
Normalmente a urina se torna hiperosmolal na desidratação. Se a urina é hipoosmolal após restrição hídrica, é preciso considerar as hipóteses de Diabetes Insipidus (DI) hipotalâmico ou nefrogênico. As manifestações clínicas de DI incluem sede, desidratação e poliúria. A administração exógena de HAD pode diferenciar as duas formas de DI, pois a forma hipotalâmica responde ao HAD e a forma nefrogênica não.

Material Biológico:
Soro, plasma com EDTA e urina.

Coleta:
1,0 ml de cada soro S1, S2, S3 e S4 para Osmolalidade sérica.
2,0 ml de cada plasma P1, P2, P3 e P4 para HAD (Vasopressina).
20 ml de cada urina U1 a U8.
VER OS HORÁRIOS SUGERIDOS EM "PREPARO".
Coletar os plasmas em tubos gelados (deixar no congelador até o momento da coleta), centrifugar imediatamente em caçapa gelada (deixar a caçapa da centrífuga no congelador até o momento de centrifugar ou fazer congelar duas caçapas contendo volumes iguais de água com um tubo igual ao da coleta inserido nele. Na hora da centrifugação, substituir os tubos e centrifugá-los dentro do gelo formado), transferir os plasmas para outros tubos gelados e congelar imediatamente.

Armazenamento:
Plasma: congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Soro e urina: refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Prova de concentração urinária de Fishberg e Volhard. Prova da sobrecarga de água.

Valor Normal:

Normal

Após DDAVP

DI hipofisária completa

Após DDAVP

DI hipofisária parcial



Após DDAVP

DI nefrogênica

Após DDAVP

DI psicogênica



HAD basal baixo. HAD final > HAD basal

Osmolalidade sérica inferior a 300 mOsm/kg

Osmolalidade urinária superior a 600 mOsm/kg

Osmolalidade urinária superior a 750 mOsm/kg

HAD basal e final indetectáveis

Osmolalidade sérica basal e final superior a 300 mOsm/kg

Osmolalidade urinária basal e final entre 150 e 300 mOsm/kg

U3/S3 ou U4/S4 =< 1,9

Osmolalidade urinária aumenta mais de 150 % sobre a amostra prévia
mais alta, geralmente, superior a 750 mOsm/kg

HAD basal indetectável

Osmolalidade sérica basal baixa, HAD e Osmolalidade sérica final
ligeiramente mais elevados

Osmolalidade urinária final entre 300 e 750 mOsm/kg

Osmolalidade urinária superior a 750 mOsm/kg

HAD basal e final indetectáveis

Osmolalidade sérica basal e final superior a 300 mOsm/kg

Osmolalidade urinária inferior a 300 mOsm/kg

Osmolalidade urinária pouco se altera aumentando menos de 150
% sobre a amostra prévia mais alta, geralmente, inferior a 300 mOsm/kg

HAD basal baixo

Osmolalidade sérica basal baixa, HAD final e Osmolalidade sérica
mais altos que o basal

Osmolalidade urinária entre 700 e 800 mOsm/kg

Preparo do Paciente:
Não administrar radioisótopos in vivoao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.
O teste deve, de preferência, ser feito no meio hospitalar a fim de se poder exercer uma vigilância médica rigorosa durante toda a sua duração e de poder interrompê-lo em caso de intolerância do paciente (perda de peso, hemoconcentração, pulso acelerado). O paciente não deve fumar nem tomar bebida alcoólica na véspera e até o fim do teste.
Suspender medicação interferente (por exemplo, DDAVP) durante as 24 horas precedentes.
A dieta do paciente é livre no dia anterior ao teste.
Começar o teste o mais cedo possível, por exemplo, às 7 horas.
O teste é feito, num mesmo dia, em duas etapas:
ETAPA I. Das 7h30 às 15h30.
7h00 - Instalar o paciente em poltrona reclinável e aplicar-lhe um "scalp" heparinizado na veia.
7h30 - Medir o peso, pulso e a pressão arterial (PA). Mandar o paciente esvaziar a bexiga e desprezar a urina. Depois, o paciente pode fazer um desjejum seco, devendo ficar SEM TOMAR LÍQUIDOS até o fim da Etapa I.
8h00 - Coletar as amostras S1 e P1 de soro e plasma para as dosagens.
8h30 - Coletar toda a urina da amostra U1. Medir o volume com uma proveta e medir a densidade urinária. Calcular o peso da urina:
Peso = Vol × densidade

onde: 
Peso		= peso da urina em g, 
Vol			= volume urinário em ml e 
densidade	= densidade urinária medida. 

Obs.: calcular 5 % do peso do paciente e ir somando os pesos das amostras de urina. Quando a soma dos pesos atingir ou ultrapassar os 5 % o teste deve ser encerrado.
De hora em hora, medir o pulso e a PA.
10h30 - Mandar o paciente esvaziar a bexiga, medir o volume e a densidade e desprezar a urina.
11h00 - Coletar as amostras S2 e P2 de soro e plasma para as dosagens.
11h30 - Coletar toda a urina da amostra U2. Medir o volume e a densidade.
13h30 - Mandar o paciente esvaziar a bexiga, medir o volume e a densidade e desprezar a urina.
14h00 - Coletar as amostras S3 e P3 de soro e plasma para as dosagens.
14h30 - Coletar toda a urina da amostra U3. Medir o volume e a densidade.
15h00 - Coletar as amostras S4 e P4 de soro e plasma para as dosagens. Retirar o "scalp".
15h30 - Coletar toda a urina da amostra U4. Medir o volume e a densidade.
ETAPA II. Das 15h30 às 19h30. Administrar DDAVP: 20 µg intra-nasal ou 2 µg intra-muscular. O paciente agora pode beber e comer.
16h30 - Coletar toda a urina da amostra U5. Medir o volume e a densidade.
17h30 - Coletar toda a urina da amostra U6. Medir o volume e a densidade.
18h30 - Coletar toda a urina da amostra U7. Medir o volume e a densidade.
19h30 - Coletar toda a urina da amostra U8. Medir o volume e a densidade.

CRITÉRIOS DE INTERRUPÇÃO DO TESTE:
- peso da urina eliminada igual ou superior a 5 % do peso do paciente,
- a densidade urinária não aumenta em três horas consecutivas (densidade inferior ou igual a 1,005),
- o paciente não suporta mais a sede ou apresenta taquicardia ou alteração significativa da PA.

Interferentes:
Hemólise, lipemia, icterícia.
Presença de radioisótopos circulantes.
Descongelamentos repetidos.

Método:
HAD plasmático: Radioimunoensaio com 125I após extração.
Osmolalidade sérica e urinária: Abaixamento crioscópico em Osmômetro de congelação.
Densidade: refratômetro ou densímetro.

Interpretação:
Ver em Valor Normal.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RETICULÓCITOS

CBHPM 4.03.04.55-8

AMB 28.04.066-0

Sinonímia:
Índice Reticulocitário. IR. Índice de Produção de Reticulócitos. IPR. Índice de Produção Eritrocitária.
IPE. Tempo de Maturação. TM.

Fisiologia:
A eritropoiese é o processo natural de produção de eritrócitos que ocorre na medula óssea.
Especificamente ocorre a partir dos Proeritroblastos, que são grandes células com nucléolos e citoplasma discretamente disformes. A partir desta célula originam-se por reprodução celular o Eritroblasto basófilo, que após 24 a 48 horas se transforma por maturação em Eritroblasto policromático. Esta célula vive em média 24 horas e se diferencia em Eritroblasto ortocromático que 12 horas depois, perde o seu núcleo e dá origem ao reticulócito. O reticulócito é um eritrócito grande e imaturo, com RNA ribossômico em variáveis quantidades em seu citoplasma. O reticulócito tem um período de vida médio de 3 dias, após o que se transforma em eritrócito e é liberado da medula óssea para o sangue circulante.

Material Biológico:
Sangue total com EDTA.

Coleta:
2,0 ml de sangue total.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +4 a +8ºC. Não congelar.

Exames Afins:
Hemograma, Ferro, Ferritina.

Valor Normal:
0,5 a 1,5 % das hemácias

O Índice Reticulocitáriopode ser calculado com a fórmula:
(Só deve ser aplicada em casos de anemia)

onde: 
%retic	= contagem % dos reticulócitos 
Htcpac	= hematócrito do paciente em % 
Sex		= Sexo Masculino = 0 Feminino = 1          

Interpretação: 
IR 	>= 3 é boa resposta medular (regenerativa) 
IR 	<   3 é má resposta medular (não regenerativa) 

O Tempo de Maturação de Reticulócitos é calculado com a fórmula:
TM = 7,84 - [1,8 × (LNHtcpac)]

onde: 
TM 		= Tempo de Maturação em dias inteiros ou 
fracionários 
LN 		= Logaritmo Natural 
Htcpac 	= hematócrito do paciente em % 
r² 		= 0,997 (coeficiente de determinação)

Interpretação: 
Para Htc >= 40 % o TM é = ou < a 1,20 dias 

O Índice de Produção Reticulocitária ou Eritrocitária pode ser calculado através da fórmula:

onde: 
IPR	= Índice de Produção Reticulocitária 
TM	= Tempo de Maturação em dias inteiros ou fracionários

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Contagem efetuada pela técnica de Atwater, Willians e Brecher.
Corante: Novo Azul de Metileno (C.I. 52030)

Interpretação:
AUMENTO:
anemia hemolítica, hemorragia, início de terapêutica de anemia ferropriva ou megaloblástica.
DIMINUIÇÃO: anemia aplástica, anemia ferropriva e megaloblástica ANTES do tratamento, uremia.

CLASSIFICAÇÃO DAS ANEMIAS EM RELAÇÃO À RETICULOCITOPENIA OU RETICULOCITOSE.

1 - Anemias microcíticas reticulocitopênicas: anemia ferropriva, anemia sideroblástica, talassemia minor, anemia de doença crônica.
2 - Anemias macrocíticas reticulocitopênicas: Megaloblásticas: deficiência de vitamina B12, deficiência de ácido fólico, mielodisplasia, anemia secundária a drogas e antagonistas do ácido fólico;
Não-megaloblásticas: hepatopatia, hipotireoidismo.
3 - Anemias normocíticas reticulocitopênicas: Por falência medular primária: anemia aplástica, anemia de Diamond-Blackfan, anemia eritróide adquirida, mielofibrose;
Por falência medular secundária: anemia de doença crônica, uremia, AIDS, hipotireoidismo, insuficiência adrenal.
4 - Anemias com reticulocitose: sangramento agudo, seqüestro esplênico, hemólise, anemia hemolítica imune, hemólise mecânica (anemia hemolítica micro- angiopática, prótese de válvula cardíaca);
Anemia hemolítica hereditária: hemoglobinopatias, deficiências enzimáticas, defeitos de membrana;
Defeitos de membrana adquiridos: HPN - hemoglobinúria paroxística noturna;
Hemólise secundária a infecções: clostridium, malária.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RETINÓIDES

Sinonímia:
Retinol = Vitamina A = Vitamina A1.
Ácido retinóico = marcas comerciais: Retin A® e Vitanol A®.
Ácido trans-retinóico = tretinoína = Vitamina A ácida = marcas comerciais: Retacnyl®, Retinova® e Vesanoid®.

Fisiologia:
Os retinóides são: Retinol.
Retinil-ésteres.
Retinal = Vitamina A aldeído.
Massa molecular = 284,4 g/mol
Fórmula molecular = C20H28O
Ácido Retinóico= Vitamina A ácida.
Massa molecular = 300,4 g/mol
Fórmula molecular = C20H28O2
Retinoato-ésteres.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro.

Exames Afins:
Vitamina A.

Valor Normal:

Retinol

Retinil-ésteres

Retinal

Ácido Retinóico

Retinoato-ésteres

360 a 1.200 µg/l

inferior a 10 µg/l

superior a 100 µg/l sugere intoxicação por Vitamina A

inferior a 10 µg/l

inferior a 10 µg/l

inferior a 10 µg/l

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
HPLC.

Interpretação:
Pesquisa de intoxicação por retinóides. Deficiência de Vitamina A.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RETRAÇÃO DO COÁGULO

CBHPM 4.03.04.56-6

AMB 28.04.067-8

Sinonímia:
Retração do coágulo quantitativa.

Material Biológico:
Sangue total.

Coleta:
6 a 10 ml de sangue total, SEM anticoagulante, transferidos para um tubo cônico, graduado, de vidro NÃO siliconizado. Anotar a hora da coleta.
Informar o hematócrito do paciente. Se este dado não estiver disponível, preencher 2 capilares heparinizados para fazer micro-hematócrito.

Armazenamento:
Fazer a leitura do volume total (Vt) por meio da graduação do tubo. Anotar e fechar o tubo com uma rolha tendo espetado um arame espiralado em formato de saca-rolhas. Deixar durante 24 horas em estufa ou banho-maria a +37ºC Inspecionar após 2, 4 e 24 horas.

Exames Afins:
Plaquetas. Fibrinogênio. TP. TTPA.

Valor Normal:

%RC

49 a 77

49 a 77

até 49

até 49

Zero > 77

%HR

até 18

> 18

até 18

> 18

100

até 18

Diagnóstico

1

>2

3

4

5

6

Preparo do Paciente:
Jejum não necessário.

Interferentes:
Tubo siliconizado. Anticoagulantes. Heparina.
Temperatura indequada. Trepidação.

Método:
Obtém-se o resultado aplicando as equações:

onde: 
%RC	= Retração do coágulo quantitativa % 
%HR	= Hemácias Residuais em % 
Htc		= Hematócrito em % 
Vt		= Volume inicial total em ml 
Vf 		= Volume final em ml (após retirada do coágulo) 
Vh 		= Volume de hemácias residuais em ml 

CIRIADES, PGJ - retração do coágulo quantitativa - uma alternativa técnica para o seu cálculo e interpretação.
Mednews 3:5-9,1984. 

Interpretação:

1

2


3

4

4

5

5

6






com coágulo normal

com coágulo plasmático

com coágulo formado e dissolvido

sem formação de coágulo

Normal

Déficit absoluto de fibrinogênio, hipofibrinogenemia, ou, déficit
relativo de fibrinogênio = pouco fibrinogênio para muitas hemácias,
hematócrito alto, plasmacrito baixo, viscosidade sangüínea aumentada

Déficit quantitativo ou qualitativo de plaquetas, trombopenia ou
tromboastenia, D. de Glanzmann, anemia

Déficit, associado ou não, quantitativo ou qualitativo de plaquetas e/ou déficit
de fibrinogênio, fibrinólise parcial

Hemofilia

Fibrinólise total

Hiperheparinemia, afibrinogenemia, presença de outros anticoagulantes

Plaquetose (trombocitemia) com fibrinogenio normal ou aumentado

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

Rh

SISTEMA RHESUS

CBHPM 4.03.04.25-6

AMB 28.04.035-0

Sinonímia:
Sistema Rhesus. Sistema Rh. Tipagem Rh. Fator Rhesus. Fator Rh. Tipagem sangüínea. Fator Du.
Fator Rh "D" Positivo fraco.

Fisiologia:
Em 1940, Landsteiner e Wiener descobriram que os anticorpos procedentes da imunização de cobaias com sangue do macaco Rhesus, Macaca mulatta, aglutinava, não só o sangue desses macacos, como também o de 85 % dos habitantes de Nova Iorque que passaram a se chamar "Rh positivos". Pouco mais tarde descobriu-se ser a eritroblastose fetal (D. hemolítica do RN) causada por esse fator.
A nomenclatura Rh-Hr tem valor histórico.
Modernamente adota-se a nomenclatura de Fisher e Race: CDE-cde.

Material Biológico:
Sangue com EDTA.

Coleta:
3,0 ml de sangue total.
No caso de coletar sangue de cordão umbilical, tomar muito cuidado para não contaminar o material com geléia de Wharton.

Armazenamento:
Se o exame não for realizado no mesmo dia, conservar o material até no máximo 24 horas entre +4 e +8ºC, sem contato direto com gelo.

Exames Afins:
Teste de Coombs indireto.

Preparo do Paciente:
Jejum não obrigatório.

Método:
Aglutinação de hemácias com anti-soros específicos.

Interpretação:
Sistema Rhesus:

Rh "D" Positivo : 84,5 % Rh "D" Negativo: 15,5 % Obs.: pacientes Rh "D" Negativo e simultaneamente Rh "Du" Positivo (Rh "D" Positivo fraco) comportam-se imunologicamente como Rh "D" Positivo.

TIPOS SANGÜÍNEOS MAIS COMUNS NO BRASIL:

0		Rh D Positivo	= 37,0 %
A		Rh D Positivo	= 36,0 % 
B		Rh D Positivo	=   8,5 %
0		Rh D Negativo	=   7,0 %
A		Rh D Negativo	=   6,0 %  
AB		Rh D Positivo	=   3,0 %  
B		Rh D Negativo	=   1,5 %   
AB		Rh D Negativo	=   1,0 %

FREQÜÊNCIA DOS GENES DO Rh EM 2.000 ADULTOS BRANCOS AO ACASO.

GENE

CDe

c(d)e

cDE

cDe

C(d)e

c(d)E

CDE

C(d)E

%

41,00

39,00

16,00

2,20

1,10

0,60

0,08

0,02

ANTICORPOS ASSOCIADOS COM DOENÇA HEMOLÍTICA DO RN.

1

2  

3 

4 

5 

6 

7

8 

9

10

11 

SISTEMA

AB0

Rhesus (Rh) 

Kell 

Duffy 

Kidd 

MNS 

P

Lutheran 

Lewis

I

OUTROS 

COMUM

D, c, E  

K, K1

  

  

  

  

  

INCOMUM

e, C, cE, Ce, Cw

Kpa, Kpb, k

Fya

Jka

s 

  

Wra

RARO

Coa, Dia, Dib, Doa, Ena

  

Fyb

JKb

M, N, S, Mia, Mta

Lua, Lub

Biles, Far, Good, Heibel, Lan, LW, Radin, U, Yta, Zd

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.emedicine.com/med/topic3529.htm
http://www.obfocus.com/high-risk/Rh_disease/rh_diseasepa.htm
http://focosi.altervista.org/blood.html

ROTAVÍRUS

CBHPM 4.03.10.33-7

Sinonímia:
Vírus da gastrenterite infantil. Duovirus. Orbivirus.
“Reovirus-like”.
Rotavirus A. Rotavirus B. RV-A. RV-B.
ICTVdB 00.060.0.30.001 = RV-A
ICTVdB 00.060.0.03.002 = RV-B

Fisiologia:
Taxonomia:
Família Reoviridae, Gênero Rotavirus, Espécies Rotavirus Ae Rotavirus B.
RNAvirus de duplo filamento sem envelope.
A replicação do vírus ocorre nas células epiteliais maduras que revestem as vilosidades da mucosa do jejuno.

Material Biológico:
Fezes frescas.

Coleta:
1,5 ml ou 1,5 g de fezes.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Coproparasitológico e coprocultura.

Valor Normal:
Ausência de rotavírus nas fezes

Preparo do Paciente:
Nenhum.

Método:
Aglutinação.

Interpretação:
Os rotavírus são responsáveis pela maioria das gastrenterites agudas não-bacterianas nos primeiros anos da vida.
A detecção do rotavírus nas fezes permite diagnóstico etiológico precoce, evitando-se o uso desnecessário de antibióticos e determina o isolamento do paciente em ambiente hospitalar.
Pode ocorrer diarréia por outros agentes virais, como enterovírus, adenovírus e vírus Norwalk, como também por infecções mistas com bactérias e/ou protozoários.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ICTVdb

RUBÉOLA IgG E IgM

CBHPM 4.03.07.69-7
CBHPM 4.03.07.70-0
CBHPM 4.03.08.10-3

AMB 28.06.091-1
AMB 28.06.090-3

Sinonímia:
III Doença Exantemática. Sarampo alemão.
ICTVdB 00.073.0.02.001

Fisiologia:
Taxonomia:
Família Togaviridae, Gênero Rubivirus, Espécie Rubella virus (Vírus da Rubéola).
RNAvirus com envelope.
Período de incubação médio: 16 dias.
A rubéola se manifesta 14 a 21 dias após o contágio, começando com poliartralgia, principalmente em mulheres jovens. Os pródromos sintomáticos quase inexistem em crianças e são amenos em adultos.
Pode haver febre, mal-estar e coriza acompanhando a erupção.
Aparecem gânglios linfáticos palpáveis nas regiões cervical e retro-auriculares 5 a 10 dias antes do “rash”.
A erupção é máculo-papular fina que dura 3 dias iniciando na face, expandindo-se para o tronco e finalmente para as extremidades.
A doença é transmissível por aerossolização (gotículas de Flügge) de secreção nasofaríngea no período compreendido entre 1 semana antes e até 15 dias após a erupção, havendo autores que preconizam desde 13 dias antes até 21 dias após.
Recém-nascidos com rubéola congênita podem transmitir o vírus através das lágrimas durante 6 a12 meses.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a amostra a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Perfil pré-natal, Sorologia para citomegalovírus e para toxoplasmose. Avidez de IgG anti-rubéola.

Valor Normal:
ELISA:

IgG até 10,0 UI/ml

10,1 a 15,0 UI/ml

acima 15,0 UI/ml

IgM até 0,899

0,900 a 1,100

acima 1,100

Não reagente = ausência de imunidade

"borderline" = sugere-se nova coleta após 7 dias

Reagente = imunidade, doença ativa ou início de soro-conversão

Não reagente

"borderline"

Reagente

CLIA - IgG

Até 9,0 UI/ml



De 9,0 a 11,0 UI/ml

Acima de 11,0 UI/ml

Negativo ou Não reagente



Borderline

Positivo ou Reagente

Ausência de imunidade ou fase prodrômica da doença
(até três semanas após o contágio).
Repetir após 1 ou 2 semanas e testar em paralelo
com a amostra anterior.

Mesma interpretação.

Geralmente indica imunidade ou exposição pregressa à Rubéola,
exceto se a Rubéola IgM também estiver positiva.

CLIA- IgM:

Até 20,0 UA/ml

De 20,0 a 25,0 UA/ml

Acima de 25,0 UA/ml



Negativo ou Não reagente

Borderline

Positivo ou Reagente



Ausência de anticorpos. Infecção há mais de 6 meses,
fase precoce de infecção aguda ou imunodeficiência.

Ausência ou presença duvidosa de anticorpos.
Retestar após 1 semana.

Presença de anticorpos.
Infecção aguda contraída menos
de 6 meses antes da data do teste, reativação de virose
latente ou reinfecção.

UA/ml = AU/ml = Unidades Arbitrárias por mililitro

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise, lipemia, presença de partículas sólidas, contaminação bacteriana.

Método:

ELISA	= Enzimaimunosensaio. 
CLIA	= Quimioluminescência. 

ELISA
IgG:

Sensibilidade	= 99,80 % = 0,20 % falso-negativos 
Especificidade	= 99,30 % = 0,70 % falso-positivos 

IgM:

Sensibilidade	= 98,85 % = 1,15 % falso-negativos 
Especificidade	= 98,37 % = 1,63 % falso-positivos 

CLIA
IgG:

Sensibilidade	= 99,6 % = 0,4 % de falso-negativos 
Especificidade	= 99,9 % = 0,1 % de falso-positivos 

IgM:

Sensibilidade	= 99,9 % = 0,1 % de falso-negativos 
Especificidade	= 99,7 % = 0,3 % de falso-positivos 

Interpretação:
As UI/ml de IgG indicam o "status" imunológico contra o vírus da rubéola.
Em meninas e mulheres em período reprodutivo, a ausência ou a não-reatividade de anticorpos IgG faz recomendar sua vacinação.
IgM Reagente costuma indicar infecção aguda ou vacinação recentíssima.
Obs.: Resultados de IgM falso-positivos têm sido reportados em pacientes grávidas, em infecção por parvovírus, na positividade do teste heterófilo (Mononucleose Infecciosa) e na presença de fator reumatóide. Se o caso não puder ser descartado clinicamente, é recomendável repetir esses testes através de outro equipamento com kit e metodologia diferente. Eventualmente, biologia molecular.
Nenhuma atitude intempestiva deve ser tomada baseada num mero e único resultado de laboratório.

MÁS-FORMAÇÕES DA RUBÉOLA CONGÊNITA

MÁ-FORMAÇÃO

Déficit auditivo

Retardamento da estatura

Pneumonia intersticial

Hepatomegalia

Trombopenia

Leucopenia

Testículos ectópicos

Erupção

Esplenomegalia

Anomalia cardiovascular

Catarata

Retinopatia

Afecção do SNC

INCIDÊNCIA

20 a 50 %

20 a 50 %

20 a 50 %

20 a 50 %

20 a 50 %

até 20 %

20 %

20 a 30 %

50 a 75 %

20 a 50 %

20 a 50 %

50 a 75 %

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

RUBÉOLA, AVIDEZ DE IgG

AVIDEZ DE IgG – RUBÉOLA

CBHPM 4.03.06.46-1

Sinonímia:
Avidez de IgG anti-rubéola.

Fisiologia:
Quanto mais recentes forem os anticorpos IgG produzidos, menos avidez terão pelo Vírus da Rubéola e mais recente será a infecção.
A positividade dos anticorpos IgM pode perdurar por 1 a 2 anos após a infecção, não servindo para cronometrar a idade da infecção, informação importante, por exemplo, durante uma gravidez.
A medida da avidez dos anticorpos IgG serve para suprir esta lacuna diagnóstica.

Resposta humoral aos antígenos timodependentes.

Resposta primária

Após a estimulação antigênica por um antígeno timodependente, observa-se, após uma fase de latência variável (de alguns dias a algumas semanas), o aparecimento de IgM, depois de IgG e finalmente de IgA. As IgM não são mais detectáveis no fim de algumas semanas, enquanto que as IgG persistem, mesmo se a sua concentração diminui com o tempo.
Para desencadear essa resposta primária, as IgG sintetizadas têm uma fraca afinidade e baixa avidez pelo antígeno.

Definições:
Afinidade
(afinidade intrínseca) se refere às forças de ligação entre um dado epitopo (componente da estrutura molecular de um antígeno que se combina com a paratopo deste, e que constitui o determinante antigênico) e o anticorpo monoclonal correspondente.
Avidez (afinidade funcional) se refere às forças de ligação entre um antígeno multivalente e os anticorpos policlonais correspondentes.

Resposta secundária
Quando ocorre uma nova estimulação antigênica (reinfecção, reativação) por um antígeno timodependente, um certo número de fenômenos são produzidos:
* síntese de anticorpos, sem fase de latência, estimulada por doses mais fracas do antígeno do que na resposta primária.
* aumento importante da concentração das IgG (e, geralmente, das IgA),
* síntese de IgM em pequena concentração. Conforme a estimulação policlonal do sistema imunitário (por exemplo, gravidez) dos indivíduos e dependente da técnica utilizada, essas IgM são detectadas inconstantemente.
Essa resposta secundária está ligada à geração de linfócitos T e B-memória.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC durante até 2 dias.
Congelar a -20ºC por até 10 dias.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Atenção para não efetuar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
Rubéola IgG. Rubéola IgM. Rubéola PCR.

Normal:

Índice de avidez

0,0 a 29,9 %

30,0 a 60,0 %

acima 60,0 %

baixa avidez

média avidez

alta avidez

Interpretação

infecção nos últimos 3 meses

prazo de infecção indeterminável

infecção há mais de 3 meses

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Lipemia, hemólise e presença de filamentos de fibrina. Descongelamentos repetidos.

Método:
RUBEOLA IgG AVIDITY EIA WELL.

Interpretação:
A medida da avidez de IgG é útil na determinação do tempo de infecção durante a gravidez para nortear a conduta decorrente da probabilidade de rubéola congênita.
Baixa avidez = infecção com menos de 3 meses enquanto que
Alta avidez = infecção com mais de 3 meses.

CHANCE DO ACOMETIMENTO FETAL:

INFECÇÃO FETAL (MÊS DE GESTAÇÃO)

1

2

3

4

5

CHANCE DO ACOMETIMENTO (%)

45 a 61

40 a 50

26 a 35

10

0

O risco percentual de má-formação pode ser calculado aplicando-se a equação (aplicável até 143 dias de gestação):
Risco% = 64,2756 - (0,4497 × dias)

onde: 
Risco%	= Risco percentual de má-formação 
dias	= número de dias de gestação na ocasião do contágio 
r²		= 0,982 (coeficiente de determinação)

Obs.: A rubéola é tão mais grave para o feto, quanto mais precocemente adquirida durante a gravidez, principalmente nas 16 primeiras semanas. A partir do quinto mês de gestação, a gravidade da infecção praticamente desaparece. Um feto acometido de infecção por rubéola intra-útero pode parecer normal ao nascimento, mas muito provavelmente apresentará uma gama muito variada de manifestações que incluem: catarata precoce, microftalmia, glaucoma, deficiência auditiva (surdo-mudez), retardamento psicomotor, má-formação cardíaca, organomegalia e “rash” maculopapular.
A criança nasce soro-positiva (IgM) para rubéola.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ICTVdb
http://www.kb.u-psud.fr/niveau2/enseignements/niveau3/etudmed/cours-immunologie/cours/cours5.htm