I

I2018-09-05T14:47:50+00:00

IgA - IMUNOGLOBULINA

IMUNOGLOBULINAS IgA

CBHPM 4.03.07.22-0

AMB 28.06.059-8

Sinonímia:
IgA. Imunoglobulinas IgA.

Fisiologia:
As IgA representam 15 a 20 % do total das imunoglobulinas plasmáticas humanas. Elas têm um ritmo de síntese diária bem superior ao das IgG, porém uma meia-vida (t½) biológica bastante mais curta (6 dias). A IgA humoral é produzida na medula óssea, não cruza a barreira placentária, mas se faz presente no plasma a partir de alguns dias de nascido, podendo ser detectada em sangue do cordão umbilical. Ao redor dos 2 anos de idade, os níveis séricos atingem “valores adultos”. Ambas as classes de IgA plasmáticas (IgA1 e IgA2) existem principalmente na forma monomérica, apresentando a estrutura típica das imunoglobulinas com 4 cadeias polipeptídicas constituídas pela associação covalente de duas cadeias pesadas (α) a duas cadeias leves (κe λ). Seu coeficiente de sedimentação é 7s e o peso molecular é de aproximadamente 160 kDa. Há a forma de IgA secretora (IgAs), dimérica, unida por uma cadeia J, com coeficiente de sedimentação 11s e peso molecular de 385 kDa com meia-vida (t½) biológica indeterminada. Migra eletroforeticamente na parte anterior da banda das γglobulinas e na banda das ß globulinas. Não fixa o complemento pela via clássica.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC
Estabilidade: 7 dias.

Exames Afins:
Imunoeletroforese, IgA Secretora, IgG, IgM, IgE.

Valor Normal:

Adultos

Homens

Mulheres

Crianças

Recém-nascidos

1 a 3 meses

4 a 6 meses

7 a 12 meses

1 e 2 anos

3 anos

4 a 6 anos

7 a 9 anos

10 a 12 anos

13 a 16 anos

83,0 a 406,0 mg/dl

70,0 a 374,0 mg/dl

até 7,2 mg/dl

até 50,0 mg/dl

até 82,0 mg/dl

12,0 a 86,0 mg/dl

12,0 a 108,0 mg/dl

20,0 a 125,0 mg/dl

30,0 a 190,0 mg/dl

23,0 a 230,0 mg/dl

50,0 a 265,0 mg/dl

70,0 a 230,0 mg/dl

* Para obter valores em UI/ml, multiplicar os mg/dl por 0,667

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Lipemia. Hemólise.

Método:
Turbidimetria.
Sensibilidade analítica = 6,0 mg/dl

Interpretação:
AUMENTO: S. de Wiscott-Aldrich, mieloma múltiplo de IgA, cirrose hepática e certos estádios de doenças auto-imunes.
DIMINUIÇÃO: S. nefrótica, gastroenteropatias com severas perdas protéicas, certas leucemias, ataxia-teleangiectasia e agamaglobulinemia adquirida.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IgA1 e 2 - IMUNOGLOBULINAS

SUBCLASSES IgA

CBHPM 4.03

Sinonímia:
IgA1. IgA2. Subclasses de IgA.

Fisiologia:
As IgA representam 15 a 20 % do total das imunoglobulinas plasmáticas humanas. Elas têm um ritmo de síntese diária bem superior ao das IgG, porém uma meia-vida (t½) biológica bastante mais curta (6 dias). A IgA humoral é produzida na medula óssea, não cruza a barreira placentária, mas se faz presente no plasma a partir de alguns dias de nascido, podendo ser detectada em sangue do cordão umbilical. Ao redor dos 2 anos de idade, os níveis plasmáticos atingem “valores adultos”. Ambas as classes de IgA séricas (IgA1 e IgA2) existem principalmente na forma monomérica, apresentando a estrutura típica das imunoglobulinas com 4 cadeias polipeptídicas constituídas pela associação covalente de duas cadeias pesadas (α) a duas cadeias leves (κe λ). Seu coeficiente de sedimentação é 7s e o peso molecular é de aproximadamente 160 kDa. Há a forma de IgA secretora (IgAs), dimérica, unida por uma cadeia J, com coeficiente de sedimentação 11s e peso molecular de 385 kDa com meia-vida (t½) biológica indeterminada. Migram eletroforeticamente na parte anterior da banda das γglobulinas e na banda das ß globulinas. Não fixa o complemento pela via clássica.
IgA1:é a subclasse de IgA predominante no plasma, representando ± 85 % das IgA plasmáticas. A região da dobradiça da IgA1 tem uma estrutura de 13 aminoácidos adicionais quando comparada à IgA2. Se bem que a IgA seja resistente a diversas proteases, numerosas proteases bacterianas (inclusive a das bactérias encapsuladas) foram identificadas com capacidade de clivar a IgA1 na sua estrutura adicional, inibindo muitas de suas funções.
A IgA provê uma boa resposta contra antígenos protéicos, mediana contra antígenos polissacarídicos e fraca contra antígenos lipopolissacarídicos. Na nefropatia por IgA, apenas a IgA1 é depositada nos rins. Similarmente, na D. linear de IgA (uma doença bolhosa da pele) é exclusivamente a IgA1 que é depositada na membrana basal epitelial.
IgA2:compreende ± 15 % do total das IgA plasmáticas e representa a resposta dominante das mucosas contra antígenos polissacarídicos e lipopolissacarídicos. Nas secreções, ela está presente em concentrações muito mais elevadas do que no sangue, constituindo-se em ± 50 % das IgA totais. Existem dois alotipos, A2m(1) e A2m(2), que são especificados por alelos alternativos nos locus das cadeias pesadas α-2.
A IgA2 tem uma rotatividade maior que a IgA1 e, portanto, pode ser funcionalmente mais ativa. Ela é altamente resistente à proteólise e, por isso, resistente a diversas proteases bacterianas com a notável exceção do Clostridium spp. Esta resistência aumentada indica a importância da IgA2 nas infecções bacterianas.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Imunoeletroforese. Imunoglobulinas IgG, IgA, IgM.

Valor normal:

IgA1

Adultos

IgA2

Adultos

61,0 a 304,0 mg/dl

10,0 a 113,0 mg/dl

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Nefelometria.

Interpretação:
AUMENTO: S. de Wiscott-Aldrich, mieloma múltiplo de IgA, cirrose hepática e certos estádios de doenças auto-imunes.
DIMINUIÇÃO: S. nefrótica, gastroenteropatias com severas perdas protéicas, certas leucemias, ataxia-teleangiectasia e agamaglobulinemia adquirida.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IgA SECRETORA (SALIVAR)

RELAÇÃO IgAs/ALBUMINAs

CBHPM 4.03.07.23-9

Sinonímia:
IgA Salivar. IgAs. sIgA. Relação IgAs/ALBUMINAs.

Fisiologia:
A IgA secretora (IgAs), dimérica, é unida por uma cadeia J, com coeficiente de sedimentação 11s e peso molecular de 385 kDa com meia-vida (t½) biológica indeterminada. Produzida pelos plasmócitos, é secretada pela saliva, lágrimas, colostro e pelas secreções brônquicas, intestinais e gênito-urinárias.
Migra eletroforeticamente na parte anterior da banda das γglobulinas e na banda das ß globulinas. Não fixa o complemento pela via clássica.

Material Biológico:
Saliva.

Coleta:
1,0 ml de saliva coletada em placa de Petri estérile enviada em tubo plástico estéril ou em seringa descartável.

Armazenamento:
Conservar à temperatura ambiente.

Exames Afins:
IgG, IgA, IgM.

Valor Normal:
2,0 a 8,0 mg/dl

Preparo do Paciente:
Não se alimentar 4 horas antes do exame. Trinta minutos antes da coleta do material, fazer higiene bucal apenas com água potável (escovação, bochecho, gargarejo).

Método:
I.D.R. com anti-soro para "IgA secretora".

Interpretação:
Como a concentração protéica na saliva depende de diversos fatores como a produção de água pelas várias glândulas salivares, a permeabilidade vascular e o grau de sialosquese, é recomendável que a concentração da IgAs seja correlacionada à concentração da albumina salivar. Por isso, os resultados devem ser preferencialmente expressos em relação IgAs/ALBUMINAs.
Reflete níveis de IgA secretora nas mucosas.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IgD - IMUNOGLOBULINA

IMUNOGLOBULINA IgD

CBHPM 4.03.07.24-7

AMB 28.06.223-0/96

Sinonímia:
IgD. Imunoglobulina IgD.

Fisiologia:
A IgD é um monômero com cadeia pesada δ, coeficiente de sedimentação 7s, peso molecular de 184 kDa e meia-vida (t½) biológica de 3 dias. Não fixa o complemento pela via clássica.
Corresponde a ± 1 % das imunoglobulinas circulantes. O seu papel imunológico ainda não está bem caracterizado, mas está presente em grandes quantidades na membrana de muitos linfócitos B.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
IgG, IgA, IgM.

Valor Normal:
0 a 40 mg/dl

Preparo do Paciente:
Jejum não necessário.

Método:
Imunodifusão radial.

Interpretação:
AUMENTO: nos raros casos de mieloma múltiplo por IgD, doenças infecciosas crônicas. Pode agir como anticorpo antinuclear no Lúpus eritematoso disseminado.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IgE - IMUNOGLOBULINA

IMUNOGLOBULINA IgE

CBHPM 4.03.07.27-1
CBHPM 4.07.12.34-6

AMB 28.06.060-1

Sinonímia:
IgE. IgE total. Anticorpo de Prausnitz-Küstner.

Fisiologia:
Em indivíduos normais a concentração plasmática da IgE é muito baixa. Seu coeficiente de sedimentação é de 8s e a massa molecular é de aproximadamente 188 kDa. A IgE é produzida pelos gânglios linfáticos e pelas mucosas respiratória e gastrintestinal em resposta a um alérgeno específico e encontra-se fixada às membranas superficiais dos mastócitos e basófilos.
Migra eletroforeticamente junto com a banda de γ globulina.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Imunoeletroforese, IgG, IgA, IgM.

Valor Normal:
Média Geométrica

Idade

1 mês

2 meses

3 meses

4 meses

5 meses

6 meses

7 meses

8 meses

9 meses

10 meses

11 meses

12 meses

13 meses

14 meses

15 meses

16 meses

17 meses

18 meses

19 meses

20 meses

21 meses

22 meses

23 meses

24 meses

3 anos

4 anos

5 anos

6 anos

7 anos

8 anos

9 anos

10 anos

Adultos

± 1 s = 68,27 % da população

até 1,7 U/ml

até 2,9 U/ml

até 4,1 U/ml

até 5,2 U/ml

até 6,3 U/ml

até 7,3 U/ml

até 8,3 U/ml

até 9,1 U/ml

até 10,0 U/ml

até 11,0 U/ml

até 12,0 U/ml

até 13,0 U/ml

até 13,8 U/ml

até 14,6 U/ml

até 15,5 U/ml

até 16,3 U/ml

até 17,2 U/ml

até 18,0 U/ml

até 18,8 U/ml

até 19,6 U/ml

até 20,4 U/ml

até 21,2 U/ml

até 22,0 U/ml

até 23,0 U/ml

até 32,0 U/ml

até 40,0 U/ml

até 48,0 U/ml

até 56,0 U/ml

até 63,0 U/ml

até 71,0 U/ml

até 78,0 U/ml

até 85,0 U/ml

até 64,0 U/ml

± 2 s = 95,45 % da população

até 2,9 U/ml

até 5,1 U/ml

até 7,2 U/ml

até 9,1 U/ml

até 10,9 U/ml

até 12,8 U/ml

até 14,5 U/ml

até 16,2 U/ml

até 17,4 U/ml

até 19,4 U/ml

até 21,0 U/ml

até 22,8 U/ml

até 24,1 U/ml

até 25,7 U/ml

até 27,2 U/ml

até 28,7 U/ml

até 30,2 U/ml

até 31,6 U/ml

até 33,1 U/ml

até 34,5 U/ml

até 35,9 U/ml

até 37,3 U/ml

até 38,7 U/ml

até 40,3 U/ml

até 56,0 U/ml

até 70,0 U/ml

até 84,0 U/ml

até 98,0 U/ml

até 110,0 U/ml

até 124,0 U/ml

até 136,0 U/ml

até 148,0 U/ml

até 114,0 U/ml

* U/ml = UI/ml = IU/ml = kU/l
** Para obter valores em ng/ml, multiplicar as U/ml por 2,42
*** Para obter valores em mg/l, multiplicar as U/ml por 0,00242
**** Para obter valores em mg/dl, multiplicar as U/ml por 0,000242
***** Para obter valores em µg/dl, multiplicar as U/ml por 0,242

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fluoroenzimaimunoensaio - FEIA - ImmunoCAP - Automatizado.

Interpretação:
Resultado acima dos limites assinalados deve ser interpretado como de paciente provavelmente alérgico.
84 % dos adultos com resultados abaixo de 25,0 U/ml são não-atópicos.
78 % dos adultos com resultados acima de 100,0 U/ml são atópicos.
AUMENTO: alergia em geral, anafilaxia, asma extrínseca, rinite alérgica, S. de Jó, urticária, febre do feno, doença atópica, eczema, doenças parasitárias.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IGFBP-3

PROTEÍNA LIGADORA DE IGF-1

CBHPM 4.03.05.40-6

AMB 28.05.096-7/96

Sinonímia:
Insulin-like Growth Factor Binding Protein-3. IGF-BP3 Proteína ligadora dos fatores de crescimento insulina-símiles-3.
Proteína ligadora ou transportadora de IGF-1.
Proteína ligadora de IGF-1 do tipo 3.

Fisiologia:
A IGFBP-3 é uma proteína ligadora da IGF-1 (Somatomedina C) que regula sua biodisponibilidade ao formar um complexo ternário de massa relativa de ~ 120 kDa: [IGF-1+IGFBP-3+IGFALS]
Pesos moleculares:
IGFBP-1 = 27.905 Da
IGFBP-2 = 35.087 Da
IGFBP-3 = 31.662 Da
IGFBP-4 = 27.944 Da
IGFBP-5 = 30.572 Da
IGFBP-6 = 25.324 Da
IGFBP-7 = 29.132 Da
IGF-1 = 21.842 Da
IGF-2 = 20.532 Da
IGFALS = 66.039 Da
(IGFALS = Insulin-like Growth Factor binding protein, Acid Labile Subunit = Subunidade ácida lábil).

Material Biológico:
Soro. Plasma heparinizado (DPC).

Coleta:
1,0 ml de soro ou plasma heparinizado (DPC).

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC para até 48 horas.
Para períodos até 8 semanas congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
GH, HGH. Somatomedina C.

Valor Normal:
IRMA 125I

Idade (anos)

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16 e 17

18 e 19

20 a 22

23 e 24

25 a 29

30 a 39

40 a 49

50 a 70

Homens (ng/ml)

1.030 a 3.090

1.100 a 3.620

1.200 a 3.990

1.400 a 4.250

1.630 a 3.150

2.000 a 4.230

2.000 a 4.210

1.250 a 6.350

2.300 a 5.050

2.190 a 5.190

1.800 a 7.060

2.000 a 5.470

1.820 a 6.990

2.400 a 7.330

1.700 a 6.940

2.100 a 7.170

2.690 a 7.280

2.680 a 7.290

2.930 a 7.380

2.250 a 5.480

2.330 a 6.680

1.730 a 5.590

2.080 a 4.310

2.020 a 3.990

Mulheres (ng/ml)

1.030 a 3.090

1.100 a 3.620

1.200 a 3.990

1.400 a 4.250

1.630 a 3.150

2.000 a 4.230

2.000 a 4.210

2.060 a 6.530

2.560 a 5.530

2.860 a 7.740

2.690 a 7.200

2.300 a 7.740

1.800 a 8.410

2.000 a 7.110

2.600 a 7.320

2.400 a 5.980

2.000 a 6.470

2.310 a 7.480

2.760 a 7.350

2.920 a 7.000

2.050 a 7.600

2.300 a 7.260

2.300 a 7.260

2.020 a 3.990

Immulite 2.000 – DPC - Quimioluminescência

Idade

Até 7 dias

8 a 15 dias

16 a 364 dias

1 ano

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21 a 25

26 a 30

31 a 35

36 a 40

41 a 45

46 a 50

51 a 55

56 a 60

61 a 65

66 a 70

71 a 75

76 a 80

81 a 85

Tanner I

Tanner II

Tanner III

Tanner IV

Tanner V

Homens (ng/ml)

400 a 1.000

500 a 1.400

600 a 3.090

700 a 3.600

800 a 3.900

900 a 4.300

1.000 a 4.700

1.100 a 5.200

1.300 a 5.600

1.400 a 6.100

1.600 a 6.500

1.800 a 7.100

2.100 a 7.700

2.400 a 8.400

2.700 a 8.900

3.100 a 9.500

3.300 a 10.000

3.500 a 10.000

3.400 a 9.500

3.200 a 8.700

3.100 a 7.900

2.900 a 7.300

2.900 a 7.200

3.400 a 7.800

3.500 a 7.600

3.500 a 7.000

3.400 a 6.700

3.300 a 6.600

3.300 a 6.700

3.400 a 6.800

3.400 a 6.900

3.200 a 6.600

3.000 a 6.200

2.800 a 5.700

2.500 a 5.100

2.200 a 4.500

1.400 a 5.200

2.300 a 6.300

3.100 a 8.900

3.700 a 8.700

2.600 a 8.600

Mulheres (ng/ml)

400 a 1.000

500 a 1.400

600 a 3.090

700 a 3.600

800 a 3.900

900 a 4.300

1.000 a 4.700

1.100 a 5.200

1.300 a 5.600

1.400 a 6.100

1.600 a 6.500

1.800 a 7.100

2.100 a 7.700

2.400 a 8.400

2.700 a 8.900

3.100 a 9.500

3.300 a 10.000

3.500 a 10.000

3.400 a 9.500

3.200 a 8.700

3.100 a 7.900

2.900 a 7.300

2.900 a 7.200

3.400 a 7.800

3.500 a 7.600

3.500 a 7.000

3.400 a 6.700

3.300 a 6.600

3.300 a 6.700

3.400 a 6.800

3.400 a 6.900

3.200 a 6.600

3.000 a 6.200

2.800 a 5.700

2.500 a 5.100

2.200 a 4.500

1.200 a 6.400

2.800 a 6.900

3.900 a 9.400

3.300 a 8.100

2.700 a 9.100

* Para obter valores em mg/l ou em µg/ml, dividir os ng/ml por 1.000
** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 0,031584

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Plasma com EDTA não é recomendado.
Hemólise e lipemia.
Diminuição: glicocorticóides.

Método:
IRMA com 125I ou Quimioluminescência.

Interpretação:
AUMENTO: acromegalia.
Em geriatria, um aumento da IGFBP-3 é desejável para estimular a eritropoietina no sentido de manter os níveis de hemoglobina, preservar a densidade óssea, controlar lípides e lipoproteínas e conservar a força e o desempenho pelo trofismo da massa muscular.
DIMINUIÇÃO: hipopituitarismo, deficiência hipotalâmica, deficiência isolada de HGH, diabetes descontrolado, restrição protéica e calórica, S. de Laron, anticorpos anti-HGH, hepatopatia.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.hprd.org/protein/00899?selectedtab=SUMMARY

IgG - IMUNOGLOBULINA

IMUNOGLOBULINA IgG

CBHPM 4.03.07.28-0

AMB 28.06.061-0

Sinonímia:
IgG. Imunoglobulina IgG.

Fisiologia:
As IgG são moléculas monômeras constituídas de 4 cadeias com um coeficiente de sedimentação de 7s e um peso molecular de aproximadamente 146 kDa. Existem 4 subclasses de IgG que diferem ligeiramente entre si por suas seqüências de aminoácidos sendo que a maioria das diferenças está sediada na região da sua dobradiça.
São as imunoglobulinas mais abundantes do plasma, contribuindo com 70 a 75 % do total, sua meia-vida (t½) biológica é de 20 a 21 dias e fixam o complemento pela via clássica.
A IgG é capaz de cruzar a barreira placentária conferindo imunidade ao RN.
Migra eletroforeticamente na parte posterior da banda das γglobulinas.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Imunoglobulinas, Imunoeletroforese.

Valor Normal:

Idade

1 a 30 dias

31 a 182 dias

183 a 365 dias

1 a 3 anos

4 a 6 anos

7 a 9 anos

10 a 12 anos

13 a 15 anos

16 a 18 anos

Adultos

Homens mg/dl

260 a 986

195 a 643

184 a 974

507 a 1.305

571 a 1.550

700 a 1.680

818 a 1.885

709 a 1.861

632 a 1.979

680 a 1.445

Mulheres mg/dl

221 a 1.031

390 a 794

407 a 774

550 a 1.407

675 a 1.540

589 a 1.717

705 a 1.871

891 a 1.907

953 a 2.108

680 a 1.445

* Para obter valores em UI/ml, multiplicar os mg/dl por 0,122

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Turbidimetria. Sensibilidade analítica = 90 mg/dl

Interpretação:
AUMENTO POLICLONAL: AIDS. AUMENTO MONOCLONAL: Mieloma múltiplo por IgG, após hiperimunização, estádios de doenças auto-imunes severas, certos linfomas, infecções crônicas.
DIMINUIÇÃO: hipogamaglobulinemia congênita e adquirida, mieloma por IgA, macroglobulinemia IgM de Waldenström, certas SS. de má absorção com severas perdas protéicas.
Obs.: As IgG, produzidas pelos plasmócitos sob indução dos linfócitos B, quando submetidas a proteólise limitada pela papaína, libertam 3 fragmentos a saber: 2 Fab e 1 Fc. O seu formato clássico é o de um "Y". Os dois braços superiores são os Fab (Fragmentos "antigen-binding") que se ligam a antígenos realizando a reação antígeno-anticorpo, enquanto que a base ou o pé do "Y" é o Fc (Fragmento cristalizável ou "complement-binding"). Embora as extremidades Fab dos anticorpos de uma espécie animal para outra possam ter afinidade por um mesmo antígeno, ao menos as extremidades Fc são imunologicamente diferentes e típicas de cada espécie animal.
Isto explica, por exemplo, por que conjugados anti-humanos e anticorpos anti-anticorpos humanos não se ligam aos Fc dos anticorpos de outros animais, resultando em reações imunológicas negativas ou inespecíficas (IFI, imunoensaios competitivos etc.).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IgG1, 2, 3 e 4 - IMUNOGLOBULINAS

SUBCLASSES IgG

CBHPM 4.03.07.29-8 (cada)

AMB 28.06.224-8(cada)

Sinonímia:
IgG1, IgG2, IgG3, IgG4. Subclasses IgG.

Fisiologia:
As IgG são moléculas monômeras constituídas de 4 cadeias com um coeficiente de sedimentação de 7s e um peso molecular de aproximadamente 146 kDa.
Existem 4 subclasses de IgG que diferem ligeiramente entre si por suas seqüências de aminoácidos sendo que a maioria das diferenças está sediada na região da sua dobradiça.
IgG1:é a subclasse mais abundante, correspondendo a 65 % do total das IgG. Ela produz a resposta timo-dependente dominante contra antígenos protéicos/polipeptídicos. A IgG1 se liga aos receptores Fc das células fagocitárias e pode ativar a cascata do complemento ao se ligar ao C1q.
Respostas de IgG1 podem ser detectadas desde o nascimento e níveis plasmáticos “adultos” são alcançados na primeira infância.
IgG2:esta subclasse provê a resposta imune dominante contra antígenos de carboidratos/polissacarídicos. Ela constitui 20 a 25 % do total das IgG e suas respostas ocorrem a partir de aproximadamente 2 anos de idade. Níveis “adultos” não são atingidos antes dos 6 a 7 anos de idade. A deficiência de IgG2 é a deficiência de subclasse mais freqüente. Ela é particularmente associada a infecções respiratórias recorrentes na infância devidas a bactérias com cápsulas polissacarídicas como o Haemophilus influenzaetipo b e o Streptococcus pneumoniae.
IgG3:contribui com 5 a 10 % do total das IgG e proporciona uma boa resposta a antígenos protéicos/polipeptídicos, às vezes até com maior afinidade que as IgG1. É a única subclasse de IgG com apenas 7 dias de vida-média biológica. A região da dobradiça da molécula, mais longa que a das outras subclasses, é responsável pelo seu peso molecular de 165 kDa. O nível de resposta da IgG3 aumenta com o desenvolver da infância e níveis plasmáticos “adultos” podem ser observados a partir de 1 ano de idade. A deficiência de IgG3 pode ocorrer em associação com a deficiência de IgG1.
IgG4:corresponde a menos de 5 % do total das IgG. A sua resposta cresce lentamente na infância e níveis “adultos” não são alcançados antes dos 10 a 12 anos. A IgG4 não atua sobre antígenos polissacarídicos. Seus níveis são altos em doenças alérgicas e podem bloquear as IgE. Níveis elevados podem ser observados na asma, dermatite atópica e também em certas doenças parasitárias. Como os níveis normais de IgG4 são comparativamente baixos, uma deficiência muitas vezes é mascarada pelos níveis normais da IgG total.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 e +8ºC

Exames Afins:
Imunoeletroforese. Imunoglobulinas IgG, IgA, IgM.

Valor Normal:

idade

1 a 3 meses

4 a 6 meses

7 a 12 meses

2 e 3 anos

4 a 9 anos

10 e 11 anos

Adultos

IgG1 mg/dl

115 a 435

30 a 377

125 a 715

265 a 793

305 a 897

315 a 910

300 a 1.072

IgG2 mg/dl

46 a 187

12 a 162

50 a 308

106 a 341

122 a 386

126 a 392

120 a 462

IgG3 mg/dl

18 a 80

5 a 69

27 a 132

43 a 146

49 a 165

50 a 168

48 a 198

IgG4 mg/dl

9 a 74

2 a 40

10 a 77

21 a 85

24 a 96

25 a 98

24 a 115

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Nefelometria.

Interpretação:
AUMENTO:
Antígenos protéicos: aumentam as IgG1 e IgG3; D. Hemolítica do RN: aumentam as IgG1 e IgG3; Antígenos polissacarídicos (membrana bacteriana): aumentam as IgG2 e IgG4.
DIMINUIÇÃO:
Deficiências:
IgG1: infecção por Epstein-Barr Virus.
IgG2: sinusite e infecção respiratória por bactérias encapsuladas.
IgG3: sinusite e otite média.
IgG4: alergia, ataxia-teleangiectasia, sinusite e infecção respiratória.


Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IgM - IMUNOGLOBULINA

IMUNOGLOBULINA IgM

CBHPM 4.03.07.30-1

AMB 28.06.062-8

Sinonímia:
IgM. Imunoglobulina IgM.

Fisiologia:
Terceira imunoglobulina mais abundante no plasma.
Existe como pentâmero da estrutura básica de quatro cadeias, com massa molecular de aproximadamente 970 kDa. Na região da dobradiça, as subunidades do pentâmero estão unidas por pontes dissulfeto e por uma cadeia J. Apresenta uma meia-vida (t½) plasmática de 10 dias e um coeficiente de sedimentação de 19s. Muito eficiente na aglutinação e na fixação de complemento. É o primeiro anticorpo detectado no plasma após uma estimulação antigênica. Principal imunoglobulina sintetizada pelo RN.
Migra eletroforeticamente na parte intermediária da banda de γglobulinas.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC Estável por 7 dias.

Exames Afins:
Imunoeletroforese, Eletroforese de proteínas, Crioglobulinas.

Valor Normal:

Crianças

Sangue de cordão

1 a 30 dias

31 a 182 dias

183 a 365 dias

1 a 3 anos

4 a 6 anos

7 a 9 anos

10 a 12 anos

13 a 15 anos

16 a 18 anos

Adultos

Homens mg/dl

10 a 24

12 a 117

27 a 147

41 a 197

63 a 240

64 a 248

49 a 231

58 a 249

57 a 298

59 a 291

34 a 214

Mulheres mg/dl

10 a 24

19 a 104

10 a 212

10 a 216

70 a 298

81 a 298

62 a 270

81 a 340

69 a 361

86 a 360

40 a 250

* Para obter valores em UI/ml, multiplicar os mg/dl por 1,299

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas.

Interferentes:
Lipemia. Hemólise.

Método:
Turbidimetria. Sensibilidade analítica = 10,0 mg/dl

Interpretação:
AUMENTO: macroglobulinemia IgM de Waldenström, cirrose biliar primária, fatores reumatóides, malária, tripanossomose, certas hepatites infecciosas, fase inicial de vacinações.
No sangue de cordão, uma dosagem acima de 20 mg/dl pode estar associada à rubéola, citomegalovirose, sífilis ou toxoplasmose congênita.
DIMUINUIÇÃO: agamaglobulinemia, certos mielomas IgA e IgG, leucemia linfocitária crônica.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IMIPRAMINA

TOFRANIL®

CBHPM 4.03.02.12-1

Sinonímia:
Cloridrato de imipramina. Nomes comerciais: Tofranil®, Imipra®, Ditisan®, Madalon®.

Fisiologia:
Cloridrato de 5-[3-(dimetilamino)propil]-10,11- dihidro-5H-dibenzo [ß,1-azepina].
Fórmula molecular = C19H24N2.HCl
Massa molecular = 316,8736 g/mol

A Imipramina é um antidepressivo tricíclico com amina terciária que tem sido utilizado no tratamento de depressão, dor de origem neuropática, enurese funcional infantil, S. do pânico e distúrbios fóbicos.
É um inibidor da recaptação da noradrenalina.

Material Biológico:
Soro ou plasma com heparina ou EDTA.

Coleta:
3,0 ml de soro ou plasma. Não empregar tubos com gel separador! A coleta é feita pela manhã ou em outro horário, logo antes da tomada da próxima dose do medicamento. Esta amostra representa o ponto mínimo da concentração diária no soro do paciente.
Convém o paciente tomar o medicamento adequadamente conforme prescrição médica durante ao menos quinze dias antes da dosagem. Pode ser coletado a qualquer hora se houver suspeita de intoxicação.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 5 dias.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível “borderline”

Nível tóxico

125,0 a 250,0 ng/ml

250,1 a 500,0 ng/ml

acima de 500,0 ng/ml

* ng/ml = µg/l
** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 0,003156

Interferentes:
Hemólise. Lipemia. Tubo com gel separador. Material à temperatura ambiente.

Método:
HPLC. Cromatografia Líquida de Alta Eficiência.

Interpretação:
A dosagem é necessária ao monitoramento e otimização da dose terapêutica e à prevenção da intoxicação.
Para um controle terapêutico adequado é recomendado dosar conjuntamente a Desipramina

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IMUNOCOMPLEXOS CIRCULANTES

CBHPM 4.03.07.31-0

AMB 28.06.141-1

Sinonímia:
Complexos imunes.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC

Exames Afins:
FAN, Anti-DNA, Complemento total e frações.

Valor Normal:

Reação com Clq e com FRm

inferior a 40 µgE/ml

40 a 50 µgE/ml

superior a 50 µgE/ml

Não reagente

"borderline"

Reagente

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Imunodifusão em gel (Reação com Clq e com FRm).

Interpretação:
Auxílio no diagnóstico de doenças auto-imunes.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IMUNOELETROFORESE

ELETROFORESE DE IMUNOGLOBULINAS

CBHPM 4.03.07.33-6

AMB 28.06.063-6

Sinonímia:
"Imunoeletroforese".
Obs.: Modernamente dosam-se diretamente as imunoglobulinas ou as paraproteínas objetivadas.
A imunoeletroforese clássica apresenta dificuldades de identificação e de quantificação das frações protéicas. São raros os laboratórios que ainda dominam essa técnica.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a amostra a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Eletroforese de Proteínas, Mielograma, Pesquisa de Proteínas de Bence-Jones, IgG, IgA, IgM, Cadeias leves Kappa e Lambda.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise, Lipemia.

Método:
Nefelometria.

Interpretação:
Diagnóstico das disproteinemias como mieloma múltiplo, macroglobulinemia de Waldenström, DD. linfoproliferativas e gamopatias monoclonais.
O nível das paraproteínas é um marcador útil no monitoramento da resposta à terapêutica.
Obs.: devido a variações metodológicas, o somatório das IgA+IgM+IgG costuma dar um valor mais alto do que a dosagem da faixa absoluta das γglobulinas obtida na eletroforese de proteínas.



Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IMUNOFLUORESCÊNCIA RENAL/PELE

CBHPM 4.06.01.27-7

AMB 21.01.023-4

Sinonímia:
Imunoistoquímica, depósitos de complexos auto-imunes. Imunoglobulinas G, A, M, cadeias leves kappa e lambda, fibrinogênio, C1q, C3d.

Material Biológico:
Fragmentos cirúrgicos ou obtidos por biópsia de tecido renal ou pele em meio de transporte e fragmentos correlatos em líquido de Bouin.
Tecido fixado é inadequado para estudo de imunofluorescência.

Coleta:
RIM: fragmentos de cortical renal em meio de transporte (tubete fino) para cortes de criostato E fragmento análogo em solução de Bouin (líquido amarelo). Neste, fixar por 2 a 3 horas e trocar o líquido por etanol 95 % (95ºGL) ou formalina a 10 %.
PELE: fragmento de pele lesada em meio de transporte E de pele sã em solução de Bouin. Neste, fixar como acima. Solicitar fixadores ao laboratório.

Armazenamento:
Os espécimes em meio de transporte são adequados por 10 dias, quando protegidos da luz e do calor. Não congelar. Fragmentos em álcool após fixação em Bouin têm estabilidade indeterminada.

Exames Afins:
Imunoistoquímica, anatomia patológica.

Valor Normal:
Interpretação imunoistoquímica levando-se em conta controles negativos e positivos

Preparo do Paciente:
Determinado pelo médico assistente.

Interferentes:
Fixação inadequada, autólise, exposição a calor extremo ou permanência excessiva em meio de transporte.

Método:
Imunofluorescência indireta com utilização de microscopia sob luz ultravioleta.

Interpretação:
Os resultados devem levar em consideração a história clínica e exames laboratoriais pertinentes.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IMUNOISTOQUÍMICA

CBHPM 4.06.01.17-0
CBHPM 4.06.01.18-8

AMB 21.01.022-6

Sinonímia:
APLICÁVEL A:
Receptores hormonais e fatores proliferativos em câncer mamário.
Neoplasias indiferenciadas.
Determinação de origem em tumores metastáticos. Hepatite (antígenos de superfície e core do vírus B). Papilomavírus (capsídeo).
Diferencial linfoma x carcinoma x sarcoma.
Painel de linfoma (CD20, CD45, BLA36, Imunoglobulinas).
Painel melanoma x carcinoma.
Fatores proliferativos em neoplasias cerebrais.
Imunofluorescência renal/pele (ver esta).

Material Biológico:
Fragmentos de tecido em fixador ou em blocos de parafina, cortes histológicos seriados de 4 µm ou esfregaços citológicos secos ao ar.

Coleta:
Material em fixador adequado (geralmente formalina a 10 %) ou em forma de preparados histológicos.
Incluir laudos originais e lâminas HE pertinentes.

Armazenamento:
Tempo indeterminado para blocos de parafina ou em formalina. Para outros materiais, consultar o laboratório.

Exames Afins:
Hibridização molecular, anatomia patológica, citopatologia, imunofluorescência (renal ou pele).

Valor Normal:
Interpretação imunoistoquímica levando-se em conta controles negativos e positivos

Preparo do Paciente:
Determinado pelo médico assistente.

Interferentes:
Fixação inadequada, autólise ou exposição a calor extremo.

Método:
Avaliação imunohistopatológica do material de imunoperoxidase indireta utilizando-se técnicas de amplificação de sinal e revelação com diaminobenzidina ou outro substrato adequado.

Interpretação:
Os resultados podem ser emitidos em percentual de células reagentes ou simplesmente negativo/positivo levando-se em consideração dados clínicos e laboratoriais pertinentes.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ÍNDICE ATEROGÊNICO

Sinonímia:
Combinação da Relação (LDL+VLDL)/HDL com o Quociente ApoB/ApoA1. asdasdsa

Fisiologia:
Cálculo:

onde: 
IA 		= Índice Aterogênico 
ColT 	= Colesterol total em mg/dl 
HDL 	= HDL Colesterol em mg/dl 
ApoA1 	= Apolipoproteína A1 em mg/dl 
ApoB 	= Apolipoproteína B em mg/dl
               

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
3,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Colesterol total. HDL Colesterol. LDL Colesterol.
Triglicérides. Apolipoproteína A1.
Apolipoproteína B.

Valor Normal:

Homens

Normal

Desejável

Elevado

Mulheres

Normal

Desejável

Elevado

IA

0,92 a 2,64

até 0,91

acima de 2,64

0,62 a 1,87

até 0,61

acima de 1,87

Preparo do Paciente:
Jejum de 12 ou mais horas. Água ad libitum.
Não utilizar bebidas alcoólicas na véspera do exame.

Método:
Apolipoproteínas: Nefelometria
Colesterol total : Esterase-oxidase
Colesterol HDL : HDL direto

Interpretação:
Útil para diagnóstico de fenótipos aterogênicos e para monitoramento de tratamento hipolipemiante.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ÍNDICE DE ANISOCITOSE

RDW

Sinonímia:
Red Cell Distribution Width. RDW. RDW-CV. RDW-Coeficiente de Variação. Anisocitose. Amplitude de distribuição dos eritrócitos. Grau de anisocitose. RDW-SD. RDW-Desvio-padrão.

Fisiologia:
O uso do RDW para diferenciação entre anemias ferroprivas e talassemias por meio de aplicação de fórmulas envolvendo o RDW, o VCM e a Hemoglobina, ainda permanecem discutidas não havendo um consenso universal.

Material Biológico:
Sangue com EDTA.

Coleta:
5,0 ml de sangue total.

Armazenamento:
Deve ser analisado no mesmo dia.
Refrigerar entre +2 a +8ºC Não congelar.

Exames Afins:
Eritrograma. Ferro. Transferrina. Ferritina.

Valor Normal:

RDW ou RDW-CV

Isocitose

Anisocitose

RDW-SD

Isocitose

Anisocitose

RDW-CV de 11,5 a 15,0 %#

RDW-CV acima de 15,0 %

RDW-SD de 38,6 a 49,1 fl

RDW-SD acima de 49,1 fl

Obs.: nas anemias ferroprivas, após tratamento com Fe e outros nutrientes necessários à eritropoiese, o RDW inicialmente aumenta devido ao aparecimento de dimorfismo eritrocitário (duas populações de hemácias com tamanhos diferentes) revelando boa resposta terapêutica. Com a continuidade do tratamento, o RDW começará a diminuir à medida que aumentar a nova população de eritrócitos.

Método:
Determinação derivada do histograma de distribuição de glóbulos vermelhos em contadores eletrônicos de células.

Interpretação:
O desvio-padrão (SD) do RDW-CV é medido a 60,55 % da altura do histograma, acima da linha de base dos eritrócitos e calculado pela fórmula:

onde: 
RDW-CV	= Índice de anisocitose em % 
SD			= Desvio-padrão medido 
VCM		= Volume Corpuscular Médio em fl 
O RDW-SD é medido diretamente em fl à altura de 
20,0 % do mesmo histograma. 

O RDW-CV é útil na detecção precoce da deficiência de ferro. Microcitoses com RDW-CV bem acima de 15,0 % ocorrem nas deficiências marciais, enquanto que na ß-talassemia heterozigótica o RDW-CV fica muito próximo de 15,0 %.
O RDW-SD é mais útil na avaliação das anisocitoses não-microcíticas.
Uma avaliação dos níveis séricos de ferritina pode ser obtida aplicando-se a equação:

            	  
onde: 
Ferritina 	= ferritina em µg/l ou ng/ml 
e 			= número "e", base dos logaritmos naturais 
RDW 		= índice de anisocitose em % 

# Isocitose se refere tão-somente ao fato de as hemácias terem, em sua maioria, o mesmo tamanho, não importando se elas são micro, normo ou macrocíticas. Assim, combinando as duas situações, temos 6 possibilidades: 

Isocitose com microcitose 		= 		hemácias pequenas
(microcitose homogênea) e iguais 

Isocitose com normocitose 		= 		hemácias normais 
(normocitose homogênea) e iguais 

Isocitose com macrocitose 		= 		hemácias grandes 
(macrocitose homogênea) e iguais 

Anisocitose com microcitose 		= 		hemácias pequenas
(microcitose heterogênea) e desiguais 

Anisocitose com normocitose 		= 		hemácias normais 
(normocitose heterogênea) e desiguais 

Anisocitose com macrocitose 		= 		hemácias grandes 
(macrocitose heterogênea) e desiguais 

Estas 6 possibilidades se prestam à classificação das anemias conforme BESSMAN, J. D. - 1983.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ÍNDICE DE CÁLCIO DE LAFFERTY

LAFFERTY

Sinonímia:
Algoritmo de Lafferty. Lafferty Calcium Index. LCI. Teste de paratireoidismo. Diagnóstico diferencial da hipercalcemia.

Material Biológico:
Sangue total e soro.

Coleta:
1 tubo de sangue total com EDTA.
2,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Hematócrito. Cloro. Cálcio. Fósforo.

Valor Normal:
Ver interpretação

Preparo do Paciente:
O mesmo dos analitos individuais que compõem o teste.

Método:
Aplica-se o algoritmo de Lafferty:

               
onde: 
LCI 		= Índice de Cálcio de Lafferty 
Htc 	= Hematócrito em % 
Cl 		= Cloro em mmol/l ou mEq/l 
Ca 		= Cálcio total em mg/dl 
Pi 		= Fósforo em mg/dl 

Interpretação:
Teste para diagnóstico diferencial das hipercalcemias.
Não se aplica para Cálcio sérico inferior a 10,7 mg/dl LCI de +0,1 a +1,0: hipercalcemia por causa de provável hiperparatireoidismo ou de S. do PTH ectópico.
LCI superior a +1,0: hipercalcemia por causa de hiperparatireoidismo ou de S. do PTH ectópico LCI de -0,1 a +,1: “borderline”, hipercalcemia por outras causas.
LCI inferior a -0,1: hipercalcemia por outras causas podendo-se excluir o hiperparatireoidismo e a S. do PTH ectópico

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ÍNDICE DE IMPREGNAÇÃO SATURNINA

IIS

Sinonímia:
Índice de plumbemia.

Fisiologia:
Este teste avalia funcionalmente o trabalhador exposto ao chumbo. Leva em conta os efeitos da intoxicação sobre a eritropoiese, sobre a função renal e sobre o bloqueio enzimático.

Material Biológico:
Sangue com EDTA, soro e urina de 24 horas.

Coleta:
3,0 ml de sangue com EDTA,
1,0 ml de soro e alíquota de 50 ml de urina de 24 horas sem conservante.
Informar o volume total das 24 horas.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Chumbo. Pontilhado basófilo.

Valor Normal:

Índice

5,0 a 35,0

35,1 a 39,9

40,0 a 75,0

75,1 a 79,9

80,0 a 115,0

115,1 a 119,9

120,0 em diante

Risco:

risco fisiológico normal

zona "borderline I"

risco industrial aceitável

zona "bordeline II"

risco industrial excessivo

zona "borderline III"

intoxicação biológica perigosa

Preparo do Paciente:
O paciente começa a coleta da urina de 24 horas num domingo de manhã. Na 2ª feira também de manhã, comparece ao laboratório em jejum, trazendo a urina e para fazer a coleta de sangue.

Interferentes:
Urina de 24 horas com volume incorreto, seja por falta ou por excesso. Amostra de urina "completada" ou diluída com água.

Método:
Dosagens:
ALA: espectrofotometria.
Hb : cianometahemoglobina.
Ur : urease e GLDH - UV - automatizado.
Índice:
O índice é calculado pela fórmula:

onde: 
Hb 		= Hemoglobina em g/dl 
ALA 	= Ácido delta aminolevulínico urinário em mg/l 
Ur 		= Percentagem de depuração de uréia(Clearance de uréia em ml/min x 1,33) 
               

Interpretação:
Ver em Valor normal.
Útil no monitoramento de pacientes expostos ocupacionalmente ao chumbo.
AUMENTO: Saturnismo, Anemias, Insuficiência renal.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ÍNDICE DE SEGMENTAÇÃO DOS NEUTRÓFILOS

ÍNDICE DE ARNETH

Sinonímia:
Desvio à direita. Índice de Arneth. Índice de Vèlez. Índice médio de segmentação. Índice neutrófilo de Arneth. Índice nuclear de Arneth.

Material Biológico:
Sangue total EDTA.

Coleta:
3,0 ml de sangue total.

Exames Afins:
Vitamina B12, Ácido fólico.

Valor Normal:

Segmentos

0

1

2

3

4

5

Lóbulos

1

2

3

4

5

6

Percentagem

5 a 15

15 a 47

32 a 48

8 a 26

0 a 4

0

Média

10

31

40

17

2

0

Normal: Índice médio de 2,23 a 2,37 Segmentos
Desvio à esquerda: Índice abaixo de 2,23
Desvio à direita : Índice acima de 2,37

Cálculo do Índice médio de Arneth:

I=[%S1+(2x%S2)+(3x%S3)+(4x%S4 )+(5x%S5)]/100

Onde:
I = Índice médio de Arneth em Segmentos
%S1= Percentagem de Neutrófilos com 1 segmento
%S2= Percentagem de Neutrófilos com 2 segmentos
%S3= Percentagem de Neutrófilos com 3 segmentos
%S4= Percentagem de Neutrófilos com 4 segmentos
%S5= Percentagem de Neutrófilos com 5 segmentos

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interpretação:
A hipersegmentação dos neutrófilos (desvio à direita) está presente na deficiência de Vitamina B12 e/ou Ácido fólico e em pacientes HIV positivos (Índice médio de 2,62 a 3,02 Segmentos).
A hipossegmentação ocorre na anomalia de Pelger.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ÍNDICE DE TIROXINA LIVRE

ITL

CBHPM 4.07.12.35-4

AMB 28.05.090-8/96

Sinonímia:
ITL. Free Thyroxine Index. FTI. T7.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
T4 Livre. T3 Uptake. Tiroxina.

Valor Normal:

Eutireoidismo

Hipertireoidismo

Hipotireoidismo

1,13 a 3,60

superior a 3,60

inferior a 1,13

Obs.: esse resultado não tem unidade por ser um número puro. Entretanto, alguns laboratórios utilizam a expressão "ETR" que significa "Effective Thyroxine Rate" e outros utilizam simplesmente "IU" que significa "Index Units".

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
I.F.M.A. e Fluorimetria + Cálculo.

Interpretação:
O ITL é um cálculo envolvendo duas dosagens, o T3U e o T4.
Aplica-se a seguinte fórmula:

onde: 
ITL 		= Índice de Tiroxina Livre 
T3U 	= T3 Uptake (T3 Retenção) em % 
T4		= Tiroxina em µg/dl 
Modernamente deve-se preferir a dosagem do T4L (T4 livre) até porque o custo do T4L é inferior ao custo do T3U + T4. 
                


Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ÍNDICE PROGNÓSTICO NUTRICIONAL E INFLAMATÓRIO

PINI

Sinonímia:
IPIN. IPNI. PINI. Prognostic Inflammatory Nutritional Index.

Fisiologia:
Pode-se avaliar o risco de mortalidade do paciente a través da atividade inflamatória e do grau de nutrição calculando o Índice Prognóstico Nutricional e Inflamatório (PINI) de Ingenbleek & Carpentier (1985).

Quatro proteínas precisam ser dosadas, são elas: 
1 – Proteína “C” Reativa, 
2 – Alfa-1 glicoproteína ácida, 
3 – Transtiretina (pré-albumina) e 
4 – Albumina. 
Aplicam-se os resultados na seguinte fórmula:
                


onde: 
PINI 	= Índice 
Alfa 	= Alfa-1 glicoproteína ácida em mg/l 
PCR 	= Proteína “C” Reativa em mg/l 
Alb 		= Albumina em g/l 
TTR 	= Transtiretina (pré-albumina) em mg/l 

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Métodos:
Ver em cada uma das proteínas envolvidas.

Interpretação:

PINI

< 1

1 a 10

11 a 20

21 a 30

> 30

Prognóstico do paciente

Não infectado, não desnutrido

Baixo risco de mortalidade

Médio risco de mortalidade

Alto risco de mortalidade

Risco de morte

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi d=S1676-24442002000300004

ÍNDICES DE SELETIVIDADE GLOMERULAR

PROTEINÚRIA GLOMERULAR

Sinonímia:
Proteinúria glomerular.
Índice de Cameron.
Índice de Créteil.
Índice de Necker.

Fisiologia:
A barreira capilar glomerular normal impede a passagem de proteínas com massa molecular superior a 60 kDa. Por isso, as imunoglobulinas intactas dificilmente atravessam a barreira glomerular. A sua excreção na urina em quantidade apreciável durante as proteinúrias patológicas traduz uma alteração da permeabilidade glomerular com perda da capacidade de reabsorção tubular.
MASSAS MOLECULARES:
IgG ~ 150 kDa
Transferrina ~ 80 kDa
Albumina ~ 65 kDa

Material Biológico:
Urina de 24 horas.
Soro.

Coleta:
Índice de Cameron:
IgG urinária e sérica.
Transferrina urinária e sérica.
Alíquota de 50 ml de urina de 24 horas informando o volume total e 1,0 ml de soro.
Índice de Créteil:
IgG urinária e sérica.
Albumina urinária e sérica.
Alíquota de 50 ml de urina de 24 horas informando o volume total e 1,0 ml de soro.
Índice de Necker:
IgG urinária.
Albumina urinária.
Urina de 24 horas. Informar o volume total.

Exames Afins:
Eletroforese de proteínas urinárias.

Valor Normal:

ÍNDICE DE CAMERON

Proteinúria muito seletiva

Proteinúria seletiva

Proteinúria ± seletiva

Proteinúria não seletiva

ÍNDICE DE CRÉTEIL

Proteinúria muito seletiva

Proteinúria seletiva

Proteinúria ± seletiva

Proteinúria não seletiva

ÍNDICE DE NECKER

Proteinúria seletiva ou ± seletiva

Proteinúria não seletiva

até 0,070

0,071 a 0,100

0,101 a 0,200

acima de 0,200

até 0,060

0,061 a 0,090

0,091 a 0,180

acima de 0,180

até 0,050

acima de 0,050

Método:
Albumina: colorimetria.
IgG e transferrina: nefelometria.

Interpretação:
Útil na classificação das proteinúrias em seletivase não-seletivas com todas as graduações intermediárias.

CÁLCULO DO ÍNDICE DE CAMERON:

       
onde: 
ICam 	= Índice de Cameron 
IgGu 	= IgG urinária em mg/dl 
IgGs 	= IgG sérica em mg/dl 
Trfs		= Transferrina sérica em mg/dl 
Trfu 	= Transferrina urinária em mg/dl

CÁLCULO DO ÍNDICE DE CRÉTEIL:

onde: 
ICre 	= Índice de Créteil 
IgGu 	= IgG urinária em mg/dl 
IgGs 	= IgG sérica em mg/dl 
Albs 		= Albumina sérica em g/dl 
Albu 	= Albumina urinária em g/dl

CÁLCULO DO ÍNDICE DE NECKER:

onde: 
INec 	= Índice de Necker 
IgGu 	= IgG urinária em mg/dl 
Albu 	= Albumina urinária em mg/dl

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS ESPECIAIS

ÍNDICES ERITROCITÁRIOS

Sinonímia:
DGM. Diâmetro Globular Médio.
EGM. Espessura Globular Média.
SGM. Superfície Globular Média.
PEGM. Peso Específico Globular Médio.
MGM. Massa Globular Média.
AGM. Água Globular Média.
NMMH/G. Número Médio de Moléculas de
Hemoglobina/Glóbulo.

Material Biológico:
Sangue total com EDTA.

Coleta:
3,0 ml de sangue total.

Armazenamento:
Refrigerar entre +4 a +8ºC

Exames Afins:
Eritrograma. RDW. Índice de anisocitose.
Reticulócitos.

Valor Normal:
Para maiores de 16 anos:

DGM

EGM

SGM

PEGM

MGM

AGM

NMMH/G

7,62 a 7,90 µm

1,67 a 2,02 µm

131,19 a 148,17 µm²

1,094 a 1,101

89,71 a 101,29 pg

57,90 a 64,86 pg

135 a 155 moléculas Hb/glóbulo

Interferentes:
Hemólise, lipemia, crioaglutininas, microcoágulos.

Método:
FÓRMULAS:

DIÂMETRO GLOBULAR MÉDIO:

DGM 	= Diâmetro Globular Médio em µm 
Log 	= Logaritmo decimal 
VCM 	= Volume Corpuscular Médio em fl
                

ESPESSURA GLOBULAR MÉDIA:

EGM 	= Espessura Globular Média em µm 
VCM 	= Volume Corpuscular Médio em fl 
DGM 	= Diâmetro Globular Médio em µm 
π		= 3,14159...

SUPERFÍCIE GLOBULAR MÉDIA:

SGM 	= Superfície Globular Média em µm² 
π		= 3,14159... 
DGM 	= Diâmetro Globular Médio em µm 
EGM 	= Espessura Globular Média em µm 

PESO ESPECÍFICO GLOBULAR MÉDIO:

PEGM 	= Densidade ou Peso Específico Globular Médio em g/cm³ 
CHCM 	= Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média em g/dl 
Pt 		= Proteínas totais do soro em g/dl 

MASSA GLOBULAR MÉDIA:

MGM 	= Massa Globular Média em pg 
PEGM 	= Densidade ou Peso Específico Globular Médio g/cm³ 
VCM 	= Volume Corpuscular Médio em fl

ÁGUA GLOBULAR MÉDIA:
AGM = MGM - HCM - (0,03664 X SGM)

AGM 	= Água Globular Média em fl 
MGM 	= Massa Globular Média em pg 
HCM 	= Hemoglobina Corpuscular Média em pg 
SGM 	= Superfície Globular Média em µm² 0,03664 = Peso da membrana eritrocitária em pg/µm²

Nº MÉDIO DE MOLÉCULAS DE Hb/GLÓBULO:

NMMHG 		= Número Médio de Moléculas de Hemoglobina por Glóbulo 
HCM 		= Hemoglobina Corpuscular Média em pg 
0,2000064 	= Peso de 1 molécula de Hemoglobina em pg
            
            

Interpretação:
As informações fornecidas por esses índices têm aplicação em estudos científicos especiais da série vermelha e em controle de qualidade automatizado.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

INFLUENZA

GRIPE

Sinonímia:
Gripe (do alemão, greifen = pegar). Zamparina.
Espanhola. Asiática. Macaca.
Influenza (A, B ou C) virus. Myxovirus influenzae.
FluA. FluB.
Anticorpos IgG e IgM anti-gripe A e/ou B.
Anticorpos IgG e IgM anti-influenza A e/ou B.
ICTVdB 00.046.0.01.001 = A
ICTVdB 00.046.0.04.001 = B
ICTVdB 00.046.0.02.001 = C
Obs.: Não confundir com resfriado comum que é causado por um RNAvirus sem envelope, Família Picornaviridae, Gênero Rhinovirus, Espécie Human Rhinovirus.

Fisiologia:
Taxonomia: Família Orthomyxoviridae, Gênero Influenzavirus, Espécie Influenza (A, B ou C) virus(Virus da gripe A, B ou C). RNAvirus de fita simples com envelope.
Transmissão: gotículas de Flügge (aérea).

Material Biológico e Coleta:
2,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a -20ºC para até 1 mês.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Valor Normal:

FluA ou FluB

IgG

IgM

título inferior a 1/10

título inferior a 1/10

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Imunofluorescência ou ELISA.

Interpretação:
IgG igual ou maior que 1/10 significa infecção pregressa e imunidade.
Um segundo IgG titulado emparelhado com o anterior, com título ao menos 4 vezes maior significa infecção recente ou vacinação. IgM igual ou maior que 1/10 significa infecção recente.
A vacina é contra-indicada para pessoas com alergia a ovos ou proteína de galináceos, a neomicina, a formaldeído e a Triton-X-100 (octoxinol 9).
Em 4 a 5 % dos casos, resultados falso-positivos de HIV, HTLV-1 e HCV foram relatados durante até 4 meses após a vacina anti-influenza.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

INIBINA A

Sinonímia:

Fisiologia:
A Inibina A pertence à superfamília dos hormônios glicoprotéicos próximos do TGF-ß (transforming growth factor-ß). A origem deste hormônio peptídico é gonadal e sua ação inibidora sobre a síntese do FSH já era suspeitada desde 1932. São heterodímeros de 32 kDa, formados na espécie humana, a partir de uma subunidade alfa ligada por pontes S-S a uma unidade ßA (Inibina A) ou ßB(Inibina B) que diferem entre si por apenas um único aminoácido.
Em meninas, a concentração da Inibina A aumenta à medida que a puberdade progride. Na mulher adulta, as concentrações variam com as fases do ciclo menstrual. Na menopausa, os níveis decaem acentuadamente.
Durante a gravidez a unidade feto-placentária produz grandes quantidades de Inibina A e a medida da sua concentração em relação à idade gestacional tem sido empregada para triagem da S. de Down e da pré-eclâmpsia.
O homem praticamente não produz Inibina A.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Valor Normal:

Homens

Mulheres

Pré-menopausa

Pós-menopausa

Quest

até 21 pg/ml

Quest

até 98 pg/ml

até 21 pg/ml

Homens

Mulheres

Até 3 meses

4 meses a 10 anos

11 a 13 anos

14 a 18 anos

Tanner I

Tanner II

Tanner III

Tanner IV

Tanner V

Fase folicular precoce

Fase folicular tardia

Fase periovulatória

Fase lútea média

Fase lútea tardia

Pós-menopausa

LabCorp

até 3,6 pg/ml

LabCorp

até 18 pg/ml

até 5 pg/ml

até 160 pg/ml

10 a 249 pg/ml

até 7 pg/ml

até 14 pg/ml

até 52 pg/ml

até 69 pg/ml

até 126 pg/ml

até 34 pg/ml

até 99 pg/ml

8 a 233 pg/ml

até 145 pg/ml

até 145 pg/ml

até 4 pg/ml

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise.

Método:
ELISA.

Interpretação:
Útil na monitoração de tumores de células da granulosa ovariana, da mola hidatiforme e como indicador de resposta ovariana a estímulos pelo hMg ou FSH. Também na avalição do “status” de fertilidade, da pré-eclâmpsia, do desenvolvimento fetal e na fertilização in vitro.
A Inibina A, pruduzida pela placenta, é empregada, também, como marcador bioquímico no rastreamento da S. de Down (trissomia do cromossomo 21)

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.labcorp.com/datasets/labcorp/html/chapt er/mono/nf00002160.htm

INIBINA B

Sinonímia:
Marcador de reserva ovariana. Marcador de função testicular. Foliculostatina.

Fisiologia:
A Inibina B pertence à superfamília dos hormônios glicoprotéicos próximos do TGF-ß (transforming growth factor-ß). A origem deste hormônio peptídico é gonadal e sua ação inibidora sobre a síntese do FSH já era suspeitada desde 1932. São heterodímeros de 32 kDa, formados na espécie humana, a partir de uma subunidade alfa ligada por pontes S-S a uma unidade ßA (Inibina A) ou ßB(Inibina B) que diferem entre si por apenas um único aminoácido.
Em mulheres com ovulação normal, a hipófise responde à ação da GnRH hipotalâmica (gonadorrelina) produzindo primeiro o FSH e depois o LH. Esses dois hormônios, em conjunto com o estradiol e a progesterona ajudam a regular o ciclo menstrual. O FSH é crucial como estimulador da foliculogênese e sua concentração é controlada por um mecanismo de retroalimentação negativa. Esse mecanismo funciona através da produção de um hormônio peptídico chamado Inibina B pelas células da granulosa do folículo em desenvolvimento que vai, então, inibir a produção de FSH na hipófise. A Inibina B é, portanto, um excelente marcador do desenvolvimento folicular e baixas concentrações são potencialmente indicativas do início da menopausa.
No homem, a fonte primária de Inibina B são as células testiculares de Sertoli. Este teste tem sido usado em criptorquidia, genitália ambígua e em anormalidades da espermatogênese.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro.
Coletar entre o 3º e o 6º dia do ciclo menstrual.
Dar preferência ao 3º dia do ciclo.

Armazenamento:
Congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
FSH, LH, Estradiol, Progesterona, Anticorpos anti-ovário.

Valor Normal:

Homens

3 a 9 anos

10 a 13 anos

14 a 17 anos

A partir de 18 anos

Mulheres

3 a 9 anos

10 a 13 anos

14 a 17 anos

A partir de 18 anos

Peri-menopausa

Pós-menopausa

Quest

até 161 pg/ml

42 a 339 pg/ml

68 a 300 pg/ml

até 305 pg/ml

Quest

até 30 pg/ml

até 92 pg/ml

até 139 pg/ml

até 255 pg/ml

até 30 pg/ml

até 5 pg/ml

Homens

Até 1 ano

1 ano

2 a 5 anos

6 a 9 anos

10 anos

11 anos

12 a 17 anos

18 a 50 anos

> 50 anos

Mulheres

Até 5 anos

6 a 9 anos

10 anos

11 anos

12 a 18 anos

Fase folicular precoce

Fase folicular tardia

Fase periovulatória

Fase lútea média

Fase lútea tardia

Pós-menopausa

LabCorp

68 a 630 pg/ml

87 a 419 pg/ml

42 a 268 pg/ml

35 a 167 pg/ml

50 a 310 pg/ml

104 a 481 pg/ml

74 a 470 pg/ml

60 a 300 pg/ml

60 a 260 pg/ml

LabCorp

até 73 pg/ml

até 129 pg/ml

até 103 pg/ml

20 a 186 pg/ml

14 a 362 pg/ml

até 261 pg/ml

até 286 pg/ml

até 189 pg/ml

até 164 pg/ml

até 107 pg/ml

até 7 pg/ml

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise.

Método:
ELISA.

Interpretação:
AUMENTO: puberdade, S. de hiperestimulação dos ovários, S. dos ovários policísticos (S. de Stein-Leventhal), tumor das células da granulosa do ovário. DIMINUIÇÃO: menopausa, criptorquidia, hipo e azoospermia.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.labcorp.com/datasets/labcorp/html/chapt er/mono/nf00002150.htm

INSULINA

INSULINA IMUNORREATIVA

CBHPM 4.07.12.36-2

AMB 28.05.035-5

Sinonímia:
Insulinemia. Insulina total. Insulina imunorreativa.

Fisiologia:
Fórmula molecular = C254H337N65O75S6
Massa molecular = 5.807,6 g/mol
Hormônio polipeptídico de 2 cadeias, secretado pelas células ß das ilhotas de Langerhans do pâncreas.
A insulina é produzida enzimaticamente no aparelho de Golgi por clivagem da pró-insulina juntamente com o peptídeo C.
Portanto, para cada molécula de insulina formada, é formada também uma molécula do peptídeo C.
Meia-vida (t½) biológica da insulina: ± 5 a 10 minutos. Metabolizada pelo fígado.
Meia-vida (t½) biológica do peptídeo C: ± 20 a 30 minutos.
Eliminado por degradação e pelos rins.
Quando a insulina se liga a seus receptores na membrana celular ela promove a migração das proteínas transportadoras de glicose do citoplasma para a membrana celular. A concentração maior das proteínas transportadoras de glicose na membrana permite, então, uma maior entrada de glicose nas células.

Material Biológico:
Soro ou plasma heparinizado.

Coleta:
1,0 ml de soro ou de plasma heparinizado.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 7 dias.
Congelar a -20ºC para períodos maiores.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Glicose, GTT, Curva Insulinêmica.

Valor Normal:
Jejum | 2,34 a 26,4 µU/ml ou mU/l

* Para obter valores em pmol/l, multiplicar as µU/ml por 6,945
** Para obter valores em nmol/l, multiplicar as µU/ml por 0,006945
*** µU/ml = mU/l = µUI/ml = mUI/l
Obs.: grosso modo, a faixa de normalidade para jejum, ou a partir de 150 minutos pós-prandial, pode ser considerada como sendo de 5,0 a 30,0 µU/ml ou mU/l

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Interpretação: AUMENTO:insulinoma, alguns casos de diabetes tipo 2, hipoglicemia infantil, hiperinsulinismo. DIMINUIÇÃO:diabetes tipo 1 não tratada. RELAÇÃO INSULINA/PEPTÍDEO C: Esta relação pode ser empregada para diferenciar hipoglicemia factícia induzida por insulina de insulinoma.

Interferentes:
Hemólise.

Método:
Fluorimetria com 152Eu.

Interpretação:
AUMENTO: insulinoma, alguns casos de diabetes tipo 2, hipoglicemia infantil, hiperinsulinismo.
DIMINUIÇÃO:diabetes tipo 1 não tratada.

RELAÇÃO INSULINA/PEPTÍDEO C:
Esta relação pode ser empregada para diferenciar hipoglicemia factícia induzida por insulina de insulinoma.

onde: 
RelIP 	= Relação Insulina/Peptídeo C 
Ins 	= Insulina em nmol/l 
Pep 	= Peptídeo C em nmol/l 
                


RelIP < 0,20 = Normal.
RelIP de 0,20 a 1,00 indica secreção endógena de insulina aumentada por insulinoma ou por sulfaniluréias ou insuficiência renal.
RelIP > 1,00 indica administração de insulina exógena ou cirrose.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

INSULINA ESTIMULADA POR GLICOSE

ESTÍMULO DE INSULINA POR GLICOSE

CBHPM 4.07.12.36-2

AMB 28.05.035-5


Sinonímia: Curva insulinêmica. Curva de insulina. Curva glicêmico-insulínica (quando simultaneamente com curva glicêmica – GTT).

Fisiologia:
Fórmula molecular = C254H337N65O75S6 Massa molecular = 5.807,6 g/mol
Hormônio polipeptídico de 2 cadeias, secretado pelas células ß das ilhotas de Langerhans do pâncreas.
A insulina é produzida enzimaticamente no aparelho de Golgi por clivagem da pró-insulina juntamente com o Peptídeo C.
Portanto, para cada molécula de insulina formada, é formada também uma molécula do peptídeo C.
Meia-vida (t½) biológica da insulina: ± 5 a 10 minutos. Metabolizada pelo fígado.
Meia-vida (t½) biológica do peptídeo C: ± 20 a 30 minutos. Eliminado por degradação e pelos rins.
Quando a insulina se liga a seus receptores na membrana celular ela promove a migração das proteínas transportadoras de glicose do citoplasma para a membrana celular. A concentração maior das proteínas transportadoras de glicose na membrana permite, então, uma maior entrada de glicose nas células.

Material Biológico:
Soro ou plasma heparinizado.

Coleta:
1,0 ml de soro ou de plasma heparinizado para cada tempo da curva.
Obs.: os tempos da curva precisam ser definidos pelo médico assistente.
Ver detalhes da coleta no título “CURVA GLICÊMICA”.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 7 dias.
Congelar a -20ºC para períodos maiores.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Glicose, GTT.

Valor Normal:
Após ingestão de 75 g de glicose anidra na ausência de gravidez.

Valor Normal:
Após ingestão de 75 g de glicose anidra na ausência de gravidez.

Tempo em minutos

-30

-15

Zero (“basal”)

15

30

60

90

120

150

180

240

Insulinemia em µU/ml ou mU/l

2,6 a 24,9

2,6 a 24,9

2,6 a 24,9

12,0 a 70,0

20,0 a 112,0

29,0 a 88,0

27,0 a 83,0

22,0 a 79,0

13,0 a 72,0

4,0 a 62,0

2,6 a 24,9

Insulinemia em nmol/l

0,018 a 0,173

0,018 a 0,173

0,018 a 0,173

0,083 a 0,486

0,139 a 0,778

0,201 a 0,611

0,188 a 0,576

0,153 a 0,549

0,090 a 0,500

0,028 a 0,431

0,018 a 0,173

* Para obter valores em pmol/l, multiplicar as µU/ml por 6,945
** Para obter valores em nmol/l, multiplicar as µU/ml por 0,006945
*** µU/ml = mU/l = µUI/ml = mUI/l

Preparo do Paciente:
Jejum de 10 a 12 horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise.

Método:
Fluorimetria com 152Eu.

Interpretação:
AUMENTO: insulinoma, alguns casos de diabetes tipo 2, hipoglicemia infantil, hiperinsulinismo, S.de Harris.
DIMINUIÇÃO: diabetes tipo 1 não tratada.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

INSULINA LIVRE

CBHPM 4.07.12.36-2

AMB 28.05.035-5

Sinonímia:
Insulinemia livre.

Fisiologia:
Fórmula molecular = C254H337N65O75S6
Massa molecular = 5.807,6 g/mol
A insulina é um hormônio polipeptídico de 2 cadeias, secretado pelas células ß das ilhotas de Langerhans do pâncreas, que circula de forma livre, não ligadaa proteínas.
O aparecimento de anticorpos antiinsulina, seja de origem auto-imune ou seja devido a uma insulinoterapia prolongada, complexa a molécula de insulina exógena em taxas elevadas e dificulta a dosagem da forma ativa pelos métodos imunológicos clássicos.
A insulina livre é definida como sendo a insulina não ligada a esses anticorpos. Ela só representa uma pequena parte da insulina plasmática em pacientes cuja taxa de anticorpos antiinsulina é elevada.
Para estudar a insulina biodisponível nesses pacientes é indispensável dosar simultaneamente a insulina total e a insulina livre.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 7 dias.
Congelar a -20ºC para períodos maiores.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Anticorpos antiinsulina. Insulina total.

Valor Normal:

Insulina total

Insulina livre

2,34 a 26,4 µU/ml ou mU/l

até 20,0 µU/ml ou mU/l ou mais de 80 % da Insulina total

* Para obter valores em pmol/l, multiplicar as µU/ml por 6,945
** Para obter valores em nmol/l, multiplicar as µU/ml por 0,006945
*** µU/ml = mU/l = µUI/ml = mUI/l

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.
Não administrar radioisótopos in vivoao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes:
Hemólise, lipemia, icterícia.
Presença de radioisótopos circulantes.
Descongelamentos repetidos.

Método:
Precipitação com PEG. Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação
AUMENTO: overdose de insulina, SS. de resistência à insulina, hiperinsulinemia endógena.
DIMINUIÇÃO: diabetes tipo 1 inadequadamente tratada.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

INTRADERMORREAÇÃO

PPD

CBHPM 4.03.07.12-3

AMB 28.06.084-9

Sinonímia:
Reação intradérmica. ID. IDR. Cutirreação.
Esses exames estão caindo progressivamente em desuso por dois motivos: falta de qualidade e de padronização dos antígenos assim como a falta de treinamento adequado de pessoal para a aplicação ID e para a leitura dos resultados.

Fisiologia:
Após a injeção intradérmica do antígeno em estudo, leucócitos (linfócitos e fagócitos) acorrem ao local a fim de "defender" o organismo contra a "invasão".
Como essas células ocupam espaço na derme e no subcutâneo, forma-se uma pápula chamada "enduração" cujo diâmetro é medido em mm e determina o grau de reatividade. Uma pápula só aparece quando o antígeno é conhecido pelo sistema imunitário celular significando contato prévio com o microrganismo portador do antígeno. Quando nenhuma pápula aparece (paciente não-reator), o paciente ou nunca teve contato prévio com o antígeno, ou tem o sistema imunitário celular seriamente deprimido.

Material Biológico:
Geralmente, 0,1 ml do reagente é injetado intradermicamente no antebraço do paciente (não confundir com injeção sub-cutânea). O tempo de leitura varia conforme o antígeno utilizado podendo ser de 15 min a 30 dias.
Para o PPD, a leitura é feita após 72 horas.

Coleta:
Não existe nenhum material a ser coletado.

Armazenamento:
Os reagentes (antígenos) precisam ser conservados sob refrigeração entre +2 a +8ºC

Valor Normal:
GLOSSÁRIO:

ANTÍGENO

BLASTOMICINA

BRUCELINA

CANDIDINA

CASONI

CAXUMBA

COCCIDIOIDINA

DICK

ANTÍGENO

EQUINOCOCOSE

CBHPM 4.03.06.82-8

ESPOROTRIQUINA

CBHPM 4.03.06.84-4

ESQUISTOSSOMINA

ESTREPTODORNASE

ESTREPTOQUINASE

FAVA NETTO

FERNANDES

FILÁRIA

FOSHAY

FREI

CBHPM 4.03.08.04-9

HISTOPLASMINA

ITO-REENSTIERNA

CBHPM 4.03.07.36-0

KVEIM

CBHPM 4.03.07.37-9

LEISHMANINA

LEVEDURINA

MANTOUX

CBHPM 4.03.07.50-6

MITSUDA

CBHPM 4.14.01.25-5

MONTENEGRO

CBHPM 4.03.07.59-0

NICKERSON-KVEIM

CBHPM 4.03.07.37-9

PARACOCCIDIODINA

PIRQUET

PPD

CBHPM 4.03.07.63-8

SCHICK

SCHISTOTEST

SCHULTZ-CHARLTON

TOXOPLASMINA

CBHPM 4.03.07.81-6

TRICOFITINA

TUBERCULINA

CBHPM 4.03.07.50-6

Doença

Paracoccidioidomicose

Brucelose

Candidíase

Equinococose

Parotidite

Coccidiomicose

Escarlatina

Doença

Hidatidose

Esporotricose

Esquistossomose

Estreptococcia

Estreptococcia

Paracoccidioidomicose

Hanseníase

Filariose, elefantíase

Arranhadura do gato

Linfogranulomatose

Histoplasmose

Cancro mole, cancróide

Sarcoidose

Leishmaniose tegumentar

Candidíase

Tuberculose

Hanseníase

Leishmaniose tegumentar

Sarcoidose

Paracoccidioidomicose

Tuberculose

Tuberculose

Difteria

Esquistossomose

Escarlatina

Toxoplasmose

Tricofitose

Tuberculose

Preparo do Paciente:
Confirmar primeiro se o Laboratório dispõe do antígeno para o teste proposto.
Aplicar em determinados dias levando em conta o dia da leitura para que este não caia em domingo ou feriado se o laboratório fechar.

Interferentes:
Injeção subcutânea ou intramuscular.

Método:
PPD: injeção intradérmica de 0,1 ml de solução de Tuberculina PPD RT 23 - 2 U.T./0,1 ml Procedência: SSI - Statens Serum Institut – Copenhague S - Dinamarca.
Leitura após 3 dias.
Enduração maior que 6 mm de diâmetro = Reator.

Interpretação:
Cada teste tem seu protocolo de prazo de leitura e de interpretação.
Um teste negativo (Não reator) significa que os linfócitos do paciente desconhecem o antígeno injetado e que ele provavelmente não é portador da doença em questão ou que o paciente não tem suficientes linfócitos para reagir. Já um teste positivo (Reator), em seus diversos graus, significa que ou os linfócitos conhecem o antígeno e o paciente tem ou teve a doença, ou o paciente tem uma reação de hipersensibilidade ao produto, nada significando para finalidade diagnóstica.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IODO PROTÉICO

PBI

CBHPM 4.03.05.60-0

AMB 28.05.036-3

Sinonímia:
PBI. Protein Bound Iodine.
BEI. Butanol Extractible Iodine.
I. Iodo orgânico. Iodo inorgânico.

Fisiologia:

Halógeno. Não-metal. Grupo VIIa da tabela periódica.
Circula no sangue sob diversas formas: orgânico (iodo hormonal e iodo ligado a diversas proteínas) e mineral ou inorgânico.
O BEI (Butanol Extractible Iodine) corresponde ao iodo dos hormônios tireóideos (T3 e T4) e representa 80 % do iodo orgânico.
IODO ORGÂNICO:
O PBI (Protein Bound Iodine) corresponde ao BEI somado ao iodo dos resíduos tirosil da tireoglobulina e do iodo orgânico residual.
IODO INORGÂNICO:
Em situação normal, o iodo inorgânico está muito pouco presente no sangue; corresponde a compostos iodados minerais administrados que só aumentam nas sobrecargas.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
T3. T4. TSH. T4L.

Valor Normal:
3,0 a 8,6 µg/dl

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Pela metodologia empregada, não há interferência de Iodo proveniente de medicamentos ou da dieta.
Portanto, as antigas restrições impostas antes de fazer esta dosagem são dispensáveis. Mas, se se pretende um estudo da sobrecarga de iodo, medicamentos como amiodarona, contrastes radiológicos, anti-sépticos externos, xaropes para tosse e gelificantes devem ser evitados durante ao menos uma semana.

Método:
Quimioluminescência + cálculo.

Interpretação:
O PBI (mais corretamente, o BEI) é obtido através das dosagens do T3 e do T4 e aplicação da fórmula:

onde: 
PBI 	= Iodo protéico em µg/dl 
T4 		= Tiroxina em µg/dl 
4 		= Átomos de Iodo na molécula do T4 
PAI 	= Peso atômico do Iodo = 126,904 
PMT4 	= Peso molecular do T4 = 776,9 
T3 		= Triiodotironina em ng/ml 
3 		= Átomos de Iodo na molécula do T3 
10 		= Fator de conversão ng/ml para µg/dl 
PMT3 	= Peso molecular do T3 = 651,0 
Para simplificar, pode-se aplicar a seguinte fórmula:


Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e05300.html
http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/ta belaperiodica1.htm
http://www.tabelaperiodica.hpg.ig.com.br

IONOGRAMA

ELETRÓLITOS

Sinonímia:
Eletrólitos. Balanço eletrolítico. Perfil eletrolítico.
Obs.: os termos "ionograma" e "eletrólitos" geralmente se referem apenas a Sódio, Potássio, Cloreto e Bicarbonato, entretanto, podem mudar conforme o serviço devendo-se confirmar os analitos adotados e pretendidos.

Material Biológico:
Soro e sangue total heparinizado.

Coleta:
5 ml de soro e 3 ml de sangue arterial ou venoso heparinizado, coletado em seringa sem ar.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC Não congelar.

Valor Normal:

CÁTIONS

Sódio

Potássio

Cálcio

Magnésio

Íon hidrogênio

Cátions totais

ÂNIONS

Cloro

Bicarbonato

Fosfato

Proteínas totais

Ácido úrico

Íon hidroxila

Sulfato e outros ácidos

Ânions totais

mEq/l

140 a 148

3,6 a 5,2

4,24 a 5,04

1,48 a 1,97

1,10 a 1,50

150,42 a 161,71

mEq/l

100 a 106

20 a 30

1,47 a 2,88

15,83 a 20,07

0,15 a 0,43

1,10 a 1,50

0,83 a 11,87

150,42 a 161,71

Método:
Ver metodologia nas respectivas páginas dos diversos analitos envolvidos.

Interpretação:
Útil quando se faz necessário um balanço eletrolítico completo.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

IRT NEONATAL

TRIPSINA IMUNORREATIVA NEONATAL

CBHPM 4.03.02.56-3

AMB 28.01.171-6/96

Sinonímia:
Tripsina imunorreativa. Tripsinogênio imunorreativo.
TIR. IRT. Immuno-Reactive Trypsinogen. Triagem para fibrose cística. "Screening" para fibrose cística.
Mucoviscidose. Fibrose cística do pâncreas. Mutação delta-F508. Tripsinogênio. CFTR. Cystic Fibrosis Transmembrane Regulator.

Fisiologia:
A fibrose cística decorre de um único gene defeituoso no cromossomo 7. Este gene expressa uma molécula protéica de 1.480 aminácidos chamada de CFTR - Cystic Fibrosis Transmembrane Regulator - que tem uma função de canal transportador de íons cloro através das membranas apicais das células de revestimento dos tubos glandulares ou das vias aéreas; quase todos os homens com FC clássica apresentam ausência congênita bilateral dos vasos deferentes resultando inférteis. Na FC há a perda de uma fenilalanina na posição 508 da CFTR causando ao menos 70 % dos casos de mucoviscidose. Essa mutação é chamada de delta-F508. Além desta, existem outras 12 mutações conhecidas pelas siglas: G542X, G551D, N1303K, W1282X, R553X, 621+1G>T, 3849+10kbC>T, T553X, R117F, R1162X, R334W e 1717-1G>T.

Material Biológico:
Sangue em papel de filtro (teste do pezinho). Papel de filtro Schleicher & Schuell 903 (S&S 903).

Coleta:
Gotas de sangue total em papel de filtro S&S 903.
Não sobrepor as gotas de sangue uma em cima da outra, mas sim, uma ao lado da outra. Coletar as amostras entre 3 a 30 dias de vida. Para pacientes com mais de 30 dias de vida não se recomenda o teste do pezinho.

Armazenamento:
Até 72 horas à temperatura ambiente.
Para prazos maiores, até 60 dias, congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Prova do suor. Iontoforese do suor. Estudo molecular das mutações da Fibrose Cística.

Valor Normal:

Papel de filtro

Normal

Suspeito de Fibrose Cística

Obs.:

Tripsina até 50,0 ng/ml

Tripsina acima de 50,0 ng/ml

resultados acima de 50,0 ng/ml devem ser retestados.

* ng/ml = µg/l

Soro:
Para obter a dosagem equivalente em soro a partir da dosagem em papel de filtro, para qualquer hematócrito, aplicar a equação:

          
onde: 
IRTs 	= IRT sérico em ng/ml 
IRTp 	= IRT papel em ng/ml 
Htc 	= Hematócrito (do dia da coleta do teste do pezinho) 

Para um hematócrito de 50 % a faixa de normalidade no soro é

Soro

Normal

Suspeito de Fibrose Cística

Tripsina até 95,2 ng/ml

Tripsina acima de 95,2 ng/ml

Preparo do Paciente:
É imprescindível que o RN já tenha se alimentado.
Jejum não necessário. Após assepsia local com álcool 70ºGL, secar, proceder à punção do calcanhar com lanceta estéril, não penetrando mais de 2 mm.
Limpar a primeira gota com algodão seco e depois coletar as demais gotas diretamente no papel de filtro, preenchendo totalmente os círculos. Deixar secar a amostra de pé, ao ar livre, durante ao menos 3 horas à temperatura ambiente e ao abrigo da luz.
Obs.: no caso de uma veia ter sido puncionada, gotas de sangue podem ser aplicadas diretamente da seringa no papel de filtro, não havendo necessidade de puncionar o calcanhar.

Interferentes:
Sangue coletado com EDTA não é aceitável. Círculos não preenchidos uniformemente com sangue.

Método
ELISA. BIO-RAD.

Interpretação:
A fibrose cística, também chamada mucoviscidose, é o distúrbio genético recessivo mais comum em caucasianos com uma freqüência de 1 caso para cada 2.500 nascimentos.


Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ISOAGLUTININAS

ISOHEMOAGLUTININAS

CBHPM 4.03.04.02-7

Sinonímia:
Isoaglutininas naturais Anti-A e Anti-B.
Isohemoaglutininas. Anticorpos anti-A e anti-B.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a amostra a –20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Imunoglobulinas, Imunoeletroforese.

Valor Normal:

Reagente (normal)

Não reagente

Superior a 1/4

Igual ou inferior a 1/4

Preparo do Paciente:
Jejum não necessário.

Método:
Hemaglutinação ativa.

Interpretação:
Teste útil na avaliação da imunidade humoral.
Pesquisa a presença de anticorpos Anti-A e/ou Anti-B em pacientes 0, A e B.