F

F2018-09-05T14:44:25+00:00

FALCIZAÇÃO DE HEMÁCIAS

AFOIÇAMENTO DE HEMÁCIAS

CBHPM 4.03.04.13-2

AMB 28.04.019-8

Sinonímia:
Prova de falcização. Prova de afoiçamento de hemácias. Teste para hemoglobina HbS. Pesquisa de drepanócitos ou de drepanocitose. Pesquisa de Sickle-cells. Pesquisa de eritrócitos falciformes.

Material Biológico:
Sangue total com EDTA.

Coleta:
Volume mínimo: 3 ml

Armazenamento:
Refrigerar entre +4 a +8ºC por até 24 horas.

Exames Afins:
Eritrograma, Eletroforese de Hemoglobina.

Valor Normal:
Negativo

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Incubação de hemácias com metabissulfito de sódio a 2 %.

Interpretação:
Diagnóstico de anemia falciforme em pacientes com genótipo S/S.
Em pacientes com genótipo A/S, portadores de traço falcêmico, com menos de 40 % de HbS, este teste pode ocasionalmente dar Negativo com solução de metabissulfito a 2 %, principalmente se não houver drepanocitose ao eritrograma.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FATOR ANTI NÚCLEO

FAN

CBHPM 4.03.06.85-2

AMB 28.06.212-4/96
AMB 28.06.213-2/96

Sinonímia:
FAN. Fator antinuclear. Anticorpos anti-nucleares.
HEp-2. ANA. Anti-Nuclear Antibodies.

Fisiologia:
Os FAN ou Anticorpos anti-nucleares reagem com componentes nucleares das células (DNA, RNA, nucléolos, histonas e proteínas não-histonas). São encontradiços em pacientes com uma grande variedade de doenças, e também ocorrem, em títulos baixos, em 5 % da população normal com uma prevalência progressivamente aumentada com a idade.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.
Não garrotear a veia por mais de 1 minuto sob pena de obter resultados errôneos.
Suspender, se autorizado pelo médico assistente, as drogas citadas adiante, uma semana antes da coleta deste teste.

Armazenamento:
Temperatura ambiente para até 24 horas.
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 3 dias.
Congelar a -20ºC para até 14 dias.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
Células LE, Anti-DNA, Anti-ENA.

Valor Normal:

HEp-2

Negativo

"Borderline"

Positivo

fluorescência até o título de 1/40

fluorescência em título de 1/80 ou 1/160#

fluorescência nos títulos a partir de 1/320

# a interpretação desses títulos, geralmente falso-positivos, depende do quadro clínico do paciente.

Padrões







Obs.

a) homogêneo,
b) pontilhado ou salpicado,
c) nucleolar,
d) nuclear,
e) periférico,
f) citoplasmático,
g) centromérico
h) aparelho mitótico.

Esses padrões detectados em títulos até 1/160 costumam não ter significado clínico.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Lipemia. Contaminação bacteriana. Descongelamentos repetidos. Gestação. Senilidade.
DROGAS: acetazolamida, ácido aminossalicílico, ácido para-aminossalicílico, captopril, clorotiazida, clorpromazina, clorprotixeno, clofibrato, diltiazem, ethossuximida, sais de ouro, griseofulvina, procainamida, gliburida, hidralazina, isoniazida, lítio, mefentoína, metildopa, metisergida, contraceptivos orais, fenotiazinas, fenitoína, penicilina, penicilamina, fenilbutazona, primidona, propiltiouracil, quinidina, reserpina, estreptomicina, sulfonamidas, tetraciclinas, tiouracil, minociclina, trimetadiona, nitrofurantoína.

Método:
Imunofluorescência indireta em células de epitelioma humano tipo 2 – HEp-2 – Human Epithelioma type 2 cells (cultura de células de carcinoma de laringe humana).

Interpretação:

PADRÕES E ANTÍGENOS ASSOCIADOS:

a) HOMOGÊNEO:
(Antígenos associados: dsDNA, ssDNA dRNP, histonas)
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) onde a positividade chega a 95 % dos pacientes não tratados, lúpus induzido por medicamentos, D. do tecido conjuntivo, D. mista do tecido conjuntivo (conectivite mista).

b) PONTILHADO OU SALPICADO: (Antígenos associados: Sm, U1-RNP, U2-RNP, SS-A, SS-B, PCNA, matriz nuclear, centrômero, coilina p80, PBC-95, Mi-2)
LES, D. mista do tecido conjuntivo (conectivite mista) (DMTC), D. de Raynaud, esclerodermia, S. de Sjögren, polimiosite, dermatomiosite.

c) NUCLEOLAR: (Antígenos associados: fibrilarina, NOR-90, B23, RNApol I, PM/Scl, Ku, Scl-70, To/Th, Ki/SL, SRP) esclerodermia, carcinoma hepatocelular, hipertensão pulmonar, LES, D. do tecido conjuntivo, D. de Raynaud, polimiosite, S. de Sjögren.

Obrigatório

Nucleolar

Nucléolo não-reagente

Opcional

Homogêneo

Aglomerado

Pontilhado

-

Informação adicional

Mitose negativa

Mitose amorfa

Mitose positiva

-

d) NUCLEAR:

Obrigatório

Membrana nuclear

Homogêneo

Pontilhado

Pleomórfico

Pontos

Pontilhado

Centromérico

Núcleo não-reagente teste

Opcional

Contínua

Pontilhada

Grosso

Grosso reticulado

Fino

-

10

< 10

Fino

-

-

Informação adicional

Homogêneo periférico

com mitose negativa

Mitose positiva

Mitose negativa

Mitose negativa

Mitose negativa

Mitose negativa

Mitose negativa

Mitose negativa

Mitose positiva

Mitose positiva

-

e) PERIFÉRICO: (Antígenos associados: NuMA, HKSP, laminina, dsDNA)
S. de Sjögren, D. do tecido conjuntivo, LES, hepatite auto-imune ativa, artrite não-erosiva.

f) CITOPLASMÁTICO: (Antígenos associados: RNP citoplasmática, Jo-1, PL7, PL12, mitocôndria, centríolo, centrômero, complexo de Golgi), LES, polimiosite, D. pulmonar intersticial, esclerodermia, cirrose biliar primária, D. do tecido conjuntivo, S. de Raynaud, S. de Sjögren, degeneração cerebelar.

Obrigatório

Fibrilar

Pontilhado

Pontilhado polar

Citoplasma não-reagente

Opcional

Linear

Filamentar

Segmentar

Com pontos isolados

Fino

Fino denso

Reticulado

g) CENTROMÉRICO: (Antígeno associado: centrômero)
S. de CREST, cirrose biliar primária.

h) APARELHO MITÓTICO:

Obrigatório

Citoplasma não-reagente

Centríolo

Ponte intercelular

Fuso

Opcional

NuMA1

NuMA2

OUTRAS PATOLOGIAS: poliartrite reumatóide, artrite reumatóide juvenil, vasculite necrosante, hepatite crônica ativa, fibrose intestinal, fibrose pulmonar, pneumoconiose e tuberculose, lúpus discóide.
Obs.:
NuMA = Nuclear Mitotic Apparatus.
PCNA = Proliferating Cell Nuclear Antigen.

TABELA INTERPRETATIVA DOS PADRÕES CELULARES HEp-2

PADRÃO
CELULAR HEp-2

NUCLEAR






















NUCLEOLAR







LIGADO AO
CICLO CELULAR

LIGADO AO
CICLO CELULAR




APARELHO
MITÓTICO








CITOPLASMA
PONTILHADO
















CITOPLASMA
FIBRILAR









Padrão

Homogêneo

Homogêneo e membrana
nuclear

Membrana nuclear –
linear

Membrana nuclear –
granular

Pontilhado nuclear
grosso

Pontilhado nuclear
reticulado

Pontilhado nuclear
fino

Pontilhado nuclear e
nucleolar fino

Alguns pontos
nucleares discretos

Vários pontos
nucleares discretos

Homogêneo (e nuclear)

Homogêneo nucleolar e
nuclear

Aglomerado

Pontilhado fino

Pontilhado com mitose
positiva

Padrão aglomerado
ligado ao ciclo celular

Pontilhado nuclear discreto
(40-60) nos centrômeros

Pontilhado fino nuclear e
centromérico

Padrão nuclear pleomórfico
1-2 perinuclear, pontos
citoplasmáticos

Fuso mitótico com forte
coloração polar

Fuso mitótico com coloração
de proteínas de separação
celular

Fuso mitótico com coloração
polar difusa

Túbulos do fuso
mitótico

Pontilhado fino, mais
intenso ao redor do núcleo

Pontilhado fino, mais
intenso ao redor do núcleo

Pontilhado fino, mais
intenso ao redor do núcleo

Pontilhado fino confluente

Pontilhado reticulado, mais
intenso ao redor do núcleo

Pontilhado grosso variável
discreto

Pontilhado grosso uniforme
discreto

Variável, perinuclear,
capa polar

Feixes de fibras finas
dentro das células

Padrão reticular dentro
do núcleo e citoplasma

Fibras segmentares dentro
do núcleo e citoplasma

Padrão de finas fibras
irregulares abundantes

Fibras curtas adjacentes à
membrana nuclear

“Lattice” finas

ANTÍGENOS

dsDNA, histonas, Ku

dsDNA

Lamininas A, B e C

Glicoproteína do poro
da membrana

Proteínas da matriz
celular hnRNP

U1-snRNP (ou Sm)

SS-A e B, polimerases 2 e 3 do
RNA, M1-2

ADP-ribose polimerase


p80-coilina, snRNPs

Proteína ácida solúvel Sp100


PM-Scl

Ku, ADP-ribose polimerase

Fibrilarina em (U3) snRNPs

RNA polimerase I

NOR-90

Desconhecido

Centrômero (CENT-A, B, C)

CENP-F

DNA-polimerase/PCNA ou
ciclina proteínas
do centrossoma/centríolo

MAS-1/NuMA (proteína
250 kDa)

MAS-2/corpo médio


MAS-3. Antígeno
desconhecido

Tubulina

Jo-1/Histidil-tRNA
sintetase e outros

Ribossoma P, fosfoproteínas

Partícula de reconhecimento
de sinal (54 kDa)

Enzimas P-450 no retículo
endoplásmico

Mitocôndria M2


Lisossomas

Peroxissomas

Complexo de Golgi

Antígeno do microfilamento
de actina

Citoqueratina 8, 18, 19

Tripomisina

Vimentina

Vinculina

Desmina

DIAGNÓSTICO CLÍNICO

LES

LES

DD. auto-imunes crônicas,
LES

Cirrose biliar primária,
polimiosite

D. mista do tecido conjuntivo,
LES, D. reumática crônica

LES e SS. Congêneres

LES, S. de Sjögren,
escleroderma,
polimiosite/dermatomiosite

S. de Sjögren, tumores
pulmonares, hepatopatia,
polineuropatia

Cirrose biliar primária,
hepatite crônica ativa

Ocasionalmente na cirrose biliar
primária, S. de Sjögren,
raramente no LSE

Polimiosite-escleroderma

Polimiosite-escleroderma,
s. de Sjögren e outros

5 % das escleroses sistêmicas

30 % das escleroses sistêmicas

Escleroderma com fenômeno
de Raynaud

Câncer

S. de CREST

Raro em DD. reumáticas e
hepáticas

1 – 3 % dos LES, DD. reumáticas
inespecíficas

LES, S. de Sjögren, S. De CREST,
D. mista do tecido conjuntivo,
poliartrite

Esclerose sistêmica,
fenômeno de Raynaud

Tumores das vias respiratórias

DD. inflamatórias crônicas
inespecíficas e DD. auto-imunes

Polimiosite

LES

Polimiosite/dermatomiosite

Drogas, hepatite auto-imune

Cirrose biliar primária,
escleroderma, D. mista do
tecido conjuntivo

Raramente no LSE

Inespecificamente em algumas
DD. auto-imunes

LES, S. de Sjögren, DD.
reumáticas crônicas

Hepatite crônica ativa

DD. inflamatórias
inespecíficas e tumores

DD. inflamatórias
inespecíficas e tumores

DD. inflamatórias
inespecíficas e tumores

DD. inflamatórias
inespecíficas e tumores

Desconhecido

Tabela traduzida do Advanced Atlas of Autoantibody Patterns – Bradwell, A.R.; Stokes, R.P.; Mead, G.P.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1676-24442002000300008&script=sci_arttext&tlng=pt
http://www.ii.bham.ac.uk/clinicalimmunology/CISimagelibrary/Nuclear.htm
http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v38n3/4033.pdf
http://www.revbrasreumatol.com.br/pdf/410501.pdf
http://www.fm.usp.br/departamento/clinmed/reumatologia/anticorp.php
http://www.fleury.com.br/htmls/cient/c14.htm

FATOR II

ATIVIDADE DO FATOR II

CBHPM 4.03.04.15-9

AMB 28.04.023-6

Sinonímia:
Atividade do Fator II. Protrombina.

Fisiologia:
O Fator II é a própria protrombina. A deficiência congênita é autossômica recessiva e ocorre raramente.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 2 ml de plasma citratado. Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
Volcitrato3,2%	= Volume, em ml, de citrato a 3,2 % a colocar no tubo de coleta 
Htc				= Hematócrito do paciente em % 
Volsangue		= Volume, em ml, de sangue total a ser colocado no mesmo tubo de coleta

Por exemplo, se o paciente apresentar um hematócrito de 60 %, 5,0 ml de sangue devem ser acrescentados a 0,37 ml do citrato a 3,2 %. 

Não usar citrato a 3,8 ou 4,0 %!

Armazenamento:
Colocar em frasco plástico e congelar a amostra em gelo seco a -80ºC

Exames Afins:
Tempo de Protrombina. Mutação G20210A do gene da protrombina.

Valor Normal:
70 a 150 % ou 0,7 a 1,5 UI/ml
* Para obter resultados um UI/ml, multiplicar a % por 0,01

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Icterícia. Lipemia. Descongelamento.
Enviar congelado com gelo seco a -80ºC ou reciclável em baixa temperatura entre -20 a -30ºC.

Método:
Tempo de Protrombina com plasma deficiente em Fator II.

Interpretação:
Este teste é empregado para diagnóstico da causa de um TP e/ou de um TTPA prolongados.
DIMINUIÇÃO:
Deficiência congênita de protrombina. Insuficiência hepática. Auto-imunidade anti-fator II. Avitaminose K.
Drogas: fenitoína, warfarina e outros anticoagulantes orais.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FATOR IX

CHRISTMAS, FATOR DE

CBHPM 4.03.04.16-7

AMB 28.04.027-9

Sinonímia:
Fator anti-hemofílico B. Fator de Christmas.
(Fator anti-hemofílico A = Fator VIII).

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 2 ml de plasma citratado. Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
Volcitrato3,2%	= Volume, em ml, de citrato a 3,2 % a colocar no tubo de coleta 
Htc				= Hematócrito do paciente em % 
Volsangue		= Volume, em ml, de sangue total a ser colocado no mesmo tubo de coleta

Por exemplo, se o paciente apresentar um hematócrito de 60 %, 5,0 ml de sangue devem ser acrescentados a 0,37 ml do citrato a 3,2 %. 

Não usar citrato a 3,8 ou 4,0 %!

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Valor Normal:
70 a 120 %

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Tempo de tromboplastina modificado

Interpretação:
Deficiência congênita ou adquirida do fator (hemofilia B); presença de inibidor específico ou de interferência (tipo lúpico).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FATOR REUMATÓIDE

LÁTEX

CBHPM 4.03.06.86-0
CBHPM 4.03.08.03-0

AMB 28.06.214-0/96

Sinonímia:
Prova do látex. Fator do látex. RF. FR.
Teste de Greenbury e Watson.

Fisiologia:
Os “Fatores Reumatóides” (FR ou RF) são auto- anticorpos pertencentes predominantemente à classe das IgM, dirigidas contra o fragmento Fc das IgG humanas. Os FR podem pertencer a diferentes classes de imunoglobulinas: IgM, IgG, IgA, IgD ou IgE. Os FR são produzidos por células da linhagem linfoplasmocitária do baço, dos gânglios linfáticos e também no infiltrado profundo das membranas sinoviais. Esta auto-imunização anti-IgG ocorre em resposta a um estímulo do sistema imune de causa ainda desconhecida. Essa reação imune então se pereniza na membrana sinovial e tem um papel preponderante na patogenia da Artrite Reumatóide.

Material Biológico:
Soro ou Líquido Sinovial.

Coleta:
2,0 ml de soro ou líquido sinovial.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8°C
Estável por 7 dias.

Exames Afins:
FAN, Mucoproteínas, PCR, VHS, ASLO, alfa-1 glicoproteína ácida. Waaler-Rose. Anticorpos anti-peptídeo citrulinado cíclico.

Valor Normal:

Nefelometria

Turbidimetria

até 15,0 UI/ml

até 50,0 UI/ml

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas no caso de soro.
Água ad libitum.

Interferentes:
Lipemia. Hemólise. Levamisole.

Método:
Nefelometria.
Turbidimetria.
Sensibilidade analítica = 30,0 UI/ml

Interpretação:
Diagnóstico diferencial e prognóstico de artrites.
AUMENTO: Artrite reumatóide, hepatite, endocardite, infecções virais, infestações parasitárias.
Idade avançada.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://bioch.ap-hop-paris.fr/analyses/Bioforma/Facteur%20rhumatoide.htm

FATOR V

PROACELERINA

CBHPM 4.03.04.17-5

AMB 28.04.021-0

Sinonímia:
Proacelerina. Fator lábil.
Obs.: a Proacelerina ativada (Fator V ativado) era antigamente chamada de Fator VI.

Fisiologia:
O Fator V, também chamado de Proacelerina, com massa molecular de ~ 330 kDa, é sintetizado no fígado independente de vitamina K. Ele é constituído de uma única cadeia de aminoácidos ricos em grupamentos hidrófobos. Sua meia-vida (t½) biológica no sangue é de 15 a 24 horas. Ele é consumido pela coagulação e sua concentração plasmática varia de 5 a 10 mg/l. Seu gene está situado no cromossomo 1 (1q21-25) e a sua deficiência é autossômica recessiva.
O Fator V é ativado pela trombina e pelo Fator Xa e é inativado pela Proteína C ativada.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 2 ml de plasma citratado.
Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
Volcitrato3,2%	= Volume, em ml, de citrato a 3,2 % a colocar no tubo de coleta 
Htc				= Hematócrito do paciente em % 
Volsangue		= Volume, em ml, de sangue total a ser colocado no mesmo tubo de coleta

Por exemplo, se o paciente apresentar um hematócrito de 60 %, 5,0 ml de sangue devem ser acrescentados a 0,37 ml do citrato a 3,2 %. 

Não usar citrato a 3,8 ou 4,0 %!

Armazenamento:
Centrifugar imediatamente após a coleta. Obter plasma pobre em plaquetas. Colocar em frasco plástico e congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Coagulograma.

Valor Normal:
50 a 150 %

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Amostra descongelada, refrigerada ou à temperatura ambiente.

Método:
TP modificado.

Interpretação:
A deficiência adquirida pode estar associada a: presença de inibidor específico ou de interferência (tipo lúpico), hepatopatia grave, aumento da atividade fibrinolítica, deficiência de vitamina K ou coagulação intravascular disseminada (CIVD).
Utiliza-se como prova de função hepática em transplantados de fígado.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FATOR V DE LEIDEN

RESISTÊNCIA À PROTEÍNA C ATIVADA - RPCA

CBHPM 4.03.14.05-7

Sinonímia:
Mutação Q506 do Fator V, Mutação Q506 do Fator V de Leiden.
PCR para Mutação Q506.
Resistência à Proteína C Ativada. RPCA. APCR.
Fator de resistência à atividade anticoagulante da Proteína C ativada.
Co-fator da Proteína C ativada.
Fator de Dahlbäck. Fator G1691A.
Leiden = cidade holandesa onde o Fator V foi descrito pela primeira vez.

Fisiologia:
O Fator V, também chamado de Proacelerina, com massa molecular de ~ 330 kDa, é sintetizado no fígado independente de vitamina K. Ele é constituído de uma única cadeia de aminoácidos ricos em grupamentos hidrófobos. Sua meia-vida (t½) biológica no sangue é de 15 a 24 horas. Ele é consumido pela coagulação e sua concentração plasmática varia de 5 a 10 mg/l. Seu gene está situado no cromossomo 1 (1q21-25).
O Fator V é ativado pela trombina e pelo Fator Xa e é inativado pela Proteína C ativada.
Em 1993, Dahlbäck descreveu uma trombofilia familiar devida à má resposta anticoagulante da Proteína C ativada, causada por uma mutação do gene do Fator V (G→A no nucleotídeo 1.691), também chamada de Mutação Q506. Assim, cerca de 95 % dos indivíduos que apresentam RPCA têm a mutação Q506 em homo ou heterozigose. A positividade da mutação Q506 determina um risco aumentado para trombose venosa de 3 a 5 vezes nos heterozigotos e de 50 a 100 vezes nos homozigotos.

Mutação Q506:

Material Biológico:
Sangue com EDTA.

Coleta:
4,0 ml de Sangue com EDTA.
Informar medicamentos utilizados pelo(a) paciente, principalmente anticoagulantes.

RPCA:

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 4 ml de plasma citratado.
Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
Volcitrato3,2%	= Volume, em ml, de citrato a 3,2 % a colocar no tubo de coleta 
Htc				= Hematócrito do paciente em % 
Volsangue		= Volume, em ml, de sangue total a ser colocado no mesmo tubo de coleta

Por exemplo, se o paciente apresentar um hematócrito de 60 %, 5,0 ml de sangue devem ser acrescentados a 0,37 ml do citrato a 3,2 %. 

Não usar citrato a 3,8 ou 4,0 %!

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Anticoagulante lúpico, Antitrombina III, Agregação plaquetária, Proteína C, Proteína S, Tempo de Protrombina, Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado.

Preparo do Paciente:
RPCA:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Não realizar exercício físico nas 24 horas precedentes à coleta. Suspender, sob orientação do médico assistente, todos os medicamentos administrados, principalmente se for heparina ou anticoagulante oral.
MUTAÇÃO Q506:
Jejum desnecessário. Suspensão de medicamentos desnecessária.

Método:
RPCA:

TTPA do paciente com e sem Proteína C ativada.
MUTAÇÃO Q506:
PCR - Reação em Cadeia da Polimerase.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FATOR VII E X

PROCONVERTINA

CBHPM 4.03.04.68-0
CBHPM 4.03.04.21-3

AMB 28.04.022-8

Sinonímia:
Fator VII = Proconvertina. Fator estável.
Fator X = Fator de Stuart-Prower.
RVVT. Russell Viper Venom Time. TVVR. Tempo de Veneno da Víbora de Russell.
Tempo de Stypven.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 4 ml de plasma citratado.
Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
Volcitrato3,2%	= Volume, em ml, de citrato a 3,2 % a colocar no tubo de coleta 
Htc				= Hematócrito do paciente em % 
Volsangue		= Volume, em ml, de sangue total a ser colocado no mesmo tubo de coleta

Por exemplo, se o paciente apresentar um hematócrito de 60 %, 5,0 ml de sangue devem ser acrescentados a 0,37 ml do citrato a 3,2 %. 

Não usar citrato a 3,8 ou 4,0 %!

Armazenamento:
Centrifugar imediatamente após a coleta. Obter plasma pobre em plaquetas. Colocar em frasco plástico e congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Coagulograma.

Valor Normal:

Fator VII

Fator X

50 a 150 %

60 a 120 %

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Amostra descongelada, refrigerada ou à temperatura ambiente.

Método:
TP modificado. Veneno da Víbora de Russell.

Interpretação:
A deficiência do Fator VII pode ser caracterizada como forma hereditária transmitida com um traço autossômico recessivo o que acontece muito raramente. A forma adquirida pode ser secundária a:
presença de inibidor, hepatopatia, deficiência de vitamina K ou terapia com dicumarol.
A deficiência do Fator X (Doença de Stuart-Prower) é um raro defeito autossômico recessivo lembrando a deficiência do Fator VII. Os heterozigotos podem exibir manifestações discretas ou podem ser assintomáticos. Eventualmente a forma adquirida pode estar associada à presença de inibidor, amiloidose, terapia com anticoagulantes cumarínicos, deficiência de vitamina K e traumatismo hepático.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FATOR VIII

FATOR ANTI HEMOFÍLICO A

CBHPM 4.03.04.18-3

AMB 28.04.023-6

Sinonímia:
Fator anti-hemofílico A.
(Fator anti-hemofílico B = Fator IX).
Fator de Von Willebrand = Ver este.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 2 ml de plasma citratado.
Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
Volcitrato3,2%	= Volume, em ml, de citrato a 3,2 % a colocar no tubo de coleta 
Htc				= Hematócrito do paciente em % 
Volsangue		= Volume, em ml, de sangue total a ser colocado no mesmo tubo de coleta

Por exemplo, se o paciente apresentar um hematócrito de 60 %, 5,0 ml de sangue devem ser acrescentados a 0,37 ml do citrato a 3,2 %. 

Não usar citrato a 3,8 ou 4,0 %!

Armazenamento:
Colocar em frasco plástico e congelar a amostra em gelo seco a -80ºC

Exames Afins:
Coagulograma. Tempo de Sangramento de Ivy.

Valor Normal:
50 a 150 % ou 0,5 a 1,5 UI/ml
* Para obter resultados um UI/ml, multiplicar a % por 0,01

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Icterícia. Lipemia. Descongelamento.
Enviar congelado com gelo seco a -80ºC ou reciclável em baixa temperatura entre -20 a -30ºC.

Método:
TTPA modificado.

Interpretação: AUMENTO: trombose venosa e/ou arterial, hepatopatia, gestação, uso de estrógenos, fase aguda de processo inflamatório, exercício físico.
DIMINUIÇÃO: Hemofilia clássica (Fator VIII menor que 1 %), Hemofilia moderada (Fator VIII entre 1 a 5 %), Hemofilia leve (Fator VIII entre 5 a 16 %) e sub-Hemofilia (Fator VIII entre 20 a 50 %); presença de inibidor específico ou de interferência (tipo lúpico), D. de Von Willebrand, neoplasias, doenças auto-imunes, coagulação intravascular disseminada.

CÁLCULO DAS UNIDADES ABSOLUTAS DE FATOR VIII: c EM UMA BOLSA DE SANGUE TOTAL OU DE PLASMA:
Aplica-se a fórmula abaixo:

onde: 
UFVIIIc	= Unidades Absolutas de Fator VIII: c de uma Bolsa de Sangue ou de Plasma, em UI 
FVIII	= Determinação do Fator VIII: c plasmático em % 
VB		= Volume de Sangue total ou de Plasma contido na Bolsa, em ml 
Htc		= Hematócrito em %

Obs.: na fórmula anterior, no caso de a bolsa ser apenas de plasma ou de crioprecipitado, o Hematócrito (Htc) deverá ser considerado “zero”. 

Especificação para Hemocomponentes:

Plasma fresco

Crioprecipitado

≥ 119,0 UI/bolsa

> 70,0 UI/unidade

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://e-legis.bvs.br/leisref/public/showAct.php?id=11662

FATOR VON WILLEBRAND, ANTÍGENO DO

ANTÍGENO DO FATOR VON WILLEBRAND

CBHPM 4.03.04.19-1

Sinonímia:
vWf:Ag. Fator de von Willebrand. Fator VIII de von Willebrand. Fator VIII R-Ag. Factor VIII Related Antigen. Antígeno do fator de von Willebrand. Teste imunológico para detectar redução, ausência ou defeito da glicoproteína multimérica de von Willebrand.

Fisiologia:
O Antígeno do fator de von Willebrand é sintetizado nas células endoteliais e nos megacariócitos. Está sob controle genético autossômico do cromossomo 12.
Essa molécula é sintetizada em subunidades protéicas que se polimerizam e combinam com o Fator VIII para formar um grande complexo, protegendo-o da degradação. No plasma o vWf ocorre como uma população heterogênea de grandes polímeros (1.000 a 15.000 kDa) aos quais o Fator VIII é complexado por ligações não-covalentes. Essa proteína é mediadora da adesão plaquetária.
A adesãoplaquetária é um processo diferente da agregação plaquetária.
ADESÃO: as plaquetas aderem ao subendotélio via vWf que é ligado a um receptor plaquetário específico composto pela glicoproteína Ib (que está ausente na S. Bernard-Soulier).
AGREGAÇÃO: as plaquetas são agregadas via fibrinogênio que se liga a um receptor diferente composto de glicoproteínas IIb e IIIa (deficiente na tromboastenia de Glanzmann). A agregação plaquetária é completamente normal na D. de von Willebrand.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 2 ml de plasma citratado.
Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
UFVIIIc	= Unidades Absolutas de Fator VIII: c de uma Bolsa de Sangue ou de Plasma, em UI 
FVIII	= Determinação do Fator VIII: c plasmático em % 
VB		= Volume de Sangue total ou de Plasma contido na Bolsa, em ml 
Htc		= Hematócrito em % 

Obs.: se forem feitos outros exames sangüíneos, coletar esse teste em último lugar, caso contrário, iniciar coletando uns 2 ml de sangue num outro tubo de vácuo que será desprezado e depois coletar o sangue para o vWF. Esse procedimento evita a “contaminação” do material com tromboplastinas teciduais.

Armazenamento:
Centrifugar imediatamente após a coleta e congelar a -20ºC ou menos.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Transportar, de preferência, em gelo seco a -80ºC Em plasma descongelado, o exame precisa ser feito dentro de 2 horas.

Exames Afins:
Tempo de Sangramento de Ivy. Atividade do co-fator da Ristocetina. Agregação plaquetária com Ristocetina. Fator VIII. Multímeros do fator de von Willebrand.

Valor Normal:

von Willebrand

Normal

Obs.

título inferior a 1:40 ou

inferior a 43 % ou

inferior a 0,43 U/ml

título igual ou superior a 1:40 ou

de 43 a 150 % ou

de 0,43 a 1,50 U/ml

em pacientes do grupo sangüíneo "0", o valor normal começa em 35 % ou 0,35 U/ml

* Para obter valores em U/ml, multiplicar os valores porcentuais por 0,01

Preparo do Paciente:
Jejum mínimo e repouso# de 4 horas. Água ad libitum.
# Basta que o paciente não tenha feito exercícios físicos. Não há problema em andar normalmente e dirigir-se ao laboratório.

Interferentes:
Acondicionamento em temperaturas superiores a -20ºC. Hemólise e lipemia.
Descongelamentos repetidos.
Contaminação do plasma com tromboplastinas teciduais.

Método:
ELISA.

Interpretação:
Útil para o auxílio diagnóstico da D. de von Willebrand HEREDITÁRIA:
tipo I = deficiência quantitativa de vWF;
tipo II = deficiência qualitativa de vWF;
tipo III = deficiência acentuada ou ausência total do vWF.

D. de von Willebrand ADQUIRIDA: mieloma múltiplo, linfoma, LES, hipotireoidismo.
AUMENTO: reação de fase aguda, estresse, gravidez, anticoncepcionais orais, após 40 anos e malignâncias.
DIMINUIÇÃO: D. de von Willebrand, Grupo sangüíneo "0", hipotireoidismo, estenose de válvula aórtica, endocardite, angiodisplasia, SS. mieloproliferativas, terapia com valproato.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FATOR XI

ROSENTHAL, FATOR DE

CBHPM 4.03.04.22-1

AMB 28.04.027-9

Sinonímia:
Antecedente tromboplástico do plasma (ATP).
Fator de Rosenthal.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 4 ml de plasma citratado.
Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
UFVIIIc	= Unidades Absolutas de Fator VIII: c de uma Bolsa de Sangue ou de Plasma, em UI 
FVIII	= Determinação do Fator VIII: c plasmático em % 
VB		= Volume de Sangue total ou de Plasma contido na Bolsa, em ml 
Htc		= Hematócrito em %

Por exemplo, se o paciente apresentar um hematócrito de 60 %, 5,0 ml de sangue devem ser acrescentados a 0,37 ml do citrato a 3,2 %. 

Não usar citrato a 3,8 ou 4,0 %! 

Armazenamento:
Colocar em frasco de plástico e congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Coagulograma.

Valor Normal:
80 a 120 %

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Plasma deficiente.

Interpretação:
A deficiência autossômica recessiva costuma ser leve.
Na forma leve, a coagulação pode ser normal e o tempo de consumo de protrombina estará discretamente prolongado. Também pode haver presença de inibidor específico ou de interferência (tipo lúpico).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FATOR XII

HAGEMAN, FATOR DE

CBHPM 4.03.04.23-0

AMB 28.04.028-7

Sinonímia:
Fator de Hageman.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 4 ml de plasma citratado.
Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
UFVIIIc	= Unidades Absolutas de Fator VIII: c de uma Bolsa de Sangue ou de Plasma, em UI 
FVIII	= Determinação do Fator VIII: c plasmático em % 
VB		= Volume de Sangue total ou de Plasma contido na Bolsa, em ml 
Htc		= Hematócrito em %

Por exemplo, se o paciente apresentar um hematócrito de 60 %, 5,0 ml de sangue devem ser acrescentados a 0,37 ml do citrato a 3,2 %. 

Não usar citrato a 3,8 ou 4,0 %! 

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Valor Normal:
70 a 130 % ou 0,7 a 1,3 UI/ml
* Para obter valores em UI/ml, multiplicar a % por 0,01

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
TTP com adição de plasma deficiente.

Interpretação:
A deficiência do fator pode ser congênita ou adquirida; presença de inibidor específico ou de interferência (tipo lúpico).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FATOR XIII

FATOR ESTABILIZADOR DA FIBRINA

CBHPM 4.03.04.24-8
CBHPM 4.03.04.69-8

AMB 28.04.029-5

Sinonímia:
Fator estabilizador da fibrina. Fator de Laki-Lorand.
Fator LL.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 2 ml de plasma citratado.
Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
UFVIIIc	= Unidades Absolutas de Fator VIII: c de uma Bolsa de Sangue ou de Plasma, em UI 
FVIII	= Determinação do Fator VIII: c plasmático em % 
VB		= Volume de Sangue total ou de Plasma contido na Bolsa, em ml 
Htc		= Hematócrito em %

Por exemplo, se o paciente apresentar um hematócrito de 60 %, 5,0 ml de sangue devem ser acrescentados a 0,37 ml do citrato a 3,2 %. 

Não usar citrato a 3,8 ou 4,0 %! 

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Valor Normal:
Presença de Fator XIII

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Teste qualitativo de Luscher.

Interpretação:
Deficiência congênita ou adquirida de Fator XIII, qualitativa ou quantitativa.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FEBRE DE ORIGEM OBSCURA

FEBRE A ESCLARECER

Sinonímia:
Febre de qualquer tipo, com mais de 21 dias, sem sintomas e sinais de localização.

Exames Afins:
1ª ETAPA:
Hemograma, Hemossedimentação, Urina tipo I, PPD, Anticorpos anti-HIV 1+2, 6 Hemoculturas coletadas de 2 em 2 horas semeadas para aeróbios, anaeróbios, fungos e leptospira, Urocultura, Coprocultura, Cultura de escarro, Pesquisa de plasmodium, Reação de Widal.
2ª ETAPA: TGO, TGP, FAN, ASLO, Fator reumatóide, Fosfatase alcalina, Toxoplasmose IgG e IgM, Chagas IgG e IgM, Eletroforese de proteínas, VDRL, Pesquisa de blastomicose sul-americana, Reação de Paul- Bunnell-Davidsohn. IgA. IgG. IgM.
3ª ETAPA: Liquor, Cultura de Liquor, T4L, TSH, ID histoplasmina, ID Kveim, Brucelose, Weil-Felix.

Interpretação:
CAUSAS A PESQUISAR.
Infecções bacterianas:
tuberculose, febre tifóide, endocardite bacteriana, septicemia, pielonefrite, pleurisia, pneumonia, abscesso hepático, abscesso subfrênico, abscesso esplênico, adenite bacteriana, colecistite crônica, brucelose, sífilis;
Protozooses: malária, toxoplasmose, calazar (leishmaniose), Chagas (tripanossomose), amebíase,
Verminoses: esquistossomose aguda (febre de Katayama);
Micoses: paracoccidiodomicose, histoplasmose, criptococose, outras micoses profundas;
Viroses: AIDS, sarampo, psitacose, hepatite, mononucleose, dengue, febre amarela;
Rickettsioses;
Colagenoses:
LES, febre reumática, artrite reumatóide, D. reumatóide juvenil (D. de Still), angeítes, periarterite nodosa, púrpura de Henoch, S. reumatóide anartrítico, D. de Wissler;
Neoplasias: linfossarcoma, D. de Hodgkin, reticulossarcoma, leucemia crônica, carcinoma de fígado, colo, mama, ovário, vesícula, estômago, rim, pâncreas, útero e retroperitonial;
Outros: cirrose hepática, hipertireoidismo, tromboflebite mesentérica, sarcoidose, D. de Whipple, enterite regional, endometriose, colecistite, deficiência de IgA, febre endotóxica por pirogênios, febre de esteróides, febre familiar mediterrânea, estados de hipersensibilidade, febre de antibióticos, D. granulomatosa, febre “F” (de Fraudulenta - simulação), febre factícia, febre psicogênica.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v38n6/a12v38n6.pdf

FENILCETONÚRIA

PKU NEONATAL

CBHPM 4.03.01.81-8
CBHPM 4.03.11.31-7

AMB 28.13.019-7

Sinonímia:
PKU. PKU neonatal. PhenylKetonUria. Fenilalanina.

Fisiologia:
Ácido D-2-amino-3-fenilpropanóico.
Fórmula molecular = C9H11NO2
Massa molecular = 165,192 g/mol
Aminoacidopatia catabólica, autossômica recessiva, causada por deficiência hepática da enzima fenilalanina-hidroxilase (EC 1.14.16.1), responsável pela transformação da fenilalanina em tirosina, com freqüência de 1 caso em cada 2.600 a 25.000 nascimentos, sendo cinco vezes mais freqüente em caucasianos do que em outras raças.
A fenilcetonúria é, pois, caracterizada por uma elevação da concentração da fenilalanina no sangue.
Essa hiperfenilalaninemia, se não tratada, resulta numa série de aberrações físicas, fisiológicas e psicológicas das quais a mais grave é o retardamento mental (imbecilidade fenilcetonúrica).

Material Biológico:
Soro ou sangue em papel de filtro (teste do pezinho).

Coleta:
1,0 ml de soro ou gotas de sangue total em papel de filtro. Não sobrepor as gotas de sangue uma em cima da outra, mas sim, uma ao lado da outra.
Recém-nascidos de termo: as amostras devem ser coletadas com mais de 24 horas após a primeira mamada.
Prematuros: as amostras devem ser obtidas após 5 dias de vida.

Armazenamento:
Soro: refrigerar entre +2 a +8ºC
Papel de filtro: até 72 horas à temperatura ambiente.
Para prazos maiores, até 60 dias, congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Erros inatos de metabolismo, PKU urinário.

Valor Normal:

FENILALANINA

Papel de filtro (pezinho)

normal

"borderline"

presuntivo de PKU

até 4,00 mg/dl #

de 4,01 a 5,00 mg/dl

acima de 5,00 mg/dl

# Conforme Consulta Pública Nº 7 de 10/06/2002, publicada no D.O. Nº 109 - Seção 1 de 10/06/2002.
Para obter a dosagem equivalente em soro a partir da dosagem em papel de filtro para qualquer hematócrito, aplicar a equação

onde 
FAs = Fenilalanina sérica em mg/dl 
FAp = Fenilalanina papel em mg/dl 
Htc = Hematócrito (do dia da coleta do teste do pezinho).

* Para obter valores de fenilalanina em µmol/l, multiplicar os mg/dl por 60,5356

Preparo do Paciente:
Jejum não necessário. Após assepsia local com álcool 70ºGL, secar e proceder à punção do calcanhar com lanceta estéril, não penetrando mais de 2 mm.
Limpar a primeira gota com algodão seco e depois coletar as demais gotas de sangue diretamente no papel de filtro S&S 903*, preenchendo totalmente os círculos. Deixar secar a amostra de pé, ao ar livre, durante ao menos 3 horas, à temperatura ambiente e ao abrigo da luz.
Obs.: no caso de uma veia ter sido puncionada, gotas do sangue podem ser aplicadas diretamente da seringa no papel de filtro, não havendo necessidade de puncionar o calcanhar.
* Papel Schleicher & Schuell 903.

Interferentes:
Sangue coletado com EDTA não é aceitável.
Não utilizar sangue de cordão.

Método:
ELISA.

Interpretação:
Um resultado elevado de fenilalanina não é patognomônico de PKU e deve ser encarado apenas como o ponto de partida para outros estudos do RN do qual a amostra "presuntivamente positiva" foi coletada.
Falso-negativos podem ocorrer por coleta inadequada das gotas de sangue, por coleta feita antes de 48 horas do nascimento ou por falta de uma alimentação rica em proteínas até 24 horas antes da coleta.
Falso-positivos podem ocorrer em RN heterozigóticos de mães com PKU.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FENITOÍNA

HIDANTOÍNA

CBHPM 4.03.01.82-6

AMB 28.01.075-2

Sinonímia:
5,5 difenilhidantoína. DPH. Difenilhidantoína sódica. Nomes comerciais: Epelin®, Fenital®, Fenidantal®, Fenitoína, Hidantal®, Dialudon®, Dilantin®, Gamibetal®, Taludon®, Comital®, Edhanol®.

Fisiologia:
5,5-difenil-2,4-imidazolidinediona.
Fórmula molecular = C15H12N2O2
Massa molecular = 252,273 g/mol
Meia-vida (t½) biológica:
adultos : 8 a 60 horas
crianças: 12 a 60 horas
RN : 20 a 60 horas
Estado de equilíbrio: variável de 8 a 50 dias.
Absorção: 70 a 100 %
Ligação protéica: 80 a 95 %
Volume de distribuição (l/kg): 0,75
Metabolismo: 95 %

Obs.: o uso prolongado de Fenitoína pode causar hipertrofia gengival.

Material Biológico:
Soro ou plasma.

Coleta:
2 ml de soro ou plasma. A coleta é feita pela manhã ou em outro horário logo antes da ingestão do medicamento. Jejum não obrigatório. Esta amostra representa o ponto mínimo da concentração diária no soro do paciente.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 48 horas.
Congelar a -20º para até 30 dias.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível tóxico

10 a 20 µg/ml

sup a 20 µg/ml

* Para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/ml por 3,964

O nível sérico da fenitoína varia com a concentração sérica da albumina.
A correção pode ser efetuada aplicando-se a fórmula:
onde: 
Fencor	= Fenitoína corrigida em µg/ml 
Fendos	= Fenitoína dosada em µg/ml 
Alb		= Albumina em g/dl

Preparo do Paciente:
QUESTIONÁRIO PARA O PACIENTE:
1) Nome do paciente
2) Idade, sexo, altura e peso corporal
3) Medicação usada (nome comercial)
4) Concentração usada
5) Quando iniciou o uso da medicação
6) Horário em que tomou a última dose
7) Horário da coleta

Método:
HPLC.

Interpretação:
O nível sérico é aumentado devido à redução do metabolismo da droga por: barbituratos, cloranfenicol, dissulfiram, isoniazida, benzodiazepinas, warfarina, fenilbutazona, estrógenos, propoxifeno, ethossuximida.
Hepatopatias.
O nível é diminuído devido a aumento do metabolismo da droga por: fenobarbital, carbamazepina, primidona, álcool.
Ocorre deslocamento da ligação protéica com: ácido valpróico, salicilatos, sulfoniluréias, uremia, hiperlipidemia, S. nefrótica.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FENOBARBITAL

GARDENAL®

CBHPM 4.03.01.83-4

AMB 28.01.076-0

Sinonímia:
PHB. Ácido 5-etil-5-fenil-barbitúrico. Fenobarbitona. Feniletilmaloniluréia. Nomes comerciais: Edhanol®, Fenocris®, Gardenal®, Luminal®, Maliasin®(barbexaclona).

Fisiologia:
5-etil-5-fenil-2,4,6-trioxohexaidropirimidina.
Fórmula molecular = C12H12N2O3
Massa molecular = 232,239 g/mol
Meia-vida (t½) biológica:
adultos : 96 horas
crianças : 62 horas
RN : 4 a 8 dias
Absorção: 80 a 90 %
Ligação protéica: 50 %
Volume de distribuição (l/kg): 0,7 a 1,0
Metabolismo: 65 %
Estado de equilíbrio: 3 a 4 semanas.
Sedativo. Anticonvulsivante.

Material Biológico:
Soro ou plasma.

Coleta:
2,0 ml de soro ou plasma. A coleta é feita pela manhã ou em outro horário, logo antes da ingestão do medicamento, sem necessidade de jejum. Esta amostra representa o ponto mínimo da concentração diária no soro do paciente.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 48 horas.
Congelar a -20º para até 30 dias.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
DHL. TGO. TGP.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível "borderline"

Nivel tóxico (ataxia)

Coma com reflexo

Coma sem reflexo

15 a 40 µg/ml

35 a 40 µg/ml

35 a 80 µg/ml

65 a 117 µg/ml

sup a 100 µg/ml

* µg/ml = mg/l ** Para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/ml por 4,3059

Preparo do Paciente:
QUESTIONÁRIO PARA O PACIENTE:
1) Nome do paciente
2) Idade, Sexo, Peso corporal
3) Medicação usada (nome comercial)
4) Concentração usada
5) Quando iniciou o uso da medicação
6) Horário em que tomou a última dose
7) Horário da coleta

Interferentes:
Diminuição:
alcalose, administração de bicarbonato de sódio.

Método:
HPLC.

Interpretação:
O nível é aumentado por: hidantoína, carbamazepina, ácido valpróico e fenilacetiluréia.
Aumenta o nível de: hidantoína.
Diminui o nível de: diazepínicos e fenotiazinas.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FENOL

ÁLCOOL FENÍLICO

CBHPM 4.03.13.15-8

AMB 28.15.014-7

Sinonímia:
Álcool fenílico. Ácido fênico. Ácido carbólico.
Hidroxibenzeno. Hidróxido de fenila.

Fisiologia:
Fórmula molecular = C6H6O
Massa molecular = 94,1124 g/mol
Densidade = 1,054 g/cm³
O Fenol é ao mesmo tempo, um cáustico coagulante de proteínas e um veneno citoplasmático muito poderoso que afeta especialmente o SNC, o fígado, os rins e as hemácias. Seu metabolismo é hepático e sua eliminação sob a forma de sulfo e glicurono-conjugados é feita pela urina.
O uso médico do fenol como anti-séptico foi modernamente abandonado.
O Fenol é utilizado na fabricação de explosivos, fertilizantes, gás de iluminação, tintas, removedores, borracha, resinas sintéticas, produtos têxteis, de perfumaria e farmacêuticos, baquelite, plásticos e desinfetantes.

Material Biológico:
Urina.

Coleta:
20 ml de urina.
Utilizar frascos descartáveis de polietileno com tampa rosqueada de aproximadamente 50 ml de capacidade ou frascos de vidro com batoque e tampa rosqueada, não utilizados anteriormente para outros fins.
Amostra única: coletar no máximo uma hora após encerramento da jornada de trabalho.
Duas amostras: coletar no início e no fim da mesma jornada de trabalho para fazer estudo comparativo.
Recomenda-se evitar a primeira jornada de trabalho da semana.

Armazenamento:
O material deve ser bem embalado para impedir vazamento ou infiltração e acondicionado com gelo reciclável em caixa antitérmica.

Exames Afins:
Ácido trans, trans-mucônico. Benzeno.

Valor Normal:

Normal

IBMP §

até 20 mg/g creatinina

até 250 mg/g creatinina

Interferentes:
Benzeno.

Método:
Cromatografia gasosa.

Interpretação:
Este indicador biológico é capaz de indicar uma exposição ambiental acima do Limite de Tolerância, mas não possui, isoladamente, significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, não indica doença, nem está associado a um efeito ou disfunção de qualquer sistema biológico.
(NR-7 - Portaria nº 24 de 29/12/94 - DOU de 30/12/94).

§ Índice Biológico Máximo Permitido

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FENPROPOREX

Sinonímia:
Femproporex. Fenproporex difenilacetato.
[±]-3-[(alfa-metilfenetil)-amino]propionitrila difenilacetato de 3-[(alfa- metilfenetil)amino]propionitrila N-2-cianoetilanfetamina.
Nome comercial: Desobesi-M®.

Fisiologia:
Fórmula molecular = C12H16N2.HCl Massa molecular = 224,735 g/mol

Material Biológico:
Soro ou urina.

Coleta:
2,0 ml de soro.
Alíquota de 20 ml de amostra isolada de urina.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível “borderline”

Nível tóxico

Urina

20 a 30 ng/ml

31 a 200 ng/ml

superior a 200 ng/ml

Não detectável

* Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 4,4497

Método:
Cromatografia gasosa (FID).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FERRITINA

APOFERRITINA

CBHPM 4.07.12.27-3

AMB 28.01.079-5

Sinonímia:
Apoferritina = ferritina sem ferro.
Relação Ferritina/TGP. RFT.

Fisiologia:
Massa molecular = 450 kDa.
A Apoferritina é um heteropolímero formado por 24 subunidades de tipo L e H, cada uma com peso molecular de ± 20 kDa.
Migra eletroforeticamente com as alfa-2 globulinas.
Cada molécula de Ferritina pode armazenar até 4.500 átomos de Ferro+++ em seu núcleo embora costume conter ± 2.500 átomos armazenados na forma de cristais de hidroxi-fosfato férrico:
[(FeOOH8).FeO.PO3H2]
A Ferritina é encontrada em altas concentrações nas células dos centros de reciclagem de hemácias (SRE) no fígado, bile e medula óssea. Ela é a principal fonte de reserva de ferro para a eritropoiese e tem uma função protetora contra o efeito tóxico do ferro excessivo. A sua presença no plasma dá uma indicação satisfatória sobre o armazenamentodo ferro no organismo.
O suprimento e o estoque de ferro no organismo são regulados por três proteínas principais: transferrina, receptor solúvel de transferrina (sTfR) e a ferritina.
A ferritina circulante é pobre em ferro, é encontrada sob as formas glicosilada e não-glicosilada e tem curta meia-vida (t½) biológica, sendo rapidamente captada e metabolizada pelo fígado. Ela é, também, constituinte normal dos eritrócitos e dos leucócitos.
Nos leucócitos se encontra em concentrações de 300 a 2.000 vezes maiores do que nos eritrócitos.
A Ferritina é o melhor analito para o diagnóstico da anemia ferropriva ou de ferropenia. Ela declina precocemente no início da deficiência de Ferro, mesmo antes de ocorrerem alterações da hemoglobina, do Volume Corpuscular Médio (VCM) e da sideremia.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC por até 7 dias.
Para até 2 semanas, congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
Ferro sérico, Transferrina, TGP, Eritrograma.

Valor Normal:

Idade

Até 6 meses

7 a 36 meses

3 a 14 anos

15 a 19 anos

20 a 29 anos

30 a 39 anos

40 a 49 anos

≥ a 50 anos

Homens (ng/ml)

6,0 a 400,0

12,0 a 57,0

14,0 a 80,0

20,0 a 155,0

38,0 a 270,0

48,0 a 420,0

30,0 a 490,0

30,0 a 530,0

Mulheres (ng/ml)

6,0 a 430,0

12,0 a 60,0

12,0 a 73,0

12,0 a 90,0

12,0 a 114,0

12,0 a 160,0

12,0 a 240,0

18,0 a 340,0

Relação Ferritina/TGP: ver em Interpretação.
* ng/ml = µg/l ** Para obter valores em pmol/l, multiplicar os ng/ml por 2,2

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Descongelamentos repetidos.

Método:
Quimioluminescência.
Substrato: adamantildioxetanofosfato.
Sensibilidade analítica = 0,4 ng/ml

Interpretação:
AUMENTO:
SS. inflamatórias: funciona como se fosse proteína de fase aguda;
sobrecargas marciais: hemocromatose idiopática, hemosiderose pós-tranfusional, S. de Hanot-Chauffrad;
anomalias da eritropoiese: anemia de Biermer (perniciosa), talassemia major, anemia sideroblástica, anemia megaloblástica;
lises celulares: hepatite, cirrrose, alcoolismo, infarto do miocárdio;
colagenoses e DD. auto-imunes;
câncer: as iso-ferritinas ácidas são mais específicas de células tumorais, particularmente do hepatocarcinoma, D. de Hodgkin;
excesso de ingestão de Ferro: iatrogênica, automedicação, água ferruginosa (canos de ferro enferrujados, uso permanente de panelas de ferro).
DIMINUIÇÃO: carência marcial (depleção do armazenamento do ferro); anemia ferropriva;
panhipoproteinemia; sangramentos crônicos exagerados, intestinais ou menstruais; hemodiálise.
Obs.: a Ferritina aumenta diretamente proporcional à hemossedimentação e inversamente proporcional à albuminemia.

PARÂMETROS PARA DIAGNÓSTICO DA ANEMIA FERROPRIVA:
Pacientes sem doença inflamatória:
Anemia ferropriva provável = Ferritina < 20 ng/ml
Anemia ferropriva improvável= Ferritina > 100 ng/ml

Pacientes com doença inflamatória, infecção, neoplasia, colagenose ou hepatopatia:
Anemia ferropriva provável = Ferritina < 30 ng/ml
Anemia ferropriva improvável= Ferritina > 130 ng/ml

RELAÇÃO FERRITINA/TGP:
A Relação Ferritina/TGP (RFT) serve para diferenciar um aumento da Ferritina causado por citólise hepática (RFT <= 8 ) versus outras causas de aumento (RFT > 8).

ESTIMATIVA DA RESERVA TOTAL DE FERRO CORPORAL:

onde: 
FeToT	= Reserva Total de Fe em mg, 
Ferr	= Ferritina em ng/ml

Obs.: esta estimativa não deve ser utilizada em casos de sobrecarga de ferro e DD. inflamatórias crônicas. 

LIKELIHOOD RATIO (LR)

A likelihood ratio da Ferritina para diagnóstico da Anemia ferropriva aumenta à medida que sua taxa sérica diminui:

Ferritina sérica (ng/ml)

≥100,0

45,0 a 99,9

35,0 a 44,9

25,0 a 34,9

15,0 a 24,9

< 15,0

LR: Anemia ferropriva (%)

0,08

0,54

1,83

2,54

8,83

51,85

TABELA LR. – Anemia ferropriva.

Teste

Ferritina < 12,0

SENS (%)

85,0

ESPEC (%)

99,0

LR+(%)

85,0

LR-(%)

0,15

Pode-se estimar a taxa de Transferrina a partir da de Ferritina pela equação:

Transferrina	= em mg/dl 
Ferritina		= em ng/ml

RELAÇÃO FERRITINA / HEMOSSEDIMENTAÇÃO / DEFICIÊNCIA DE FERRO:

Nomograma para verificar a presença ou ausência de deficiência de Fe coexistente a uma condição inflamatória subjacente. Correlaciona-se a Ferritina sérica com a velocidade de hemossedimentação.
Plota-se a Ferritina em ordenadas e a Hemossedimentação em abscissas.

Interpretação do nomograma: Área triangular superior: deficiência de Fe altamente improvável.
Área entre as paralelas transversas: a deficiência de Fe não pode ser confirmada nem excluída.
Área triangular inferior:possível deficiência de Fe. Na hemossedimentação aumentada, a deficiência de Fe está associada a uma concentração de Ferritina mais elevada.
Área retangular inferior:Ferritina < 12 ng/ml confirma deficiência de Fe.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.aafp.org/afp/991001ap/1443.html

FERRO

Fe

CBHPM 4.03.01.84-2

AMB 28.01.080-9

Sinonímia:
Fe. Dosagem marcial. Sideremia. Siderúria.

Fisiologia:

Metal
O Ferro é um oligoelemento do qual o organismo contém aproximadamente 4 a 5 g distribuídos em:
Ferro hemínico (Fe++):
Hemoglobina............................... ± 2,5 g
Mioglobina.................................. ± 0,20 g
Enzimas respiratórias celulares .... ± 0,010 g
Ferro não-hemínico (Fe+++):
Ferritina e Hemossiderina............ ± 1,5 g
Transferrina................................ ± 0,005 g
Após liberação dos alimentos e redução a Fe++ sob ação do HCl gástrico, o Fe é principalmente absorvido pelos receptores das mucosas duodenal e jejunal em proporções dependentes da natureza dos alimentos.
O Fe não-hemínico de origem vegetal é muito pouco absorvido devido a inibidores como taninos, fitatos, ovalbumina, fosfatos etc. que formam com ele complexos insolúveis e inabsorvíveis.
Os alimentos mais ricos em Fe são o fígado e as carnes, as frutas e os legumes secos.
O Fe++ entra nos enterócitos, é oxidado a Fe+++ pela ceruloplasmina (ferro oxidase ou endoxidase) e depois é captado pela apotransferrina para formar a transferrina. O excesso permanece bloqueado dentro da célula na ferritina e será eliminado por descamação da mucosa.
No sangue, o Fe transportado pela transferrina é cedido aos eritroblastos em via de maturação que também recuperam o Fe oriundo da hemólise fisiológica no SRE. O Fe é estocado principalmente no tecido hepático e nas células do SRE do baço e da medula óssea.
O suprimento e o estoque de ferro no organismo são regulados por três proteínas principais: transferrina, receptor solúvel de transferrina (sTfR) e ferritina.

Material Biológico:
Soro. Urina de 24 horas.

Coleta:
1,0 ml de soro ou alíquota de 20 ml de urina de 24 horas. Informar o volume total das 24 horas.
Coleta pela manhã.

Armazenamento:
Todo o material usado na coleta deve ser novo ou lavado com HCl a 50 % e água destilada ou deionizada. A separação do soro deve ser imediata.

Exames Afins:
Siderofilina (Transferrina), Ferritina , Eritrograma.

Valor Normal:

SORO

Idade

20 anos em diante

1 a 5 anos

6 a 9 anos

10 a 14 anos

15 a 19 anos

Homens

µg/dl

31,0 a 144,0

22,0 a 136,0

39,0 a 136,0

28,0 a 134,0

34,0 a 162,0

Mulheres

µg/dl

25,0 a 156,0

22,0 a 136,0

39,0 a 136,0

45,0 a 145,0

28,0 a 184,0

URINA: 2,5 a 6,2 µg/dl em alíquota ou 40,0 a 50,0 µg/24 h
* Para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/dl por 0,1791 ** Para obter valores em mg/dl de Transferrina ligada ao ferro, multiplicar por 0,7164

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Material de coleta contaminado com ferro, enxaguado em água comum. Tratamento parenteral com ferro III maltosado.
Hemólise. Hematúria. Hemoglobinúria.
Cada 1,0 mg/dl de Hemoglobina sérica ou urinária aumenta o Ferro sérico ou urinário em 3,4688 µg/dl.

Método:
Automação.

Interpretação:
Avaliação das anemias hipocrômicas, microcíticas e ferroprivas. Para uma avaliação mais completa sugere-se a dosagem de siderofilina (transferrina), índice de saturação e ferritina.
AUMENTO: sobrecarga de ferro: hemocromatose primária idiopática (D. hereditária com aumento da absorção do ferro), hemocromatose secundária (pós-transfusional, cirrose hepática; excesso de aporte: vinho); anomalia da eritropoiese: insuficiência medular, anemia de Biermer, talassemia major ou distúrbios da síntese do heme: porfiria cutânea tardia, anemia sideroblástica congênita ou adquirida (idiopática ou anemia refratária), saturnismo, citólise hepática.
DIMINUIÇÃO: carência de aporte: lactentes, principalmente nos casos de prematuridade ou gemelaridade; no adulto, a carência decorre de má nutrição em geral; redução da absorção: gastrectomia, má absorção; aumento das necessidades: gravidez; aumento das perdas: hemorragias, hipermenorréia, fibroma, câncer uterino, hérnia de hiato, úlcera gastro-duodenal, câncer gástrico ou colônico, ancilostomose, hemorróidas, hemorragias intraviscerais (tumorais, hemosiderose pulmonar idiopática).

Na urina, a dosagem do ferro serve para avaliar o seu ritmo de eliminação por esta via.

CORREÇÃO DA SIDEREMIA EM AMOSTRAS HEMOLISADAS:

onde: 
Fecor	= Ferro sérico corrigido em µg/dl 
Fe		= Ferro dosado em soro hemolisado em µg/dl 
Hb		= Hemoglobina sérica em mg/dl

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e02600.html

FERRO MEDULAR

AMB 28.04.055-4

Sinonímia:
RF. Reserva de Ferro.

Material Biológico:
Esfregaço de medula óssea.

Coleta:
Dispensa preparo.

Exames Afins:
Eritrograma. Ferritina. Transferrina. Capacidade de Fixação do Ferro (TIBC).

Método:
Coloração siderófila específica de Perls.

Interpretação:
Útil nas anemias ferroprivas, hemolíticas, megaloblásticas e sideroblásticas.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FERRO, TESTE DE ACÚMULO

HEMOCROMATOSE, TESTE PARA

Sinonímia:
Teste da deferoxamina para ferro. Teste do Desferal® para ferro. Teste de acúmulo de ferro.
Teste para hemocromatose.
Mesilato de deferoxamina. DFO.

Fisiologia:
O mesilato de deferoxamina é um agente quelante que forma complexos principalmente com metais trivalentes como ferro e alumínio. A quelação ocorre em base molar 1:1, de modo que 1 g de DFO pode ligar-se teoricamente a 85 mg de Fe formando a ferrioxamina (FeO) ou a 41 mg de Al formando a aluminoxamina (AlO), substâncias essas secretadas completamente pela urina e fezes.
O Fe quelado origina-se da Ferritina e da Hemossiderina. A DFO não quela o Fe da Transferrina, da Hemoglobina e de outras moléculas contendo o grupo heme.

Material Biológico:
Urina.

Coleta:
20 ml de urina basal.
20 ml de urina de 6 horas.
Informar o volume total das 6 horas.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Ferro. Ferritina. Pesquisa de mutação C282Y.

Valor Normal:

Normal basal

Urina

2,5 a 6,2 µg/dl em alíquota ou 10,0 a 12,5 µg/6 h

* Para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/dl por 0,1791.

Preparo do Paciente:
Este teste só deve ser feito em pacientes com função renal normal.
Pede-se ao paciente para esvaziar a bexiga e aplicam-se IM 500 mg de Desferal. Coletar 20 ml dessa urina para dosagem do Ferro basal.
Cronometrar e coletar toda a urina durante as 6 horas seguintes, medir o volume total e reservar 20 ml para a 2ª dosagem de Ferro.

Interferentes:
Material de coleta contaminado com ferro, enxaguado em água comum.
Hematúria. Hemoglobinúria.
Cada 1,0 mg/dl de Hemoglobina urinária aumenta o Ferro urinário em 3,4688 µg/dl.

Método:
Automação.

Interpretação:
Útil no diagnóstico da hemocromatose.
A dose aplicada de Desferal® promove a eliminação urinária de mais de 5.000 µg/24 h na hemocromatose hereditária e menos de 2.000 µg/24 h em pacientes normais.
Excreção urinária de Ferro de 1.000 a 1.500 µg/6 h sugere acúmulo de Ferro.
Excreção urinária acima de 1.500 µg/6 h é acúmulo patológico de Ferro.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FIBRINOGÊNIO

FATOR I

CBHPM 4.03.04.26-4

AMB 28.04.033-3

Sinonímia:
Fator I. Fib.

Fisiologia:
O Fibrinogênio, descoberto em 1850, é a primeira proteína conhecida do mecanismo da coagulação, do qual é a mais abundante funcionando apenas como substrato e não como enzima. É uma molécula dimérica constituída por três pares de cadeias de aminoácidos (AA) com peso molecular total de 330 kDa. Essas três cadeias monoméricas são chamadas de A-α (66,5 kDa com 610 AA), B-ß (52 kDa com 461 AA) e γ (46,5 kDa com 411 AA). A ação da trombina se efetua apenas sobre as cadeias A-α e B-ß para liberar os fibrinopeptídeos A e B.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
2,0 ml de plasma de bolsa transfusional ou conforme abaixo:
Sangue anticoagulado com citrato trissódico a 3,2 % (0,109 mol/l) na proporção de 9:1 (4,5:0,5) ou (3,15:0,35).
Centrifugar logo e separar 4 ml de plasma citratado. Se o paciente tiver hematócrito sabidamente acima de 55 % ou abaixo de 20 %, é necessário corrigir a proporção do citrato.
Para saber quanto anticoagulante usar em função do volume de sangue coletado, aplicar a equação:

onde: 
Volcitrato3,2%	= Volume, em ml, de citrato a 3,2 % a colocar no tubo de coleta 
Htc				= Hematócrito do paciente em % 
Volsangue		= Volume, em ml, de sangue total a ser colocado no mesmo tubo de coleta

Por exemplo, se o paciente apresentar um hematócrito de 60 %, 5,0 ml de sangue devem ser acrescentados a 0,37 ml do citrato a 3,2 %. 

Não usar citrato a 3,8 ou 4,0 %!

Informar medicamentos utilizados pelo(a) paciente, principalmente anticoagulantes. 

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
TP, TTPA, TT, Plaquetas, TS e TC.

Valor Normal:
170 a 460 mg/dl

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Icterícia. Lipemia.

Método:
Clauss modificado. Cronometria.

Interpretação:
DIMINUIÇÃO:
insuficiência de síntese hepática, desnutrição, excesso de consumo: coagulação intravascular disseminada (CIVD), fibrinólise primária ou secundária a uma CIVD, congênita:
afibrinogenemia (déficit quantitativo completo de fibrinogênio por transmissão autossômica recessiva), hipofibrinogenemia, disfibrinogenemia (anomalia qualitativa funcional);
Causas obstétricas: descolamento prematuro de placenta, retenção de feto morto, embolia de líquido amniótico, aborto séptico;
Outras causas: trauma, choque hemorrágico, queimaduras, cirrose, sarcoidose, amiloidose, febre das Montanhas Rochosas, uremia, ofidismo, caquexia, intoxicação por fósforo.
AUMENTO: (proteína de fase aguda), reações inflamatórias, infecções, tabagismo, idade, contraceptivos orais, alcoolismo, sazonalidade, hereditariedade, risco aumentado de aterosclerose.

Cuidado: na presença simultânea de uma condição que aumenta o fibrinogênio e de outra que o diminui, a resultante pode ser “fibrinogênio normal”. CÁLCULO DA MASSA ABSOLUTA DE FIBRINOGÊNIO EM UMA BOLSA DE SANGUE TOTAL OU DE PLASMA:
Aplica-se a fórmula abaixo:

onde: 
MAF	= Massa Absoluta de Fibrinogênio de uma Bolsa de Sangue ou de Plasma, em mg 
F	= Dosagem do Fibrinogênio plasmático em mg/dl 
VB	= Volume de Sangue total ou de Plasma contido na Bolsa, em ml 
Htc = Hematócrito em %

Obs.: na fórmula anterior, no caso de a bolsa ser apenasde plasma, o Hematócrito (Htc) deverá ser considerado “zero”. 

Especificação para Hemocomponentes:
Crioprecipitado: > 140 mg/dl

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://e-legis.bvs.br/leisref/public/showAct.php?id=11662

FILARIOSE

ELEFANTÍASE

CBHPM 4.03.04.27-2
CBHPM 4.03.06.87-9

Sinonímia:
Filaríase. Elefantíase. Dracunculose. Hidrocele quilosa. Quilúria.
Antígeno de Wuchereria bancrofti (Brasil).
Brugia malagyi. Brugia timori (Ásia).

Fisiologia:
Taxonomia:
Filo Nematoda, Ordem Spirurida, Subfamília Filarioidea, Gênero Wuchereria, Espécie bancrofti.
A Filariose é transmitida no Brasil por fêmeas de mosquitos Culex fatigans fatigans ou Culex quinquefasciatus. Os mosquitos hematófagos se infestam por ingestão de sangue contendo microfilárias e transmitem a doença junto com as refeições seguintes ao inocular as microfilárias em outro hospedeiro.

Material Biológico:
Gota espessa de sangue. Soro ou plasma.

Coleta:
Gota espessa: sangue total coletado entre 22 e 2 horas da noite. Fazer esfregaços sangüíneos.
Soro ou plasma EDTA: 1,0 ml coletado de manhã.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Gota espessa

Normal

Soro ou plasma

Normal

Ausência de microfilárias

Ausência de antígeno

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas para soro ou plasma.
Para gota espessa é dispensado o jejum.

Interferentes:
Gota espessa: amostra de sangue precária e falta de experiência do microscopista.
Soro ou plasma: hemólise e/ou lipemia.

Método:
Imunocromatografia de antígenos de W. bancrofti.

Interpretação:
Na gota espessa as microfilárias podem estar ausentes nas fases iniciais e tardias da infestação.
A detecção do antígeno é superior à de anticorpos, pois estes podem dar resultados cruzados com outras parasitoses.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/ImageLibrary/Filariasis_il.htm

FLÚOR

FLUORETO

CBHPM 4.03.13.16-6

AMB 28.15.015-5

Sinonímia:
F. Flúor. Fluoreto.

Fisiologia:

Não-metal. Halogênio.
O Flúor é utilizado em siderurgia, na fabricação e no emprego do próprio flúor e do ácido fluorídrico, na fabricação de telhas, ladrilhos, cerâmica, cimento, vidro, esmalte, fibra de vidro, fertilizantes fosfatados, na produção de gasolina, em solda elétrica e na galvanoplastia, na calefação de superfícies, como eletrólito na fabricação de alumínio e em estações de tratamento e fluoretação de água potável.

Material Biológico:
Urina.

Coleta:
2 alíquotas de 20 ml de urina coletadas pré e pós a 4ª jornada de trabalho da semana, em frascos de PVC. Não usar frascos de vidro!

Exames Afins:
Cálcio. Magnésio. Potássio.

Valor Normal:

Normal

IBMP §

Início da jornada

Final da jornada

até 0,5 mg/g Creatinina

até 3,0 mg/g Creatinina

até 10,0 mg/g Creatinina

Interferentes:
Coleta em frascos de vidro.

Método:
HPLC.

Interpretação:
Este indicador biológico é capaz de indicar uma exposição ambiental acima do Limite de Tolerância, mas não possui, isoladamente, significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, não indica doença, nem está associado a um efeito ou disfunção de qualquer sistema biológico.
(NR-7 - Portaria nº 24 de 29/12/94 - DOU de 30/12/94).

§ Índice Biológico Máximo Permitido

Fluorose:
A fluorose é uma alteração que ocorre devido ao excesso de ingestão de flúor durante a formação dos dentes. Ela se manifesta principalmente pela alteração de cor do esmalte, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas. Nos casos mais graves, adquire uma coloração acastanhada ou marrom, podendo haver perda de estrutura dental; nesses casos, torna-se mais friável, mais fácil de desgastar fisiologicamente. Muitos trabalhos apontam como causa da fluorose a utilização de gotas e comprimidos contendo flúor, inclusive muitos complexos vitamínicos recomendados pelos pediatras. Atualmente, a maior causa de fluorose é a ingestão de produtos fluoretados em locais onde já existe água fluoretada, sendo que o mais comum é o dentifrício fluoretado, que muitas crianças engolem durante a escovação. O enxaguatório contendo flúor também poderá contribuir, se for indicado para crianças que ainda não tenham controle adequado da deglutição.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e00900.html
http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/tabelaperiodica1.htm
http://www.tabelaperiodica.hpg.ig.com.br
http://www.ufsm.br/dentisticaonline/3-11-08.pdf

FLUOXETINA

PROZAC®

CBHPM 4.03.01.37-0

Sinonímia:
Cloridrato de fluoxetina.
Nomes comerciais: Prozac®. Serafem®. Daforin®.

Fisiologia:
Cloridrato de (±)-N-metil-3-fenil-3-[(alfa, alfa, alfa-trifluoro-p-tolil)oxi]propilamina
Fórmula molecular = C17H18F3NO.HCl
Massa molecular = 345,79 g/mol
Meia vida = 2 a 3 dias.
Metabólito: Norfluoxetina.

Antidepressivo.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro. Coletar o material 1 hora antes da próxima tomada da medicação. Não usar tubos com gel separador.

Armazenamento:
Congelado a –20ºC se conserva para até 20 dias.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível tóxico

100 a 800 ng/ml

superior a 2.000 ng/ml

* Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 2,8919 ** ng/ml = µg/l

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas.

Método:
HPLC.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FLURAZEPAM

DALMADORM®

CBHPM 4.03.01.74-5

AMB 28.01.067-1

Sinonímia:
Flurazepan.
Nome comercial: Dalmadorm®. Dalmane®.

Fisiologia:
Flurazepam-sal:
7-cloro-1-[2(dietilamino)etil]-5-(o-fluorofenil)-1,3-diidro-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona.
Fórmula molecular = C21H23ClFN3O.2HCl
Massa molecular = 460,808 g/mol
Flurazepam livre:
Fórmula molecular = C21H23ClFN3O
Massa molecular = 387,888 g/mol
Hipnótico. Anticonvulsivante.

Material Biológico:
Soro ou plasma heparina ou com EDTA.

Coleta:
Colher o material 1 hora antes da próxima tomada da medicação.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível tóxico

não estabelecido

superior a 0,2 µg/ml

* Flurazepam-sal: para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/ml por 2,1701 ** Flurazepam livre: para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/ml por 2,5781

Método:
HPLC.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FORMALDEÍDO

FORMOL

CBHPM 4.03.01.85-0
CBHPM 4.03.13.17-4

AMB 28.01.081-7
AMB 28.15.031-7/96

Sinonímia:
Aldeído fórmico. Formol. Formalina.
Gás CH2O. Metanal.

Fisiologia:
Fórmula molecular = CH2O
Massa molecular = 28,034 g/mol

Material Biológico:
Sangue total ou urina.

Coleta:
Após período de exposição.
2 ml de sangue total fluoretado ou oxalatado.
Alíquota de 20 ml de urina.

Valor Normal:

Sangue total

Urina

(Ácido fórmico)

(Exposição ocupacional) 0,6 a 4,0 mg/l

inferior a 17,0 mg/l

Método:
Cromatografia gasosa.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FOSFATASE ÁCIDA LEUCOCITÁRIA

Material Biológico:
Sangue total com EDTA e/ou esfregaços sangüíneos ou de medula óssea.

Coleta:
3,0 ml de sangue total e/ou 3 esfregaços sangüíneos ou de medula óssea.
Dispensa jejum.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Leucograma, Mielograma, Citoquímicas, Imunofenotipagem.

Interpretação:
Teste é positivo nos neutrófilos, monócitos, linfócitos e Hairy Cells.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FOSFATASE ÁCIDA PROSTÁTICA

PAP

CBHPM 4.03.01.86-9

AMB 28.01.083-3
AMB 28.01.084-1

Sinonímia:
PAP. Fosfatase ácida – fração prostática.

Fisiologia:
A fosfatase ácida prostática pode ser determinada diretamente por métodos mais modernos ou indiretamente, determinando-se a fosfatase ácida total e a não-prostática, para, por subtração, deduzir a "fração prostática". As fosfatases ácidas não-prostáticas são produzidas pelo fígado, rins, ossos e células sangüíneas. Os seus níveis sofrem flutuação circadiana e apresentam reações cruzadas. Além disso, a manipulação do soro e a instabilidade enzimática podem levar a resultados errôneos. Se por um lado, a PAP tem especificidade reconhecidamente alta, a sua sensibilidade é bastante medíocre. Por esses motivos, desde o aparecimento do PSA, a determinação da PAP tem tido um valor muito relativo.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Coletar o sangue e separar o soro evitando hemólise.

Exames Afins:
Fosfatase Ácida Total, PSA.

Valor Normal:
Inferior ou igual a 1,6 U/l
* Para obter valores em µkat/l, dividir as U/l por 60

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Timolftaleína – automatizado a +37ºC. Colorimétrico.

Interpretação:
AUMENTO:
após massagem prostática em pacientes com carcinoma prostático invasivo, metástases de carcinoma prostático, infarto prostático, manipulação cirúrgica da próstata, destruição excessiva de plaquetas, tromboembolismo, crises hemolíticas como na anemia falciforme.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FOSFATASE ÁCIDA TOTAL

AcP

CBHPM 4.03.01.87-7

AMB 28.01.082-5

Sinonímia:
Fosfomonoesterase ácida. Glicerofosfatase ácida.
Monofosfatase ácida. Fosfomonoester hidrolase ácida. Uteroferrina. Monoéster ortofosfórico fosfoidrolase ácida.
EC 3.1.3.2

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Coletar sangue e separar o soro evitando hemólise.

Exames Afins:
Fosfatase Ácida Prostática, PSA.

Valor Normal:

Homens

15 a 19 anos

20 anos em diante

Mulheres

Método A

até 9,3 U/l

até 7,4 U/l

até 6,2 U/l

Método B

até 5,9 U/l

até 4,7 U/l

até 3,7 U/l

* Para obter valores em µkat/l, dividir as U/l por 60 ** meia-vida (t½) biológica média desta enzima = 108 horas

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Clofibrato. Toque ou massagem prostática.

Método:
Timolftaleína – automatizado a +37ºC. Colorimétrico.

Interpretação: AUMENTO: câncer de próstata, metástase em tecidos moles, metástase osteoblástica, metástase osteolítica, sarcoma osteogênico, necrose hepatocelular, icterícia obstrutiva, metástase hepática, metaplasia mielóide, leucemias crônicas, infarto do miocárdio, pancreatite, insuficiência renal, infecções agudas, artrite reumatóide, D. de Gaucher, D. de Niemann-Pick, D. de Paget.
DIMINUIÇÃO: carcinoma prostático anaplástico.
A atividade mínima de uma 2ª determinação dessa enzima pode ser obtida aplicando a equação:
AEMi = Atian × e(-0,0064×h)

onde: 
AEMi	= Atividade Enzimática Mínima (atual) 
Atian	= Atividade anterior 
e		= número "e", base dos logaritmos naturais 
h		= horas decorridas entre as duas coletas de sangue

Se a 2ª determinação der um resultado menor que a AEMi, uma das duas determinações está incorreta ou não é do mesmo paciente.

Fosfatase ácida total em Secreção Vaginal:

Determinação

acima de 700 U/l

665 a 699 U/l

600 a 664 U/l

441 a 599 U/l

150 a 440 U/l

32 a 149 U/l

6 a 31 U/l

abaixo de 6 U/l

Tempo pós-coito

até 2 horas

3 a 8 horas

9 a 24 horas

2 a 3 dias

4 a 10 dias

11 a 20 dias

21 a 30 dias

ausência de sêmen

Diante de uma suspeita de estupro é preferível dosar a Fosfatase ácida total na secreção vaginal a pesquisar a presença de espermatozóides, até porque muitos estupradores apresentam disfunções das glândulas sexuais com azoospermia.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.chem.qmul.ac.uk/iubmb/enzyme/EC3/1/3/2.html

FOSFATASE ALCALINA

PAL

CBHPM 4.03.01.88-5

AMB 28.01.085-0

Sinonímia:
Fosfatase alcalina total. PAL. Alkaline Phosphatase.
AlkP. Fosfomonoesterase alcalina. Glicerofosfatase alcalina. Fosfoidrolase alcalina. Fenil-fosfatase alcalina. Monoéster ortofosfórico fosfoidrolase alcalina.
Fosforilase monoéster ortofosfórica. ALP.
Fosfato-monoéster fosfoidrolase alcalina.
EC 3.1.3.1.

Fisiologia:
No homem e na mulher não-gestante, a determinação da fosfatase alcalina total é o somatório das atividades das isoenzimas hepáticas, óssea e intestinais. Na mulher gestante acrescentam- se, ainda, a atividade das isoenzimas placentárias.
As isoenzimas hepáticas são chamadas de H1 e H2; a óssea de Os ou O-PAL, as intestinais de I1, I2 e I3 e as placentárias de P1 e P2. Há ainda os imunocomplexos chamados de macro-PAL (IgA-PAL por exemplo), os complexos PAL-Lipoproteína X e algunas anormais cuja presença sempre assinala uma patologia como as macromoleculares placental-like (Nagao e Regan) e intestinal fœtal-like(Kasahara).
As isoenzimas intestinais só se expressam em indivíduos secretores do grupo sangüíneo H pertencentes aos grupos B e 0 do sistema AB0.
A sua separação é técnica extremamente delicada e só é feita em laboratórios altamente especializados.
Sua Massa Molecular é ± 170 kDa.
É enzima membranária ubiqüitária, presente em quase todos os tecidos.
Como é exclusivamente excretada pelas vias biliares, na prática médica é utilizada para diagnóstico e monitoramento das obstruções dos dutos biliares, extra ou intra-hepáticos e nas doenças ósseas com aumento da atividade osteoblástica.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Bilirrubinas, TGP, TGO, GGT, Cálcio, Hidroxiprolina urinária, Isoenzimas da Fosfatase alcalina.

Valor Normal:
Método I

IDADE

Recém-nascidos

5 meses a 9 anos

10 e 11 anos

12 e 13 anos

14 e 15 anos

16 a 18 anos

Maior que 18 anos

Homens U/l

150 a 600

250 a 950

250 a 730

275 a 875

170 a 970

125 a 720

50 a 136

Mulheres U/l

150 a 600

250 a 950

250 a 950

200 a 730

170 a 460

75 a 270

50 a 136

Método II

IDADE

1 a 12 anos

13 a 15 anos

Maior que 15 anos

Maior que 20 anos

Homens U/l

até 500

até 750

até 720

40 a 150

Mulheres U/l

até 500

até 460

40 a 150

40 a 150

* Para obter valores em µkat/l, dividir as U/l por 60 ** meia-vida (t½) biológica média desta enzima = 232,8 horas

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
para-nitrofenilfosfato – automatizado a +37ºC
Método II: AEROSET/ARCHITECT c8000

Interpretação:
AUMENTO:
obstrução biliar intra ou extra-hepática, colangiocarcinoma (Tumor de Klatskin), hepatoma, metástases hepáticas, cirrose hepática, amiloidose secundária do fígado, abscesso hepático, sarcoidose hepática, colangite, hepatotuberculose, linfomas, metástases ósseas, necrose hepatocelular, D. de Paget, sarcoma osteogênico, mieloma múltiplo, D. de Hodgkin, osteomalacia, cura de fratura, hiperparatireoidismo, D. de Gaucher, lues óssea, insuficiência renal, hipertireoidismo, sarcoidose pulmonar ou com lesão hepática ou óssea, carcinoma renal, tuberculose miliar, LES.
Obs.: A fosfatase alcalina pode aumentar fisiologicamente ± a mesma percentagem que o paciente tem de peso corporal acima do peso ideal.
DIMINUIÇÃO: escorbuto, hipofosfatasia, pós- irradiação, acondroplasia, hipotireoidismo, D. celíaca.
A atividade mínima de uma 2ª determinação dessa enzima pode ser obtida aplicando a equação:
AEMi = Atian × e(-0,003×h)

onde: 
AEMi	= Atividade Enzimática Mínima (atual) 
Atiant	= Atividade anterior 
e		= número "e", base dos logaritmos naturais 
h		= horas decorridas entre as duas coletas de sangue

Se a 2ª determinação der um resultado menor que a AEMi, uma das duas determinações está incorreta ou não é do mesmo paciente.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.chem.qmul.ac.uk/iubmb/enzyme/EC3/1/3/1.html

FOSFATASE ALCALINA - FRAÇÃO ÓSSEA

BSAP

CBHPM 4.03.01.90-7
CBHPM 4.03.01.91-5

AMB 28.01.174-0

Sinonímia:
Isoenzima óssea da fosfatase alcalina. Bone-specific alkaline phosphatase. BSAP. BAP. PAO. Fosfatase alcalina termo-lábil.

Fisiologia:
A fração óssea da fosfatase alcalina é uma glicoproteína tetramérica de 80 kDa localizada na membrana plásmica dos osteoblastos. Ela é liberada em circulação sob forma dimérica após clivagem por uma fosfolipase de um fragmento C-terminal permitindo sua ancoragem à membrana. Sua meia-vida (t½) é de 1 a 2 dias.
A BSAP é a mais termo-lábil das isoenzimas da Fosfatase alcalina. O aquecimento a exatos +56ºC durante 10 minutos acaba com a atividade de ~ 80 % da BSAP e durante 15 minutos, de quase 100 %.
Após esse aquecimento sobram em atividade as isoenzimas chamadas termo-estáveis (hepática + intestinal + placentária + Nagao + Regan + Kasahara).

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro.

Valor Normal:
Método I:
15 a 55 U/l ou 30 a 40 % da Fosfatase Alcalina (total)

Método II:

IDADE

1 a 12 anos

13 a 15 anos

Maior que 15 anos

Maior que 20 anos

Homens U/l

até 200

até 300

até 288

12 a 60

Mulheres U/l

até 200

até 184

12 a 60

12 a 60

ELISA

Homens

Mulheres

Crianças

2 a 23 meses

2 a 9 anos

Tanner I e II

Tanner III e IV

8,8 a 30,0 µg/l

5,7 a 22,0 µg/l

25,4 a 124,0 µg/l

24,2 a 89,5 µg/l

19,5 a 87,5 µg/l

19,5 a 156,0 µg/l

* Para obter valores em µkat/l, dividir as U/l por 60

Interferentes:
Hemólise. Armazenamento à temperatura ambiente.

Armazenamento:
Congelar amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Osteocalcina, Cálcio, Hidroxiprolina urinária, Isoenzimas da Fosfatase alcalina.

Método:
1 - para-nitrofenilfosfato – automatizado a +37ºC.
Dosagem por diferença, antes e após inibição térmica da fração óssea, a exatos +56,00 ± 0,01ºC durante 15 minutos. Moss et al.
Método II: AEROSET/ARCHITECT c8000
2 - ELISA.

Interpretação:
Indica atividade osteoblástica e formação óssea.
A BSAP e a Osteocalcina são os marcadores mais efetivos e úteis no monitoramento clínico da formação óssea e da terapia antirreabsortiva (estrógenos, bifosfonatos, raloxifeno). Uma diminuição de 30 % ± após 6 meses de tratamento, com retorno aos valores da pré-menopausa, indicam eficácia terapêutica e predizem um ganho significativo de densitometria óssea para os anos seguintes.
AUMENTO: D. de Paget. Tumor ósseo primitivo.
Metástases ósseas osteoblásticas (câncer de mama e de próstata). Metástases ósseas osteolíticas.
Sarcomas osteoblásticos. Hiperfosfatasemia benigna do adulto. Hiperfosfatasemia transitória da infância.
D. de Von Recklinghausen. D. de Gaucher. D. de Niemann-Pick. Hipertireoidismo.
Hiperparatireoidismo. Insuficiência renal. Cirrose hepática. Osteoporose. Osteomalacia. Raquitismo.
Mieloma. S. de Toni-Debré-Fanconi. Acidose tubular crônica.
DIMINUIÇÃO: Hipofosfatasemia ou afosfatasemia hereditária.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FOSFOLÍPIDES

CBHPM 4.03.01.92-3

AMB 28.01.088-4

Sinonímia:
Fosfolipídeos. Fosfoglicérides. Fosfatídeos. Po.
Fósforo orgânico.
Dosagem conjuntados seguintes fosfolípides:
Lecitinas (fosfatidil colina), Lisolecitina (lisofosfatidil colina), Cefalina, Esfingomielina, Fosfatidil serina, Fosfatidil inositol, Fosfatidil glicerol e Fosfatidil etanolamina.

Fisiologia:
Os fosfolípides são surfactantes e emulsificantes naturais constituídos por um álcool como o glicerol, uma ou duas moléculas de ácidos graxos e um composto esterificado ao ácido fosfórico. São encontrados em todos os vegetais e animais incluindo substâncias como lecitinas, cefalina e esfingomielina. As Lecitinas, por exemplo, são importantes constituintes do cérebro e dos tecidos nervosos e consistem de uma mistura de diglicérides de ácido esteárico, palmítico ou oléico, ligados ao éster colina do ácido fosfórico. O peso molecular das lecitinas varia conforme os ácidos graxos que as compõem.
Abaixo, a fórmula molecular da dipalmoil-lecitina, componente típico do cérebro, pulmões e baço:

Exemplo de fosfolípide:
DIPALMITOIL LECITINA

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Valor Normal:

Em fósforo orgânico

Em fosfolípides

53,2 a 127,7 mg/l

125,0 a 300,0 mg/dl

* Para obter fosfolípides em mg/dl a partir do fósforo orgânico em mg/l, multiplicar pelo fator 2,35 e, para vice-versa, dividir. Para concluir o valor dos Lípides totais sabendo as dosagens de fosfolípides, triglicérides e colesterol, aplica-se a fórmula:
LipT = (1,5037 × Col) + Tri + Fosf

onde 
LipT	= Lípides totais em mg/dl 
Col		= Colesterol total em mg/dl 
Tri		= Triglicérides em mg/dl 
Fosf	= Fosfolípides em mg/dl 

Método:
Separação do fósforo orgânico do inorgânico por precipitação ou extração. Digestão do material orgânico seguido de dosagem do fósforo orgânico.

Interpretação:
AUMENTO:
hepatopatias colestáticas. D. de Tangier, abetalipoproteinemia, hipobetalipoproteinemia, deficiência de lecitina-colesterol acil transferase (LCAT).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.rpi.edu/dept/bcbp/molbiochem/MBWeb/mb2/part1/lipoprot.htm
http://www.scientificpsychic.com/fitness/fattyacids2.html

FÓSFORO

FOSFATO

CBHPM 4.03.01.93-1

AMB 28.01.089-2

Sinonímia:
P. Pi. Fósforo inorgânico. Fosfato. Fosfatemia.
[HPO4]. [PO4]. Phosphorus. HPO4++. PO4+++.

Fisiologia:

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Cálcio, Fosfatase alcalina, Fosfatase ácida, Calciúria, Fosfatúria, PTH, Vitamina D.

Valor Normal:

Adultos

até 30 dias

1 a 12 meses

1 a 3 anos

4 a 6 anos

7 a 9 anos

10 a 12 anos

13 a 15 anos

16 a 18 anos

Homens

2,7 a 4,5 mg/dl

3,9 a 6,9 mg/dl

3,5 a 6,6 mg/dl

3,1 a 6,0 mg/dl

3,3 a 5,6 mg/dl

3,0 a 5,4 mg/dl

3,2 a 5,7 mg/dl

2,9 a 5,1 mg/dl

2,7 a 4,9 mg/dl

Mulheres

2,7 a 4,5 mg/dl

4,3 a 7,7 mg/dl

3,7 a 6,5 mg/dl

3,4 a 6,0 mg/dl

3,2 a 5,5 mg/dl

3,1 a 5,5 mg/dl

3,3 a 5,3 mg/dl

2,8 a 4,8 mg/dl

2,5 a 4,8 mg/dl

* Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,3229 ** Para obter valores em mEq/l, multiplicar os mg/dl por 0,5882

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Molibdato - UV - Automatizado.

Interpretação:
AUMENTO: pseudo e hipoparatireoidismo, hipertireoidismo, insuficiência renal, S. de Burnett, ingestão abusiva de fosfato, intoxicação por vitamina D, acromegalia, fraturas em consolidação, insuficiência hepática aguda grave, leucemia mielóide crônica, insuficiência supra-renal, obstrução intestinal, coma diabético, acidose, rabdomiólise, hemólise, calcinose tumoral, S. de lise tumoral, hipertermia maligna, anemia falciforme.
DIMINUIÇÃO: hiperparatireoidismo, falta de ingestão, má absorção intestinal, deficiência de vitamina D, esteatorréia, osteomalacia oncogênica, S. de Fanconi, S. renais dos túbulos proximais, câncer metastático, linfomas: de Burkitt, histiocítico e mielomonocítico agudo; hipofosfatemia familiar, pneumonia por legionella, hiperaldosteronismo, raquitismo tipo II, D. de Wilson, sepse por Gram negativos, uso de corticóides, estrogênio, sais de alumínio, alcalose respiratória.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e01500.html
http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/tabelaperiodica1.htm
http://www.tabelaperiodica.hpg.ig.com.br

FÓSFORO, CLEARANCE DE

CLEARANCE DE FOSFATO

CBHPM 4.03.01.51-6

AMB 28.01.043-4

Sinonímia:
Clearance ou depuração de fósforo ou de fosfato.

Fisiologia:
Massa molecular = 30,97376 g/mol
A fosfatúria sofre uma variação nictemeral: ela aumenta durante o dia até atingir seu pico máximo entre as 15 e as 16 horas.

Material Biológico:
Soro e urina.

Coleta:
Soro: volume mínimo 1,0 ml
Urina: alíquota de ao menos 10,0 ml informando o volume total urinário e o tempo de coleta.
Urina de 24 horas, 12 horas, 6 horas ou 3 horas para que seja medido o volume urinário e calculada a diurese em ml de urina/min.

Armazenamento:
Refrigerar a urina entre +2 a +8ºC durante o período de coleta e até a hora de levá-la ao laboratório.

Valor Normal:
10,0 a 12,0 ml plasma/min

Interferentes:
Medicamentos: contendo fosfatos.

Método:
Molibdato - UV - Automatizado.
Aplicar a equação:

onde: 
Clear	= Clearance de Fósforo em ml plasma/min 
FU		= Fósforo urinário em mg/dl 
Diu		= Diurese em ml/min 
FS		= Fósforo sérico em mg/dl
onde: 
Diu		= Diurese em ml/min 
vol		= volume de urina em ml 
tempo	= tempo de coleta em minutos

IEP – ÍNDICE DE EXCREÇÃO DE FÓSFORO DE NORDIN E FRASER.
O Índice de exceção do fósforo (IEP) é a diferença entre o valor medido da relação Cp/Ccr, obtido calculando-se a proporção de fósforo filtrado que não é reabsorvido pelo túbulo renal, isto é, a relação direta entre o Clearance de fósforo (Cp) e o Clearance de creatinina (Ccr), e o valor calculado da fosforemia conforme abaixo:

onde: 
IEP	= Índice de Excreção de fósforo 
Cp	= Clearance de fósforo em mg plasma/min 
Ccr	= Clearance de creatinina em mg plasma/min 
FS	= Fósforo sérico em mg/dl   

Interpretação: o Índice é anormal se a diferença for superior a +0,09 ou inferior a -0,09.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FÓSFORO URINÁRIO

FOSFATO URINÁRIO

CBHPM 4.03.01.93-1

AMB 28.01.089-2

Sinonímia:
Fosfatúria.

Fisiologia:
Massa molecular = 30,97376 g/mol
A fosfatúria sofre uma variação nictemeral: ela aumenta durante o dia até atingir seu pico máximo entre as 15 e as 16 horas.

Material Biológico:
Urina de 24 horas.

Coleta:
Urina volume mínimo: 10 ml
Coleta-se urina de 24 horas em frasco contendo 20 ml de HCl a 50 % por litro de urina. Manter a urina sob refrigeração durante a coleta. Aliquotar 10 ml da urina e enviar ao laboratório informando o volume total.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Cálcio, Fósforo sérico, Perfil para nefrolitíase, Calciúria de 24 horas.

Valor Normal:

FÓSFORO URINÁRIO – HOMENS

IDADE anos

1,00

1,25

1,50

2,0

2,5

3,0

3,5

4,0

4,5

5,0

5,5

6,0

6,5

7,0

7,5

8,0

8,5

9,0

9,5

10,0

10,5

11,0

11,5

12,0

12,5

13,0

13,5

14,0

14,5

15,0

15,5

16,0

16,5

17,0

17,5

Adulto

ALÍQUOTA mg/dl

21,3 a 87,3

20,4 a 83,4

19,9 a 80,4

18,8 a 75,3

18,6 a 79,7

19,3 a 87,9

19,2 a 91,6

19,0 a 95,0

18,9 a 98,3

18,2 a 98,1

17,8 a 100,3

17,3 a 102,4

16,9 a 116,2

16,4 a 128,9

16,9 a 138,5

17,3 a 147,4

17,2 a 159,9

17,2 a 171,8

17,4 a 190,9

17,6 a 209,0

18,5 a 217,3

19,4 a 225,4

20,1 a 232,4

20,8 a 238,9

21,9 a 238,3

23,0 a 237,7

24,0 a 237,4

24,8 a 237,2

26,6 a 232,4

28,1 a 227,1

29,5 a 225,8

30,7 a 223,6

32,7 a 227,8

34,7 a 232,0

36,7 a 269,5

38,6 a 306,5

URINA 24 h mg/24 h

95 a 195

96 a 196

98 a 198

100 a 200

105 a 225

110 a 250

115 a 275

120 a 300

125 a 325

130 a 350

133 a 375

135 a 400

138 a 475

140 a 550

150 a 615

160 a 680

165 a 765

170 a 850

178 a 975

185 a 1.100

200 a 1.175

215 a 1.250

230 a 1.330

245 a 1.410

268 a 1.455

290 a 1.500

318 a 1.575

345 a 1.650

383 a 1.675

420 a 1.700

450 a 1.725

480 a 1.750

520 a 1.810

560 a 1.870

595 a 2.185

630 a 2.500

/CREATININA mg/g Creatinina

237,5 a 4.333,3

218,2 a 3.563,6

200,0 a 3.046,2

185,2 a 2.666,7

175,0 a 2.571,4

166,7 a 2.500,0

157,5 a 2.444,4

150,0 a 2.400,0

138,9 a 2.363,6

130,0 a 2.333,3

120,9 a 2.238,8

112,5 a 2.162,2

106,2 a 2.345,7

100,0 a 2.500,0

100,0 a 2.589,5

100,0 a 2.666,7

97,1 a 2.807,3

94,4 a 2.931,0

91,8 a 3.170,7

88,9 a 3.384,6

90,1 a 3.357,1

91,1 a 3.333,3

92,0 a 3.325,0

92,8 a 3.317,6

96,4 a 3.233,3

99,3 a 3.157,9

103,9 a 3.150,0

107,8 a 3.142,9

116,8 a 3.045,5

125,0 a 2.956,5

130,8 a 2.961,4

136,4 a 2.966,1

144,4 a 3.029,3

152,2 a 3.090,9

158,2 a 3.567,3

164,1 a 4.032,3

FÓSFORO URINÁRIO – MULHERES

IDADE anos

1,00

1,25

1,50

2,0

2,5

3,0

3,5

4,0

4,5

5,0

5,5

6,0

6,5

7,0

7,5

8,0

8,5

9,0

9,5

10,0

10,5

11,0

11,5

12,0

12,5

13,0

13,5

14,0

14,5

15,0

15,5

16,0

16,5

17,0

17,5

Adulta

ALÍQUOTA mg/dl

21,3 a 87,3

20,4 a 83,4

19,9 a 80,4

18,8 a 75,3

18,6 a 79,7

19,5 a 88,7

19,3 a 92,3

19,1 a 95,3

18,9 a 98,1

18,7 a 100,5

18,2 a 102,8

17,7 a 105,1

17,3 a 119,2

16,8 a 132,3

17,3 a 142,0

17,8 a 151,2

17,7 a 164,3

17,7 a 176,7

17,8 a 195,3

17,9 a 212,9

18,6 a 218,3

19,2 a 223,4

19,7 a 228,4

20,2 a 232,5

21,3 a 230,9

22,1 a 229,1

23,7 a 234,6

25,1 a 239,8

27,5 a 240,1

29,7 a 240,7

31,6 a 241,9

33,4 a 243,4

36,0 a 250,5

38,6 a 257,8

41,0 a 300,8

43,3 a 343,6

URINA 24 h mg/24 h

95 a 195

96 a 196

98 a 198

100 a 200

105 a 225

110 a 250

115 a 275

120 a 300

125 a 325

130 a 350

133 a 375

135 a 400

138 a 475

140 a 550

150 a 615

160 a 680

165 a 765

170 a 850

178 a 975

185 a 1.100

200 a 1.175

215 a 1.250

230 a 1.330

245 a 1.410

268 a 1.455

290 a 1.500

318 a 1.575

345 a 1.650

383 a 1.675

420 a 1.700

450 a 1.725

480 a 1.750

520 a 1.810

560 a 1.870

595 a 2.185

630 a 2.500

/CREATININA mg/g Creatinina

237,5 a 4.333,3

218,2 a 3.563,6

200,0 a 3.046,2

185,2 a 2.666,7

175,0 a 2.812,5

166,7 a 2.941,2

157,5 a 3.142,9

150,0 a 3.333,3

140,4 a 3.421,1

132,7 a 3.500,0

124,3 a 3.125,0

116,4 a 2.857,1

110,4 a 2.968,8

104,5 a 3.055,6

104,9 a 3.075,0

105,3 a 3.090,9

102,5 a 3.187,5

100,0 a 3.269,2

99,4 a 3.362,1

98,4 a 3.666,7

101,5 a 3.730,2

104,4 a 3.787,9

107,0 a 3.855,1

109,4 a 3.916,7

115,0 a 3.880,0

119,8 a 3.846,2

126,7 a 3.888,9

132,7 a 3.928,6

146,7 a 3.850,6

160,3 a 3.777,8

171,1 a 3.833,3

181,8 a 3.888,9

196,2 a 4.022,2

210,5 a 4.155,6

222,8 a 4.855,6

235,1 a 5.555,6

* Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,3229 ** Para obter valores em mmol/24 horas, multiplicar os mg/24 horas por 0,03229 *** Para obter valores em mEq/l, multiplicar os mg/dl por 0,499. **** Para obter valores em mg/l, multiplicar os mg/dl por 10

Método:
Molibdato - UV - Automatizado.

Interpretação:
Excreção urinária aumentada de fósforo ocorre no hiperparatireoidismo.
Excreção diminuída é encontrada no hipoparatireoidismo e no pseudo-hipoparatireoidismo.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FRAÇÃO DE EXCREÇÃO DE SÓDIO

FENa

Sinonímia:
FENa.

Material Biológico:
Soro e urina.

Coleta:
1,0 ml de soro e alíquota de 20 ml de urina podendo ser de amostra avulsa mas, de preferência, de urina de 24 horas.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Clearance de creatinina. Uréia.

Valor Normal:

0,5 a 1,0 %

1,1 a 2,9 %

Inf a 1,0 %

Sup a 3,0 %

valores % altos

NORMAL

"Borderline". Interpretar à luz do quadro clínico.

Perfusão renal diminuída (hipoperfusão).

Insuficiência renal. Necrose tubular aguda?

Hiperperfusão. Efeito de diuréticos.

Preparo do Paciente:
Se for coletar urina de 24 horas, manter os frascos em geladeira. Misturar o conteúdo de todos os frascos, medir o volume total e enviar uma alíquota de 20 ml. Informar o volume total.

Método:
Dosa-se a creatininemia (CrS), a creatininúria (CrU), a natremia (NaS) e e natriúria (NaU) e aplica-se a equação:

onde: 
FENa	= Fração de Excreção de Sódio em % 
NaU		= Sódio na urina em mEq/l ou mmol/l 
NaS		= Sódio sérico em mEq/l ou mmol/l 
CrU		= Creatinina na urina em mg/dl 
CrS		= Creatinina sérica em mg/dl

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FRIEDREICH, ATAXIA DE

MUTAÇÃO DO GENE X25

Sinonímia:
Ataxia de Friedreich. Degeneração espinocerebelar.
Mutação do gene X25. FRDA.

Fisiologia:
A ataxia de Friedreich é um distúrbio autossômico recessivo que se manifesta na infância ou na fase adulta jovem com quadro neurodegenerativo caracterizado por ataxia, perda dos reflexos tendinosos, fraqueza nos membros inferiores e das respostas dos MM. extensores plantares, disfunção cerebelar e distúrbios sensoriais.
Uma mutação instável no gene X25 do cromossomo 9 localizado em 9q13-9q21.1 está relacionada ao quadro.
A deficiência de Vitamina E conseqüente à sua má absorção intestinal pode levar a um quadro muito similar à ataxia de Friedreich.

Material Biológico:
Sangue com EDTA.

Coleta:
2,0 ml de sangue coletado com EDTA em tubo rigorosamente estéril.

Armazenamento:
Até 48 horas à temperatura ambiente.

Exames Afins:
Vitamina E.

Preparo do Paciente:
Jejum é desnecessário.

Método:
Biologia molecular.
PCR com DNA extraído de Leucócitos.

Interpretação:
Diagnóstico da mutação do gene X25 no cromossomo 9q13-9q21.1

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FRUTOSAMINA

PROTEÍNAS GLICADAS

CBHPM 4.03.01.95-8

AMB 28.01.155-4

Sinonímia:
Proteínas glicadas. Proteínas glicosiladas.
Glicoproteínas. Albumina e globulinas glicosiladas.

Fisiologia:
A ligação não-enzimática de glicose a aminas das proteínas plasmáticas formando cetoaminas (rearranjo de Amadori) constituem as proteínas glicadas ou a frutosamina. Como a principal proteína é a albumina e sua meia-vida (t½) plasmática é de ~ 20 dias, o nível de albumina glicada presta ao controle da glicemia referente ao período das duas a três últimas semanas.
A sua determinação é obtida pela redução do NBT (NitroBlue Tetrazolium) em condições alcalinas. A calibração é problemática pois não se dispõe de material de referência verdadeiro. Utiliza-se entãoum calibrador que pode ser o DMF (1-desoxi-1-morfolinofrutose) com o qual se obtém resultados em mmol/l de DMF ou a PLG (poli-L-lisina glicada) cujos resultados são apresentados em µmol/l de PLG.
A apresentação dos resultados é substancialmente diferente: os resultados em mmol/l de DMF (Normal de 2,0 a 2,8 mmol/l de DMF) são praticamente 10 vezes maiores que os obtidos em µmol/l de PLG (205 a 285 µmol/l de PLG).

Material Biológico:
Soro ou plasma heparinizado.

Coleta:
0,5 ml de soro ou plasma heparinizado.

Armazenamento:
Temperatura ambiente por até 3 dias.
Refrigerado entre +2 a +8ºC por até 2 semanas.
Congelado a –20ºC por até 2 meses.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
GTT, Glicemia, Hemoglobina Glicada.

Valor Normal:
Em casos de hemodiluição (por exemplo: gravidez) com normoproteinemia pode ser útil corrigir o resultado da frutosamina em relação às proteínas totais:

onde: 
Frutcorr	= Frutosamina corrigida em mmol/l ou em µmol/l 
Frutmed	= Frutosamina medida em mmol/l ou em µmol/l 
Pt		= Proteínas totais em g/dl

Em mmol/l de DMF

Normais não-diabéticos

Diabéticos

bem controlados

regularmente controlados

mal controlados

Muito mal controlados

até 2,80 mmol/l

2,81 a 3,20 mmol/l

3,21 a 3,70 mmol/l

3,71 a 4,75 mmol/l

acima de 4,75 mmol/l

Em µmol/l de PLG

Normais não-diabéticos

Diabéticos

bem controlados

regularmente controlados

mal controlados

muito mal controlados

205 a 285 µmol/l

286 a 339 µmol/l

340 a 399 µmol/l

400 a 475 µmol/l

acima de 475 µmol/l

* Para obter valores em µmol/l de PLG, multiplicar os mmol/l de DMF por 100 ** Para obter valores em mmol/l de DMF, multiplicar os µmol/l de PLG por 0,01

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Ácido ascórbico. Bilirrubinemia acima de 3,5 mg/dl

Método:
Redução do azul de nitrotetrazólio (NBT).
Sensibilidade analítica = 0,014 mmol/l ou 10 µmol/l conforme o calibrador (padrão) do método.

Interpretação:
A Frutosamina e a Hemoglobina glicada (HbA1c) servem de "radar" no controle da glicemia. A concentração da Frutosamina é o resultado da impregnação glicêmica de proteínas nas últimas duas a três semanas, enquanto que a HbA1c é o resultado da impregnação glicêmica da hemoglobina nas últimas seis a oito semanas (depende da vida média das hemácias que é de 120 dias). Assim, pode ocorrer Frutosamina elevada com HbA1c normal quando o paciente se descuidou terapêutica ou dieteticamente nas últimas duas ou três semanas. E pode ocorrer Frutosamina normal com HbA1c ainda elevada quando o paciente com a glicemia desregulada há mais de 3 semanas, se cuidou bem nas últimas duas ou três semanas. Sua utilidade principal consiste na avaliação do sucesso de uma alteração terapêutica na metade do tempo necessário, por exemplo, do que se fosse avaliada pela Hemoglobina glicada. É útil também quando hemoglobinas anormais do paciente impedem a utilização da HbA1c, como no caso de recém- nascidos suspeitos de diabetes com hemoglobina fetal elevada. Na interpretação do resultado é preciso levar em conta as alterações das proteínas plasmáticas tanto nos casos de nefropatia como nos de insuficiência hepática.
AUMENTO: diabetes descontrolada, hiperglicemia, estados hipernutricionais; hemoconcentração, hiperproteinemia.
DIMINUIÇÃO: ocorre relativamente, dependendo do controle da terapêutica do diabetes; hemodiluição, hipoproteinemia.

ÍNDICE DE DIABETES GESTACIONAL:

onde: 
IDG	= Índice de Diabetes Gestacional de Perea-Carrasco 
Fru	= Frutosamina em µmol/l de PLG 
Gli	= Glicemia, 1 hora após sobrecarga oral de 50 g de glicose anidra, em mg/dl 
Pt	= Proteínas totais em g/dl 

Interpretação:
(Cut-off = 27,20)

IDG

Até 25,84

25,85 a 28,56

Acima de 28,56

Diabetes gestacional (DG)

Ausência de DG

Faixa “borderline”

Presença de DG

Sensibilidade			= 98 % 
Especificidade			= 89 % 
Eficiência diagnóstica	= 90 % 
Likelihood ratio (+)		= 8,76 

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.jrsm.org/cgi/content/abstract/95/9/435

FRUTOSE

LEVULOSE

CBHPM 4.03.01.96-6

AMB 28.01.091-4

Sinonímia:
D(-)Frutose. D(-)Levulose. Açúcar de fruta. Açúcar de uva.

Fisiologia:
Fórmula molecular = C16H12O6
Massa molecular = 180,1548 g/mol

Material Biológico:
Esperma.

Coleta:
Coletar em vidro estéril.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC

Exames Afins:
Espermograma. Espermocultura.

Valor Normal:
150 a 500 mg/dl
* Para obter valores em mg/l, multiplicar os mg/dl por 10 ** Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,05551

Preparo do Paciente:
Abstinência sexual de 3 a 5 dias, nem mais nem menos.
Jejum alimentar desnecessário.

Método:
Colorimétrico.

Interpretação:
Valores baixos influem na fertilidade devido a alterações da motilidade e capacidade espermática.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FSH - HORMÔNIO FOLÍCULO-ESTIMULANTE

HORMÔNIO FOLÍCULO-ESTIMULANTE

CBHPM 4.07.12.28-1

AMB 28.05.031-2

Sinonímia:
FSH. Follicle-Stimulating Hormone.
Hormônio folículo-estimulante. Hormônio de maturação folicular. Hormônio gametogênico.
Folitropina. Gonadotrofina hipofisária.
Gonadotropina I. Relação LH/FSH.

Fisiologia:
O FSH é um hormônio polipeptídico (glicoproteína) secretado pelas células gonadotróficas (ou gonadotrópicas) basófilas da hipófise anterior.
Massa molecular = ± 35 kDa.
A sua secreção está na dependência de um fator hipotalâmico - o hormônio liberador do LH ou LH-RH e sofre ação concomitante do ritmo circadiano e do circalunar ou circamensal.
Um outro fator implica inibição da secreção do FSH: a Inibina secretada no homem pelas células de Sertoli e na mulher pelas células da granulosa.
O FSH age juntamente com o LH na estimulação das gônadas. Ele estimula o desenvolvimento do folículo de Graaf na mulher e a espermatogênese no homem.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.
Informar a DUM - primeiro dia da última menstruação ou o mês de gestação se for o caso.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 6 dias.
Congelar a -20ºC para períodos maiores.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
LH, Progesterona, Estradiol, Estímulo de FSH após LHRH (GnRH).

Valor Normal:

Mulheres

Fase folicular

Fase ovulatória

Fase lútea

Pós-menopausa

Terapia de reposição

Relação LH/FSH

Homens

Meninos

Até 2 semanas

3 sem. a 18 meses

19 meses a 7 anos

8 e 9 anos

10 e 11 anos

12 a 14 anos

15 a 18 anos

Tanner I

Tanner II

Tanner III

Tanner IV

Tanner V

Meninas

Até 2 semanas

3 sem. a 18 meses

19 meses a 7 anos

8 e 9 anos

10 e 11 anos

12 a 14 anos

15 a 18 anos

Tanner I

Tanner II

Tanner III

Tanner IV

Tanner V

3,0 a 10,9 mU/ml

3,9 a 34,5 mU/ml

0,1 a 9,7 mU/ml

25,8 a 134,8 mU/ml

2,4 a 30,9 mU/ml

superior a 1,5 ou 2,0 sugere o diagnóstico de S. de ovário policístico (Stein-Leventhal).

1,9 a 18,9 mU/ml

1,22 a 5,19 mU/ml

0,19 a 2,97 mU/ml

0,25 a 1,92 mU/ml

0,30 a 1,67 mU/ml

0,20 a 5,79 mU/ml

0,23 a 10,37 mU/ml

0,81 a 8,18 mU/ml

0,22 a 1,92 mU/ml

0,72 a 4,60 mU/ml

1,24 a 10,37 mU/ml

1,70 a 10,35 mU/ml

1,54 a 7,00 mU/ml

2,09 a 30,45 mU/ml

1,14 a 14,35 mU/ml

0,70 a 3,39 mU/ml

0,28 a 5,64 mU/ml

0,68 a 7,26 mU/ml

1,02 a 9,24 mU/ml

0,33 a 10,54 mU/ml

0,50 a 2,41 mU/ml

1,73 a 4,68 mU/ml

2,53 a 7,04 mU/ml

1,26 a 7,37 mU/ml

1,02 a 9,24 mU/ml

* mU/ml = U/l = mUI/ml = UI/l

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Descongelamentos repetidos.
DROGAS:
Aumento:
cetoconazol, clomifeno, L-Dopa; a curto prazo, leuprolida (Lupron®).
Diminuição: contraceptivos orais, estrógenos, fenotiazidas; a longo prazo, leuprolida (Lupron®).

Método:
CLEIA - Quimioluminescência.

Interpretação:
Útil no diagnóstico das disfunções gonadais, puberdade precoce e tratamento da infertilidade em homens e mulheres.
AUMENTO: hipogonadismo primário, tumores hipofisários secretores de gonadotropina, menopausa, vasectomia.
DIMINUIÇÃO: deficiência hipotalâmica de GnRH, deficiência hipofisária de FSH, produção de hormônios esteróides ectópica.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FSH E LH ESTIMULADOS POR CLOMIFENO

LH E FSH ESTIMULADOS POR CLOMIFENO

CBHPM 4.03.05.54-6
CBHPM 4.03.05.55-4

Sinonímia:
Na mulher: FSH, LH, Estradiol e Progesterona estimulados por Clomifeno.
No homem : FSH, LH e Testosterona estimulados por Clomifeno.
Citrato de Clomifeno, nomes comerciais: Clomid®, Serophene®.

Fisiologia:
O Clomifeno é um esteróide sintético que age sobre a regulagem hipotálamo-hipofisária. Possui atividade estrogênica fraca e antiestrogênica forte que estimula o hipotálamo a produzir gonadorrelina (GnRH) que, por sua vez, estimula a hipófise a produzir FSH e LH.
Esses, na mulher, estimulam os ovários fazendo o folículo produzir Estradiol e no homem, estimulam os testículos fazendo as células intersticiais de Leydig produzirem Testosterona.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
MULHERES:
2,0 ml de soro para cada ponto da curva, geralmente de 4 dias diferentes.
HOMENS:
2,0 ml de soro para cada ponto da curva, geralmente de 3 dias diferentes.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 6 dias.
Congelar a -20ºC para períodos maiores.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Valor Normal:

POSITIVO PARA INTEGRIDADE DO
EIXO HIPOTÁLAMO-HIPOFISÁRIO



FSH e LH aumentam ao menos 50%
a partir do 3º dia na mulher e do
5º dia no homem e, secundariamente,
aumentam o Estradiol e a Progesterona na
mulher ou a testosterona no homem

Preparo do Paciente:
MULHERES: a partir do 5º dia do ciclo menstrual para mulheres regradas ou a partir de qualquer dia em caso de amenorréia, administrar 100 mg por dia de clomifeno por via oral (2 comprimidos de 50 mg), durante 5 dias seguidos. Coletar as amostras de soro no 1º, 3º, 5º e 8º dias a partir da tomada da primeira dose de clomifeno. Quando possível, recomenda-se não iniciar o teste às 3as., 5as. ou domingos se o laboratório não abrir aos domingos.
Se houver interesse na dosagem da progesterona, uma amostra adicional deve ser coletada no 15º dia para supostamente cair na fase lútea.
Obs.: Como o clomifeno é indutor da ovulação, precauções devem ser tomadas se não houver interesse na gravidez; além do mais, ele é contra- indicado em pacientes grávidas.
HOMENS: coletar uma amostra de soro basal e administrar, a partir do dia seguinte, 100 mg de clomifeno por dia, via oral, durante 7 dias seguidos.
Coletar mais duas amostras de soro no 5º e no 7º dia da tomada de clomifeno.

Método:
Os dos hormônios solicitados. Ver estes.

Interpretação:
O teste é negativo se não houver modificação dos níveis de FSH e LH.
Ocorre nas amenorréias de origem psíquica - anorexia mental, voltando ao normal quando a paciente retoma peso e se normaliza psiquicamente.
Ocorre também na pré-puberdade, fase em que não há resposta ao clomifeno.
No homem, um aumento do FSH e do LH sem a respectiva resposta da testosterona tem relação com hipogonadismo de origem testicular.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FSH E LH ESTIMULADOS POR LHRH

LH E FSH ESTIMULADOS POR LHRH

CBHPM 4.03.05.54-6
CBHPM 4.03.05.55-4

Sinonímia:
LH estimulado por LHRH (GnRH). Teste de estímulo de FSH e LH após LHRH (GnRH). Teste com gonadorrelina ou fator liberador de gonadotrofinas. Nome comercial: Parlib® (Lab. Enila).

Material Biológico:
Soro. 5 amostras.

Coleta:
2,0 ml de soro para cada tempo da curva.
5 tubos identificados respectivamente com seu tempo.
Em mulheres anotar a DUM (1º dia da última menstruação).
Manter o(a) paciente em venoclise e coletar a amostra basal (zero). Injetar EV 100 µg (0,1 mg) de GnRH (Parlib). (HRF/GONADORRELINA/LHRH).
Cronometrar. Coletar as demais amostras aos 15, 30, 45 e 60 minutos.
Em mulheres, dosar também estradiol e progesterona na amostra basal. Em homens, dosar testosterona total basal.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
LH. FSH. Progesterona. Estradiol. Testosterona.

Valor Normal:

Pré-púberes

Homens

Mulheres

Fase folicular

O valor basal do LH pode não se alterar e o do FSH duplica

O valor basal do LH aumenta de 4 a 10 vezes e o do FSH de 1,2 a 2 vezes

o valor basal do LH aumenta 3 a 4 vezes

Preparo do Paciente:
Jejum de 10 horas desejável, mas não obrigatório. Água ad libitum. Em mulheres, não fazer o teste durante o período de ovulação. Fazê-lo até uma semana após ou uma semana antes do ciclo menstrual.

Interferentes:
Lipemia e hemólise.

Método:
Fluorimetria.

Interpretação:
O LHRH (LH Releasing Hormone) é o hormônio hipotalâmico liberador de LH e FSH. Quando injetado EV ele atua diretamente na hipófise liberando ambos.
O teste está indicado na avaliação da reserva e maturação das células hipofisárias produtoras de LH e FSH, como nas suspeitas de pan-hipopituitarismo, tumores hipotalâmicos e puberdade precoce.

Observação: O Parlib® não é mais produzido no Brasil. Pode-se substituí-lo pelo Relesactque é importado da Alemanha pela Tradfarma. Contato com Samantha pelos telefones 0800-170539 ou (11) 5539-6677.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FSH E LH SUPRIMIDOS POR ESTRADIOL

LH E FSH SUPRIMIDOS POR ESTRADIOL

CBHPM 4.03.05.54-6
CBHPM 4.03.05.55-4

Sinonímia:
LH e FSH deprimidos por estradiol. Teste de depressão de FSH e LH após estradiol.

Material Biológico:
Soro. 2 amostras.

Coleta:
2,0 ml de soro para cada dia.
2 tubos identificados respectivamente com seu dia, coletados no 1º e no 6º dia.
Em mulheres anotar a DUM (1º dia da última menstruação).

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
LH. FSH. Progesterona. Estradiol. Testosterona.

Valor Normal:

Homens

Mulheres em fase
folicular

Baixa dose: o LH do 6º dia deverá ter baixado ± a 50 % da dosagem do 1º dia.

Alta dose: o FSH do 6º dia deverá ter baixado ± a 50 % da dosagem do 1º dia.

Em mulheres normais o FSH e o LH do 6º dia deverá ter baixado ± a 50 % da
dosagem do 1º dia.

Preparo do Paciente:
Jejum de 10 horas desejável, mas não obrigatório. Água ad libitum .
Mulheres: administrar VO, 50 µg de etinilestradiol por dia, do 1º ao 5º dia. Fazer o teste durante a fase folicular do ciclo. (Uma semana após o ciclo menstrual).
Homens:
Baixa dose: administrar VO, 40 µg de etinilestradiol / 1,73 m² de superfície corporal, por dia, do 1º ao 5º dia. Começar a tomar apósa coleta de sangue do 1º dia.
Alta dose: administrar VO, 200 µg de etinilestradiol, por dia, do 1º ao 5º dia. Começar a tomar apósa coleta de sangue do 1º dia.

Obs.: Como não existe etinilestradiol no mercado sem ser associado a outros hormônios, é preciso mandar fazer as cápsulas com a dose recomendada em farmácia de manipulação.

Interferentes:
Lipemia e hemólise.

Cálculo da superfície corporal pela fórmula de Du Bois & Du Bois
(para pacientes com SCorp ≥ 0,60 m²):

onde: 
SCorp	= Superfície corporal em m², 
P 		= Peso do paciente em kg, 
G 		= Peso do paciente em g, 
A 		= Altura do paciente em cm.

Método:
Fluorimetria.

Interpretação:
Em mulheres normais o FSH e o LH do 6º dia deverá ter baixado ± a 50 % da dosagem do 1º dia. Em homens, após baixa dose, ocorre principalmente supressão do LH e após alta dose, supressão do FSH.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FSH E LH SUPRIMIDOS POR TESTOSTERONA

LH E FSH SUPRIMIDOS POR TESTOSTERONA

CBHPM 4.03.05.54-6
CBHPM 4.03.05.55-4

Sinonímia:
LH e FSH deprimidos por testosterona Teste de depressão de FSH e LH após testosterona.

Material Biológico:
Soro. 2 amostras.

Coleta:
2,0 ml de soro para cada dia.
2 tubos identificados respectivamente com seu dia, coletados no 1º, 4º, 6º e/ou no 7º dia.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
LH. FSH. Testosterona livre. Testosterona biodisponível.

Valor Normal:
Homens: O FSH e o LH do 2º tubo deverão ter baixado ± a 50 % da dosagem do 1º dia.

Preparo do Paciente:
Jejum de 10 horas desejável, mas não obrigatório. Água ad libitum.
Homens:
Aplicar IM, 5 a 15 mg de propionato de testosterona, diariamente durante 3 ou 5 dias. Começar a aplicar apósa coleta de sangue do 1º dia.
Se aplicado durante 3 dias, coletar o 2º tubo no 4º dia. Se aplicado durante 5 dias, coletar o 2º tubo no 6º dia.
Ou aplicar IM, 200 mg de enantato de testosterona (dose única) apósa coleta de sangue do 1º dia.
oletar o 2º tubo no 7º dia.

Interferentes:
Lipemia e hemólise.

Método:
Fluorimetria.

Interpretação:
Em homens normais o FSH e o LH do 2º dia deverão ter baixado ± a 50 % da dosagem do 1º dia.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

FTA-Abs

SÍFILIS

CBHPM 4.03.06.73-5
CBHPM 4.03.06.74-3

AMB 28.06.052-0

Sinonímia:
Fluorescent Treponemal Antibody Absorption.
IFI para sífilis.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a amostra a –20ºC

Exames Afins:
VDRL, RPR, MHA-TP, IgG e IgM anti-treponema (ELISA).

Valor Normal:
Não reagente

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Uso de drogas de abuso injetáveis como heroína.

Método:
Imunofluorescência indireta.

SENSIBILIDADE

Sífilis primária

Sífilis secundária

Sífilis latente

Sífilis terciária

ESPECIFICIDADE

86,0 %

99,9 %

99,9 %

96,0 %

97,0 %

FALSO-NEGATIVOS

14,0 %

0,1 %

0,1 %

4,0 %

FALSO-POSITIVOS

3,0 %

Interpretação:
Diagnóstico da presença de anticorpos anti- Treponema pallidum, agente etiológico da Sífilis (Lues).
Sífilis congênita: S. de Dennie-Marfan.
Só deve ser utilizado para confirmar VDRL ou RPR “Reagente”. Um resultado “Reagente” pode significar doença atual ativa, doença curada antiga, reação anamnéstica, "cicatriz imunológica", ou ainda, presença de anticorpos hereditários. O diagnóstico diferencial deve ser alicerçado no quadro clínico, no tratamento efetuado e na evolução dos títulos do VDRL.
Um VDRL “Não reagente” com FTA-Abs “Reagente” pode não representar a doença e não ter significado clínico. Ocorre em 3 % da população normal e é mais freqüente durante a gravidez. Falso-positivos ocorrem patologicamente na presença de globulinas anormais, na hipergamaglobulinemia, na presença de anticorpos heterófilos, na presença de anticorpos anti-nucleares (FAN), na infecção pelo Vírus do Herpes Simples (HSV), na presença de proteínas de fase aguda, na presença de crioaglutininas, na presença de anticorpos anti-Mycoplasma, na D. de Lyme, em outras treponematoses não-sifilíticas, nas doenças auto-imunes, no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), nas doenças do colágeno, na artrite reumatóide e também na leptospirose, rickettsioses, tuberculose, varicela, mononucleose infecciosa e hanseníase.

Treponematoses não-sifilíticas que podem podem positivar o FTA-Abs:

Treponema:

T. pallidum subespécie endemicus

T. pertenue

T. carateum

T. vincentii

T. phagedenis (T. de Reiter)

T. denticula

T. refringens (T. de Noguchi)

T. scoliodontum

T. orale

Doença ou localização

Bejel, sífilis endêmica

Bouba, framboesia, pian, yaws, papiloma zimótico

Pinta, caratê, cute

Angina Plaut-Vincent

Genitália masc/fem

Infecções endodônticas

Genitália masc/fem

Boca

Dentes

Patogenicidade

Sim

Sim

Sim

Sim

Não

Não

Não

Não

Não

Limitações do procedimento:
1 – Um teste sorológico como o FTA-Abs serve de auxiliar na detecção da infecção, mas não deve se tornar o único critério. O resultado do teste deve ser analisado em conjunto com as informações fornecidas pelo paciente, com a avaliação clínica, e com outros procedimentos diagnósticos disponíveis.
2 – O FTA-Abs não é recomendado como teste de rotina de triagem para sífilis. Quando o teste é amplamente aplicado numa população com baixo risco de sífilis, ele tenderá a apresentar alto índice de resultados falso-negativos e falso-positivos. O FTA-Abs deve apenas ser utilizado para confirmar os resultados “Reagentes” de outros testes de triagem mais sensíveis mas menos específicos no sentido de separar os resultados verdadeiramente positivos dos falso-positivos. O uso prévio de um outro teste de triagem na população tem o efeito de identificar os indivíduos aos quais o FTA-Abs deve ser aplicado.

Notas jurídicas:
Num caso de uma paciente grávida com VDRL “não-reagente” e com FTA-Abs “reagente” que processou o Laboratório por “danos morais”, o Juiz de Direito indagou ao perito do Laboratório Fleury:

A interpretação dos resultados auferidos.
“A presença de reatividade para anticorpos pela técnica de FTA-Abs pela imunofluorescência indica contacto com bactéria do gênero Treponema, embora inúmeras situações clínicas possam gerar resultados falsamente positivos. Não se pode concluir desse resultado, isoladamente, qualquer diagnóstico clínico, nem da ocorrência da doença no caso de reatividade, nem da ausência da doença no caso de não-reatividade. Além disso, mesmo que ocorresse reatividade verdadeira no teste de imunofluorescência, ela poderia ser decorrente de infecção por outras espécies de Treponema, tais como o pertenue e o carateum e, novamente, não ser decorrente da infecção pelo Treponema pallidum, agente causador da sífilis.”

O significado das expressões “reagente” e “não-reagente”.
“A expressão “reagente” empregada no resultado de um ensaio laboratorial que visa a busca de anticorpos contra um determinado agente infeccioso indica que foi obtido algum sinal de natureza física (luminosidade, cor, fluorescência) que, ao ser comparado a um valor limite definido para cada reação a partir de uma série de soros conhecidos reagentes e não-reagentes, mostra ser mais semelhante aos soros reagentes do que aos não-reagentes. Procura empregar-se essa nomenclatura para evitar as expressões “positivo” e “negativo”, as quais poderiam induzir a se fazer uma inferência clínica da presença de determinada doença, o que, como eu já citei anteriormente, não é possível.
Quanto ao termo “não-reagente”, similarmente, indica que o sinal físico obtido ficou distinto dos resultados dos soros-padrão “reagentes” e semelhantes àqueles sinais obtidos com os soros-padrão “não-reagentes”. Da mesma forma, não permite inferência a respeito da ausência de uma doença e, pela mesma razão, é evitada a expressão “negativa”.”

O resultado do exame elaborado pelo Laboratório traz como conclusão que a autora é portadora de sífilis?
“Não. A reatividade no teste de FTA-Abs (ainda que ‘confirmada’) indica que o indivíduo entrou em contato com o Treponemano passado. Apenas isso.
Essa pessoa pode ter tido a doença manifesta clinicamente ou não (isto é pode não ter percebido que teve a doença e até ter tido cura, sem o saber).
Esse exame, uma vez reagente, costuma perdurar reagente por toda a vida do indivíduo.”

O fato da autora se encontrar grávida gera alterações no organismo capazes de levar a um “falso-positivo”?
“Sim, dentre inúmeras outras, a gestação é referida nos compêndios médicos como uma das possibilidades de resultados falsamente reagentes nessa técnica (FTA-Abs).”

Na hipótese de “falso-positivo”, independente de sua causa, é recomendável a realização de novos exames para confirmação da veracidade do resultado? Trata-se de prática comum nos laboratórios de análise?
“A conclusão de que um determinado resultado de exame laboratorial é falsamente positivo é complexa.
Suspeita-se de que uma determinada reação tenha apresentado um resultado falso-positivo quando esse resultado está em desacordo com outros resultados obtidos na mesma técnica ou com outros resultados de técnicas empregadas para a mesma situação clínica, com as quais apresenta uma certa correlação.
No caso específico dos exames em avaliação, os testes de VDRL e FTA-Abs guardam uma certa correlação, embora esta não seja absoluta. Assim, uma vez que as 2 reações são empregadas na ocorrência ou na suspeita de sífilis, observa-se que a positividade do VDRL deve vir acompanhada, habitualmente, da positividade no FTA-Abs. Quando o teste de VDRL é reagente na ausência de reatividade no FTA-Abs, isso sugere uma doença agudíssima ou falsa positividade no VDRL, ou ainda, falsa-negatividade no FTA-Abs. Inúmeras situações clínicas, dentre as quais gravidez, porém muitas outras, já foram descritas e que podem estar associadas à ocorrência de resultados falsamente positivos no VDRL.
Como fica claro do que afirmei acima, para o laboratório é praticamente impossível saber se trata-se de resultado esperado (doença agudíssima), falsa-positividade ou falsa-negatividade de um ou outro teste, uma vez que não se tem dados do histórico do paciente. Assim, ao receber um resultado dessa natureza (VDRL reagente, FTA-Abs não-reagente), o clínico que solicitou os exames pode avaliar se, para aquela pessoa que se submeteu aos exames, se trata de resultados esperados ou falsamente positivos.
Eventualmente, pode não ser possível, com base nos dados do histórico do paciente definir se realmente se trata de um resultado falsamente reagente ou não e, nessas circunstâncias, repetir os exames depois de passados alguns dias, pode ajudar a esclarecer a situação.
Nesse caso, especificamente (resultado isoladamente reagente no FTA-Abs) é praticamente impossível, mesmo para o clínico, saber com certeza se trata-se de uma reatividade falsamente positiva, uma vez que existe a possibilidade da pessoa ter tido a doença no passado (e não ter tido ciência disso) e até mesmo ter sido curada (e não ter tido ciência disso).
Portanto, um resultado dessa natureza não permite que se defina como um resultado falsamente reagente.
Assim, respondendo à sua indagação, é recomendável que se repitam os exames dependendo de cada situação e essa decisão cabe ao clínico, uma vez que é detentor das informações históricas (epidemiológicas) do paciente, é sabedor de seu quadro clínico e pode avaliar a pertinência ou não dos 2 resultados.”

(Cópia do original à disposição de quem solicitar.)

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.phac-aspc.gc.ca/std-mts/csg-ldcm/lab_e.html
http://www.netfor.com.br/aprocura/medic/treponema.html

FUNGOS

MICOLÓGICO

CBHPM 4.03.10.23-0

AMB 28.10.028-0

Sinonímia:
Micológico direto. Pesquisa de fungos.
Fungo = bolor = mofo = cogumelo.

Material Biológico:
Diversos: Secreção vaginal, secreção uretral, raspado de pele, couro cabeludo, urina etc.

Coleta:
Lesões cutâneas.

1)- Anti-sepsia com álcool 70ºGL em toda a lesão e sua periferia.
2)- Após secar o álcool, colocar uma lâmina de vidro muito bem limpa abaixo da lesão e com a lâmina de um bisturi descartável, raspar (escarificar) cuidadosamente as bordas da lesão.
3)- Finda a coleta, lacrar o material sobrepondo outra lâmina limpa e juntá-las com fita crepe.
4)- Acondicionar na embalagem própria para transporte.
Lesões cutâneas com bolhas.
Fazer a limpeza com soro fisiológico estéril. Recortar o teto da bolha com tesoura ou bisturi descartável.
Coletar o líquido das bolhas sobre lâmina e depois proceder idem instrução anterior a partir do item 3.
Lesões de mucosas.
O material deve ser raspado com “swab” de algodão estéril (não utilizar cotonetes ou palinetes comerciais que são impregnados de substâncias germicidas).
Realizar 2 esfregaços em lâminas. Depois, idem instrução anterior a partir do item 3.
Unhas infectadas.
Raspar a região subungueal com bisturi descartável.
Idem a partir do item 3.
Couro cabeludo, barba, bigode, pêlos axilares ou púbicos.
Retirar os pêlos com pinça clínica descartável.
Depois, idem a partir do item 3.
Secreção de vias respiratórias.
O escarro deve ser coletado a partir de uma tosse produtiva, logo de manhã ao despertar. A boca deve ser enxaguada através de gargarejos e bochechos repetidos antes de coletar a amostra, a fim de diminuir a concentração de contaminantes da orofaringe. Não usar substâncias anti-sépticas – apenas água potável. O nariz deve ser assoado.
Provocar uma tosse profunda e coletar o escarro em frasco estéril de boca larga.
Atenção! Saliva não é escarro! Muco nasal também não é escarro! Escarro vem da traquéia, brônquios ou bronquíolos, seja, do pulmão. Ver mais detalhes de coleta no título “BAAR”.
Urina.
Coletar o jato médio, de preferência da primeira micção matutina, em frasco estéril.
Lesões subcutâneas fechadas.
Aspirar o abscesso ou a celulite com seringa e agulha estéreis. Este procedimento deve ser feito por médico ou enfermeiro.
Lesões subcutâneas abertas.
Coletar material com “swab” de algodão estéril, sem tocar nas bordas da lesão. Acondicionar a amostra em tubo com soro fisiológico estéril.
Secreção vaginal.
Coletar com “swab” de algodão estéril na parede vaginal e no colo do útero. Acondicionar o material em meio de transporte de Stuart* (para cultura), em tubo com soro fisiológico estéril e fazer 2 esfregaços em lâminas.
* Este meio gelatinoso deve ser de transparência vítrea podendo, no máximo, apresentar-se azulado na superfície. Se estiver todo azulado, precisa ser autoclavado de novo.
Secreção uretral.
Coletar o material com alça de “platina” ou descartável estéril. Acondicionar o material em meio de transporte de Stuart* (para cultura), em tubo com soro fisiológico estéril e fazer 2 esfregaços em lâminas.

Armazenamento:
Lesões secas : em placa de Petri ou entre lâminas.
Lesões úmidas : em tubo estéril com tampa.

Exames Afins:
Cultura para Fungos, Intradermorreações.

Valor Normal:
Negativo

Método:
Exame a fresco, após tratamento com hidróxido de potássio (KOH) ou após coloração.

Interpretação:
Exame útil no diagnóstico das micoses cutâneas e de mucosas.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com