E

E2018-09-05T14:43:14+00:00

Echovirus

Ecovirose

CBHPM 4.03.06.80-1

CBHPM 4.03.06.80-1

Sinonímia: ECHO = Enteric Cytopathogenic Human Orphan.
Ecovirose. Ecovírus. Enterovirus. Poliovirus. ICTVdB 00.052.0.01.004.03

Fisiologia: Taxonomia: Família Picornaviridae, Gênero Enterovirus, Espécie Poliovirus: Human ECHOvirus 1 a 33 (Sorotipos 1 a 33). O sorotipo 10 é o Reovirus sorotipo 1. O sorotipo 28 é o Rhinovirus sorotipo 1A. RNAvirus sem envelope.

Interpretação: Os ECHOvirus causam meningites assépticas e erupções rubeliformes.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ICTdb

ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA

HEMOGLOBINOGRAMA

CBHPM 4.03.04.35-3

AMB 28.04.043-0

Sinonímia: Estudo das hemoglobinas, Pesquisa de hemoglobinopatias. HPLC de hemoglobina. Eletroforese alcalina de hemoglobinas. Eletroforese ácida de hemoglobinas.
Obs.: a eletroforese de hemoglobina rotineira é a feita em pH alcalino. O médico precisa definir se deseja, também ou apenas, a feita em pH ácido, pois no caso de ambas, trata-se de um exame a mais.

Fisiologia: O termo "hemoglobina" foi utilizado pela primeira vez em 1862 por Hoppe-Seyler para designar o pigmento respiratório, transportador de O2, contido nos glóbulos vermelhos.
As hemoglobinas são tetrâmeros com massa molecular ~ 64.500 Da. Suas subunidades são idênticas duas a duas e se distinguem em tipos α e ß. O tipo α corresponde a cadeias polipeptídicas longas de 141 resíduos, tendo uma arginina na posição C-terminal e cuja síntese está sob controle dos genes localizados no cromossomo 16. As cadeias do tipo ß possuem 146 resíduos e terminam por uma histidina; a sua síntese é comandada por genes situados no cromossomo 11. Cada hemoglobina é definida pela natureza das subunidades que a compõe. Cada subunidade tem por grupamento prostético uma molécula de heme que é um núcleo tetrapirrólico, centrado por um átomo de ferro, no qual a disposição dos substituintes metil, propil e vinil nos pirróis cíclicos é a da protoporfirina IX. Talassemias: ver classificação na página "Hemoglobina A2".
HEMOGLOBINA C (HbC): A HbC, oriunda da África ocidental, é a 2ª hemoglobina anormal mais freqüente no Brasil. Sua prevalência média é 0,6 % na população em estado de heterozigose, seja HbAC. Os portadores heterozigóticos HbAC são assintomáticos, não têm anemia e não apresentam aumento de destruição de eritrócitos. No esfregaço sangüíneo podem aparecer numerosas células em alvo. Os portadores homozigóticos HbCC apresentam anemia hemolítica crônica moderada, esplenomegalia, icterícia e sintomas clínicos como cansaço, fraqueza e desconforto abdominal.
HEMOGLOBINAS INSTÁVEIS (HbH): As hemoglobinas instáveis constituem um grupo de aproximadamente 150 tipos de hemoglobinas anormais responsáveis por anemias hemolíticas, agudas ou crônicas. Podem ser identificadas pela tendência de se precipitarem quando submetidas à desnaturação pelo calor (50 a 60ºC). Em pacientes esplenectomizados, com hemoglobinas instáveis, observam-se corpúsculos de Heinz nas hemácias do sangue periférico. Fisiologicamente, a instabilização da hemoglobina decorre de uma ligação anormal entre as cadeias alfa e beta ou na região interna da molécula que constitui o "pacote" do grupo heme, provocando a desestabilização entre as globinas alfa e beta, e afrouxamento do grupo heme. As globinas desestabilizadas se precipitam e formam os corpúsculos de Heinz. Estes, por sua vez, se fixam na membrana das hemácias por duplas ligações de enxofre, alterando-lhe a permeabilidade e a osmose, provocando, conseqüentemente, a sua destruição precoce e anemia.

Material Biológico: Sangue total com EDTA ou com heparina.

Coleta: Volume mínimo 3 ml de sangue total com EDTA ou heparina.

Armazenamento: Refrigerar a amostra a +4ºC. Nesta temperatura o sangue heparinizado se conserva durante 1 semana e o com EDTA durante até 3 semanas.

Exames Afins: Hemograma, Reticulócitos, Falcização, Pesquisa de corpúsculos de Heinz.

Valor Normal:

ACIMA DE 6 MESES DE IDADE

HbA1

HbA2

HbF

94,5 a 97,9 %

2,0 a 3,5 %

0,1 a 2,0 %

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método: HPLC ou fracionamento eletroforético sobre acetato de celulose.

Interpretação: Exame útil no diagnóstico diferencial das hemoglobinopatias.
Algumas outras hemoglobinas identificáveis: F = fetal, S = falciforme, C, D, G e E.
Ordem na fita e frações que migram juntas, na mesma posição, em eletroforese alcalina de pH = 8,6 a 8,9 (importante para diagnóstico diferencial):
H e J.

Bart's.

A3.

A1.

F e G.

S e D.

A2, C e E.

ponto de aplicação

O conhecimento das frações que migram juntas é importante para não supor a inexistência da(s) outra(s).
Por exemplo, altas porcentagens na faixa da HbA2 correspondem geralmente a uma alta percentagem de HbC com não mais do que 4 % de HbA2. A eletroforese ácida em pH = 6,2 serve para separar e identificar frações que migram juntas em pH = 8,6.

Ordem na fita e frações que migram juntas, na mesma posição em pH = 6,2:
F.

A1, A2, D, E, G.

S.

ponto de aplicação

C.

Serve, portanto, principalmente para diferenciar as frações A2 de C, S de D e A de F.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.ciencianews.com.br/hemoglobinas%20instaveis.htm

ELETROFORESE DE LIPOPROTEÍNAS

LIPIDOGRAMA

CBHPM 4.03.01.78-8

AMB 28.01.072-8

Sinonímia: Lipidograma. Lipidograma eletroforético. Fenotipagem das lipoproteínas.

Fisiologia: A eletroforese das lipoproteínas identifica 3 a 5 bandas:

I.
HDL = High Density Lipoprotein
Banda eletroforética anódica α.
Densidade = 1,063 a 1,210
Principal componente lipídico = Fosfolípides.

II.
Lp(a)
Banda eletroforética anódica entre α e pré-ß.

III.
VLDL = Very Low Density Lipoprotein
Banda eletroforética anódica pré-ß.
Densidade = 0,950 a 1,006
Principal componente lipídico = Triglicérides.

IV.
LDL = Low Density Lipoprotein
Banda eletroforética anódica ß.
Densidade = 1,010 a 1,063
Principal componente lipídico = Colesterol.

V.
QUILOMÍCRONS
Banda eletroforética neutra (permanece no ponto de aplicação).
Densidade = 0,950
Principal componente lipídico = Triglicérides livres.

Obs.: existe a fração IDL (Intermediary Density Lipoproteins) cuja densidade varia de 1,006 a 1,019 mas que não se separa eletroforeticamente, migrando junto com a VLDL na banda pré-ß.

Lipoproteínas: As lipoproteínas são complexos macromoleculares sintetizados no fígado e no intestino delgado, que transportam o colesterol e os triglicérides através da corrente sangüínea. São classificadas segundo suas características físico-químicas.
Lipoproteínas de Alta Densidade - HDL: As HDL são pequenas partículas constituídas por cerca de 50% de proteína, especialmente Apo A I e II, e pouca quantidade de Apo C e Apo E, 20% de colesterol, 30% de fosfolípides e traços de triglicérides. A HDL pode ser separada em duas subclasses principais: HDL 2 e HDL 3, que diferem em tamanho, densidade e composição, especialmente em relação ao tipo de apoproteínas. Cumprem o importante papel de levar o colesterol até o fígado diretamente ou transferindo ésteres de colesterol para outras lipoproteínas, especialmente as VLDL. É atribuído à fração HDL 2 o papel de proteção do desenvolvimento da aterosclerose.
Lipoproteínas de Baixa Densidade - LDL: A LDL representa 50% da massa total de lipoproteínas circulantes. São partículas bem menores, tão pequenas, que mesmo quando em grande quantidade não são capazes de turvar o plasma. O colesterol representa metade da massa da LDL. Cerca de 25% são proteínas, especialmente. Apo B-100 e pequenas quantidades de Apo C; o restante é constituído de fosfolípides e triglicérides. É a lipoproteína que mais carrega colesterol. Tem a função de transportá-lo para locais onde ele exerce uma função fisiológica, como por exemplo a síntese de esteróides. São, em sua maior parte, produzidas a partir das lipoproteínas VLDL. Sua concentração sérica guarda relação direta com o aumento do risco de aterogênese.
Lipoproteínas de Muito Baixa Densidade - VLDL: São partículas grandes, porém menores do que as partículas dos quilomícrons produzidas no fígado. São constituídas por 50% de triglicérides, 40% de colesterol e fosfolípides e 10% de proteínas, principalmente Apo B-100, Apo C e alguma Apo E. Têm como função o transporte dos triglicérides endógenos e do colesterol para os tecidos periféricos para serem armazenados ou utilizados como fonte de energia. Assim como os quilomícrons, são capazes de turvar o soro.
Quilomícrons: São grandes partículas produzidas pelas células intestinais, compostas de cerca de 85 a 95% de triglicérides de origem dietética (exógeno), pequena quantidade de colesterol livre e fosfolípides e 1 a 2% de proteínas. Por sua proporção lipídio/proteína, os quilomícrons flutuam, dando ao plasma um aspecto leitoso, formando, ainda, sobre ele, uma camada cremosa, quando deixado em repouso.

Material Biológico e Coleta: 1,0 ml de soro ou de plasma com EDTA.

Armazenamento: Refrigerar a +4ºC. O congelamento pode alterar as frações lipoprotéicas. Para exames que não forem executados no mesmo dia é preferível coletar plasma com EDTA, pois o EDTA preserva as lipoproteínas da oxidação.

Exames Afins: Colesterol total e frações HDL, LDL e VLDL. Triglicérides. Apolipoproteínas A1 e B. Lp(a). Homocisteína.

Valor Normal:

LIPOPROTEÍNA

Lípides totais

α-lipo (HDL)

Lp(a) §

Pré-ß-lipo (VLDL)

ß-lipo (LDL)

Quilomicrons

FAIXA EM %

100,0

9,8 a 46,2

0,0 a 4,0

0,0 a 29,6

40,7 a 71,9

0,0 a 1,8

FAIXA EM mg/dl

400,0 a 800,0

39,2 a 369,6

0,0 a 32,0

0,0 a 236,8

162,8 a 575,2

0,0 a 14,4

Preparo do Paciente: Até 1 ano : jejum de 3 a 4 horas.
De 1 a 5 anos: jejum de 6 a 8 horas.
De 6 a 10 anos: jejum de 10 a 12 horas.
Acima de 10 anos: Jejum de 12 a 14 horas.
Água ad libitum.

Método: Fracionamento sobre acetato de celulose. § Ocorre ocasionalmente conforme o método.

Interpretação: Útil no diagnóstico das dislipidemias primárias e secundárias.
Fenotipagem das hiperlipoproteinemias segundo Fredrickson.

FENOTIPAGEM DE FREDRICKSON:

TIPO

I - raro

IIa - comum

IIb - comum

III - raro

IV - comum

V - comum

Lipoprot. elevada

Quilo.

LDL

LDL e VLDL

Pré-ß

VLDL

Quilo. e VLDL

Colesterol

↔ ou ↑

↑↑

↑↑↑

↔ ou ↑

↑↑

Triglicérides

↑↑↑

↑ a ↑↑

↑↑ a ↑↑↑

↑↑ a ↑↑↑

↑↑↑

Aparência do soro

Sobrenadante cremoso

Claro ↔ Transparente

Turvo ↑ a ↑↑

Turvo ↑ a ↑↑

Turvo ↑↑ a ↑↑↑

Sobrenadante cremoso Turvo ↑↑ a ↑↑↑

Legenda:
↔ = Normal
↑ = Ligeiramente elevado
↑↑ = Moderadamente elevado
↑↑↑ = Francamente elevado

Abetalipoproteinemia: Abetalipoproteinemia congênita, S. de Bassen-Kronzweig.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.rpi.edu/dept/bcbp/molbiochem/MBWeb/mb2/part1/lipoprot.htm

ELETROFORESE DE PROTEÍNAS

PROTEINOGRAMA

CBHPM 4.03.01.76-1
CBHPM 4.03.01.71-7 (alta resolução)

AMB 28.01.073-6

Sinonímia: Proteinograma. Proteinograma eletroforético. EFP.

Fisiologia: Antes do desenvolvimento da eletroforese avaliavamse as proteínas séricas através de testes de sorofloculação. Os testes estimavam a presença de globulinas e de albumina em Unidades de Turvação MacLagan.
Os testes que precipitavam as frações α, ß e γ com inibição pela albumina eram: Takata-Ara, Formol-gel, Cefalina-colesterol, CdSO4 e Weltman. O teste que precipitava as frações ß e γ com inibição pela albumina chamava-se: Timol. Os testes que precipitavam γ com inibição pela albumina chamavam-se: Ouro coloidal e Hanger. Finalmente, os que precipitavam a fração γ sem inibição pela albumina eram: Kunkel, ZnSO4 e (NH4)2SO4. Modernamente todos esses testes foram abandonados e substituídos pela eletroforese de proteínas.

Material Biológico: Soro.

Coleta: Volume mínimo de 1,0 ml.

Armazenamento: Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins: Proteinúria, Proteína de Bence Jones, Provas de função hepática.

Valor Normal:

Proteínas Totais

Albumina

α-1 Globulina

α-2 Globulina

ß Globulina

γ Globulina

Relação A/G

100,0 %

58,8 a 69,6 %

1,8 a 3,8 %

3,7 a 13,1 %

8,9 a 13,6 %

8,4 a 18,3 %

-

6,40 a 8,20 g/dl

3,76 a 5,71 g/dl

0,12 a 0,31 g/dl

0,24 a 1,07 g/dl

0,57 a 1,12 g/dl

0,54 a 1,50 g/dl

1,43 a 2,29

Cálculo da Pressão Oncótica:
PO = [0,67 + (0,11 × Pt)] × [(23,23 × A)+ (18,86 × Pt)] onde:
PO = Pressão oncótica a +37ºC
Pt = Proteínas totais em g/dl
A = Albumina em g/dl
Normal: 280 a 480 mmH2O A partir do fracionamento eletroforético das proteínas pode-se deduzir o resultado de algumas provas de turvação antigas.

Cálculo da Prova da cefalina-colesterol de Hanger: H = γ/Alb onde:
H = Resultado numérico do Hanger
γ = Gama globulinas em g/dl
Alb = Albumina em g/dl

Interpretação:

H inferior a 0,2006

H entre 0,2006 e 0,3438

H superior a 0,3438

Hanger Positivo (por predomínio de Albumina)

Hanger Negativo

Hanger Positivo (por predomínio de γ globulina)

Cálculo das Unidades de Turvação MacLagan da Prova de Reinhold (Timol): UT = [1,1111 × (b + g )]- 0,2778 onde:
UT = Unidades de Turvação MacLagan
ß+γ = Soma das Beta + Gama globulinas em g/dl Normal 1,0 a 3,0 UT

Cálculo das Unidades de Turvação MacLagan da Prova de Kunkel: UT = (6,7797 × g )- 0,6102 onde:
UT = Unidades de Turvação Maclagan
γ = Gama globulinas em g/dl Normal 4,0 a 12,0 UT

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método: Fracionamento sobre acetato de celulose.

Interpretação: Útil na caracterização das disproteinemias das quais as mais comuns são: Hipoalbuminemia, Hipogamaglobulinemia, Hipergamaglobulinemia policlonal e monoclonal.

PRINCIPAIS PROTEÍNAS CONTIDAS NAS FRAÇÕES:

Prealbumina:

  • transtiretina/TBPA.

Albumina (ver em seu título próprio):

  • albumina sérica;
  • CPK1.

α-1 Globulinas:

  • α-1 antitripsina/α-1 antiplasmina. AUMENTO: gravidez, anticoncepcionais orais, fase aguda das SS. infecciosas, câncer de fígado, câncer de pâncreas, asma alérgica, após vacina TAB. DIMINUIÇÃO: enfisema pulmonar, deficiência congênita;
  • α-1 glicoproteína ácida 1;
  • α-1 glicoproteína ácida 2. AUMENTO: processos inflamatórios e degenerativos agudos e crônicos, infecções, artrite reumatóide, Lúpus Eritematoso Sistêmico, D. de Crohn, tumores e neoplasias metastáticas, infarto agudo do miocárdio, queimaduras. DIMINUIÇÃO: hepatopatias, S. nefrótica;
  • α-1 microglobulina;
  • α-1 antiquimiotripsinogenio;
  • α-1 feto proteína;
  • LDH1/LDHA;
  • α-lipoproteínas/HDL.

α-2 Globulinas:

  • α-2 macroglobulina. AUMENTO: S. nefrótica, gastroenteropatias com perda protéica, cirrose hepática, diabetes mellitus;
  • ceruloplasmina. AUMENTO: tumores, inflamações agudas e crônicas, artrite reumatóide, Lúpus Eritematoso Sistêmico, necrose tubular, infarto do miocárdio, hepatites, D. de Hodgkin. DIMINUIÇÃO: D. de Wilson, S. nefrótica, gastroenteropatias;
  • fosfatase alcalina hepática rápida;
  • Epo;
  • transcortina/CBG;
  • haptoglobina. AUMENTO: gravidez, anticonceptivos orais. SS. inflamatórias: reumatismos, colagenites, necroses teciduais (queimaduras, trauma cirúrgico, abscessos, tuberculose, infarto do miocárdio), S. nefrótica, cânceres, D. de Hodgkin, terapia com esteróides e cortisol. DIMINUIÇÃO: hemólise intravascular e insuficiência hepática. Ahaptoglobinemia. Anemia perniciosa, hemoglobinúria paroxística noturna, hemoglobinúria do frio, malária, policitemia vera, cirrose portal, mononucleose;
  • protrombina;
  • antitrombina III/cofator I da heparina;
  • pré ß-lipoproteínas/VLDL;
  • angiotensinogênio;
  • α-2 antiplasmina 1;
  • α-2 antiplasmina 2;
  • fosfatase alcalina hepática lenta;
  • fosfatase alcalina óssea;
  • osteocalcina;
  • ferritina. AUMENTO: sobrecargas marciais: hemocromatose idiopática, hemosiderose pós-tranfusional; anomalias da eritropoiese: anemia de Biermer (perniciosa), talassemia major, anemia sideroblástica; SS. inflamatórias; lises celulares: hepatite, infarto do miocárdio; câncer: as iso-ferritinas ácidas são mais específicas de células tumorais, particularmente do hepatocarcinoma; excesso de ingestão de Ferro: iatrogênica, automedicação, água ferruginosa (canos de ferro enferrujados, uso permanente de panelas de ferro). DIMINUIÇÃO: carência marcial (depleção do armazenamento do ferro).

ß-1 Globulinas:

  • ß-1 glicoproteína;
  • hemopexina. AUMENTO: hemocromatoses, reumatismos, processos inflamatórios e infecciosos e certos cânceres. DIMINUIÇÃO: hemólise intravascular.;
  • transferrina. AUMENTO: 3º trimestre da gravidez, contraceptivos orais, hemorragias, anemias hipocrômicas e microcíticas, policitemia, hepatite aguda. DIMINUIÇÃO: anemia perniciosa, talassemia, anemia falciforme, hemocromatose idiopática ou secundária (pós-transfusionais, cirrose), processos inflamatórios, infecções crônicas, câncer, S. nefrótica, carência protéica, insuficiência hepática;
  • ß lipoproteínas/LDL;
  • amilase salivar α1A;
  • amilase salivar α1B;
  • amilase salivar α1C.

ß-2 Globulinas:

  • complemento C3c: AUMENTO: DD. inflamatórias. DIMINUIÇÃO: o perfil dos componentes do complemento é característico para cada nefropatia: o CH50 está diminuído nas glomerulonefrites aguda e hipocomplementêmica, e também, no Lúpus eritematoso sistêmico (LES) com nefropatia, na síntese diminuída, catabolismo aumentado, artrite reumatóide, presença de complexos antígenoanticorpo e agregação de γ globulinas fixadas ou circulantes;
  • complemento C3;
  • complemento C4;
  • fosfatase alcalina renal;
  • CPK2;
  • ß-2 microglobulina;
  • ß-2 glicoproteína I;
  • LDH3/LDHC/LDHx;
  • IgA monoméricas.

γ Globulinas:

  • IgA monoméricas;
  • LDHx;
  • fibrinogênio;
  • IgM pentaméricas;
  • IgD;
  • LDH4/LDHD;
  • Amilase pancreática α2A;
  • Amilase pancreática α2B;
  • fosfatase alcalina placentária/ALPP;
  • fosfatase alcalina placentária-like 2/ALPPL2;
  • proteína "C" reativa;
  • plasminogênio;
  • IgG;
  • LDH5;
  • LDH6;
  • CPK3;
  • fosfatase alcalina intestinal/ALPI.

quilomicrons.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://focosi.altervista.org/blood.html

ELETROFORESE DE PROTEÍNAS LIQUÓRICAS

LIQUORPROTEINOGRAMA

CBHPM 4.03.09.06-1

AMB 28.09.004-7

Sinonímia: Eletroforese de proteínas do LCR. Eletroforese de liquor. Eletroforese de líquido céfalo-raquiano. Pesquisa de bandas oligoclonais.

Material Biológico: Liquor.

Coleta: 5 ml de liquor, apenas para este exame.

Valor Normal:

FRAÇÃO

Proteína

Pré-albumina

Albumina

Alfa-1 Globulina

Alfa-2 Globulina

Beta Globulina

Tau Globulina

Gama Globulina

SOMATÓRIOS

(Pr éAlb + Alb)

(Beta + Tau)

(ΣGlobulinas)

COEFICIENTES ESOTÉRICOS

[(Pr éAlb + Alb)/(∑ Globulinas)]

[(Beta + Tau)/(Pr éAlb + Alb)]

[Gama/(Beta + Tau)]

[(Gama)/(Pr éAlb + Alb)]

(Gama/Alb)

%

100,0

3,0 a 10,0

46,0 a 70,0

2,0 a 4,0

6,0 a 14,0

7,0 a 13,0

2,0 a 7,0

4,0 a 11,0

49,0 a 80,0

9,0 a 20,0

21,0 a 49,0

Índice

1,00 a 3,81

0,11 a 0,41

0,20 a 1,22

0,05 a 0,22

0,06 a 0,24

mg/dl

até 40,0

0,8 a 2,2

5,0 a 26,0

0,3 a 1,4

0,9 a 4,3

1,3 a 4,0

0,5 a 2,0

0,7 a 3,1

5,8 a 28,2

1,8 a 6,0

3,7 a 14,8

Método: Eletroforese em acetato de celulose após concentração 50:1 das proteínas em saco de diálise.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ELETROFORESE DE PROTEÍNAS URINÁRIAS

UROPROTEINOGRAMA

CBHPM 4.03.11.30-9

AMB 28.13.017-0

Sinonímia: Uroproteinograma. EFP Urinárias.

Material Biológico: Urina.

Coleta: alíquota de 20 ml de urina de amostra isolada coletada ao acaso, após repouso ou após exercício, ou: alíquota de 20 ml de urina de 24 horas coletada sem conservantes. Nesse caso, informar o volume total das 24 horas.

Exames Afins: Índices de seletividade glomerular.

Valor Normal:

FRAÇÃO

Proteína

Albumina

Alfa-1

Alfa-2

Beta

Gama

%

100

50 a 60

4 a 7

7 a 12

11 a 14

14 a 21

mg/dl

1,50 a 7,50

0,50 a 3,74

0,10 a 0,50

0,20 a 0,80

0,30 a 0,90

0,40 a 1,56

mg/24 h

24,0 a 60,0

8,0 a 29,9

1,6 a 4,0

3,2 a 6,4

4,8 a 7,2

6,4 a 12,5

* Para obter valores em g/l, dividir os mg/dl por 100
** Para obter valores em g/24 h, dividir os mg/24 h por 1.000

Interferentes: Hemoglobinúria.

Método: Eletroforese em acetato após concentração 50:1 da urina em saco de diálise. Proteínas urinárias totais: Bradford.

Interpretação: A Albuminúria quantificada pela eletroforese não é comparável à quantificação nefelométrica da Microalbuminúria. A presença de hemoglobinúria aumenta ligeiramente a dosagem das Proteínas totais urinárias.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ENOLASE NEURÔNIO ESPECÍFICO

NSE

CBHPM 4.03.01.79-6

AMB 28.01.169-4/96

Sinonímia: Neuron Specific Enolase. NSE. Enolase. 2-D-fosfoglicerato-hidrolase. Fosfopiruvato-desidratase. Fosfopiruvato hidratase. 2-Fosfoglicerato desidratase. Proteína 13-3-2. Enolase específica de Sistema Nervoso. Fosfoenolpiruvato hidratase. 2-Fosfo-D-glicerato hidro-liase.
EC 4.2.1.11

Fisiologia: A Enolase é a 11ª das 13 enzimas que intervêm na glicólise anaeróbia, a seqüência que transforma a glicose em lactato. Ela catalisa a transformação do 2-fosfoglicerato em fosfo-enol-piruvato. Existem várias isoenzimas da enolase resultantes da combinação 2 a 2 das três subunidades α, ß e γ. A subunidade ß é encontrada no tecido muscular enquanto que as subunidades α e γ são encontradas no tecido nervoso. No sistema nervoso, a isoenzima α-α provém das células gliais e as isoenzimas γ-γ e α-γ provêm dos neurônios. A NSE também está presente nas células endócrinas do sistema APUD (Amine Precursor Uptake and Decarboxylation), nos tumores dessas células e principalmente nos insulinomas, carcinóides intestinais, carcinomas medulares da tireóide, feocromocitomas, neuroblastomas e carcinoma de pequenas células pulmonares. A Enolase α-γ se encontra em hemácias e plaquetas.

Material Biológico: Soro.

Coleta: 1,0 ml de soro.

Valor Normal: Até 12,5 cg/l

Interferentes: Hemólise.

Método: Fluoroimunoensaio. Marcador 152Eu.

Interpretação: Útil no estadiamento de Carcinoma de pequenas células pulmonares e Neuroblastoma.

AUMENTO: neuroblastoma, feocromocitoma, tumores de pâncreas, carcinoma de pequenas células pulmonares, melanoma, carcinoma da tireóide, hipernefroma, tumor de Wilms.

QUADRO DE APLICAÇÕES ONCOLÓGICAS

ÓRGÃO-ALVO:

Avaliação da terapêutica

Monitoramento

Prognóstico

Metátases

Diagnóstico

"Screening"

Marcador associado

TU PULMÃO PEQUENAS CÉLULAS

+++

+++

++++

++

-

-

CEA

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.chem.qmul.ac.uk/iubmb/enzyme/EC4/2/1/11.html

EPINEFRINA

ADRENALINA

CBHPM 4.07.12.17-6

CBHPM 4.03.11.05-8

Sinonímia: Adrenalina. Amina simpaticomimética.

Fisiologia: Fórmula molecular = C9H13NO3
Massa molecular = 183,207 g/mol

Situação Metabólica:
NOREPINEFRINA (Noradrenalina)
Feniletanolamina N-metil transferase EPINEFRINA (Adrenalina)
Catecol 0-metil transferase ou
MonoAmina Oxidase (MAO)
METANEFRINA ou ÁCIDO VANILILMANDÉLICO (VMA)

Material Biológico: Urina de 24 horas. Plasma.

Coleta: Alíquota de 20 ml de urina de 24 horas. Informar o volume total ao laboratório. 4,0 ml de plasma com Heparina-EDTA-metabissulfito de sódio (solicitar ao laboratório).

Armazenamento: Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins: Norepinefrina. Dopamina. VMA.

Valor Normal:

Paciente deitado (supino)

Paciente de pé

MÉTODO I

até 150,0 pg/ml

Os limites do normal quase dobram em relação ao paciente

Adultos

3 a 15 anos

Deitado (pg/ml)

até 50,0

até 464,0

MÉTODO II

De pé (pg/ml)

até 95,0

URINA

Adultos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

3 a 8 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

9 a 12 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

13 a 17 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

0,12 a 3,00 µg/dl

2,0 a 24,0 µg/24 horas

0,49 a 37,04 µg/g Creatinina

0,71 a 53,57 µg/g Creatinina

0,10 a 1,77 µg/dl

1,0 a 7,0 µg/24 horas

0,58 a 50,66 µg/g Creatinina

0,60 a 59,11 µg/g Creatinina

0,08 a 1,52 µg/dl

1,0 a 8,0 µg/24 horas

0,35 a 25,72 µg/g Creatinina

0,43 a 28,10 µg/g Creatinina

0,07 a 1,52 µg/dl

1,0 a 11,0 µg/24 horas

0,32 a 20,23 µg/g Creatinina

0,40 a 24,47 µg/g Creatinina

URINA

até 1 ano

1 e 2 anos

até 2,5 µg/24 horas

até 3,5 µg/24 horas

* pg/ml = ng/l
** Para obter valores em nmol/24 h, multiplicar os µg/24 h por 5,4583

Método: HPLC.

Interpretação: Útil no diagnóstico de feocromocitoma, neuroblastoma e ganglioneuroma. Monitoração de remoção cirúrgica completa desses tumores e de suas recidivas.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

EPSTEIN BARR VÍRUS IgG e IgM

HHV-4 IgG e IgM (EBV-VCA)

CBHPM 4.03.07.56-5
CBHPM 4.03.07.57-3
CBHPM 4.03.07.58.1

AMB 28.06.135-7

Sinonímia: Anticorpos anti EB IgM. Anticorpos anti EB IgG Anticorpos anti VCA IgM. Anticorpos anti VCA IgG. Anticorpos anti EA[D]. Anticorpos anti EBNA1. Human Herpes Virus 4. HHV-4. Herpesvírus humano-4. EBV. ICTVdB 00.031.3.01.005

Fisiologia: Taxonomia: Família Herpesviridae, Subfamília Gammaherpesvirinae, Gênero Lymphocryptovirus, Espécie Human herpes virus 4. (Vírus de Epstein- Barr).
DNAvirus com envelope.
Foram identificados 2 tipos de vírus EB. O tipo "A" ou EBV1 predomina na América, Europa, Ásia e Norte da África. O tipo "B" ou EBV2 é mais freqüente na África Central e na Nova Guiné.
A transmissão entre humanos ocorre principalmente pela saliva. Após a penetração na orofaringe o vírus se multiplica in situ e os linfócitos B se infectam secundariamente por ocasião de sua passagem pelo tecido linfóide da faringe. As transmissões venéreas, sangüíneas, por transplantes e verticais são excepcionais.
Obs.: todas as medidas de tempo a seguir são tomadas a partir da data do contágio.
O 1º anticorpo anti-EB detectável é o IgM anti VCA (VCA = Virus Capsid/structural Antigen), que começa a se desenvolver a partir da 3ª semana e desaparecerá entre o 3º e o 4º mês. A partir da 4ª semana começa a ser produzido o IgG anti VCA que perdurará positivo durante toda a vida. Ao redor da 5ª semana aparecem os anticorpos anti EA[D] (EA = Early Antigen e [D] = Diffuse) que desaparecerão após alguns anos. Em seguida, a partir da 6ª ou 7ª semana aparecem os anticorpos heterófilos que desaparecerão após pouco mais de 15 meses. Finalmente, entre a 7ª e 8ª semana aparecem os anticorpos anti EBNA1 (Epstein Barr Nuclear Antigen 1) que também perdurarão por toda a vida.

Material Biológico: Soro.

Coleta: Volume mínimo de 1,0 ml

Armazenamento: Congelar a amostra a –20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins: Sorologia para Mononucleose, Sorologia para Toxoplasmose e Citomegalovírus.

Valor Normal: IgG e IgM: Até 20 UA/ml

* UA = Unidades Arbitrárias

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método: ELISA.
IgG:
Sensibilidade = 98,0 % = 2,0 % falso-negativos
Especificidade = 98,9 % = 1,1 % falso-positivos

IgM:
Sensibilidade = 96,0 % = 4,0 % falso-negativos
Especificidade = 98,0 % = 2,0 % falso-positivos

Interpretação: Diagnóstico e estadiamento de infecção pelo vírus Epstein-Barr, agente da mononucleose infecciosa.

EA[D] IgG

Neg

Neg

Neg - Pos - Neg

Pos - Neg

Neg - Pos

Pos - Pos

VCA IgM

Neg

Neg

Pos - Pos - Pos

Pos - Neg

Neg - Neg

Neg - Pos

VCA IgG

Neg

Pos

Neg - Pos - Pos

Pos - Pos

Pos - Pos

Pos - Pos

EBNA1 IgG

Neg

Pos

Neg - Neg - Neg

Pos(*) - Neg(*)

Pos(*) - Pos(*)

Pos(*) - Pos(*)

ESTÁDIO DA INFECÇÃO

Ebv Negativo

Infecção Pregressa

Estádop Inicial da Infecção

Fase Transitória de Infecção Primária

Fase de Convalescença

Reativação

(*) A ser retestado em nova amostra.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ICTdbhttp://www.panbio.com/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=39

EQUINOCOCOSE

HIDATIDOSE

CBHPM 4.03.06.81-0

AMB 28.06.046-6

Sinonímia: Echinococcus granulosus. Cisto hidático. Doença hidática unilocular.
Echinococcus multilocularis. Doença hidática multilocular (alveolar).
Echinococcus vogeli. Echinococcus oligarthus. Casoni = Intradermorreação para Equinococose.

Fisiologia: Zoonose. Cestódeo cosmopolita. Hospedeiros definitivos: mamíferos carnívoros da Família Canidae. Hospedeiros intermediários: mamíferos herbívoros e o homem. A infestação se dá pela ingestão de ovos eliminados nas fezes dos carnívoros, geralmente dos cães. Os embriões liberados dos ovos penetram a mucosa intestinal, passam pela veia porta e se instalam no fígado e pulmão como cistos hidáticos. Outras localizações são mais raras.

Taxonomia: Reino Eukaryotae, Sub-reino Metazoa, Divisão Platyhelminthes, Classe Cestoidea, Subclasse Cestoda, Ordem Cyclophyllidea, Família Taeniidae, Gênero Echinococcus, Espécie granulosus.

Material Biológico: Soro.

Coleta: 1,0 ml de soro.

Armazenamento: Refrigerar entre +2 a +8ºC

Valor Normal: Negativo ou Não Reagente

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método: Ouchterlony. Imunofluorescência.

Interpretação: Diagnóstico da hidatidose.
Em 5 a 10 % dos pacientes com cisticercose por Taenia solium ocorre reação positiva cruzada. Resultados falso-positivos e falso-negativos são comuns.

Imunofluorescência:

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/bv.fcgi?rid=mmed.figgrp.4693
http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/ImageLibrary/Echinococcosis_il.htm
http://www.cdfound.to.it/HTML/echi1.htm
http://www.cdfound.to.it/HTML/echi_mul.htm
http://www.cdfound.to.it/HTML/echi3.htm

ERITROGRAMA

SÉRIE VERMELHA

CBHPM

AMB 28.04.018-0

Sinonímia: Série vermelha. Hemácias. Glóbulos vermelhos. RBC. Hematoscopia*.
* Esta solicitação implica uma descrição detalhada da morfolgia dos eritrócitos.

Fisiologia: A eritropoiese é o processo natural de produção de eritrócitos que ocorre na medula óssea. Especificamente ocorre a partir dos Proeritroblastos, que são grandes células com nucléolos e citoplasma discretamente disformes. A partir desta célula origina-se por reprodução celular o Eritroblasto basófilo, que após 24 a 48 horas se transforma, por maturação, em Eritroblasto policromático. Esta célula vive em média 24 horas e se diferencia em Eritroblasto ortocromático que 12 horas depois, perde o seu núcleo e dá origem ao reticulócito. O reticulócito é um eritrócito grande e imaturo, com RNA ribossômico em quantidades variáveis no citoplasma. O reticulócito tem um período de vida médio de 3 dias, após o que se transforma em eritrócito e é liberado da medula óssea para o sangue circulante.

Material Biológico: Sangue total com EDTA.

Coleta: 3,0 ml de sangue total.

Armazenamento: Refrigerar entre +4 a +8ºC. Não congelar.

Exames Afins: Reticulócitos. Mielograma. Eletroforese de hemoglobinas. Falcização de hemácias. Curva de resistência globular.

Valor Normal: (Segundo Wintrobe)

ATÉ 1 MÊS

Eritrócitos

Hemoglobina

Hematócrito

VCM

HCM

CHCM

AMBOS OS SEXOS

2,7 a 5,8 M/µl

10,0 a 18,0 g/dl

27,7 a 58,4 %

86,0 a 120,0 fl

31,0 a 37,0 pg

30,8 a 36,0 g/dl

DE 1 MÊS A 1 ANO

Eritrócitos

Hemoglobina

Hematócrito

VCM

HCM

CHCM

AMBOS OS SEXOS

3,1 a 5,6 M/µl

10,0 a 14,0 g/dl

27,8 a 41,4 %

74,0 a 89,0 fl

25,0 a 32,0 pg

33,8 a 36,0 g/dl

DE 2 A 4 ANOS

Eritrócitos

Hemoglobina

Hematócrito

VCM

HCM

CHCM

AMBOS OS SEXOS

3,3 a 5,6 M//µl

10,5 a 14,5 g/dl

29,5 a 41,3 %

74,0 a 90,0 fl

26,0 a 32,0 pg

33,8 a 36,0 g/dl

DE 5 A 10 ANOS

Eritrócitos

Hemoglobina

Hematócrito

VCM

HCM

CHCM

AMBOS OS SEXOS

3,8 a 5,8 M//µl

12,0 a 15,0 g/dl

34,1 a 43,8 %

76,0 a 91,0 fl

26,0 a 32,0 pg

33,8 a 36,0 g/dl

DE 11 A 15 ANOS

Eritrócitos

Hemoglobina

Hematócrito

VCM

HCM

CHCM

AMBOS OS SEXOS

3,9 a 5,9 M/µl

12,0 a 16,0 g/dl

35,6 a 48,6 %

82,0 a 92,0 fl

27,0 a 31,0 pg

32,9 a 36,0 g/dl

A PARTIR DE 16 ANOS

Eritrócitos

Hemoglobina

Hematócrito

VCM

HCM

CHCM

MASCULINO

4,5 a 6,7 M/µl

14,0 a 18,0 g/dl

41,5 a 54,7 %

82,0 a 92,0 fl

27,0 a 31,0 pg

32,9 a 36,0 g/dl

A PARTIR DE 16 ANOS

Eritrócitos

Hemoglobina

Hematócrito

VCM

HCM

CHCM

FEMININO

3,9 a 5,9 M/µl

12,0 a 16,0 g/dl

35,6 a 48,6%

82,0 a 92,0 fl

27,0 a 31,0 pg

32,9 a 36,0 g/dl

Pacientes de cidades litorâneas (altitude ±2 m e pressão ±760 mmHg) apresentam valores, em média, 1 % mais baixos e os de cidades altas (altitude ±1.500 m e pressão ±650 mmHg) apresentam valores, em média, 1 % mais altos.

O valor médio da faixa de normalidade da HCM para qualquer altitude pode ser obtido aplicando a equação: HCM = (altitude + 53.333)/ 1.864 onde:
HCM = HCM média em pg
Altitude = altitude da cidade habitual do paciente em m

NOMENCLATURA MORFOLÓGICA DAS HEMÁCIAS:

Discócito, Discocitose

Poiquilocitose, Pecilocitose

Ovalócito, Ovalocitose

Eliptócito, Eliptocitose

Bacteriócito, Bacteriocitose

Esferócito, Esferocitose

Dacriócito, Dacriocitose

Drepanócito, Drepanocitose

Esquizócito, Esquizocitose

Leptócito, Leptocitose

"target-cells", Codócito, Codocitose

Estomatócito, Estomatocitose

Queratócitos, "burr-cells"

Acantócitos, Acantocitose

Crenócito, Crenocitose,
Equinócito, Equinocitose

hemácias normais, em disco, com dupla concavidade concêntrica.

hemácias com grande variedade de formas.

hemácias ovaladas, pouco alongadas.

hemácias ovaladas, mais ou menos alongadas.

hemácias ovaladas, muito alongadas lembrando bacilos.

hemácias esféricas com DGM de 4,5 a 6,0 µm.

hemácias em forma de lágrima ou piriformes.

hemácias falciformes, hemácias com formato de foice.

hemácias fragmentadas irregulares, com tamanhos e formas diversas,
em triângulo, casca, crescente etc.

hemácias com pouca espessura.

hemácias em forma de alvo ou com aspecto de sino.

hemácias apresentando área central com depressão
do tipo estoma (fenda lembrando "boca").

hemácias com expansões filiformes com pontas arredondadas lembrando chifres.

hemácias em anel, com protrusões citoplasmáticas vesiculares.

hemácias com espículas regulares e simétricas em sua superfície,
às vezes, lembrando roda denteada.

OUTROS ACHADOS

Corpúsculos de Howell-Jolly

Pleocitose


remanescentes nucleares apresentando-se como
grânulosexcêntricos intra-hemáticos.

Não é achado de eritrograma: é líquor compatível com meningite
bacteriana: há predomínio de polimorfonucleares acompanhado
de hiperproteinorraquia e de hipoglicorraquia.

Preparo do Paciente: Jejum não é necessário.

Interferentes: Hemólise, lipemia, crioaglutininas.

Método: Eritrócitos: contagem eletrônica.
Hemoglobina: dosagem pela cianometahemoglobina.
Hematócrito: centrifugação ou integração eletrônica.

CÁLCULO DOS ÍNDICES:

VOLUME CORPUSCULAR MÉDIO. VCM = (Htc × 10)/H onde:
VCM = Volume Corpuscular Médio em fl
Htc = Hematócrito em %
H = Eritrócitos em M/µl

HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA. HCM = (Hb × 10)/H onde:
HCM = Hemoglobina Corpuscular Média em pg
Hb = Hemoglobina em g/dl
H = Eritrócitos em M/µl

CONCENTRAÇÃO DE HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA. CHCM = (Hb × 10)/Htc onde:
CHCM = Concentração de Hemoglobina Globular
Média em g/dl (gramas de Hemoglobina
por dl de glóbulos)
Hb = Hemoglobina em g/dl
Htc = Hematócrito em %

Interpretação: Um diagnóstico diferencial para microcitose decorrente de anemia ferropriva ou de talassemia minor pode ser obtido através do Índice de Green & King: IGK = (RDW VCM²)/Hb × 100 onde:
VCM = Volume Corpuscular Médio em fl
RDW = Índice de anisocitose em %
Hb = Hemoglobina em g/dl

Interpretação:
IGK < 65 é sugestivo de talassemia minor
IGK > 65 é sugestivo de anemia ferropriva

ou através do Índice de Mentzer:
IM = VCM/H onde:
IM = Índice de Mentzer
VCM = volume corpuscular médio em fl
H = eritrócitos em M/cl

Interpretação:
IM < 13 é sugestivo de talassemia minor
IM > 13 é sugestivo de anemia ferropriva

ANEMIAS MACROCÍTICAS

MEGALOBLÁSTICAS:

  • Por deficiência de vitamina B12: dieta pobre em produtos animais; absorção prejudicada: anemia perniciosa, gastrectomia total, gastropatia grave, deficiência grave de Ferro, S. de má absorção, S. de "alça cega", difilobotríase; consumo aumentado: hipertireoidismo, gravidez, neoplasias;
  • Por deficiência de ácido fólico: dieta deficitária; absorção defeituosa: S. de má absorção, S. da "alça cega"; consumo aumentado: gravidez, anemia hemolítica, tumores malignos; utilização deficiente: insuficiência hepática, antagonistas do ácido fólico, anticonvulsivantes, escorbuto;
  • Anemias megaloblásticas "refratárias": tumores metastáticos em medula, leucemia, deficiência de piridoxina, insuficiência renal crônica, D. de Di Guglielmo, oroticosúria, hemocromatose.

NÃO-MEGALOBLÁSTICAS:

  • reticulocitose: anemia pós-hemorrágica, anemia hemolítica e anemias associadas a anemia normocítica;
  • hipotireoidismo, hepatopatia, anemia aplástica;
  • S. de Stryker-Halbeisen.

ANEMIAS MICROCÍTICAS


  • Por carência de ferro: hemorragias crônicas; ingestão deficiente de ferro; S. de má absorção; utilização aumentada de ferro: crescimento, gestações de repetição, menstruação; deficiência de piridoxina; perda de sangue sem sangramento externo: hemossiderose pulmonar idiopática, S. de Goodpasture, hemorragia retroperitonial;
  • PSEUDO ANEMIA FERROPRIVA: talassemia, S. de Rietti-Greppi-Micheli, anemia de Cooley; anemia hipocrômica hereditária; intoxicação por chumbo, benzeno, fluoreto e CO; hipotransferrinemia; anfotericina B.

ANEMIAS NORMOCÍTICAS

HEMORRÁGICAS: agudas ou crônicas.

DESTRUIÇÃO AUMENTADA DE ERITRÓCITOS: anemias hemolíticas.

INSUFICIÊNCIA MEDULAR:

  • aplásticas: idiopáticas; secundárias: congênita ou familiar, tumores tímicos; agentes físicos e químicos: regulares: irradiação por Raios X, radium, isótopos, 32P e explosões nucleares; benzeno; citolíticos: mostarda nitrogenada, temozolomida, bussulfan, uretana, 6-mercaptopurina, antagonistas do ácido fólico; eventuais: cloranfenicol, arsenobenzóis, mesantoína, trinitrotolueno, sais de ouro, antitireoidianos, anti-histamínicos, inseticidas, quinacrina, fenilbutazona, clorpromazina, meprobamato, corantes de cabelo, tetracloreto de carbono etc;
  • Mieloftísicas: carcinoma metastático de mama, pulmões, próstata, estômago, rim e tireóide; mieloma múltiplo; linfomas; granulomatoses difusas; xantomatoses; mielofibroses;
  • Congênitas (metabólicas): S. de Blackfan-Diamond.

ANEMIAS DAS INFECÇÕES CRÔNICAS: toda infecção crônica, insuficiência renal, insuficiência hepática, artrite reumatóide, tumores malignos, leucemia crônica, linfomas, mieloma múltiplo, hipotireoidismo, pan-hipopituitarismo, desnutrição, D. de Addison, insuficiência testicular.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.unilim.fr/medecine/fmc/hemato/dcem1/syndanem.htm
http://www.adhet.org/telechargements/hematologie_et_transfusion/3_ERYTHROCYTES.doc
http://focosi.altervista.org/blood.html

ERITROPOIETINA

EPO

CBHPM 4.03.05.29-5

AMB 28.05.093-2/96

Sinonímia: EPO. EPO Humana recombinante. r-HuEPO.

Fisiologia: A Eritropoietina é um hormônio glicoprotéico de 34 kDa, constituído por 166 aminoácidos. Duas pontes S-S e a presença de resíduos glicosil (39 %) são necessários à sua atividade. O gene da EPO se localiza no cromossomo 7. Sob estímulo de hipoxia, a EPO é produzida ~ 90 % nos rins, nas células epiteliais tubulares e nas endoteliais justaglomerulares e ~10 % no fígado. A EPO, pela intermediação de receptores membranários das CFU-E (Colony Forming Unit- Erythroid), estimula a produção de hemoglobina e a maturação dos pró-eritroblastos a partir de célulastronco hematopoiéticas. Patologicamente pode ser produzida em outros órgãos e por certas neoplasias.

CRONOBIOLOGIA: Observa-se um ciclo nictimeral (circadiano) de produção de EPO com taxas mínimas às 8 horas e máximas às 20 horas.

Material Biológico: Soro.

Coleta: 3,0 ml de soro.

Armazenamento: Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins: Hematócrito. Hemoglobina. Ferritina. Transferrina. Ferro.

Valor Normal:

Método I

2,4 a 33,0 mU/ml

Método II

8,7 a 18,3 mU/ml

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método: Quimioluminescência.

Interpretação:

AUMENTO:cardiopatia cianótica, shunts venosoarteriais, D. pulmonar hipoxêmica, habitantes de grandes altitudes, hemoglobinopatias com alta avidez por O2, S. de Cushing, estenose de artéria renal, rim policístico, carcinoma renal, hemangioblastoma cerebelar, feocromocitoma, hepatoma, nefroblastoma, leiomiomas, adenocarcinoma renal, sangrias ou doações repetidas, anabolizantes, "doping" sangüíneo, resistência medular aos efeitos da EPO.

DIMINUIÇÃO: insuficiência renal crônica, policitemia vera, poliglobulias primárias do tipo Vaquez, D. de Hodgkin, transfusões sangüíneas, estrógenos, câncer, AIDS, artrite reumatóide, colite ulcerativa, desnutrição.

Monitoramentoda terapêutica com EPO Humana recombinante (r-HuEPO) em pacientes com aplasia medular e anemia crônica na insuficiência renal, na pós-quimioterapia e na AIDS.

Eritropoietina em diferentes tipos de anemia:
20 a 200 mU/ml: anemia moderada, poliartrite reumatóide, DD. infecciosas crônicas, DD. inflamatórias crônicas.
200 a 2.000 mU/ml: anemia grave, mielodisplasia, AIDS.
2.000 a 20.000 mU/ml: anemia transfusional, anemia aplástica, anemia hemolítica.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ERROS INATOS DO METABOLISMO

CBHPM 4.03.11.11-2

AMB 28.13.018-9

Sinonímia: EIM. Melitúria. Cistinúria. Homocistinúria. Fenilcetonúria. Tirosinose. Mucopolissacaridoses. Melanina. Aminoacidopatias. Cetonúria.

Material Biológico: Urina.

Coleta: 50 ml de urina em amostra isolada ou 50 ml de urina de 24 horas.
Enviar ao laboratório no mesmo dia da coleta e informar o volume total de 24 horas, se for o caso.

Exames Afins: Aminoácidos plasmáticos e urinários livres. Testes do pezinho.

Valor Normal: Negativo para todas as provas

MÉTODO:

Melitúria, açúcares redutores

Cetonúria, cetoácidos.

Cistinúria, grupos sulfidrila.

Homocistinúria, grupos sulfidrila.

Fenilcetonúria,
metabólitos da fenilalanina.

Histidinúria

Tirosinose, metabólitos da tirosina.

Mucopolissacaridoses

Melanina

Aminoácidos

Ác. metilmalônico

"SCREENING":

Reação de Benedict.

Teste do NPNH (dinitrofenolhidrazida)

Reação de cianeto/nitroprussiato.

Reação de cianeto/nitroprussiato.

Reação do cloreto férrico. Teste de Guthrie.
Teste do NPNH (dinitrofenolhidrazida)

Teste do NPNH (dinitrofenolhidrazida).

Reação de nitrosonaftol. Reação do cloreto férrico.

Reação de cetavlon. Brometo de cetiltrimetilamônio.

Reação de cloreto férrico.

Prova da ninhidrina.

Reação da p-nitroanilina.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESCABIOSE

SARNA

CBHPM 4.03.10.38-8

Sinonímia: Sarcoptes scabiei var. hominis. Sarna. Scabies. Uma forma grave chamada sarna norueguesa é causada pelo Sarcoptes scabiei var. crustosae

Fisiologia: Doença parasitária cutânea causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis propagada por contato direto. Pode surpreender indivíduos com condições de higiene e nível sócio-econômico elevados. O aparecimento dos sintomas pode ocorrer até 6 meses após a primo-infestação. A fêmea do ácaro escava túneis na pele onde deposita seus ovos, produzindo erupção vesicular com intenso prurido. Uma família inteira pode ser acometida.

Taxonomia: Reino Eukaryotae, Sub-reino Metazoa, Divisão Arthropoda, Classe Arachnida, Gênero Sarcoptes, Espécie Scabiei.

Material Biológico: Pele, vesículas, pápulas, outros.

Coleta: Localizar, com ajuda de uma lupa, os túneis escavados que podem ter de 2 a 10 mm de comprimento. Os ovos podem estar em qualquer lugar do túnel, mas a fêmea adulta costuma ficar na parte terminal de um túnel novo. Raspar profundamente as lesões. Escolher lesões não escoriadas. Depositar algumas gotas de Nujol sobre a lesão e raspar com lâmina Nº 15 até iniciar sangramento puntiforme. Aplicar o material obtido sobre lâmina de vidro e cobrir com lamínula.

Armazenamento: Fixar o material biológico se coletado sem Nujol.

Exames Afins: Gram.

Valor Normal: Ausência de parasitas

Preparo do Paciente: Não fazer uso de nenhum tipo de medicação tóxica ao Sarcoptes scabiei, 24 horas antes da coleta.

Interferentes: Coleta inadequada. Uso de cremes ou pomadas.

Método: Microscopia a fresco. Pesquisa do parasita, seus ovos e dejetos.

Interpretação: Útil no auxílio diagnóstico da escabiose ou sarna. Um exame negativo não invalida a hipótese de escabiose.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/ImageLibrary/Scabies_il.htm

ESPERMOGRAMA

ESPERMOMETRIA

CBHPM 4.03.09.31-2

AMB 28.02.002-2

Sinonímia: 1 - Espermograma para avaliação de fertilidade. Kruger, T. F. = morfologia estrita.
2 - Espermograma pós-vasectomia # para avaliação de esterilidade.
3 - Espermograma para identificação de agentes infecciosos (espermocultura).
# Espermograma para controle de cirurgia de REVERSÃO de vasectomia é espermograma para avaliação de FERTILIDADE. Ver em "1".

Fisiologia: Os espermatozóides são produzidos nos testículos a uma temperatura entre 2 a 3ºC ABAIXO da temperatura corporal, portanto, entre +34 a +35ºC. Por este motivo é que a bolsa escrotal, através do músculo dartos, afastando ou aproximando os testículos da pelve, encontra a melhor temperatura à espermatogênese. Por este motivo, para homens com produção "borderline" de espermatozóides, são contra-indicadas as cuecas que não permitem o afastamento testicular.

Material Biológico: Esperma, sêmen ou líquido seminal.

Coleta: 1 - Para fertilidade: o material precisa chegar ao setor técnico do laboratório central em tempo hábil para fazer o 1º exame de motilidade, duas horas após a coleta. Deve, portanto, preferencialmente ser coletado no próprio laboratório central, mas pode ser em domicílio em condições especiais.
2 – Pós-vasectomia: o material não precisa ser examinado exatamente após duas horas, portanto, pode ser coletado no laboratório ou em domicílio.
3 - Para agentes infecciosos: o material só pode ser coletado no laboratório em frasco rigorosamente estéril.

Armazenamento: O sêmen, coletado em frasco de boca larga ou em placa de Petri, deve ser guardado, de preferência, a +37ºC ou à temperatura ambiente. Não refrigerar nem congelar.

Exames Afins: Teste pós-coito. Cultura seriada de Meares e Stamey. Pesquisa de espermatozóides urinários pós-coito.

Preparo do Paciente:
Para todos os casos: lavar o pênis repetidamente com água e sabão neutro, principalmente a glande e o prepúcio, removendo, se houver, o smegma prepucialis. Lavar também, repetidamente, as mãos.

1 - Para fertilidade: O paciente deve estar em abstinência sexual mínima de 3 dias e máxima de 5 dias (sem relações sexuais ou masturbações). Atenção: o dia seguinte ao da coleta precisa ser dia útil para o laboratório. Após urinar, coletar o material por masturbação com o cuidado de não perder nenhum volume da ejaculação total. Não pode ser coletado em preservativo, pois a presença de espermicida paralisa todos os espermatozóides.

2 – Pós-vasectomia: não há necessidade de abstenção sexual e não importa se o dia seguinte for útil ou não. Pode ser coletado por masturbação ou em preservativo.

3 - Para agentes infecciosos: Além da citada lavagem do pênis e das mãos, desinfetar as mãos duas vezes com álcool 70ºGL. Não há necessidade de abstinência sexual. Não importa se o dia seguinte for útil ou não. Após urinar, coletar o material por masturbação para um frasco rigorosamente estéril, tomando o máximo cuidado para não contaminá-lo acidentalmente. Não pode ser coletado em preservativo. O material não deve ser transportado para evitar contaminação exógena.

Método:
1 - Estudo das propriedades físicas e químicas do sêmen, contagem de células e de espermatozóides, estudo de sua motilidade e morfologia.
2 - Contagem dos espermatozóides.
3 - Cultura em meios apropriados, identificação do microrganismo e antibiograma, se solicitado. Contagem de leucócitos no esperma.

VALORES DE REFERÊNCIA

PROPRIEDADES FÍSICAS:

Volume

pH

Liquefação

Viscosidade

Cor

CONTAGEM:

Espermatozóides/ml

Espermatozóides/ejaculação

MOTILIDADE:

Esp. móveis, direcionais rápidos

Esp. móveis, direcionais lentos

Esp. móveis não-direcionais

Esp. imóveis

MORFOLOGIA ESCRITA:(Kruger)

Espermatozóides normais

Espermatozóides amorfos

VITALIDADE: (eosina)

Espermatozóides vivos

Espermatozóides mortos

CÉLULAS: (teste de Endz)

Leucócitos

Células redondas

Eritrócitos

NORMAL

2,0 a 5,0 ml

7,0 a 8,5

< 30 minutos

branco opalescente

> 20.000.000/ml

> 50.000.000/ejac.

%

%

%

%

> 14 %

< 14 %

> 50 %

< 50 %

< 1.000.000/ml

< 5.000.000/ml

ausentes

Composição bioquímica do plasma seminal: aboutonia, ácido ascórbico, antígenos do grupo sangüíneo, cálcio, cloro, colesterol, colina, ácido cítrico, creatina, creatinina, DNA, frutose, glutationa, hialuronidase, inositol, ácido láctico, magnésio, nitrogênio gasoso dissolvido, fósforo, potássio, purinas, pirimidinas, ácido pirúvico, sódio, sorbitol, espermidina, espermina, uréia, ácido úrico, vitamina B12, zinco, esteróides andrógenos: testosterona, ácidos graxos insaturados, fosfolípides e... PROSTAGLANDINA E-1.

Interpretação: 1 e 2 - Para fertilidade e esterilidade: classifica-se o esperma em amostra fértil, pouco fértil ou infértil.
AZOOSPERMIA, OLIGOSPERMIA, OLIGOZOOSPERMIA, OLIGOASTENOZOOSPERMIA, ASTENOZOOSPERMIA, OLIGOASTENOTERATOZOOSPERMIA, TERATOZOOSPERMIA, POLIZOOSPERMIA.

DIMINUIÇÃO DE NÚMERO, DE MOTILIDADE E/OU ALTERAÇÃO DA MORFOLOGIA: Agenesia de segmentos da via seminal, infecção, traumatismo, torção de cordão espermático, vasectomia, S. de Del Castillo Trabucco e La Balze, S. de Klinefelter, S. de Reifenstein, S. de Steiner, orquite pós-parotidite, criptorquidia bilateral, irradiação, citostáticos, S. de Kallman, panhipopituitarismo, hipogonadismo, varicocele, epididimite, vesiculite, hipoplasia testicular, alterações citogenéticas, auto-imunidade, endocrinopatia, iatrogenia, patologia profissional, psiquismo, tabagismo, etilismo, drogas, etc.

3 - Para agentes infecciosos: identifica-se o microrganismo, geralmente, Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e outros. A presença de Staphylococcus epidermidis, saprófita uretral, não significa infecção.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.sementherapy.com/ananova.htm
http://www.sementherapy.com

ESPOROTRICOSE

ESPOROTRICOSE FELINA

CBHPM 4.03.10.23-0
CBHPM 4.03.10.14-0
CBHPM 4.03.06.83-6

AMB 28.06.025-3?

Sinonímia: Sporotrichosis. Agente: Sporothrix schenckii, Sporotrichum schenckii, Sporothrix schenckii var. luriei. Ophiostoma stenoceras, Ceratocystis stenoceras, Ceratostomella stenoceras, Cerinosterus cyanescens, Sporothtix cyanescens

Fisiologia: Taxonomia: Atenção: taxonomia ainda confusa e controversa!
Reino Fungi.
ANAMORFO: Divisão (Filo) Ascomycotina?, Subdivisão Deuteromycotina?, Classe Euascomycetes?, Ordem Ophiostomatales, Família ?, Gênero Ophiostoma, Espécie stenoceras.
TELEOMORFO:
Subdivisão Ascomycotina?, Classe Euascomycetes?, Ordem Ophiostomatales, Família ?, Gênero Sporothrix, Espécie schenckii.
Infecção fúngica crônica causada pelo Sporothrix schenkii, com distribuição universal. Afeta pacientes que lidam com o solo, húmus, plantas espinhudas, madeira apodrecida e gatos contaminados (geralmente gatos que têm contato com terra). A contaminação é por inoculação acidental direta do fungo na pele. A infecção pode ser linfocutânea, de bom prognóstico ou então, pulmonar, articular ou disseminada, de prognóstico reservado.
O Sporothrix schenckii var. luriei é agente causal de osteólise cranial na África do Sul.

Material Biológico: Crostas, pus, escarro, líquido bronco-alveolar.

Coleta: Coletar o material em placa de Petri estéril para exame direto ou cultura.

Exames Afins: Histoplamose, Paracoccidioidomicose, Aspergilose, Intradermorreação pela esporotriquina.

Valor Normal: Negativo

Método: Micológico direto após clarificação com KOH e/ou cultura em meio de Sabouraud e meio de Kelley.

Interpretação: Útil no diagnóstico da infeçcão causada pelo fungo Sporothrix schenckii. Trata-se com Itraconazol.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESQUISTOSSOMOSE

SCHISTOSOMA MANSONI

CBHPM 4.03.07.71.-9
CBHPM 4.03.07.72-7
CBHPM 4.03.08.27-8

Sinonímia: Anticorpos IgG e/ou IgM anti-Schistosoma mansoni. Esquistossomíase. Bilharziose. "Schistossomose ou schistosomose" são termos inadequados. "Barriga d'água".

Fisiologia: Taxonomia: Filo Platyhelminthes, Classe Digenea (Trematodea), Ordem Strigeatida, Família Schistosomatidae, Gênero Schistosoma, Espécie mansoni.

Material Biológico: Soro.

Coleta: Volume mínimo de 1,0 ml

Armazenamento: Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins: Protoparasitológico.

Valor Normal:

Não reagente

Reagente

Título até 1/20

Título superior ou igual a 1/40

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método: Imunofluorescência indireta. Substrato: cercária.

Interpretação: Esse exame é utilizado na detecção de anticorpos contra o Schistosoma mansoni adulto. Pode continuar dando positivo por muito tempo após tratamento radical da verminose.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/ImageLibrary/Schistosomiasis_il.htm

ESTRADIOL BIODISPONÍVEL

BIOAVAILABLE ESTRADIOL

Sinonímia: E2. Estradiol 17-ß. Estradiol biodisponível. Bioavalaible estradiol.

Fisiologia: 1,3,5(10)-estratrien-3,17-ß-diol.
Fórmula molecular = C18H24O2
Massa molecular = 272,388 g/mol
Meia-vida (t½) biológica do estradiol = 16,9 horas.
A secreção do E2 sofre ação concomitante do ritmo circadiano e do circalunar ou circamensal. Fora da gestação, o E2 é produzido pelas células da teca e da granulomatosa do folículo de desenvolvimento e do corpo lúteo. Durante a gestação, a placenta se torna uma importante fonte de secreção do E2. 1 a 3 % do E2 circula livremente, ~ 40 % circula ligado à SHBG (Sexual Hormone Binding Globulin) e 57 a 59 % circula ligado à albumina.
A função do E2 é de estimular o crescimento dos órgãos sexuais femininos e das características sexuais secundárias. A partir do 7º dia do ciclo, durante a fase folicular, a taxa de E2 se eleva significativamente suprimindo o nível do FSH por retroalimentação negativa no eixo hipotálamohipofisário, proporcionando a elevação do LH. Este, por sua vez, ao alcançar seu pico máximo, (em geral 24 a 36 horas após o pico máximo do E2), promove a ovulação 10 a 12 horas após. Depois, durante a fase lútea, a taxa do E2 aumenta até o 8º dia pósovulação e decai concomitante com a regressão do corpo lúteo, a não ser que ocorra a fertilização.

Situação Metabólica:
ESTRONA (E1) 17-beta-hidroxi desidrogenase ESTRADIOL 17-ß (E2) conjugação SULFATO E GLICURONATO DE ESTRADIOL

Material Biológico: Soro ou plasma heparinizado.

Coleta: 1,0 ml de soro ou de plasma heparinizado. Informar sexo, idade e mês de gestação se for o caso. Anotar data do 1º dia da última menstruação (DUM).

Armazenamento: Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 3 dias. Congelar a -20ºC para períodos maiores. Não estocar em freezer tipo frost-free. Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins: Progesterona, FSH, LH, Estriol, Estrona, Estrógenos urinários.

O ESTRADIOL BIODISPONÍVEL é calculado a partir das dosagens da Albumina sérica em g/dl, do Estradiol total em pg/ml e da SHBG em nmol/l aplicando a fórmula de Baskara numa equação do 2º grau:

Primeiro calcula-se o Estradiol Livre (FE):

FE = Estradiol Livre em mol/l
Alb = Albumina em g/dl
SHBG = SHBG em nmol/l
E = Estradiol Total em pg/ml
* Para obter o Estradiol Livre em pg/ml, multiplicar o Estradiol Livre em mol/l por 272.388.000.000

Finalmente, calcula-se o Estradiol Biodisponível aplicando o resultado do Estradiol Livre em pg/ml (oriundo do cálculo acima ou de sua dosagem direta) e da Albumina em g/dl aplicando a equação:

onde:
E2Bio = Estradiol Biodisponível em pg/ml
FE2 = Estradiol Livre em pg/ml
Alb = Albumina em g/dl
4,21 = KA da Albumina
69.000 = PM da Albumina em Da
10 = Fator g/dl → g/l

Material Biológico: Soro.

Coleta: 0,5 ml de soro. Informar sexo, idade, DUM e mês de gestação.

Armazenamento: Conserva-se até 48 horas refrigerado entre +2 e +8ºC Congelado a -20ºC conserva-se até 2 meses. Não repetir descongelamentos do material.

Exames Afins: Testosterona, Cortisol, LH, FSH, SHBG, Sulfato de Deidroepiandrosterona, Androstenediona.

Valor Normal:

HOMENS

Adultos

MULHERES

Fase folicular

Fase ovulatória

Fase lútea

Menopausa

pg/ml

10,5 a 28,5 pg/ml

7,1 a 46,0 pg/ml

35,0 a 120,0 pg/ml

8,2 a 52,0 pg/ml

até 4,7 pg/ml

%

37,5 a 73,4 %

13,4 a 44,5 %

14,3 a 43,5 %

14,6 a 40,6 %

9,3 a 52,9 %

* Para obter valores em pmol/l, multiplicar os pg/ml por 3,67123
** Para obter valores em ng/dl, multiplicar os pg/ml por 0,1

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Não administrar radioisótopos in vivo ao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes: Hemólise, lipemia, icterícia. Presença de radioisótopos circulantes. Descongelamentos repetidos.

Método: Radioimunoensaio com 125I.
Sensibilidade analítica = 0,18 pg/ml
Especificidade = 100 %

Interpretação: Utilizado no diagnóstico de hipogonadismo no sexo masculino e de hirsutismo no sexo feminino.
AUMENTO: ovários policísticos (S. de Stein- Leventhal), hipertecose, D. de Cushing, hiperplasia adrenal congênita, resistência andrógena, hirsutismo, acne, alopécia.
DIMINUIÇÃO: hipogonadismo, deficiência enzimática de P-450(c17)ase.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESTRADIOL LIVRE

FREE ESTRADIOL

CBHPM 4.07.12.24-9

Sinonímia: E2. Estradiol 17-ß. Estradiol livre. Free estradiol.

Fisiologia: 1,3,5(10)-estratrien-3,17-ß-diol.
Fórmula molecular = C18H24O2
Massa molecular = 272,388 g/mol
Meia-vida (t½) biológica do estradiol = 16,9 horas.
A secreção do E2 sofre ação concomitante do ritmo circadiano e do circalunar ou circamensal. Fora da gestação, o E2 é produzido pelas células da teca e da granulomatosa do folículo de desenvolvimento e do corpo lúteo. Durante a gestação, a placenta se torna uma importante fonte de secreção do E2. 1 a 3 % do E2 circula livremente, ~ 40 % circula ligado à SHBG (Sexual Hormone Binding Globulin) e 57 a 59 % circula ligado à albumina.
A função do E2 é de estimular o crescimento dos órgãos sexuais femininos e das características sexuais secundárias. A partir do 7º dia do ciclo, durante a fase folicular, a taxa de E2 se eleva significativamente suprimindo o nível do FSH por retroalimentação negativa no eixo hipotálamohipofisário, proporcionando a elevação do LH. Este, por sua vez, ao alcançar seu pico máximo, (em geral 24 a 36 horas após o pico máximo do E2), promove a ovulação 10 a 12 horas após. Depois, durante a fase lútea, a taxa do E2 aumenta até o 8º dia pósovulação e decai concomitante com a regressão do corpo lúteo, a não ser que ocorra a fertilização.

Situação Metabólica:
ESTRONA (E1) 17-beta-hidroxi desidrogenase ESTRADIOL 17-ß (E2) conjugação SULFATO E GLICURONATO DE ESTRADIOL

Material Biológico: Soro.

Coleta: 3,0 ml de soro.
Informar sexo, idade e mês de gestação se for o caso. Anotar data do 1º dia da última menstruação (DUM).

Armazenamento: Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 3 dias. Congelar a -20ºC para períodos maiores. Não estocar em freezer tipo frost-free. Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins: Progesterona, FSH, LH, Estriol, Estrona, Estrógenos urinários.

Valor Normal:

HOMENS

Adultos

MULHERES

Fase folicular

Fase ovulatória

Fase lútea

Menopausa

pg/ml

0,30 a 0,90 pg/ml

0,60 a 3,20 pg/ml

0,49 a 1,09 pg/ml

0,30 a 4,10 pg/ml

até 0,23 pg/ml

%

1,66 a 2,11 %

1,49 a 2,04 %

1,59 a 2,13 %

1,52 a 2,03 %

1,50 a 2,85 %

* Para obter valores em pmol/l, multiplicar os pg/ml por 3,67123
** Para obter valores em ng/dl, multiplicar os pg/ml por 0,1

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Não administrar radioisótopos in vivo ao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes: Hemólise, lipemia, icterícia. Presença de radioisótopos circulantes. Descongelamentos repetidos.

Método: Radioimunoensaio com 125I.
Sensibilidade analítica = 0,18 pg/ml
Especificidade = 100 %

Interpretação: Utilizado no diagnóstico de hipogonadismo no sexo masculino e de hirsutismo no sexo feminino.
AUMENTO: ovários policísticos (S. de Stein- Leventhal), hipertecose, D. de Cushing, hiperplasia adrenal congênita, resistência andrógena, hirsutismo, acne, alopécia.
DIMINUIÇÃO: hipogonadismo, deficiência enzimática de P-450(c17)ase.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESTRADIOL TOTAL

E2

CBHPM 4.07.12.24-9

AMB 28.05.024-0

Sinonímia: E2. Estradiol 17-ß.

Fisiologia: 1,3,5(10)-estratrien-3,17-ß-diol.
Fórmula molecular = C18H24O2
Massa molecular = 272,388 g/mol
Meia-vida (t½) biológica do estradiol = 16,9 horas. A secreção do E2 sofre ação concomitante do ritmo circadiano e do circalunar ou circamensal. Fora da gestação, o E2 é produzido pelas células da teca e da granulomatosa do folículo de desenvolvimento e do corpo lúteo. Durante a gestação, a placenta se torna uma importante fonte de secreção do E2. 1 a 3 % do E2 circula livremente, ~ 40 % circula ligado à SHBG (Sexual Hormone Binding Globulin) e 57 a 59 % circula ligado à albumina.
A função do E2 é de estimular o crescimento dos órgãos sexuais femininos e das características sexuais secundárias. A partir do 7º dia do ciclo, durante a fase folicular, a taxa de E2 se eleva significativamente suprimindo o nível do FSH por retroalimentação negativa no eixo hipotálamohipofisário, proporcionando a elevação do LH. Este, por sua vez, ao alcançar seu pico máximo, (em geral 24 a 36 horas após o pico máximo do E2), promove a ovulação 10 a 12 horas após. Depois, durante a fase lútea, a taxa do E2 aumenta até o 8º dia pósovulação e decai concomitante com a regressão do corpo lúteo, a não ser que ocorra a fertilização.

Situação Metabólica:
ESTRONA (E1) 17-beta-hidroxi desidrogenase ESTRADIOL 17-ß (E2) conjugação SULFATO E GLICURONATO DE ESTRADIOL

Material Biológico: Soro ou plasma heparinizado.

Coleta: 1,0 ml de soro ou de plasma heparinizado. Informar sexo, idade e mês de gestação se for o caso. Anotar data do 1º dia da última menstruação (DUM).

Armazenamento: Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 3 dias. Congelar a -20ºC para períodos maiores. Não estocar em freezer tipo frost-free. Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins: Progesterona, FSH, LH, Estriol, Estrona, Estrógenos urinários.

Valor Normal:

CRIANÇAS

1 a 5 anos

6 a 9 anos

10 e 11 anos

12 a 14 anos

15 a 17 anos

Tanner I

Tanner II

Tanner III

Tanner IV

Tanner V

MENINOS

3 a 10 pg/ml

3 a 10 pg/ml

5 a 10 pg/ml

5 a 30 pg/ml

5 a 45 pg/ml

3 a 15 pg/ml

3 a 10 pg/ml

5 a 15 pg/ml

3 a 40 pg/ml

15 a 45 pg/ml

MENINAS

5 a 10 pg/ml

5 a 60 pg/ml

5 a 300 pg/ml

25 a 410 pg/ml

40 a 410 pg/ml

5 a 10 pg/ml

5 a 115 pg/ml

5 a 180 pg/ml

25 a 345 pg/ml

25 a 410 pg/ml

HOMENS

MULHERES

Fase folicular

Fase ovulatória

Fase lútea

Pós-menopausa

T.R. Hormonal

SEMANA DE GRAVIDEZ

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

32

33

34

35

36

37

38

39

40

até 50,0 pg/ml

até 168,0 pg/ml

148,0 a 543,0 pg/ml

30,0 a 200,0 pg/ml

até 35,0 pg/ml

superior a 25,0 pg/ml

190 a 1.667 pg/ml

213 a 1.865 pg/ml

238 a 2.087 pg/ml

266 a 2.336 pg/ml

298 a 2.614 pg/ml

333 a 2.925 pg/ml

373 a 3.273 pg/ml

417 a 3.662 pg/ml

467 a 4.098 pg/ml

523 a 4.586 pg/ml

585 a 5.131 pg/ml

654 a 5.742 pg/ml

732 a 6.425 pg/ml

820 a 6.892 pg/ml

920 a 7.392 pg/ml

1.032 a 7.929 pg/ml

1.157 a 8.505 pg/ml

1.298 a 9.123 pg/ml

1.456 a 9.786 pg/ml

1.633 a 10.497 pg/ml

1.832 a 11.259 pg/ml

2.054 a 12.077 pg/ml

2.304 a 12.954 pg/ml

2.585 a 13.895 pg/ml

2.899 a 14.905 pg/ml

3.252 a 15.987 pg/ml

3.647 a 17.148 pg/ml

4.090 a 17.924 pg/ml

4.275 a 18.735 pg/ml

4.468 a 19.582 pg/ml

4.671 a 20.468 pg/ml

4.882 a 21.394 pg/ml

5.103 a 22.362 pg/ml

5.334 a 23.374 pg/ml

5.575 a 24.431 pg/ml

5.827 a 25.536 pg/ml

6.091 a 26.692 pg/ml

6.366 a 27.899 pg/ml

6.654 a 29.161 pg/ml

6.955 a 30.484 pg/ml

ADVIA Centaur

HOMENS

MULHERES

Fase folicular

Fase ovulatória

Fase lútea

Pós-menopausa

11,6 a 41,2 pg/ml

18,9 a 246,7 pg/ml

35,5 a 570,8 pg/ml

22,4 a 256,0 pg/ml

até 44,5 pg/ml

Architect

HOMENS

MULHERES

Fase folicular

Fase ovulatória

Fase lútea

Pós-menopausa

25,0 a 107,0 pg/ml

35,0 a 169,0 pg/ml

49,0 a 427,0 pg/ml

53,0 a 191,0 pg/ml

até 110,0 pg/ml

* pg/ml = ng/l
** Para obter valores em ng/dl, dividir os pg/ml por 10
*** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os pg/ml por 0,003671
**** Para obter valores em pmol/l, multiplicar os pg/ml por 3,67123

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes: Descongelamentos repetidos. Hemólise Medicamentos contendo estradiol ou seus sais em todas as apresentações (cremes vaginais, gel: Hormodose®, injetáveis, comprimidos, drágeas: Premelle® ou adesivos). Uso de anticoncepcionais hormonais (oral, anel vaginal, Nuvaring, adesivo, Evra, implantado: Implanon®).

Método: ECLIA - Eletroquimioluminescência.

Interpretação: Monitoramento da atividade estrogênica produzida pelas gônadas masculinas ou femininas.
AUMENTO: tumores ovarianos, tumores adrenais feminilizantes, puberdade feminina precoce, hepatopatias, ginecomastia masculina.
DIMINUIÇÃO: insuficiência ovariana, contraceptivos orais.

Na gravidez, uma avaliação do tempo de gestação pode ser obtida aplicando-se a equação: sem = (estradiol/79,867)0,6752 onde:
sem = semana de gestação ± 1
estradiol = estradiol em pg/ml ou ng/l

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
Numa mulher adulta de 70 kg a água corporal é assim distribuída: Plasma = 4,5 % = 3.150 ml
Tecido intersticial = 1,2 % = 840 ml
Tecido conjuntivo e cartilagem = 4,5 % = 3.150 ml
Tecido ósseo = 4,5 % = 3.150 ml
Água transcelular = 1,5 % = 1.050 ml
Água intracelular = 33,0 % = 23.100 ml
Total = 60,0 % = 42.000 ml

Assim, a água extracelular representa 27 % correspondendo a 18.900 ml
Uma dose diária de Estradiol que libera, por exemplo, 50 cg/24 horas, está diluída nesses 18.900 ml que, para facilitar o raciocínio, arredondaremos para 20.000 ml.
Ora, 50 cg correspondem a 50.000 ng ou a 50.000.000 pg de estradiol liberados em 24 horas à razão de 2.083.333 pg/hora. Após o período de meia-vida (t½) biológica média que é de ~ 17 horas, ao redor de 26.000.000 pg de Estradiol ocuparão o compartimento de 20.000 ml resultando em valores de até ~ 1.300 pg/ml de Estradiol quando dosado no soro.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESTRADIOL URINÁRIO

E2 URINÁRIO

CBHPM 4.07.12.24-9

AMB 28.05.024-0

Sinonímia: E2 urinário.

Material Biológico: Urina de 24 horas.

Coleta: Coletar toda a urina. Aliquotar 50 ml e enviar ao laboratório informando o volume total.

Armazenamento: Manter a urina refrigerada entre +2 a +8ºC durante a coleta.

Exames Afins: Estradiol biodisponível, livre e total.

Valor Normal:

CRIANÇAS

2 a 10 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

11 a 17anos ♂

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

11 a 17anos ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

HOMENS

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

MULHERES

Fase folicular

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Fase ovulatória

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Fase lútea

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

até 0,017 cg/dl

até 0,45 µg/24 horas

até 0,6 µg/g Creatinina

até 0,10 µg/dl

até 0,57 µg/24 horas

até 1,5 µg/g Creatinina

até 0,42 µg/dl

até 2,36 µg/24 horas

até 7,2 µg/g Creatinina

0,26 a 0,32 µg/dl

2,59 a 4,10 µg/24 horas

1,0 a 4,0 µg/g Creatinina

0,17 a 0,73 µg/dl

2,80 a 5,82 µg/24 horas

1,0 a 13,0 µg/g Creatinina

0,70 a 1,12 µg/dl

8,96 a 11,20 µg/24 horas

4,0 a 20,0 µg/g Creatinina

1,17 a 0,95 µg/dl

2,80 a 7,62 µg/24 horas

1,0 a 17,0 µg/g Creatinina

* Para obter valores em ng/ml, multiplicar os cg/dl por 10
** Para obter valores em pg/ml, multiplicar os cg/dl por 10.000

Preparo do Paciente: Água ad libitum. Não administrar radioisótopos in vivo ao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes: Presença de radioisótopos circulantes.

Método: Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação: O exame é util na avaliação funcional do ovário nos distúrbios menstruais e na precocidade ou atraso da puberdade. Em homens, para avaliar causas de ginecomastia.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESTRIOL LIVRE

E3L

CBHPM 4.07.12.25-7

AMB 28.05.025-8

Sinonímia: E3L. Estriol não-conjugado. Unconjugated estriol. UE3. E4. Estetrol.

Fisiologia: 1,3,5(10)-estratrien-3,16-α-17-ß-triol.
Fórmula molecular = C18H24O3
Massa molecular = 288,385 g/mol
As glândulas supra-renais fetais produzem a DHEA a partir da Pregnenolona. A DHEA é depois convertida em 16-alfa-hidroxi-DHEA no fígado fetal e eliminada pela placenta onde é convertida em Estriol pela aromatase. Ainda na placenta, parte do Estriol sofre sulfatação sob ação da sulfatase, passando à circulação materna nas formas sulfatada e livre. Ao passar pelo fígado materno, outra parte do Estriol sofre conjugação formando o glicuronato de Estriol. Finalmente, a mãe elimina as formas conjugadas por via urinária servindo aos testes de viabilidade fetal e placentária.
O fígado fetal produz também um estrógeno denominado Estetrol (E4). Estudos recentes apontam a dosagem desse elemento como sendo superior à de Estriol quanto a fornecer informações sobre a integridade fetal. O E4 após a sua síntese no fígado do feto, entra na circulação materna, não é metabolizado pelo fígado materno como o E3 e é eliminado pela urina na forma de E4-glicuronato. Entretanto, na prática, a dosagem do E4 não demonstrou vantagens sobre a dosagem do E3.

Situação Metabólica:
16-ALFA-HIDROXI-DEIDROEPIANDROSTERONA Aromatase placentária ESTRIOL (E3) Sulfatase placentária SULFATO E GLICURONATO DE ESTRIOL

Material Biológico: Soro ou plasma.

Coleta: 1,0 ml de soro ou plasma.

Armazenamento: Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC para até 7 dias. Congelado a -20ºC conserva-se até 6 meses. Não estocar em freezer tipo frost-free. Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins: Estriol total. Estriol urinário. Estrógenos urinários. Risco fetal.

Valor Normal:

Homens adultos

Mulheres adultas

Não gestantes

Gestantes

Semanas de Gravidez

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

32

33

34

35

36

37

38

39

40

inferior a 0,2 ng/ml

inferior a 0,1 ng/ml

0,0 a 0,3 ng/ml

0,1 a 0,4 ng/ml

0,1 a 0,6 ng/ml

0,1 a 0,8 ng/ml

0,2 a 1,0 ng/ml

0,2 a 1,3 ng/ml

0,3 a 1,6 ng/ml

0,4 a 2,0 ng/ml

0,5 a 2,5 ng/ml

0,6 a 3,0 ng/ml

0,7 a 3,6 ng/ml

0,9 a 4,3 ng/ml

1,0 a 5,0 ng/ml

1,2 a 5,8 ng/ml

1,4 a 6,7 ng/ml

1,7 a 7,8 ng/ml

1,9 a 8,9 ng/ml

2,2 a 10,1 ng/ml

2,5 a 11,4 ng/ml

2,9 a 12,8 ng/ml

3,3 a 14,4 ng/ml

3,7 a 16,1 ng/ml

4,1 a 17,9 ng/ml

4,6 a 19,8 ng/ml

5,1 a 21,9 ng/ml

5,7 a 24,1 ng/ml

6,3 a 26,5 ng/ml

7,0 a 29,0 ng/ml

7,7 a 31,7 ng/ml

8,5 a 34,5 ng/ml

9,3 a 37,5 ng/ml

10,2 a 40,7 ng/ml

11,1 a 44,1 ng/ml

ng/ml = µg/l
** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 3,4676

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes: Hemólise e lipemia. Descongelamentos repetidos.

Método: CLIA - Quimioluminescência.
Substrato: adamantildioxetanofosfato.

Interpretação: Reflete integridade da unidade feto-placentária, acusando problemas em gestação de alto risco como no diabetes. Este exame não tem indicação médica para realização em não-gestantes. Nas grávidas com fetos apresentando má formação cromossômica, a dosagem é mais baixa do que a correspondente à semana de gestação. Na gravidez, uma avaliação do tempo de gestação pode ser obtida aplicando-se a equação: sem = (estriol/0,000098)0,297141 onde:
sem = semana de gestação ± 1
estriol = estriol em ng/ml ou µg/l

Obs.: Este exame não tem indicação clínica em não-gestantes.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESTRIOL TOTAL

E3

CBHPM 4.07.12.25-7

AMB 28.05.025-8

Sinonímia: E3. E3T. Estriol total.
Estriol conjugado + não conjugado.
16-alfa-hidroxiestradiol.
3,16-α,17-ß-triidroxi-1,3,5[10]-estratriene.

Fisiologia: 1,3,5(10)-estratrien-3,16-α-17-ß-triol.
Fórmula molecular = C18H24O3
Massa molecular = 288,385 g/mol
Ver em Estriol Livre.

Material Biológico: Soro.

Coleta: 1,0 ml de soro.
Anotar a DUM ou o mês de gestação se for o caso.

Armazenamento: Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC para até 24 horas. Congelado a -20ºC conserva-se até 2 meses. Não estocar em freezer tipo frost-free. Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins: Estriol livre. Estriol urinário. Estrógenos urinários.

Valor Normal:

Homens adultos

Mulheres adultas

Não gestantes

Gestantes

Semanas

25

26

27

28

29

30

31

32

33

34

35

36

37

38

39

40

até 2,0 ng/ml

até 10,0 ng/ml

11,0 a 119,5 ng/ml

16,5 a 127,0 ng/ml

22,0 a 134,5 ng/ml

23,0 a 142,0 ng/ml

24,0 a 145,3 ng/ml

25,7 a 148,7 ng/ml

27,3 a 152,0 ng/ml

29,0 a 157,0 ng/ml

30,5 a 162,0 ng/ml

32,0 a 170,0 ng/ml

35,5 a 178,0 ng/ml

39,0 a 196,0 ng/ml

46,0 a 214,0 ng/ml

53,0 a 249,0 ng/ml

62,5 a 284,0 ng/ml

72,0 a 336,0 ng/ml

* ng/ml = µg/l
** Para obter valores em µg/dl, multiplicar os ng/ml por 0,1
*** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 3,4676

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Não administrar radioisótopos in vivo ao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes: Hemólise, lipemia, icterícia. Presença de radioisótopos circulantes. Descongelamentos repetidos.

Método: Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação: Ver interpretação em Estriol Livre. Modernamente prefere-se a dosagem do Estriol livre que sofre menos interferência das proteínas ligadoras.
Uma avaliação do tempo de gestação para resultados de E3 Total entre 60 a 160 ng/ml pode ser obtida aplicando a fórmula: semana = 15,15 × LN(E3T/12,46) onde:
semana = semana de gestação ± 1
LN = Logaritmo Natural
E3T = Estriol Total em ng/ml ou cg/l
r² = 0,939 (coeficiente de determinação)

Obs.: Este exame não tem indicação clínica em não-gestantes.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESTRIOL URINÁRIO

E3 URINÁRIO

CBHPM 4.07.12.25-7

AMB 28.05.026-6

Sinonímia: E3 urinário.

Material Biológico: Urina de 24 horas.

Coleta: Coletar toda a urina. Aliquotar 50 ml e enviar ao laboratório informando o volume total.

Armazenamento: Manter a urina refrigerada entre +2 a +8ºC durante a coleta.

Exames Afins: Estriol sérico.

Valor Normal:

Homens

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Mulheres

FASE FOLICULAR

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

FASE OVULATÓRIA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

FASE LÚTEA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

PÓS MENOPAUSA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Gravidez

1º trimestre

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

2º trimestre

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

3º trimestre

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

0,06 a 1,38 µg/dl

1,0 a 11,0 µg/24 horas

0,24 a 16,98 µg/g Creatinina

até 1,87 µg/dl

até 15,0 µg/24 horas

até 33,48 µg/g Creatinina

0,81 a 6,75 µg/dl

13,0 a 54,0 µg/24 horas

4,64 a 120,54 µg/g Creatinina

0,50 a 7,50 µg/dl

8,0 a 60,0 µg/24 horas

2,86 a 133,93 µg/g Creatinina

até 1,38 µg/dl

até 11,0 µg/24 horas

até 24,55 µg/g Creatinina

até 100,00 µg/dl

até 800,0 µg/24 horas

até 1.785,71 µg/g Creatinina

50,00 a 1.500,00 µg/dl

800,0 a 12.000,0 µg/24 horas

285,71 a 26.785,71 µg/g Creatinina

312,50 a 6.250,00 µg/dl

5.000,0 a 50.000,0 µg/24 horas

1.786 a 111.607 µg/g Creatinina

* Para obter valores em ng/ml, multiplicar os µg/dl por 10

Preparo do Paciente: Água ad libitum.
Não administrar radioisótopos in vivo ao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes: Presença de radioisótopos circulantes.

Método: Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação: O exame é util no acompanhamento de gestação de alto risco.

Obs.: Este exame não tem indicação clínica em não-gestantes.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESTRÓGENOS

Sinonímia: Os estrógenos, estrogênios ou hormônios estrogênicos dosáveis no sangue são TREZE. Diante de uma solicitação médica de "Estrógenos" convém confirmar com o facultativo QUAIS hormônios dosar. Em caso de incerteza, dosar ao menos o Estradiol 17-ß .

ESTRÓGENOS:

OVARIANOS OU TESTICULARES

ADRENAIS

PLACENTÁRIO METABÓLITOS

Estradiol total

Estradiol livre

Estradiol biodisponível

Estradiol urinário

Progesterona

Estriol-17-ß

17-α-Hidroxi-progesterona

Estrona total

Estrona livre

Estrona-sulfato

Estrona biodisponível

Pregnanediol

Pregnanetriol

Eventualmente pode ser útil, também, a dosagem da SHBG = Sex Hormone-Binding Globulin = Globulina ligadora de hormônios sexuais, do FSH – Hormônio Folículo-estimulante e do LH – Hormônio Lúteoestimulante.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESTRÓGENOS TOTAIS

ESTROGÊNIOS TOTAIS

CBHPM 4.03.05.59-7

AMB 28.05.027-4
AMB 28.05.028-2

Sinonímia: Estrogênios totais.
Estrona + Estradiol + Estriol total.
E1 + E2 + E3T. Fenolesteróides.
Recomendado: Estrona + Estradiol. E1 + E2.

Material Biológico: Soro.

Coleta: 1,0 ml de soro.
Anotar a DUM ou o mês de gestação se for o caso.
Informar ao laboratório o "tipo" de "Estrógenos Sistema E1+E2 (Tabela AMB), Sistema E1+E2+E3L (o mais adequado) e Sistema E1+E2+E3T (único verdadeiro).

Armazenamento: Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins: Estrona, 17ß-estradiol, Estriol, Estriol livre, Estriol urinário, Estrógenos urinários.

Valor Normal:

SISTEMA E1+E2

Homens

Mulheres

Mulheres grávidas

SISTEMA E1+E2+E3L

Homens

Mulheres

Mulheres grávidas

SISTEMA E1+E2+E3T

Homens

Mulheres

Mulheres grávidas

0,11 a 0,52 nmol/l

0,21 a 2,95 nmol/l

2,96 a 123,78 nmol/l

0,11 a 1,22 nmol/l

0,21 a 3,29 nmol/l

3,30 a 240,00 nmol/l

0,11 a 7,46 nmol/l

0,21 a 37,62 nmol/l

37,63 a 1.288,83 nmol/l

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Não administrar radioisótopos in vivo ao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes: Hemólise, lipemia, icterícia. Presença de radioisótopos circulantes. Descongelamentos repetidos.

Método: Somatório das dosagens individuais de E1 em pg/ml, E2 em pg/ml e E3L ou E3T em ng/ml transformadas respectivamente para nmol/l. Ver cálculo abaixo. E2: Fluorimetria com 152Eu. E1 e E3: Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação: Mede o somatório das moléculas de E1 (PM 270,4), E2 (PM 272,4) e E3 (PM 288,4).
AUMENTO: tumores ovarianos, tumores, adrenais feminilizantes, puberdade precoce feminina, ginecomastia masculina.
DIMINUIÇÃO: insuficiência ovariana, contraceptivos orais.

Cálculo: SISTEMA E1+E2+E3L

Estrona

Estradiol

Estriol Livre *

Estrógenos Totais

pg/ml

pg/ml

ng/ml

× 0,003699 =

× 0,003671 =

× 3,4676 =

Σ =

nmol/l

nmol/l

nmol/l

nmol/l

* Em paciente homem ou mulher não-grávida, a dosagem do Estriol Livre não tem indicação. Nesse caso, considerar a dosagem "pro-forma" como sendo 0,1 ng/ml ou 0,35 nmol/l

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESTRÓGENOS URINÁRIOS TOTAIS E FRACIONADOS

ESTROGÊNIOS URINÁRIOS TOTAIS E FRACIONADOS

CBHPM 4.03.05.59-7

AMB 28.05.027-4
AMB 28.05.028-2

Sinonímia: Estrogênios totais. Estrona + Estradiol + Estriol. E1 + E2 + E3. Fenolesteróides.

Material Biológico: Urina de 24 horas.

Coleta: Aliquotar 50 ml e enviar ao laboratório informando o volume total. Anotar a DUM ou o mês de gestação se for o caso.

Armazenamento: Manter a urina refrigerada entre +2 a +8ºC durante a coleta.

Exames Afins: Estrógenos totais séricos.

Valor Normal:

Homens

2 a 10 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

11 a 17 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Adultos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Mulheres

2 a 10 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

11 a 17 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Adultas

FASE FOLICULAR

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

FASE OVULATÓRIA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

FASE LÚTEA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

ESTRONA

até 0,03 µg/dl

até 0,09 µg/24 horas

até 1,2 µg/g Creatinina

até 0,21 µg/dl

até 1,17 µg/24 horas

até 3,1 µg/g Creatinina

0,51 a 0,65 µg/dl

5,18 a 8,19 µg/24 horas

2,0 a 8,0 µg/g Creatinina

ESTRONA

até 0,03 µg/dl

até 0,09 µg/24 horas

até 1,2 µg/g Creatinina

até 0,94 µg/dl

até 5,24 µg/24 horas

até 16,0 µg/g Creatinina

0,35 a 2,18 µg/dl

5,60 a 17,47 µg/24 horas

2,0 a 39,0 µg/g Creatinina

1,92 a 2,58 µg/dl

30,80 a 20,61 µg/24 horas

11,0 a 46,0 µg/g Creatinina

0,52 a 2,91 µg/dl

8,40 a 23,30 µg/24 horas

3,0 a 52,0 µg/g Creatinina

Homens

2 a 10 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

11 a 17 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Adultos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Mulheres

2 a 10 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

11 a 17 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Adultas

FASE FOLICULAR

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

FASE OVULATÓRIA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

FASE LÚTEA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

ESTRADIOL

até 0,02 µg/dl

até 0,04 µg/24 horas

até 0,6 µg/g Creatinina

até 0,10 µg/dl

até 0,57 µg/24 horas

até 1,5 µg/g Creatinina

0,26 a 0,32 µg/dl

2,59 a 4,10 µg/24 horas

1,0 a 4,0 µg/g Creatinina

ESTRADIOL

até 0,02 µg/dl

até 0,04 µg/24 horas

até 0,6 µg/g Creatinina

até 0,42 µg/dl

até 2,36 µg/24 horas

até 7,2 µg/g Creatinina

0,17 a 0,73 µg/dl

2,80 a 5,82 µg/24 horas

1,0 a 13,0 µg/g Creatinina

0,70 a 1,12 µg/dl

8,96 a 11,20 µg/24 horas

4,0 a 20,0 µg/g Creatinina

0,17 a 0,95 µg/dl

2,80 a 7,62 µg/24 horas

1,0 a 17,0 µg/g Creatinina

Homens

2 a 10 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

11 a 17 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Adultos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Mulheres

2 a 10 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

11 a 17 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Adultas

FASE FOLICULAR

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

FASE OVULATÓRIA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

FASE LÚTEA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

ESTRIOL

até 0,06 µg/dl

até 0,17 µg/24 horas

até 2,3 µg/g Creatinina

até 0,39 µg/dl

até 2,15 µg/24 horas

até 5,7 µg/g Creatinina

0,51 a 1,54 µg/dl

8,19 a 12,31 µg/24 horas

2,0 a 19,0 µg/g Creatinina

ESTRIOL

até 0,06 µg/dl

até 0,17 µg/24 horas

até 2,3 µg/g Creatinina

até 1,95 µg/dl

até 10,81 µg/24 horas

até 33,0 µg/g Creatinina

0,52 a 2,69 µg/dl

8,40 a 21,50 µg/24 horas

3,0 a 48,0 µg/g Creatinina

3,50 a 7,28 µg/dl

56,00 a 58,24 µg/24 horas

20,0 a 130,0 µg/g Creatinina

1,57 a 3,36 µg/dl

25,20 a 26,88 µg/24 horas

9,0 a 60,0 µg/g Creatinina

Homens

AdultOs

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

Mulheres

Adultas

FASE FOLICULAR

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

FASE OVULATÓRIA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

FASE LÚTEA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

ESTRÓGENOS TOTAIS

1,02 a 1,86 µg/dl

16,38 a 14,90 µg/24 horas

4,0 a 23,0 µg/g Creatinina

ESTRÓGENOS TOTAIS

1,22 a 3,64 µg/dl

19,60 a 29,12 µg/24 horas

7,0 a 65,0 µg/g Creatinina

6,65 a 8,74 µg/dl

69,89 a 106,40 µg/24 horas

38,0 a 156,0 µg/g Creatinina

2,27 a 6,16 µg/dl

36,40 a 49,28 µg/24 horas

13,0 a 110,0 µg/g Creatinina

Preparo do Paciente: Água ad libitum. Não administrar radioisótopos in vivo ao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes: Presença de radioisótopos circulantes.

Método: E2: Fluorimetria com 152Eu.
E1 e E3: Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação: Mede o somatório das moléculas de E1 (PM 270,4), E2 (PM 272,4) e E3 (PM 288,4).
AUMENTO: tumores ovarianos, tumores, adrenais feminilizantes, puberdade precoce feminina, ginecomastia masculina.
DIMINUIÇÃO: insuficiência ovariana, contraceptivos orais.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ESTRONA

E1

CBHPM 4.07.12.26-5

AMB 28.05.030-4

Sinonímia:E1.

Fisiologia: 3-hidroxi-1,3,5(10)-estratrien-17-ona.
Fórmula molecular = C18H22O2
Massa molecular = 270,372 g/mol
Na mulher, este hormônio é produzido 70 % pelos ovários e 30 % pela sua conversão periférica a partir do estradiol e da δ-4 androstenediona. Em homens, crianças pré-púberes e mulheres menopausadas sem TRE, a maior parte da estrona provém da conversão periférica da δ-4 androstenediona.
Aromatase : reação enzimática que transforma a Androstenediona em Estrona.

Situação Metabólica:
ANDROSTENEDIONA (∆4) Aromatase p450 ESTRONA (E1) 17-ß-hidroxi-desidrogenase ESTRADIOL 17-ß (E2)

Material Biológico: Soro ou plasma com EDTA.

Coleta: 1,0 ml de soro ou de plasma com EDTA. Anotar a DUM ou o mês de gestação se for o caso.

Armazenamento: Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 24 horas. Congelar a -20ºC para períodos maiores. Não estocar em freezer tipo frost-free. Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins: Estradiol, Estriol, Estrógenos totais.

Valor Normal:

Homens

Adultos

Sangue cordão

1 a 4 dias

Até 5 anos

6 e 7 anos

8 e 9 anos

10 e 11 anos

12 a 14 anos

Tanner I

Tanner II

Tanner III

Tanner IV

Tanner V

Mulheres

ADULTAS

Fase folicular

Pico ovulatório

Fase lútea

Contraceptivos

Sangue cordão

1 a 4 dias

Até 5 anos

6 e 7 anos

8 e 9 anos

10 e 11 anos

12 a 14 anos

Tanner I

Tanner II

Tanner III

Tanner IV

Tanner V

Pós-menopausa

sem TRE #

com TRE #

Semana de Gravidez

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

32

33

34

35

36

37

38

39

40

41

42

43

44

36,0 a 93,0 pg/ml

9.000 a 34.000 pg/ml

15,0 a 300,0 pg/ml

18,0 a 53,0 pg/ml

17,0 a 48,0 pg/ml

20,0 a 54,0 pg/ml

21,0 a 49,0 pg/ml

17,0 a 44,0 pg/ml

5,0 a 17,0 pg/ml

10,0 a 25,0 pg/ml

15,0 a 25,0 pg/ml

15,0 a 45,0 pg/ml

20,0 a 45,0 pg/ml

37,2 a 137,7 pg/ml

59,9 a 229,2 pg/ml

49,8 a 114,1 pg/ml

23,6 a 83,1 pg/ml

9.000 a 34.000 pg/ml

15,0 a 300,0 pg/ml

19,0 a 46,0 pg/ml

17,0 a 44,0 pg/ml

31,0 a 70,0 pg/ml

28,0 a 68,0 pg/ml

57,0 a 140,0 pg/ml

4,0 a 29,0 pg/ml

10,0 a 33,0 pg/ml

15,0 a 43,0 pg/ml

16,0 a 77,0 pg/ml

29,0 a 105,0 pg/ml

14,1 a 102,6 pg/ml

40,0 a 346,0 pg/ml

61,7 a 230,0 pg/ml

69,2 a 270,4 pg/ml

77,3 a 310,8 pg/ml

85,5 a 351,3 pg/ml

93,6 a 391,7 pg/ml

101,8 a 432,1 pg/ml

109,9 a 472,5 pg/ml

118,1 a 512,9 pg/ml

126,2 a 553,3 pg/ml

134,4 a 593,8 pg/ml

142,5 a 634,2 pg/ml

150,7 a 674,6 pg/ml

158,8 a 715,4 pg/ml

166,8 a 803,2 pg/ml

234,2 a 891,3 pg/ml

301,3 a 979,5 pg/ml

368,5 a 1.067,6 pg/ml

435,6 a 1.155,8 pg/ml

502,8 a 1.243,9 pg/ml

569,9 a 1.332,1 pg/ml

637,1 a 1.420,2 pg/ml

704,2 a 1.508,4 pg/ml

771,4 a 1.596,5 pg/ml

838,5 a 1.684,7 pg/ml

905,7 a 1.772,8 pg/ml

972,8 a 1.861,5 pg/ml

1.039,2 a 1.950,0 pg/ml

1.089,1 a 2.046,9 pg/ml

1.138,2 a 2.143,8 pg/ml

1.187,2 a 2.240,8 pg/ml

1.236,3 a 2.337,7 pg/ml

1.285,4 a 2.434,6 pg/ml

1.334,5 a 2.531,5 pg/ml

1.383,5 a 2.628,5 pg/ml

1.432,6 a 2.725,4 pg/ml

1.481,7 a 2.822,3 pg/ml

1.530,8 a 2.919,2 pg/ml

1.579,8 a 3.016,2 pg/ml

1.628,9 a 3.113,1 pg/ml

1.678,0 a 3.209,5 pg/ml

# TRE = Terapia de Reposição de Estrógenos
* pg/ml = ng/l
** Para obter valores em pmol/l, multiplicar os pg/ml por 3,6986
*** Para obter valores em nmol/ℓ, multiplicar os pg/mℓ por 0,003699

Preparo do Paciente: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Não administrar radioisótopos in vivo ao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes: Hemólise, lipemia, icterícia. Presença de radioisótopos circulantes. Descongelamentos repetidos.

Método: Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação: Estrógeno importante produzido pelas gônadas, refletindo atividade estrogênica.
AUMENTO: gravidez, pós-menopausa (por conversão periférica), obesidade, velhice, ginecomastia familiar.
DIMINUIÇÃO: hipogonadismo.

Na gravidez, uma estimativa do tempo de gestação pode ser obtida aplicando-se a equação: semana = (estrona + 225,5554)/64,9266 onde:
semana = semana de gestação ± 1
estrona = estrona sérica em pg/ml
r² = 0,988 (coeficiente de determinação)

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.labcorp.com/datasets/labcorp/html/chapter/mono/sr002000.htm

ETANOL

ÁLCOOL ETÍLICO

CBHPM 4.03.13.14-0

AMB 28.15.030-9/92

Sinonímia: Álcool etílico. Etil hidróxido. "Espírito" do vinho. Alkoh'l = expressão da alquimia árabe que designa qualquer substância ou resíduo separado por evaporação a quente e/ou por resfriamento do vapor emanado (destilação).
Bebidas fermentadas: cerveja, vinho, saquê, hidromel, cauim, alué, açuí, tiquira. Bebidas destiladas: aguardentes: cachaça, whisky, vodka, cognac, rum, gin, genebra, bagaceira, tequilla, eau-de-vie, acqua vitae, etc. Bebidas compostas: licores, vermouth, arak, etc.

Fisiologia: Fórmula molecular = C2H6O
Massa molecular = 46,069 g/mol
Densidade = 0,79 g/cm³ (20ºC)
Neurotransmissores implicados: Dopamina, Norepinefrina, GABA e Endomorfinas.
O Etanol é muito empregado como solvente industrial, na indústria de adesivos, em produtos farmacêuticos e cosméticos, na indústria de resinas sintéticas, tintas, plásticos, química, pesticidas, como combustível e produto doméstico de limpeza.

Material Biológico e coleta: Sangue total fluoretado: 5 ml
Plasma fluoretado: 3 ml
Urina fluoretada: 20 ml
CUIDADO! Não utilizar álcool como anti-séptico na coleta de sangue ou urina. Desinfetar apenas com água e sabão. Não empregar tubos contendo gel separador. Fechar bem os tubos. Anotar a hora precisa da coleta nos tubos.

Exposição ocupacional: coletar o material em fim de expediente após, no mínimo, duas jornadas seguidas de trabalho.

Toxicologia forense: em relação à atitude suspeita, coletar a urina o mais precocemente possível diante de testemunhas. (Cuidado com troca intencional ou diluição da amostra).
Atenção: se o exame estiver sendo feito para finalidades legais, uma cópia da solicitação ou ofício do juiz, delegado ou promotor deve acompanhar cada uma das alíquotas. Em caso de dúvida é melhor abster-se de coletar urina para esta finalidade e mesmo se coletada, na ausência do documento legal, o exame não deve ser feito nem cobrado, principalmente se for de menor de idade. Diante de testemunhas, separar 80 ml de urina, adicionar 80 mg de fluoreto de sódio, misturar bem, aliquotar 4 amostras de 20 ml, identificar, rotular e lacrar as 4 amostras rubricadas pelas testemunhas. Enviar 2 amostras lacradas para o laboratório que fará a análise. Uma outra amostra deverá ser congelada pelo responsável pela coleta e a última amostra deverá ser guardada pelo suspeito ou seu responsável, também congelada a -20ºC

Armazenamento: Sangue total: deve ser apenas refrigerado de +2 a +8ºC. Não congelar!
Plasma: congelar e enviar diretamente ao setor.
Urina fluoretada: Congelar imediatamente a urina a -20ºC e enviar diretamente ao setor. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins: γ-GT. TGO. TGP. IgA. Metanol. Meta-hemoglobina.

Valor Normal:

Plasma

Alcoolismo agudo

Intoxicação acentuada

Intoxicação grave

Urina

80 a 200 mg/dl

250 a 400 mg/dl

sup a 400 mg/dl

não detectável

* Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,21707

Interferentes: Urina não pertencente ao suspeito. Urina diluída com água ou outros líquidos. Urina não adicionada de fluoreto de sódio.
Ingestão de frutose. Tabagismo.
Aspirina, cimetidina e consumo de bebidas alcoólicas, aumentam os valores da dosagem.

Método: Cromatografia gasosa.

Interpretação: Se houver envolvimento legal, tomar todas as precauções guardando amostras lacradas e rubricadas por testemunhas para uma eventual contraprova.
Este indicador biológico é capaz de indicar uma exposição ambiental acima do Limite de Tolerância, mas não possui, isoladamente, significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, não indica doença, nem está associado a um efeito ou disfunção de qualquer sistema biológico.

Uma diferenciação entre pacientes alcoólatras e bebedores sociais pode ser obtida pela equação: G - TDC = [0,8 × LN(GGT )]+ [1,3 × LN(TDC)] onde:
G-TDC = Índice de alcoolismo
GGT = Gama Glutamil Transferase (U/l)
TDC = Transferina Deficiente em Carboidratos(U/l)
LN = Logaritmo Natural

G-TDC

Bebedor(a) social

Alcoolismo crônico

Homens

até 7,45

> 7,45

Mulheres

até 7,77

> 7,77

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

ETHOSSUXIMIDA

ETOSSUXIMIDA

CBHPM 4.03.01.80-0

AMB 28.01.074-4

Sinonímia: Etossuximida. Ethosuximide. Ethosuccinimida. N,α-metil-α-etil-succinimida α,α-etilmetilsuccinimida 2-etil-2-metilsuccinimida Nome comercial: Zarontin®.

Fisiologia: 3-etil-3-metil-2,5-pirrolidinediona Fórmula molecular = C7H11NO2 Massa molecular = 141,1689 g/mol Meia-vida (t½) biológica: Adultos : 60 horas Crianças: 30 a 60 horas

Material Biológico: Soro ou plasma.

Coleta: 1,0 ml de soro ou plasma.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível tóxico

60 a 120 cg/ml

sup a 150 cg/ml

* cg/ml = mg/l
** Para obter valores em cmol/l, multiplicar os cg/ml por 7,0837

Método: Cromatografia gasosa.

Interpretação: Anti-epiléptico utilizado no tratamento do pequeno mal (ausências, mioclonias, acinesias).

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com