D

D2018-09-05T14:42:35+00:00

Dengue IgG

ARBOVIROSE IgG

CBHPM 4.03.06.79-8

AMB 28.06.255-8/99

Sinonímia:
Anticorpos antidengue. Flavivirus. Flaviviridae.
DENV-1 a 4. Dengue virus 1 a 4.
Arbovirus = Arthropod-borne virus. Vírus transmitidos por artrópodos. Febre quebra-ossos.
ICVTdB 00.026.0.01.013

Fisiologia:
Taxonomia:
Família Flaviviridae, Gênero Flavivirus, Espécie Dengue virus 1 a 4. (Sorotipos DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4).

RNAvirus com envelope.
MOSQUITO TRANSMISSOR:
Taxonomia:
Reino Eukaryotae, Filo Metazoa, Subfilo Arthropoda, Classe Insecta, Ordem Diptera, Família Culicidae, Gênero Aedes, Subgênero Stegomya, Espécie aegypti.
Obs.: o corpo deste mosquito é preto com listras claras com tamanho de 5 a 7 mm (fora as patas), as patas também apresentam listras claras e no tórax exibe uma "lira" com duas "cordas" de onde lhe vem o nome Aedes (de aedo, poeta grego que se fazia acompanhar de uma lira). Extremamante espertas, as fêmeas hematófagas picam de manhã até as 10 horas e à tarde a partir das 16 até escurecer, com preferência por pés e tornozelos e não "cantam" como os mosquitos com hábitos noturnos. Para transmitir a Dengue é preciso que estejam contaminadas, seja por terem se alimentado de sangue de paciente com a viremia, seja por terem nascido de ovos oriundos de fêmea contaminada.
Voam no máximo a 2 m de altura e podem se distanciar até 1 km. Vivem, em média, 30 dias, podendo picar até 300 pessoas, pôr mais de 300 ovos dos quais uns 120 nascem, sendo a metade de fêmeas.
Período de incubação: varia de 3 a 15 dias, sendo, em média, de 5 a 6 dias. A imunidade homóloga (IgG) é permanente para um mesmo sorotipo.

Material Biológico e Coleta:
1,0 ml de soro.
Amostra única é utilizada para demonstrar a exposição ao vírus. Amostras do mesmo paciente coletadas em datas diferentes e testadas emparelhadas servem para mostrar a soro-conversão.

Armazenamento:
O soro se conserva até 5 dias refrigerado entre +2 a +8ºC
Para períodos maiores, congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Valor Normal:

IA (Índice de Anticorpos) *

Índice até 0,90

Índice de 0,91 a 1,09

Índice acima de 1,09

Índice entre 1,10 e 2,00

Índice acima de 2,00

Não reagente ou Negativo

"borderline" #

Reagente ou Positivo

Sugestivo de primoinfecção

Sugestivo de reinfecção

* IA = Índice de Anticorpos: obtém-se pela relação:

onde: 
IA			= Índice de Anticorpos 
D.O.paciente	= Densidade Óptica da amostra do paciente 
D.O.cut-off	= Densidade Óptica do cut-off 

# deve ser retestado junto com amostra coletada 2 a 3 semanas depois ou testar a IgM.

Preparo do Paciente:
Jejum desnecessário.

Interferentes:
Hemólise e lipemia.
Imunidade cruzada (heteróloga).

Método:
ELISA. EIA.
A técnica detecta anticorpos simultaneamente contra os 4 sorotipos de Dengue.
Obs.: o método de Fixação de Complemento, modernamente abandonado, não é recomendado por falta de sensibilidade e de especificidade.

Interpretação:
A Dengue é causada por qualquer um dos quatro sorotipos de Flavivirus transmitido por mosquitos vetores Aedes aegyptie Aedes albopictus.
Os anticorpos antidengue contra determinado sorotipo não conferem imunidade contra um outro sorotipo.
Nas infecções primárias, anticorpos IgM podem ser detectados a partir de 5 ou 6 dias após o início dos sintomas, e os IgG a partir de 14 dias. Os sintomas da dengue começam a aparecer após um período de incubação de 5 a 8 dias.

INTERPRETAÇÃO CONJUNTA DE IgG E IgM:
IgG Reagente com IgM Não reagente significa presença de IgG e imunidade pregressa.
IgG Reagente com IgM Reagente significa presença de IgG e de IgM com imunidade e infecção recente que pode ser a primeira ou uma segunda infecção aguda.
IgG Não reagente com IgM Não reagente significa ausência de IgG e IgM e ausência de imunidade.
IgG Não reagente com IgM Reagente significa presença de IgM de primoinfecção aguda recente.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.panbio.com/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=33

DENGUE IgM

ARBOVIROSE IgM

CBHPM 4.03.06.79-8

AMB 28.06.255-8/99

Sinonímia:
Anticorpos antidengue. Flavivirus. Flaviviridae DENV-1 a 4. Dengue virus 1 a 4.
Arbovirus = Arthropod-borne virus. Vírus transmitidos por artrópodos. Febre quebra-ossos.
ICTVdB 00.026.0.01.013

Fisiologia:
Taxonomia:
Família Flaviviridae, Gênero Flavivirus.
Espécie Dengue virus 1 a 4. (Sorotipos DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4).
RNAvirus com envelope.
MOSQUITO TRANSMISSOR:
Taxonomia:
Reino Eukaryotae, Filo Metazoa, Subfilo Arthropoda, Classe Insecta, Ordem Diptera, Família Culicidae, Gênero Aedes, Subgênero Stegomya, Espécie aegypti.
Obs.: o corpo deste mosquito é preto com listras claras com tamanho de 5 a 7 mm (fora as patas), as patas também apresentam listras claras e no tórax exibe uma "lira" com duas "cordas" de onde lhe vem o nome Aedes (de aedo, poeta grego que se fazia acompanhar de uma lira). Extremamante espertas, as fêmeas hematófagas picam de manhã até as 10 horas e à tarde a partir das 16 até escurecer, com preferência por pés e tornozelos e não "cantam" como os mosquitos com hábitos noturnos. Para transmitir a Dengue é preciso que estejam contaminadas, seja por terem se alimentado de sangue de paciente com a viremia, seja por terem nascido de ovos oriundos de fêmea contaminada.
Voam no máximo a 2 m de altura e podem se distanciar até 1 km. Vivem, em média, 30 dias, podendo picar até 300 pessoas, pôr mais de 300 ovos dos quais uns 120 nascem, sendo a metade de fêmeas.
Período de incubação: varia de 3 a 15 dias, sendo, em média, de 5 a 6 dias. A imunidade homóloga (IgG) é permanente para um mesmo sorotipo.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro. Amostra única é utilizada para demonstrar a exposição recente ao vírus.

Armazenamento:
O soro se conserva até 5 dias refrigerado entre +2 a +8ºC
Para períodos maiores, congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Valor Normal:

IA (Índice de Anticorpos) *

Índice até 0,90

Índice de 0,91 a 1,09

Índice acima de 1,09

Não reagente

"Borderline" #

Reagente

* IA = Índice de Anticorpos: obtém-se pela relação:

onde: 
IA			= Índice de Anticorpos 
D.O.paciente	= Densidade Óptica da amostra do paciente 
D.O.cut-off	= Densidade Óptica do cut-off 

# deve ser retestado junto com amostra coletada 2 a 3 semanas depois ou testar a IgM.

Preparo do Paciente:
Jejum desnecessário.

Interferentes:
Hemólise e lipemia.
Imunidade cruzada (heteróloga).

Método:
ELISA. EIA.
A técnica detecta simultaneamente anticorpos contra os 4 sorotipos de Dengue.
Obs.: o método de Fixação de Complemento, modernamente abandonado, não é recomendado por falta de sensibilidade e de especificidade.

Interpretação:
A Dengue é causada por qualquer um dos quatro sorotipos de Flavivirus transmitido por mosquitos vetores Aedes aegyptie Aedes albopictus. Os anticorpos antidengue contra determinado sorotipo não conferem imunidade contra um outro sorotipo. Nas infecções primárias, anticorpos IgM podem ser detectados a partir de 5 ou 6 dias após o início dos sintomas e os IgG a partir de 14 dias. Os sintomas da dengue começam a aparecer após um período de incubação de 5 a 8 dias após o contágio.

INTERPRETAÇÃO CONJUNTA DE IgG e IgM: Ver na página Dengue IgG.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ICTdb
http://www.panbio.com/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=33

DENSIDADE URINÁRIA

PESO ESPECÍFICO URINÁRIO

Sinonímia:
Peso específico urinário.

Material Biológico:
Urina da manhã ou amostra determinada pelo médico assistente.

Coleta:
10 ml de urina.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Osmolaridade e osmolalidade urinária.

Valor Normal:

Urina Normodensa

Urina Hiperdensa

Urina Hipodensa

d = 1,015 a 1,025

d > 1,025

d < 1,015

Preparo do Paciente:
Dispensa preparo.

Método:
Urodensímetro, refratômetro clínico ou tira reagente, gravimetria com picnômetro.

Interpretação:
Não confundir as expressões Normodensa, Hiperdensa e Hipodensa que só se referem fisicamente à densidade urinária, com as expressões Hiperstenúria, Hipostenúria e Isostenúria que representam processos patológicos.
Hiperstenúria: densidade anormalmente alta com concentração de solutos por perda ou privação de água.
Hipostenúria: densidade anormalmente baixa devido à incapacidade dos túbulos renais concentrarem a urina. Nefrite crônica.
Isostenúria: alteração da função renal produzindo urina com densidade igual à do filtrado glomerular (1,010 a 1,011).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

DESIDROGENASE LÁCTICA

DHL

CBHPM 4.03.01.72-9

AMB 28.01.065-5

Sinonímia:
DHL. LDH. Desidrogenase láctica. Dehidrogenase láctica. Deshidrogenase láctica ou lática.
Lactodesidrogenase.
LD. Lactate Dehydrogenase.
EC 1.1.1.27

Fisiologia:
A DHL é uma enzima citoplasmática tetramérica que tem 5 isoenzimas chamadas LD1, LD2, LD3, LD4 e LD5.
Embora todas as 5 isoenzimas sejam encontradas em todos os tecidos, em ordem % decrescente, elas são mais freqüentes nos seguintes:

LD1 ou H4		: miocárdio, eritrócitos, rins. 
LD2 ou H3M	: rins, miocárdio, eritrócitos. 
LD3 ou H2M2 	: baço, pulmões, rins. 
LD4 ou HM3	: baço, pulmões, rins. 
LD5 ou M4 		: fígado, músculos esqueléticos, pulmões. 

α αα α-HBDH= 2-HBDH = Desidrogenase alfa-hidroxibutírica = LD1 a sua dosagem se encontra atualmente em desuso.
EC 2.2.4.3

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Conservar a amostra em temperatura ambiente se for analisada no mesmo dia e refrigerada entre +2 a +8°C se for analisada no dia seguinte.

Exames Afins:
TGO, TGP, CPK.

Valor Normal:

Adultos

Crianças de até 6 meses

de 7 a 17 meses

de 18 meses a 10 anos

de 11 a 17 anos

100 a 190 U/l

280 a 475 U/l

275 a 615 U/l

225 a 590 U/l

185 a 425 U/l

* Para obter valores em µkat/l, dividir as U/l por 60 ** meia-vida (t½) biológica média da isoenzima Iso-1 = LD1 = H4 = 113 horas

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Piruvato-lactato automatizado em UV a +37ºC
Determinação conjunta das 5 isoenzimas.

Interpretação:
AUMENTO:
hepatite, cirrose, icterícia obstrutiva, anemias megaloblástica, falciforme e hemolítica severa; carcinoma metastático, leucemia aguda, leucemia crônica granulocítica, infarto do miocárdio, doença renal, infarto pulmonar, proteinose alveolar pulmonar, crescimento, gravidez, esmagamento e destruição muscular, pancreatite aguda, acidente vascular cerebral.

A atividade mínima de uma 2ª determinação desta enzima pode ser obtida aplicando a equação:
AEMi = Atian × e(−0,0061×h)

onde: 
AEMi	= Atividade Enzimática Mínima (atual) 
Atian	= Atividade anterior 
e		= número "e", base dos logaritmos naturais 
h		= horas decorridas entre as duas coletas de sangue.

Se a 2ª determinação der um resultado menor que a AEMi, uma das duas determinações está incorreta ou não é do mesmo paciente.

ISOENZIMAS DA DESIDROGENASE LÁCTICA
(Eletroforese em gel de agarose)

Valor Normal:

FRAÇÃO

LD1 ou H4

LD2 ou H3M

LD3 ou H2M2

LD4 ou HM3

LD5 ou M4

FAIXA PERCENTUAL

16,0 a 31,0 %  

29,0 a 42,0 %  

17,0 a 26,0 %  

6,0 a 12,0 %  

3,0 a 17,0 %  

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.chem.qmul.ac.uk/iubmb/enzyme/EC1/1/1/27.html

DESIPRAMINA

NORPRAMIN®

CBHPM 4.03.02.12-1

Sinonímia:
Cloridrato de desipramina.
Nomes comerciais: Norpramin®.

Fisiologia:
Cloridrato de 5-[3-(metilamino)propil]-10,11- diidro-5H-dibenzo [ß,1-azepina].
Fórmula molecular = C18H22N2.HCl
Massa molecular = 302,8468 g/mol

A Desipramina é um antidepressivo tricíclico com amina secundária, metabólito da Imipramina, que tem sido utilizado no tratamento de depressão, dor de origem neuropática, enurese funcional infantil, S. do pânico e distúrbios fóbicos.
É um inibidor da recaptação da noradrenalina.

Material Biológico:
Soro ou plasma com heparina ou EDTA.

Coleta:
3,0 ml de soro ou plasma. Não empregar tubos com gel separador! A coleta é feita pela manhã ou em outro horário, logo antes da tomada da próxima dose do medicamento. Esta amostra representa o ponto mínimo da concentração diária no soro do paciente.
Convém o paciente tomar o medicamento adequadamente conforme prescrição médica durante ao menos quinze dias antes da dosagem. Pode ser coletado a qualquer hora se houver suspeita de intoxicação.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 5 dias.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível “borderline”

Nível tóxico

75,0 a 300,0 ng/ml

300,1 a 400,0 ng/ml

acima de 400,0 ng/ml

Interferentes:
Hemólise. Lipemia. Tubo com gel separador. Material à temperatura ambiente.

Método:
HPLC. Cromatografia Líquida de Alta Eficiência.

Interpretação:
A dosagem é necessária ao monitoramento e otimização da dose terapêutica e à prevenção da intoxicação.
Para um controle terapêutico adequado é recomendado dosar conjuntamente a Imipramina.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

DHEA

DEIDROEPIANDROSTERONA

CBHPM 4.07.12.21-4

AMB 28.05.021-5

Sinonímia:
Deidroepiandrosterona. Deidroisoandrosterona.
Androstenolona. Prasterona.

Fisiologia:
3-ß-hidroxi-5-androsten-17-ona.
Fórmula molecular = C19H28O2
Massa molecular = 288,431 g/mol
A DHEA circulante provém principalmente das adrenais. Produzida num ritmo ligeiramente inferior ao SDHEA com o qual ela é perifericamente convertível, a DHEA, por não se ligar a proteínas, tem uma meia-vida (t½) biológica muito mais curta apresentando concentrações plasmáticas quase cem vezes menores. O seu efeito androgênico é fraco, mas pode servir como precursor de andrógenos mais potentes.

Material Biológico:
Soro ou plasma com EDTA.

Coleta:
1,0 ml de soro ou de plasma com EDTA.
Informar sexo, idade, DUM e mês de gestação se for o caso.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC para até 24 horas.
Congelado a -20ºC conserva-se até 2 meses.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Cortisol, Androstenediona, Testosterona, SDHEA, Cromatografia de andrógenos urinários.

Valor Normal:

DHEA

HOMENS

MULHERES

Grávidas

Pós-menopausa

CRIANÇAS

Prematuros

De termo até 1 semana

2 semanas a 11 meses

1 a 5 anos

6 a 12 anos

Tanner II e III ♂

Tanner II e III ♀

Tanner IV e V ♂

Tanner IV e V ♀

BASAL

1,80 a 12,50 ng/ml

1,30 a 9,80 ng/ml

1,35 a 8,10 ng/ml

1,40 a 5,00 ng/ml

até 33,43 ng/ml

até 7,61 ng/ml

0,26 a 5,85 ng/ml

0,09 a 0,42 ng/ml

0,11 a 1,55 ng/ml

0,25 a 3,00 ng/ml

0,69 a 6,05 ng/ml

1,00 a 4,00 ng/ml

1,65 a 6,90 ng/ml

* ng/ml = µg/l ** Para obter valores em ng/dl, multiplicar os ng/ml por 100 *** Para obter valores em µmol/l, multiplicar os ng/ml por 0,003467 **** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 3,4674

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.
Não administrar radioisótopos in vivoao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes:
Hemólise, lipemia, icterícia.
Presença de radioisótopos circulantes.
Descongelamentos repetidos.
DROGAS:
Aumento:
clomifeno, ACTH, cetoconazol.
Diminuição:danazol, andrógenos, contraceptivos orais, anabolizantes, ampicilina (durante a gravidez).

Método:
Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação:
Esteróide de origem adrenal, marcador de hiperprodução androgênica pelas glândulas adrenais (acne, hirsutismo e virilização).
O DHEA sofre grandes variações circadianas. Duplica seu valor próximo à ovulação. De um dia para outro pode variar 10% no homem e 20% na mulher.
AUMENTO: tumor de adrenal, D. de Cushing, hiperplasia adrenal congênita, adrenarca prematura, esquizofrenia, obesidade.
DIMINUIÇÃO: D. de Addison, anorexia nervosa, vasectomia.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

DHEA ESTIMULADO POR ACTH

17 OHP ESTIMULADO POR ACTH

CBHPM 4.07.12.21-4

AMB 28.05.014-2

Sinonímia:
Estímulo de ACTH para DHEA Teste de liberação de DHEA após estímulo com ACTH. Estímulo de ACTH para DHEA.

Fisiologia:
ATENÇÃO: este teste só pode ser executado após importação da tetracosactida hexacetato (corticotrofina sintética correspondente aos 24 primeiros aminoácidos do ACTH), Cortrosyn®, Synacthene® ou Synacthen® da Novartis Pharma SAS, pois o produto não existe mais no mercado brasileiro.
Combinar os detalhes com o Laboratório.
Observação de 20/11/2001.

Material Biológico:
Soro ou plasma com EDTA.

Coleta:
1,0 ml de soro ou de plasma com EDTA.
Informar sexo, idade, DUM e mês de gestação se for o caso.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC para até 24 horas.
Congelado a -20ºC conserva-se até 2 meses.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Cortisol, Androstenediona, Testosterona, SDHEA, Cromatografia de andrógenos urinários.

Valor Normal:

DHEA

HOMENS

MULHERES

CRIANÇAS

2 semanas a 11 meses

1 a 5 anos

6 a 12 anos

Tanner II e III ♂

Tanner II e III ♀

Tanner IV e V ♂

Tanner IV e V ♀

APÓS 60 min.

5,45 a 18,45 ng/ml

5,45 a 18,45 ng/ml

0,18 a 14,55 ng/ml

0,21 a 0,98 ng/ml

0,34 a 3,20 ng/ml

0,62 a 3,90 ng/ml

0,95 a 8,85 ng/ml

1,95 a 5,10 ng/ml

3,25 a 14,60 ng/ml

* ng/ml = µg/l ** Para obter valores em ng/dl, multiplicar os ng/ml por 100 *** Para obter valores em µmol/l, multiplicar os ng/ml por 0,003467 **** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 3,4674

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.
Não administrar radioisótopos in vivoao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.
Manter o paciente deitado, em venoclise, durante uns 30 minutos antes de iniciar o teste. Coletar a amostra basal e anotar a hora. Em seguida, injetar EV, 36 µg de tetracosactida por kg de peso, no limite de 250 µg (0,250 mg)
(tetracosactida = Synacthene®## = ACTH sintético) diluindo a dose a ser injetada em 5 ml de soro fisiológico. Cronometrar. Coletar as demais amostras aos 30, 60 e 90 minutos. Um teste mais simples pode ser feito com duas amostras: a basal e a de 60 minutos.
## Para o teste imediato (rápido) e preciso utilizar o Synacthene® de curta duração. Synacthene retard® (de ação prolongada) só serve para o teste retardado e segue outro protocolo.

Interferentes:
Hemólise, lipemia, icterícia.
Presença de radioisótopos circulantes.
Descongelamentos repetidos.
DROGAS:
Aumento:
clomifeno, ACTH, cetoconazol.
Diminuição: danazol, andrógenos, contraceptivos orais, anabolizantes, ampicilina (durante a gravidez).

Método:
Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação:
Esteróide de origem adrenal, marcador de hiperprodução androgênica pelas glândulas adrenais (acne, hirsutismo e virilização).
O DHEA sofre grandes variações circadianas. Duplica seu valor próximo à ovulação. De um dia para outro pode variar 10% no homem e 20% na mulher.
AUMENTO: tumor de adrenal, D. de Cushing, hiperplasia adrenal congênita, adrenarca prematura, esquizofrenia, obesidade.
DIMINUIÇÃO: D. de Addison, anorexia nervosa, vasectomia.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

DHEA URINÁRIO

DEIDROEPIANDROSTERONA URINÁRIA

CBHPM 4.07.12.21-4

AMB 28.05.021-5

Sinonímia:
Deidroepiandrosterona urinária.
Deidroisoandrosterona. Androstenolona. Prasterona.

Fisiologia:
3-ß-hidroxi-5-androsten-17-ona.
Fórmula molecular = C19H28O2
Massa molecular = 288,431 g/mol
A DHEA circulante provém principalmente das adrenais. Produzida num ritmo ligeiramente inferior ao SDHEA com o qual ela é perifericamente convertível, a DHEA, por não se ligar a proteínas, tem uma meia-vida (t½) biológica muito mais curta apresentando concentrações plasmáticas quase cem vezes menores. O seu efeito androgênico é fraco, mas pode servir como precursor de andrógenos mais potentes.

Material Biológico:
Urina de 24 horas.

Coleta:
Coletar todo o volume urinário de 24 horas, mantendo o frasco em geladeira entre +2 a +8ºC. Medir o volume de 24 horas, homogeneizar a urina para dissolver qualquer precipitação, aliquotar 50 ml e congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Informar sexo, idade, DUM e mês de gestação se for o caso.

Armazenamento:
Congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Cortisol, Androstenediona, Testosterona, SDHEA, Cromatografia de andrógenos urinários.

Valor Normal:

DHEA

HOMENS

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

MULHERES

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina

URINA de 24 horas

6,14 a 132,84 µg/dl

98,30 a 1.062,72 µg/24 horas

24,0 a 1.640,0 µg/g Creatinina

2,27 a 40,88 µg/dl

36,40 a 327,04 µg/24 horas

13,0 a 730,0 µg/g Creatinina

* Para obter valores em ng/ml, multiplicar os µg/dl por 10 ** Para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/dl por 0,03467 *** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os µg/dl por 34,674

Preparo do Paciente:
Vida normal.
Não administrar radioisótopos in vivoao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes:
Hemólise, lipemia, icterícia.
Presença de radioisótopos circulantes.
Descongelamentos repetidos.
DROGAS: Aumento: clomifeno, ACTH, cetoconazol. Diminuição: danazol, andrógenos, contraceptivos orais, anabolizantes, ampicilina (durante a gravidez).

Método:
Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação:
Esteróide de origem adrenal, marcador de hiperprodução androgênica pelas glândulas adrenais (acne, hirsutismo e virilização).
O DHEA sofre grandes variações circadianas. Duplica seu valor próximo à ovulação. De um dia para outro pode variar 10% no homem e 20% na mulher.
AUMENTO: tumor de adrenal, D. de Cushing, hiperplasia adrenal congênita, adrenarca prematura, esquizofrenia, obesidade.
DIMINUIÇÃO: D. de Addison, anorexia nervosa, vasectomia.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

DIAZEPAM + NORDIAZEPAM

N-DESMETILDIAZEPAM

CBHPM 4.03.01.74-5

AMB 28.01.067-1

Sinonímia:
N-desmetildiazepan. Nordiazepam. Diazepan.
Benzodiazepina.
Nomes comerciais: Ansilive®, Calmociteno®, Compaz®, Valium®, Kiatrium®, Letansil®, Noan®, Dienpax®, Somaplus®, Diazetard®, Dialong®.

Fisiologia:
Diazepam
7-cloro-1,3-diidro-1-metil-5-fenil-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona.
Fórmula molecular = C16H13ClN2O
Massa molecular = 284,746 g/mol
Ansiolítico.
Meia-vida (t½) biológica = 15 a 60 horas.

N-Desmetildiazepam ou Nordiazepam
(metabólito ativo)
7-cloro-1,3-diidro-5-fenil-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona.
Massa molecular = C15H11ClN2O
Massa molecular = 270,746 g/mol
Meia-vida (t½) biológica = 30 a 90 horas.

Material Biológico:
Soro ou plasma.

Coleta:
2,0 ml de soro ou plasma.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Valor Normal:

Diazepam

Nível terapêutico

Nível tóxico

100 a 1.000 ng/ml

superior a 5.000 ng/ml

* Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 3,5119 ** Para obter valores em µmol/l, multiplicar os ng/ml por 0,003512

N-desmetildiazepam

Nível terapêutico

120 a 1.000 ng/ml

Preparo do Paciente:
QUESTIONÁRIO PARA O PACIENTE:
1) Nome do paciente
2) Idade, sexo, altura e peso corporal
3) Medicação usada (nome comercial)
4) Concentração usada
5) Quando iniciou o tratamento
6) Horário em que tomou a última dose
7) Horário da coleta

Método:
HPLC.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

DIGOXINA

LANOXIN®

CBHPM 4.03.01.75-3

AMB 28.01.069-8

Sinonímia:
Cardioglicosídeo. Digitálico.
Marcas comerciais: Digoxina®. Lanoxin®.

Fisiologia:
Taxonomia:
Família Scrophulariaceae, Gênero Digitalis, Espécie lanata.
Obs.: a Digitalis purpureafornece a Digitoxina, que difere da Digoxina por ter uma OH a menos no C-12.
12-ß-hidroxidigitoxina
Fórmula molecular = C41H64O14
Massa molecular = 780,949 g/mol
Ligação protéica: 20 a 40 %
Meia-vida (t½) biológica:
Adultos : 30 a 40 horas
Crianças: 18 a 36 horas
RN : 35 a 70 horas
Bioaproveitamento: 60 a 70 %
Volume de distribuição (l/kg): 7,1
    na Insuf. Card. Congestiva: 5,0
A Digoxina se liga à face externa da subunidade alfa da bomba de Na+ e K+ inibindo sua atividade. Assim, bloqueando ativamente a extrusão de Na+ da célula, a concentração de Na+ intracelular aumenta. Esse acúmulo de Na+ na superfície interna da membrana celular atrapalha o transporte de Ca++, pois ao reduzir o gradiente eletroquímico do Na+, reduz também a atividade do contratransporte de Na+ e Ca++. O acúmulo conseqüente de Ca++ no citoplasma celular gera um incremento no suprimento de Ca++ intracelular que ativa as proteínas contráteis do músculo cardíaco, aumentando seu inotropismo.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro em tubo seco SEM gel separador.
Anotar a hora da coleta e a dose e hora da última tomada de digoxina.
A coleta deve ser feita imediatamente antes da tomada da próxima dose ou, ao menos, 6 horas após a tomada da última.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC por até 7 dias.
Para conservação até 2 meses, congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Sódio, Potássio, Magnésio, Cálcio, Gasometria, Gradiente A-a, Digitoxina.

Valor Normal:

Para soro coletado ao menos
6 horas após a última
dose de Digoxina

Faixa terapêutica

Faixa "borderline"

Faixa tóxica




0,80 a 2,09 ng/ml

2,10 a 2,40 ng/ml

2,41 a 8,70 ng/ml

* Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 1,2805

Preparo do Paciente:
Jejum não obrigatório.

Interferentes:
Gel separador: aumenta os resultados em 30 %.

Método:
Quimioluminescência.
Substrato: adamantildioxetanofosfato.

Interpretação:
A determinação da Digoxina é útil para:
a) esclarecer se os sintomas do paciente são devidos a uma cardiopatia intrínseca ou à intoxicação digitálica.
b) saber que tipo de digitálico o paciente está tomando; nesse caso, também pode ser necessário determinar a Digitoxina.
c) avaliar a dose ingerida em pacientes com história obscura.
d) documentar casos de sub ou de sobredigitalização.
e) na monitoração da resposta tóxica em pacientes com miocardiopatia associada a hipocalemia, hipomagnesemia, hipercalcemia, hipóxia e alcalose.
f) na prevenção da sobredigitalização em pacientes com insuficiência renal.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

DIIDROTESTOSTERONA

DHT

CBHPM 4.07.12.22-2

AMB 28.05.023-1

Sinonímia:
DHT. Androstanolona. Stanolona. 5 DHT.
5-alfa-diidrotestosterona. 5-α-diidrotestosterona

Fisiologia:
17-ß-hidroxi-5-α-androstan-3-ona. Fórmula molecular = C19H30O2 Massa molecular = 290,447 g/mol
A Testosterona é transformada em 5-alfa-diidrotestosterona (DHT) sob ação enzimática da 5-alfa-redutase, nos folículos pilosos, na próstata, nos testículos, nas supra-renais e no fígado, sendo a sua atividade enzimática dependente dos níveis circulantes dos andrógenos.
A DHT é um esteróide 2 a 3 vezes mais androgênico que a testosterona.

Material Biológico:
Soro ou plasma com EDTA.

Coleta:
1,0 ml de soro ou de plasma com EDTA.
Informar sexo, idade, DUM e mês de gestação se for o caso.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 e +8ºC para até 24 horas. Congelado a -20ºC conserva-se até 6 meses.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Testosterona total, Testosterona livre, DHEA, SDHEA, Androstenediona, Cromatografia de andrógenos urinários.

Valor Normal:

HOMENS

Sangue cordão

1 a 6 meses

7 meses a 5 anos

6 e 7 anos

8 e 9 anos

10 e 11 anos

12 a 14 anos

15 a 17 anos

Adultos

Tanner II e III

Tanner IV e V

MULHERES

Sangue cordão

1 a 6 meses

7 meses a 5 anos

6 e 7 anos

8 e 9 anos

10 e 11 anos

12 a 14 anos

15 a 17 anos

Adultas

Tanner II e III

Tanner IV e V

até 80,0 pg/ml

120,0 a 850,0 pg/ml

10,0 a 70,0 pg/ml

10,0 a 70,0 pg/ml

10,0 a 40,0 pg/ml

20,0 a 50,0 pg/ml

90,0 a 190,0 pg/ml

190,0 a 510,0 pg/ml

250,0 a 750,0 pg/ml

30,0 a 330,0 pg/ml

220,0 a 750,0 pg/ml

até 50,0 pg/ml

até 50,0 pg/ml

10,0 a 20,0 pg/ml

10,0 a 50,0 pg/ml

30,0 a 90,0 pg/ml

40,0 a 120,0 pg/ml

70,0 a 190,0 pg/ml

40,0 a 120,0 pg/ml

50,0 a 300,0 pg/ml

50,0 a 190,0 pg/ml

30,0 a 300,0 pg/ml

DHT LIVRE

HOMENS

MULHERES

0,62 a 1,10 %

0,47 a 0,68 %

1,55 a 8,25 pg/ml

0,23 a 2,04 pg/ml

* pg/ml = ng/l ** ng/ml = µg/l *** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os pg/ml por 0,003443 **** Para obter valores em ng/dl, multiplicar os pg/ml por 0,01 ***** Para obter valores em ng/ml, multiplicar os pg/ml por 0,001

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.
Não administrar radioisótopos in vivoao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes:
Hemólise, lipemia, icterícia.
Presença de radioisótopos circulantes.
Descongelamentos repetidos.
Reação cruzada de anticorpos com a testosterona.
DROGAS:
Aumento:
barbitúricos, cimetidina, clomifeno, estrógenos, contraceptivos orais, rifampicina, fenitoína.
Diminuição: andrógenos, digoxina, dietiletilbestrol, danazol, glicocorticóides, spironolactona, tioridazina, fenotiazida, tetraidrocanabinol, cetoconazol, finasterida.

Método:
Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação:
Avaliação de processos androgênicos, hirsutismo, pseudo-hermafroditismo masculino, deficiência de 5-α redutase.
AUMENTO: hirsutismo, S. anovulatória crônica, alta atividade de 5-α redutase.
DIMINUIÇÃO: hipogonadismo, deficiência de 5-α redutase (S. de Opitz ou tipo II de Wilson), drogas que reduzem a atividade da 5-α redutase como a finasterida.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.questdiagnostics.com/brand/business/files/ped_chan.pdf

DÍMERO D QUANTITATIVO

DDE

CBHPM 4.03.04.90-6

Sinonímia:
D Dímero Quantitativo. DDE.
Obs.: Dímero D Semi-quantitativo : ver PDF – Produtos de Degradação da Fibirina.

Fisiologia:
A coagulação, ativada por uma lesão vascular, gera trombina. Esta transforma uma proteína plasmática solúvel, o fibrinogênio, em fibrina. E esta é posteriormente degradada pelo sistema fibrinolítico em PDF (Produtos de Degradação da Fibrina) precoces e tardios. Esses PDF precoces inicialmente são fragmentos grandes de 350 a 2.000 kDa, mas posteriormente são reduzidos a fragmentos tardios menores de 240 kDa chamados Dímeros D. Os fragmentos dos PDF, chamados produtos de degradação X, Y, D e E são resultantes da ação proteolítica da plasmina.
Os Dímeros D são pois dois desses fragmentos D unidos entre si por uma ligação covalente, resultantes da ação do Fator XIIIa sobre os monômeros de fibrina em presença de cálcio.
A presença de Dímero D no plasma de um paciente é prova de uma fibrinólise consecutiva à ativação do Fator XIII da coagulação.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
Coletar sangue em citrato de sódio a 3,2 ou 3,8 %.
Centrifugar a 3.000 rpm (rotações por minuto) imediatamente após a coleta. Transferir o plasma sobrenadante para tubo plástico contendo 100 UIC de aprotonina, correspondentes a 10 µl de Trasylol® a 500.000 (UIC, UIK ou TIU)/50 ml (Trasylol® = aprotonina bovina = anti-plasmina).
(UIC = Unidades Inibidoras de Calicreína; UIK = Unidades Inibidoras de Kalicreína; TIU = Trypsin Inhibiting Units).
Enviar 1,0 ml de plasma para análise.
Informar medicamentos utilizados pelo(a) paciente, principalmente anticoagulantes.

Armazenamento:
Congelar imediatamente a -20ºC ou, de preferência, em gelo seco a -80ºC
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Precisa chegar ao setor técnico em temperatura inferior a -4ºC

Exames Afins:
PDF. Produtos de Degradação da Fibrina.

Valor Normal:
Quantitativo (ELISA): 68 a 494 ng/ml

Interferentes:
Não é recomendado o uso de plasma descongelado antes de chegar à técnica. Hemólise.

Método:
Quantitativo: ELISA

Interpretação:
Em pacientes com baixa probabilidade pré-teste de trombose, níveis de Dímero D inferiores a 400 ng/ml apresentam alto valor preditivo negativo para trombose venosa profunda (TVP).

AUMENTA: coagulação intravascular disseminada (CIVD), cirrose alcoólica, certos cânceres, septicemias, hepatites, trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar, pré-eclâmpsia, infarto agudo do miocárdio, aterosclerose, colite ulcerativa ativa, senescência, gravidez e pós-cirurgia.
DIMINUI: terapia anticoagulante oral com warfarina ou com heparina.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

DISMORFISMO ERITROCITÁRIO

CBHPM 4.03.11.10-4

AMB 28.13.047-2

Sinonímia:
Hemácias dismórficas. Pesquisa de acantócitos ou codócitos.
Não confundir com crenócitos ou equinócitos.

Fisiologia:
Hemácias dismórficas são hemácias deformadas que tiveram de atravessar uma membrana, por diapedese, para atingirem a urina.
Não confundir com dimorfismo que significa “duas formas”. Polimorfismo significa “várias formas”.
Assim:
Hemácias normais + anormais = dimorfismo.
Hemácias isomórficas são hemácias deformadas ou não, mas todas iguais.

Material Biológico:
Urina recente.

Coleta:
Amostra isolada de 30 ml de urina do jato médio da 2ª micção da manhã, após retenção da urina por 2 a 4 horas na bexiga.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC por até 4 horas. Após esse tempo o resultado não é mais fidedigno: se, por um lado, há lise de hemácias por efeito hiperosmótico da urina, pelo outro, a desidratação interna dos glóbulos pelo mesmo motivo, pode fazer aumentar o número de hemácias pseudo-dismórficas.

Exames Afins:
Urina tipo I. Provas de função renal.

Valor Normal:

Negativo

Positivo

Hemácias dismórficas

inferior a 5.000/ml

igual ou superior a 5.000/ml

Método:
Exame microscópico direto por contraste de fase.

Interpretação:
Diagnóstico diferencial das hematúrias glomerulares e pós-glomerulares.

Hematúria glomerular:

Dismorfismo eritrocitário positivo.
Proteinúria igual ou maior a 5,0 g/24 h
Microalbuminúria de 30 a 300 mg/24 h
Cilindros hemáticos presentes.

Hematúria pós-glomerular:

Isomorfismo ou dimorfismo eritrocitário mas sem hemácias dismórficas (dismorfismo negativo).
Proteinúria inferior a 5,0 g/24 h
Microalbuminúria inferior a 30 mg/24 h
Cilindros hemáticos ausentes.

Obs.: este teste só deve ser solicitado após certeza da presença de hematúria > 5.000/ml num exame de Urina tipo I.

HEMATÚRIAS GLOMERULARES
Proliferativas:

Crescêntica, Lúpica, Membranoproliferativa, Nefropatia IgA (D. de Berger), Proliferativa mesangial, Púrpura de Henoch-Schönlein.
Não-proliferativas:
Alterações vasculares, Nefrite hereditária progressiva, Nefropatia membranosa, Nefroesclerose.
Membrana basal:
S. de Alport.
HEMATÚRIAS PÓS OU NÃO-GLOMERULARES
Causas hematológicas/defeito plaquetário, Corpo estranho/cateteres, Fístula arteriovenosa/trombose veia renal, Hemangioma vesical/renal, Hematúria de exercício, Hipertrofia prostática, Infecções/tuberculose, Más formações renais/cistos, Causas metabólicas/hipercalciúria/hiperuricosúria, Causas medicamentosas/anticoagulantes, Nefrolitíase, Obstrução de trato urinário, Queimaduras, Tabagismo, Trauma abdominal/cirurgias, Tumores.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.pncq.org.br/pdfs/projeto3600002003.pdf
http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v41n2/a05v41n2.pdf

DISSULFETO DE CARBONO

ÁCIDO 2-TIO-TIAZOLIDINA-4-CARBOXÍLICO

CBHPM 4.03.13.08-5

AMB 28.15.007-4

Sinonímia:
Ácido 2-tio-tiazolidina-4-carboxílico. TTCA. CS2.

Fisiologia:
O Dissulfeto de Carbono é empregado na fabricação de sulfeto de carbono, na produção de viscose, rayon (seda artificial), sais de amônia, tetracloreto de carbono, tinturas, defensivos agrícolas, tubos eletrônicos a vácuo, vidro, tintas, esmaltes, vernizes, seus removedores e solventes, tecidos, cola de borracha, preservativos, parasiticidas e inseticidas.
Empregado também na lavagem a seco, na galvanização, fumigação de grãos e no processamento de azeite, enxofre, bromo, cera, graxas e iodo.
TTCA:
Massa molecular = 163,2205 g/mol
Fórmula molecular = C4H5NO2S2

Material Biológico:
Urina.

Coleta:
Alíquota de 20 ml de urina de final de jornada de trabalho. Evitar a primeira jornada da semana.

Valor Normal:

Ácido 2-tio-tiazolidina-4-carboxílico:

Não expostos

Expostos: IBMP §

até 1 mg/g Creatinina

até 5 mg/g Creatinina

Interferentes:
Ingestão de couve-flor e repolho.

Método:
HPLC.

Interpretação:
Este indicador biológico é capaz de indicar uma exposição ambiental acima do Limite de Tolerância, mas não possui, isoladamente, significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, não indica doença, nem está associado a um efeito ou disfunção de qualquer sistema biológico.
(NR-7 - Portaria nº 24 de 29/12/94 - DOU de 30/12/94).

§ Índice Biológico Máximo Permitido

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

DOPAMINA

CBHPM 4.07.12.17-6
CBHPM 4.03.11.05-8

Sinonímia:
o-hidroxitiramina. DOPA descarboxilada.

Fisiologia:
Massa molecular = 153,1799 g/mol
Fórmula molecular = C8H11NO2
A Dopamina, junto com a Epinefrina e a Norepinefrina, pertence ao grupo dos neurotransmissores catecolaminérgicos. A sua síntese é feita a partir da fenilalanina.
Está presente no sistema nervoso central e está localizada nos gânglios da base (núcleo caudado e lentiforme). Tudo sugere que a dopamina pode ter funções diferentes de mero precursor de norepinefrina.

Material Biológico:
Soro e/ou urina.

Coleta:
1,0 ml de soro e/ou alíquota de 50 ml de urina de 24 horas. Informar o volume total de 24 horas.

Exames Afins:
Epinefrina, Norepinefrina, VMA, Catecolaminas, Metanefrinas.

Valor Normal:

SORO

Adultos

Adultos

DOPAMINA

3 a 15 anos

DOPAMINA

Deitado (pg/ml)

até 200,0

até 10,0

até 60,0

Método I

De pé (pg/ml)

Método II

até 20,0

URINA

1 dia a 6 meses

7 a 11 meses

1 a 2 anos

Adultos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

3 a 8 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

9 a 12 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

13 a 17 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

107 a 2.180 µg/g Creatinina

96 a 2.441 µg/g Creatinina

86 a 1.861 µg/g Creatinina

3,25 a 60,00 µg/dl

52,0 a 480,0 µg/24 horas

12,70 a 740,74 µg/g Creatinina

18,57 a 1.071,43 µg/g Creatinina

5,33 a 106,38 µg/dl

51,0 a 378,0 µg/24 horas

29,94 a 3.039,51 µg/g Creatinina

30,80 a 3.546,10 µg/g Creatinina

4,05 a 83,58 µg/dl

51,0 a 474,0 µg/24 horas

17,75 a 1.416,54 µg/g Creatinina

21,88 a 1.547,70 µg/g Creatinina

3,21 a 88,97 µg/dl

51,0 a 645,0 µg/24 horas

13,82 a 1.186,21 µg/g Creatinina

17,42 a 1.434,93 µg/g Creatinina

* pg/ml = ng/l ** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os pg/ml por 0,0065283 *** Para obter valores em µmol/24 horas, multiplicar os µg/24 horas por 0,0065283

Método:
HPLC.

Interpretação:
Útil no diagnóstico do neuroblastoma.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

DOXEPINA E NORDOXEPINA

SINEQUAN®

CBHPM 4.03.01.37-0

Sinonímia:
Cloridrato de doxepina. Cloridrato de nordoxepina.
Cloridrato de desmetildoxepina
Nomes comerciais: Sinequan. Adapin®.

Fisiologia:
Cloridrato de 11-[16H]-[3-(dimetilamino)-propilideno]dibenzo[b,e]oxepina
Fórmula molecular = C19H21NO.HCl
Massa molecular = 315,8419 g/mol

A Doxepina é um antidepressivo tricíclico com amina terciária que tem sido utilizado no tratamento de depressão, dor de origem neuropática, enurese funcional infantil, S. do pânico e distúrbios fóbicos.
É um inibidor da recaptação da noradrenalina.
Cloridrato de (11-[16H]-[3-(metilamino)-propilideno]dibenzo[b,e]oxepina
Fórmula molecular = C18H19NO.HCl
Massa molecular = 301,8151 g/mol

A Noroxepina é um antidepressivo tricíclico com amina secundária, metabólito da Doxepina, que também tem sido utilizado no tratamento de depressão, dor de origem neuropática, enurese funcional infantil, S. do pânico e distúrbios fóbicos.
É um inibidor da recaptação da noradrenalina.

Material Biológico:
Soro ou plasma com heparina ou EDTA.

Coleta:
3,0 ml de soro ou plasma. Não empregar tubos com gel separador! A coleta é feita pela manhã ou em outro horário, logo antes da tomada da próxima dose do medicamento. Esta amostra representa o ponto mínimo da concentração diária no soro do paciente.
Convém o paciente tomar o medicamento adequadamente conforme prescrição médica durante ao menos quinze dias antes da dosagem. Pode ser coletado a qualquer hora se houver suspeita de intoxicação.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 5 dias.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível “borderline”

Nível tóxico

30,0 a 150,0 ng/ml

150,1 a 500,0 ng/ml

acima de 500,0 ng/ml

* ng/ml = µg/l ** Para obter valores em nmol/l de Doxepina, multiplicar os ng/ml por 0,003166 *** Para obter valores em nmol/l de Nordoxepina, multiplicar os ng/ml por 0,003313

Interferentes:
Hemólise. Lipemia. Tubo com gel separador. Material à temperatura ambiente.

Método:
HPLC. Cromatografia Líquida de Alta Eficiência.

Interpretação:
A dosagem é necessária ao monitoramento e otimização da dose terapêutica e à prevenção da intoxicação.
Para um controle terapêutico adequado é recomendado dosar conjuntamente a Nordoxepina.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com